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AGRONEGÓCIO

Cadeia do leite aposta em lácteos sem lactose para conquistar mercado

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Os produtos zero lactose têm ganhado cada vez mais as gôndolas dos supermercados e as geladeiras dos consumidores mundo afora. No Paraná e no Brasil não têm sido diferente. Várias lojas de grandes redes varejistas possuem setores dedicados a produtos livres desse elemento. Além do leite em si, é possível encontrar alguns tipos de queijos, requeijões, manteigas, creme de leite, leite condensado e outros itens. Sabendo disso, as agroindústrias paranaenses têm disputado parte desse filão.

O presidente da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ronei Volpi, considera os produtos zero lactose um mercado promissor para as empresas paranaenses. “Trata-se de uma boa oportunidade de negócio, tendo em vista um público consumidor amplo e disposto a pagar mais pelos produtos com essa característica. As empresas têm detectado essa tendência por parte dos compradores e investido de modo a responder a demanda”, reflete Volpi.

Um dos laticínios que têm ampla atuação nesse mercado é o Latco, com sede em Cruzeiro do Oeste, no Noroeste do Paraná. Segundo Valdomiro Leite, médico veterinário da empresa, a companhia passou a investir nesse mercado há cerca de oito anos, motivada justamente pela ampla procura dos consumidores por esse tipo de produto. “Foi um mercado que cresceu bastante inicialmente e agora já está mais estabilizado”, conta Leite.

No portfólio de produtos zero lactose, a Latco (marca crioulo) conta com leite fluido, muçarela e prato fatiados, queijo minas e requeijão, todos fabricados nas plantas de Realeza, no Sudoeste, e Maripá, no Oeste. “Hoje, em torno de 7% de tudo que produzimos são produtos zero lactose. A ideia é que, conforme forem surgindo necessidades, a empresa vá incluindo novos produtos à disposição dos consumidores”, projeta Leite.

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Outra organização que está no ramo dos lácteos sem lactose é a Cooperativa Frimesa, com sede em Medianeira, na região Oeste. Elis D’Alessandro, gerente de marketing da empresa, lembra que o primeiro produto da organização para pessoas com intolerância à lactose foi o leite longa vida, lançado há uma década. Hoje, quase 10% do volume de vendas de leite da cooperativa estão na versão zero lactose.

“A empresa buscou se adaptar com a demanda de clientes com restrição alimentar, aumentando a oferta de produtos sem lactose. Iogurtes, creme de leite, leite condensado se somaram ao portfólio com o passar dos anos. Agora, em 2021, cinco novos itens foram lançados, com destaque para iogurtes e a opção de petit suisse [“iogurte” para crianças] para o segmento infantil”, compartilha D’Alessandro.

Na capital nacional do leite, Castro, nos Campos Gerais, também houve investimento em produtos zero lactose. De acordo com Paulo Maurício Bernardini Basto da Silva, gerente de qualidade da Castrolanda, a cooperativa tem dois produtos livres de lactose, leite longa vida e leite condensado, com a própria marca (Colônia Holandesa). “Também prestamos serviços para empresas nacionais e internacionais e produzimos bebida láctea zero lactose para outras marcas”, completa.

Como é feito o leite zero lactose

O processo de produção de leite e derivados zero lactose é relativamente simples. Na indústria ocorre a adição de uma enzima chamada lactase, que reage com a lactose e quebra a molécula em outros dois açúcares: glicose e galactose. “O produto oriundo da reação costuma ter sabor mais adocicado como resultado da quebra da lactose. O cuidado no caso de quem consome esse produto é o alerta na embalagem para diabéticos, por conta da glicose, e pessoas que eventualmente tenham intolerância à galactose”, explica Paulo Silva, da Castrolanda.

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A supervisora de pesquisa desenvolvimento e inovação da área de lácteos da Frimesa, Mariana Massari, completa que a lactose em si já é um açúcar presente no leite. “É a fonte de energia mais importante durante o primeiro ano de vida dos mamíferos, pois fornece quase metade da necessidade energética total necessária para o desenvolvimento do organismo. Esse açúcar é encontrado somente no leite e derivados, representando cerca de 2% a 8% do leite. Ela é utilizada pelos organismos como fonte de energia para o desenvolvimento do sistema nervoso central, facilitando a absorção de cálcio, fósforo e vitamina D, além de favorecer a retenção de cálcio e prevenindo a osteoporose”, detalha.

Ainda, a pesquisadora reforça que a transformação da lactose em outros açúcares não interfere de forma significativa nos valores nutricionais do produto. “O leite sem ou com baixo teor de lactose não tem nenhuma perda de nutriente. Ele apresenta o mesmo valor calórico, fornecimento de nutrientes, aminoácidos e vitaminas essenciais. Contudo, por se tratar de um processo de produção mais caro, o preço final do produto costuma ser mais alto”, aponta.

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Sistema FAEMG em ação para minimizar perdas causadas pelas chuvas

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As chuvas que castigaram várias regiões mineiras neste mês levaram à mobilização do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos para ajudar os produtores rurais das mais diversas cadeias agrícolas e pecuárias que tiveram suas atividades prejudicadas. Além de mapeamento dos problemas, junto a quase 1.500 produtores atendidos pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), que está sendo concluído, buscou as instituições de crédito, para liberação de recursos emergenciais no menor prazo possível e para promover a facilitação em negociações (prorrogação e renegociação). Também produziu orientação para que os atingidos possam buscar os profissionais para elaborar os laudos necessários às transações (orientações abaixo).

Hoje, em reunião com o gerente de Agronegócio do Banco do Brasil para o estado de Minas Gerais, Bruno Machado Gonçalves, o presidente do Sistema FAEMG, Antônio de Salvo, solicitou maior agilidade para que os produtores rurais mineiros que sofreram com as fortes chuvas do último mês possam acessar créditos emergenciais. De acordo com a Defesa Civil, mais de 380 municípios de Minas já têm decretos de situação de emergência.

Antônio de Salvo aproveitou para solicitar a liberação de linha do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para recuperação de cafezais, que não é acionada desde 2015, e que é bem-vinda depois dos estresses climáticos enfrentados pela atividade. Também foi feito pedido de crédito para capital e giro para a pecuária de leite, penalizada por preços que não cobrem os custos de produção.

Segundo Bruno Gonçalves, a orientação para os gerentes das agências do BB é que todos os pedidos de prorrogação das operações de crédito rural que se encaixam na cláusula de eventos extraordinários, do Manual do Crédito Rural, sejam prorrogados. O produtor deve se lembrar de pedir para incluir no laudo que o problema foi causado por “estresse climático”, para que não haja ruídos na negociação. E outra ação, que “já está valendo”, é a de renovação de todos os limites de créditos dos produtores atingidos, dentro da mesma capacidade contratada. “São para evitar a penalização aos produtores. E outras medidas emergenciais estão em estudos. Vamos informar ao Sistema FAEMG assim que estiverem definidas.” 

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“Queremos esta linha aberta entre o Sistema FAEMG e o Banco do Brasil, para a contemplação dos nossos pedidos com transparência, pois precisamos ter opções para ajudar o produtor rural.”
Antônio de Salvo, presidente do Sistema FAEMG

“Deixo aqui este compromisso com o Sistema FAEMG, de lealdade, transparência e pronto atendimento.”
Bruno Machado Gonçalves, o gerente de Agronegócio do Banco do Brasil para o estado de Minas Gerais

  • Veja o vídeo:

OUTRAS INICIATIVAS DO SISTEMA FAEMG:
•    Encaminhamento de ofício à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), pedindo articulação com o governo federal para medidas emergenciais do crédito rural oficial, incluindo resolução normativa específica para Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e Funcafé.
•    Encaminhamento de ofício às instituições financeiras, com pedido de medidas emergenciais em atendimento aos produtores atingidos.
•    Solicitação de audiência com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para tratar da liberação das estradas prejudicadas pelas chuvas e da busca por soluções para minimizar os prejuízos dos produtores rurais mineiros. 
•    Reunião com a Defesa Civil.
•    Verificação junto à Superintendência de Relacionamento com Clientes da CEMIG sobre localidades mais atingidas com raios e falta de energia e encaminhamento de demandas de localidades/municípios comprometidos – produtores com perda de produção.
•    Reunião com CRMV/SEAPA/IMA/EMATER/SEMAD e associações (AVIMIG e ASEMG) – para levantamento e providências para socorro prioritário na região de Pará de Minas, na iminência de rompimento de barragem de água e impacto nas cadeias de pecuária avicultura e suinocultura.
•    Ofício para EMATER/SEAPA – com pedido de levantamentos de impactos e laudos em todo o estado.
•    Reunião do Sistema FAEMG em 6/1 com Sindicatos – para levantamento de informações nas regionais Norte e Jequitinhonha e orientações para resposta a questionário de perdas pelos técnicos do Programa ATEG e Sindicatos das regiões. Envio de Circular da Superintendência do SENAR Minas para levantamento das perdas em todas as regiões de Minas (Regionais do Sistema FAEMG e técnicos do Programa ATeG). 
•    Em dezembro de 2021 – acompanhamento da evolução das chuvas em Minas Gerais (regiões Jequitinhonha e Norte de Minas) e orientações aos sindicatos (especialmente ao Sindicato de Machacalis, município que teve fortes perdas por chuvas e enchentes).

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ACESSE ABAIXO AS ORIENTAÇÕES PARA QUE ATINGIDOS ELABOREM OS LAUDOS NECESSÁRIOS PARA TRANSAÇÕES:

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Senar-MT oferta capacitação técnica de etnoturismo para indígenas no Parque do Xingu

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) ofertou dois cursos de capacitação para 20 indígenas do Parque Indígena do Xingu (MT). Indígenas das etnias Ikpeng, Kayabi e Kamayurá realizaram o Curso de Planejamento para Implantação do Turismo Rural e o Curso de Oportunidades de Negócios e Economia Criativa no Turismo Rural na aldeia Ilha Grande, localizada no município de Querência (MT).

Promovidos pela parceria entre Senar-MT e Sindicato Rural de Canarana (MT), os cursos tiveram o apoio da Coordenação Regional Xingu (CR), unidade descentralizada da Funai em Canarana. A iniciativa teve o intuito de preparar os indígenas para a atividade turística em suas aldeias, por meio da aquisição de conhecimento técnico que lhes permitirá não só definir planos de visitação que atendam aos requisitos da normal legal vigente, mas também buscar geração de renda e autonomia.

O coordenador da CR Xingu, Gleiky Jhone da Silva Magalhães, afirma que iniciativas de capacitação técnica são imprescindíveis para atender as demandas por conhecimento nas aldeias das Terras Indígenas Parque do Xingu, Terra Indígena Batovi, Pequizal do Naruvôtu e Wawi, áreas de jurisdição da unidade. “A atividade turística tem trazido grandes benefícios no âmbito da geração de renda, fortalecimento cultural e preservação do meio ambiente. Acredito que seja esse o caminho de um futuro de qualidade para essas comunidades indígenas”, pontua Magalhães.

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Etnodesenvolvimento

Em 2017, a Funai havia aprovado o primeiro plano de visitação na região da Aldeia Naruvôtu, beneficiando as etnias Kalapalo e Naruvôtu. No ano seguinte houve a aprovação dos planos de visitação da aldeia Morena – etnia Kamayurá, da aldeia Ilha Grande – etnia Kayabi, e da aldeia Kamitatuwalo – etnia Waura. Em 2019 foram aprovados os planos em favor das aldeias Tehuhungu – etnia Kalapalo; e Ngahünga – etnia Matipu. Já em 2020 a fundação aprovou o plano de visitação da aldeia Afukuri – etnia Kuikuro. Em 2021 foi a vez da aldeia Tafununo – também da etnia Kuikuro – ter seu plano de visitação aprovado.

Kanawayuri Leandro Marcello Kamayurá, que conduziu a articulação dos órgãos parceiros para a realização dos cursos, disse que a recente capacitação na área de etnoturismo foi a primeira a ser realizada no Xingu. “Avalio a iniciativa como necessária para trazer qualificação profissionalizante para nós indígenas termos oportunidade de aprendizado técnico e desenvolvimento de atividades de geração de renda”, salienta o líder indígena.

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Fonte: CNA Brasil

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