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AGRONEGÓCIO

Comissão regulamenta emissão de títulos do agronegócio em moeda estrangeira

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou o Projeto de Lei 7734/17, do Poder Executivo, que regulamenta a emissão de títulos do agronegócio em moeda estrangeira e com cláusula de correção cambial, a fim de que investidores e fundos do exterior financiem a atividade.

Agência CÂMARA –  proposta foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pelo relator, deputado Nelson Barbudo (PSL-MT). “Vive-se a transição de um modelo em que o Estado desempenhava papel preponderante para uma nova realidade, em que o setor privado se torna cada vez mais relevante no crédito rural”, disse.

O substitutivo aprimora a proposta em tramitação na Câmara dos Deputados, a fim de ampliar da transparência das operações e dos lastros e assegurar segurança jurídica. “Espero que as modificações retirem os obstáculos para a atração de recursos nacionais e estrangeiros para o agronegócio brasileiro”, disse Barbudo.

A proposta altera a Lei 8.929/94, que institui a Cédula de Produto Rural (CPR), e a Lei 11.076/04, que dispõe sobre o Certificado de Depósito Agropecuário (CDA), o Warrant Agropecuário (WA), o Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA), a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

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Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária, a CPR, emitida pelos agentes produtores, representa a promessa de entrega de mercadorias. O CDCA serve para incluir os fornecedores e a indústria alimentícia como participantes da cadeia do agronegócio. O CRA, por sua vez, é emitido por empresas que transformam dívidas em títulos do mercado financeiro que servem para financiar o setor agrícola.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Ana Chalub

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AGRONEGÓCIO

Em junho, IBGE prevê alta de 2,5% na safra de 2020

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Em junho, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2020 foi estimada em 247,4 milhões de toneladas e se manteve em patamar recorde, 2,5% acima da safra de 2019 (mais 6 milhões de toneladas) e 0,6% superior à estimativa de maio (mais 1,5 milhão de toneladas).

Estimativa de junho para 2020 247,4 milhões de toneladas
Variação safra 2020 / safra 2019 2,5% (6 milhões de toneladas)
Variação safra 2020 / 5ª estimativa 2020 0,6% (1,5 milhão de toneladas)

Já a área a ser colhida é de 64,6 milhões de hectares, 2,2% acima de 2019 (mais 1,4 milhão de ha) e estável (0,0%) em relação à a estimativa anterior (mais 29,6 mil ha).

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo e, somados, representaram 92,3% da estimativa da produção e responderam por 87,2% da área a ser colhida. Em relação a 2019, houve acréscimos de 1,7% na área do milho (aumentos de 4,7% no milho de primeira safra e de 0,6% no milho de segunda safra), de 2,9% na área da soja e quedas de 2,0% na área do arroz e de 0,1% na do algodão herbáceo.


Em relação ao ano passado, a estimativa é de acréscimos de 5,6% para a soja (119,9 milhões de toneladas), de 5,3% para o arroz (10,8 milhões de toneladas) e de 0,4% para o algodão herbáceo (6,9 milhões de toneladas). É esperado decréscimo de 3,0% para o milho (crescimento de 2,8% no milho de primeira safra e decréscimo de 5,1% no milho de segunda safra), com produção de 97,5 milhões de toneladas (26,7 milhões de toneladas de milho na primeira safra e 70,8 milhões de toneladas de milho na segunda safra).

A distribuição da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi a seguinte: Centro-Oeste (115,8 milhões de toneladas), Sul (73,6 milhões de toneladas), Sudeste (25,6 milhões de toneladas), Nordeste (21,9 milhões de toneladas) e Norte (10,5 milhões de toneladas). Isso representa aumento em quase todas as regiões: Nordeste (14,3%), Sudeste (7,8%), Norte (7,0%) e Centro-Oeste (3,8%). O Sul declinou 4,7%.

Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 28,4%, seguido pelo Paraná (16,4%), Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (10,1%), Mato Grosso do Sul (7,9%) e Minas Gerais (6,1%), que, somados, representaram 79,6% do total nacional. Com relação à participação das regiões brasileiras, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (46,8%), Sul (29,8%), Sudeste (10,3%), Nordeste (8,9%) e Norte (4,2%).

Destaques na estimativa de junho de 2020 em relação a maio

Em junho, destacaram-se as variações nas seguintes estimativas de produção em relação a maio: café arábica (4,8%), da cana-de-açúcar (1,8%), da mandioca (1,4%), do trigo (1,2%), do sorgo (1,2%), da aveia (1,0%), do milho 2ª safra (0,9%), do milho 1ª safra (0,6%), da soja (0,5%). Houve redução na produção da batata 3ª safra (26,2%), do feijão 1ª safra (3,0%), da cevada (2,4%), do café canephora (1,9%), da batata 2ª safra (1,6%), do feijão 2ª safra (1,0%) e da batata 1ª safra (0,5%).

Em números absolutos, os destaques foram para as variações da cana-de-açúcar (11,9 milhões de toneladas), do milho 2ª safra (647,7 mil toneladas), da soja (547,3 mil toneladas), da mandioca (266,6 mil toneladas), do milho 1ª safra (160,8 mil toneladas), café arábica (121,7 mil toneladas), do trigo (82,7 mil toneladas), do sorgo (31,7 mil toneladas), da aveia (10,5 mil toneladas), da batata 3ª safra (-239,3 mil toneladas), do feijão 1ª safra(-42,3 mil toneladas), da cevada (-10,5 toneladas), do café canephora (-16,6 toneladas), da batata 2ª safra (-17,6 mil toneladas), do feijão 2ª safra (-11,0 mil toneladas) e da batata 1ª safra (-8,8 mil toneladas).

BATATA-INGLESA – A produção deve alcançar 3,4 milhões de toneladas, declínio de 7,2% em relação a maio. Destaque positivo para Goiás, que reavaliou a estimativa de produção da batata-inglesa total com um aumento de 11,9% em relação ao mês anterior. São Paulo foi o destaque negativo, pois reduziu em 31,3% a estimativa de produção. Em relação à 2019, a estimativa da produção total da batata-inglesa também apresentou declínio de 11,2%. Contribuem para esse resultado os estados de São Paulo (-31,1%), do Rio Grande do Sul (-19,9%) e de Goiás (-21,3%).

1ª safra, com uma produção de 1,6 milhão de toneladas, apresentou declínio de 0,5% em relação ao mês anterior. O resultado foi influenciado pela redução de 3,9% na produção de São Paulo, que verificou uma redução de 2,8% na área plantada. Em relação ao ano anterior, a redução é de 3,6% e, os destaques negativos, para essa safra, foram os dos estados de Santa Catarina (-11,9%) e Rio Grande do Sul (-19,8%). Minas Gerais (1,8%) e Paraná (4,0%) informaram crescimento na produção.

A produção estimada para a 2ª safra foi de 1,1 milhão de toneladas, declínio de 1,6% em relação ao mês anterior. Os estados do Paraná (-1,7%) e São Paulo (-4,8%) foram os destaques negativos que contribuíram para esse resultado. Comparada ao ano anterior, essa estimativa é 7,0% inferior, em decorrência da redução de 4,4% na estimativa do rendimento médio, sendo Minas Gerais (-11,3%), Paraná (-5,4%) e Rio Grande do Sul (-20,5%), os estados que mais influenciaram nesse resultado.

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Com relação à 3ª safra, a estimativa da produção encontra-se em 674,7 mil toneladas, declínios de 26,2% em relação ao mês anterior, e de 29,7% relação a 2019. São Paulo foi o destaque negativo nesse levantamento, pois teve reduções de 64,4% em sua estimativa de produção em relação a maio, e de 66,0% em relação à 2019. Goiás aumentou sua estimativas em 11,9% frente ao mês anterior, mas na comparação anual a redução é de 21,3%.

CAFÉ (em grão) – A estimativa da produção brasileira de café foi de 3,5 milhões de toneladas, ou 59,0 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 3,1% em relação ao mês anterior. Em relação ao ano anterior, a estimativa da produção foi 18,2% maior.

Para o café arábica, a produção estimada foi de 2 671,8 mil toneladas, ou 44,5 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 4,8% em relação ao mês anterior e 28,9% frente ao ano anterior (devido à bienalidade positiva da safra). Em Minas Gerais, principal produtor brasileiro, devendo responder por 72,3% da produção em 2020, a estimativa da produção de 1 931,2 mil de toneladas, ou 32,2 milhões de sacas de 60 kg, apresenta crescimento de 30,2%, devendo o rendimento médio aumentar em 21,2% em relação ao ano anterior.

Para o café canephora, mais conhecido como conillon, a estimativa da produção, de 869,0 mil toneladas, ou 14,5 milhões de sacas de 60 kg, apresenta declínios de 1,9% em relação a maio e de 5,8% em relação ao ano anterior. A produção capixaba, que representa 65,8% do total nacional, encontra-se 4,2% menor em decorrência do declínio de 4,3% no rendimento médio. Em relação ao ano anterior, houve declínio de 10,3%. A Bahia revisou a produção (aumento de 7,9%) e Rondônia manteve a estimativa de maio.

CANA-DE-AÇÚCAR – A produção brasileira deve alcançar 685,4 milhões de toneladas, crescimento de 1,8% em relação ao mês anterior. São Paulo, com 353,9 milhões de toneladas, é responsável por 51,6% da produção nacional. Reavaliações positivas de 0,9% na área a ser colhida e de 2,6% na produtividade proporcionaram um aumento de 3,5% na produção. No Paraná, a estimativa da produção caiu 0,9% devido a redução na produtividade. Em termos de importância, o açúcar deve continuar como segundo subproduto da cana nessa safra, mas segue elevando sua participação quando comparado com a safra de 2019.

CEREAIS DE INVERNO (em grão) – Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada. A estimativa da produção do trigo encontra-se em 7,0 milhões de toneladas, crescimento de 1,2% em relação ao mês anterior. Em relação ao ano anterior, a estimativa encontra-se 33,0 % maior.

A Região Sul deve responder, em 2020, por 90,2% da produção tritícola nacional. No Paraná, maior produtor desse cereal, com participação de 52,8% no total nacional, a produção foi estimada em 3 672,1 mil de toneladas, crescimentos de 3,8% em relação ao mês anterior e de 72,2% em relação a produção de 2019. O rendimento médio e a área plantada apresentam aumentos de 56,0% e 10,4%, neste comparativo, respectivamente. O Rio Grande do Sul, segundo maior produtor, com participação de 35,2% no total nacional, deve produzir 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 7,2% em relação ao ano anterior e, Santa Catarina, 155,1 mil toneladas, crescimento de 5,5%.

A estimativa da produção da aveia foi de 1,0 milhão de toneladas, crescimento de 1,0% em relação ao mês anterior. Os maiores produtores do cereal são Rio Grande do Sul, com 699,3 mil toneladas, e Paraná, com 217,1 mil toneladas. Em relação ao ano anterior, a produção brasileira da aveia deve crescer 12,4%.

Para a cevada, a produção estimada encontra-se em 423,1 mil toneladas, declínio de 2,4% em relação ao mês anterior. Os maiores produtores do cereal são Paraná, com 288,8 mil toneladas, e Rio Grande do Sul, com 119,3 mil toneladas. Em relação ao ano anterior, a produção brasileira da cevada deve apresentar crescimento de 5,7%.

FEIJÃO (em grão) – A estimativa da produção nacional total foi de 3,0 milhões de toneladas, redução de 1,6% em relação ao mês anterior. Neste levantamento, os maiores produtores, somadas as três safras, são Paraná com 19,9%, Minas Gerais com 17,2% e Goiás com 11,1% de participação na produção nacional. Com relação à variação anual, a estimativa para a área plantada foi reduzida em 3,9%, com a estimativa da safra caindo 2,9%. Houve aumento de 0,6% na estimativa do rendimento médio.

1ª safra de feijão participa com 46,5% da produção total do grão e foi estimada em 1,4 milhão de toneladas, declínio de 3,0% frente à estimativa de maio. O destaque positivo coube a Pernambuco, que teve a estimativa da produção aumentada em 4,1%, resultado do crescimento de 4,5% na área colhida (4,5%). Os destaques negativos couberam a São Paulo, com uma redução de 21,1% na produção, Goiás (-6,7%) e Ceará (-4,1%). Em relação ao ano anterior, houve crescimentos de 6,9% na produção; de 5,6% no rendimento médio e declínio de 1,7% na área plantada.

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2ª safra de feijão foi estimada em 1,1 milhão de toneladas, redução de 1,0% frente à estimativa de maio, refletindo o rendimento médio, que ficou 0,7% menor. Devido a uma forte estiagem, o Paraná informou declínio de 2,8% em sua estimativa de produção, assim como Goiás (6,7%). Quanto à variação anual, a estimativa de produção indica diminuição de 7,9%. A 2ª safra representa 36,4% do total de feijão produzido no país. As maiores estimativas de produção, para esta safra foram do Paraná (24,5%), Bahia (17,1%) e Minas Gerais (16,3%).

Com relação à 3ª safra de feijão, a estimativa de produção foi de 503,5 mil toneladas, aumento de 1,1% frente a maio. A área a ser plantada também teve sua estimativa aumentada em 1,2%. Destaque para São Paulo que prevê aumento de 10,2% para a produção e de 15,7% para a área a ser plantada. Em relação ao ano anterior, a estimativa da produção sofreu uma redução de 14,4%, com a área a ser plantada declinando 14,5%.

MANDIOCA (raiz) – A estimativa da produção foi de 19,0 milhões de toneladas, crescimento de 1,4% em relação ao mês anterior. Em junho, houve aumento das estimativas de produção de São Paulo (15,6%), do Acre (0,8%), do Ceará (4,9%), do Rio Grande do Norte (1,8%), de Pernambuco (0,2%), do Paraná (0,5%), e declínio de Goiás (-1,1%). Em relação ao ano anterior, a produção estimada encontra-se 0,1% menor.

MILHO (em grão) – A estimativa da produção cresceu 0,8%, totalizando 97,5 milhões de toneladas, e na comparação anual, recuou 3,0%, com queda de 4,7% no rendimento médio, embora haja aumentos de 1,2% na área a ser plantada e de 1,7% na área a ser colhida. A primeira safra deve participar com 27,4% da produção brasileira de 2020 e, a segunda, com 72,6%.

Na 1ª safra de milho, a produção alcançou 26,7 milhões de toneladas, crescimento de 0,6% em relação à informação do mês anterior. Houve aumento na produção do Acre (1,1%), Pernambuco (4,0%), Bahia (3,2%), Minas Gerais (0,3%), São Paulo (3,0%) e Goiás (2,6%). Em relação a 2019, a produção foi 2,8% maior, havendo incrementos de 2,8% na área plantada e declínio de 1,8% no rendimento médio. Houve declínio de 26,8% na produção gaúcha, devido a uma forte estiagem, que fez com que o Rio Grande do Sul deixasse de figurar como o maior produtor de milho dessa safra, após ser ultrapassado por Minas Gerais.

Para a 2ª safra, a estimativa da produção foi de 70,8 milhões de toneladas, crescimento de 0,9% em relação ao mês anterior. Os aumentos mais significativas das estimativas da produção foram informadas por Sergipe (17,0% ou 108,6 mil toneladas), Minas Gerais (2,2% ou 60,4 mil toneladas), São Paulo (20,8%) ou 464,7 mil toneladas) e Paraná (0,9% ou 101,8 mil toneladas). Na comparação com o ano anterior, a produção do milho 2ª safra apresenta declínio de 5,1%, com o rendimento médio decrescendo 5,7%. A produção brasileira de milho 2ª safra, em 2019, foi recorde da série histórica do IBGE, portanto, constituindo-se em uma base de comparação elevada. Houve declínios relevantes na produção do Paraná (15,3%), Goiás (10,3%), Mato Grosso do Sul (9,5%) e Minas Gerais (7,7%), tendo crescido 0,8% no Mato Grosso.

SOJA (em grão) – A produção de soja de 2020 é mais um recorde histórico do IBGE, tendo totalizado 119,9 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 5,6% em relação à safra anterior. Na atualização mensal, registrou-se um crescimento de 0,5% no volume colhido, impactado, principalmente, pelos dados levantados por São Paulo, onde houve aumento de 10,6% ou 388,6 mil toneladas, e Bahia, com um aumento de 3,8% ou 220,5 mil toneladas. As produções desses estados foram de 4,0 e 6,0 milhões de toneladas, respectivamente.

A produção gaúcha, estimada em 11,2 milhões de toneladas, declinou 39,3%, ou 7,3 milhões de toneladas em relação a 2019. O estado sofreu uma forte seca entre dezembro de 2019 e maio do corrente ano, prejudicando grande parte das áreas produtoras de soja. A escassez de chuvas influenciou diretamente o rendimento médio do grão, que deve ficar próximo de 1.883 kg/ha, uma queda de 40,7% na comparação com a média estadual de 2019.

SORGO (em grão) – A estimativa da produção alcançou 2,8 milhões de toneladas, crescimento de 1,2% em relação ao mês anterior, resultado do crescimento de 2,0% na estimativa da produtividade das lavouras. Os estados da Bahia e São Paulo apresentaram aumentos significativos de 21,1% e 57,6%, respectivamente, em suas estimativas de produção, enquanto que Goiás reduziu a mesma em 3,6%. Em relação ao ano anterior, a produção apresenta crescimento de 6,5%, com destaque para o rendimento médio, que deve crescer 5,6%.

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AGRONEGÓCIO

Balança comercial tem maior saldo para mês de junho, com US$ 7,4 bilhões

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Resultado também foi o segundo maior da série histórica para todos os meses; corrente de comércio chegou a US$ 28,3 bilhões no mês e US$ 181,8 bilhões no acumulado do ano

As exportações brasileiras em junho chegaram a US$ 17,912 bilhões e as importações a US$ 10,449 bilhões, com saldo positivo de US$ 7,463 bilhões e corrente de comércio de US$ 28,361 bilhões. Esse foi o maior saldo comercial da série histórica para o mês de junho e o segundo maior considerando todos os meses. No ano, o saldo positivo é de US$ 23,035 bilhões, com corrente de comércio de US$ 181,825 bilhões – US$ 102,43 bilhões em exportações e US$ 79,395 bilhões em importações. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (1º/7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

O saldo recorde para junho representou um crescimento de 25,4% em relação aos US$ 5,4 bilhões de junho do ano passado, pela média diária. Já a corrente de comércio recuou 18,4% na mesma comparação – foram US$ 31,4 bilhões em junho de 2019. O valor exportado em junho baixou 12%. Nas importações, a queda no valor foi maior (-27,4%). O volume exportado, porém, registrou aumento de 14%.

O aumento do volume exportado também é destaque no acumulado do semestre. Na Agropecuária, o crescimento de quantum foi de 22,8% no período, com alta de 41,5% no volume exportado de soja. Na Indústria Extrativa, com volumes crescentes nas exportações (+5,5%), o principal aumento foi de óleos de petróleo ou de minerais betuminosos crus, com alta de 30,6% até junho. A Indústria de Transformação, por sua vez, registrou aumentos que chegaram a 53,8% em açúcares e melaços, 12,9% em carne bovina e 1,2% em celulose.

Acesse o Resultado da Balança Comercial em junho 

Impactos da crise

Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz, o desempenho do comércio exterior brasileiro em junho foi afetado principalmente pela crise global – a maior desde 1929 –, que deixa todos os países expostos a choques negativos de oferta e demanda, agravando um cenário que já vinha em desaquecimento em anos anteriores, sobretudo em relação ao comércio internacional.

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Por gerar um choque negativo, a crise derruba os preços internacionais, não só de commodities, mas também de produtos de maior valor agregado. “É uma crise que atinge frontalmente os bens de maior valor agregado, e os nossos resultados refletem essas condições”, explicou.

Ferraz comentou que as exportações brasileiras vêm caindo de forma generalizada para destinos importantes, como os Estados Unidos (-26,6%), América do Sul (-28,1%) e Europa (-6,8%). “Tudo isso em função do desaquecimento global, da queda da demanda por produtos importados nas economias dessas regiões, que têm sofrido bastante com essa crise internacional”, afirmou.

Ásia e agropecuária em alta

Por outro lado, houve crescimento de 14,6% nas exportações para a Ásia (excluindo o Oriente Médio). Nesse cenário, destaca-se o melhor desempenho relativo das exportações de produtos agropecuários e do setor extrativo, na comparação com as exportações de produtos de maior valor agregado.

Isso se deve ao fato de o continente asiático, que é o principal destino dessas commodities, estar se recuperando mais rapidamente. “Portanto, há uma demanda significativa pelo consumo desses produtos, que têm menor elasticidade de preços mesmo em meio a uma crise, porque os consumidores continuam comprando produtos alimentares”, diz o secretário.

Além disso, ele salienta que o Brasil tem condições de oferta particulares, graças à safra recorde de grãos e às boas condições das cadeias de suprimentos do agronegócio, mesmo em meio à crise, aliadas à “grande competitividade intrínseca do agronegócio, já que o Brasil é um grande player do agronegócio do ponto de vista internacional”.

A agropecuária, de fato, liderou o desempenho da balança no mês passado, com crescimento de US$ 57,49 milhões (+29,7%) nas exportações em relação a junho de 2019, pela média diária. Já na indústria extrativa as vendas externas recuaram US$ 54,64 milhões (-26,1%), enquanto em produtos da Indústria de Transformação houve queda de US$ 118,08 milhões (-21,0%).

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No acumulado do ano, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária também registrou crescimento das exportações em Agropecuária, de US$ 41 milhões (+23,8%). Na Indústria Extrativa, no entanto, houve queda de US$ 18,36 milhões (-9,6%) e na Indústria de Transformação, um recuo de US$ 78,63 milhões (-15,1%).

Nas importações, houve queda de US$ 2,49 milhões (-15,6%) em Agropecuária; de US$ 10,42 milhões (-22,3%) em Indústria Extrativa; e de US$ 174,28 milhões (-28,1%) em produtos da Indústria de Transformação, pela medida diária, na comparação entre junho de 2020 e o mesmo mês do ano passado.

Da mesma forma, no acumulado do primeiro semestre, houve queda das importações de Agropecuária, de US$ 1,08 milhão (-6,1%); da Indústria Extrativa, de US$ 14,36 milhões (-30,9%); e de produtos da Indústria de Transformação, de US$ 19,67 milhões (-3,2%).

Perspectivas para 2020

Os dados até junho levaram a Secex a refazer as previsões para 2020, chegando a uma estimativa de redução de 10,2% em valor nas exportações e de 17% nas importações. A queda da corrente de comércio deve ficar em 13,2%, enquanto o saldo comercial tende a subir 15,2%, chegando a US$ 55,4 bilhões.

Segundo Lucas Ferraz, isso “dá mais conforto às contas externas do país e é o reflexo direto de uma exportação que tem tido um desempenho, na média, melhor do que as importações, gerando excedentes comerciais e contribuindo para uma queda, talvez, menos acentuada do PIB e da economia brasileira neste ano”, afirmou.

 

Assista abaixo a Coletiva do Resultado da Balança Comercial em junho:

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