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Economia & Finanças

Contas públicas ameaçam recuperação financeira dos estados

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Crise fiscal

Boletim de Finanças lançado nesta quarta-feira (14/8) mostra que apenas 10 estados podem receber garantia da União para novos empréstimos

Economia – Embora a trajetória de intensa deterioração financeira dos estados e municípios verificada desde 2015 pareça ter se aliviado em 2018, isso ocorreu de forma muito desigual, com alguns entes aprimorando suas finanças, enquanto outros agravaram suas dificuldades financeiras.

Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (14/8) pelo Tesouro Nacional, vinculado à Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia, que lançou a quarta edição do Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais, publicado anualmente desde 2016.

A versão atual analisa as informações fiscais dos estados, Distrito Federal e municípios de forma agregada; a situação fiscal das capitais estaduais em 2018 por meio de nove indicadores; a Capacidade de Pagamento (Capag); também apresenta o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e o Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF); e, por fim, aborda questões relacionadas ao federalismo e à sustentabilidade fiscal dos entes.

Levando-se em conta a análise da Capag, apenas 10 estados possuem, em 2019, nota A ou B, a qual permite que o ente receba garantia da União para novos empréstimos.

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O número de estados elegíveis diminuiu em relação a 2018. Conforme a tabela abaixo, somente o Espírito Santo encontra-se atualmente com nota A.

Tabela 17 Indicadores CAPAG

Do restante, nove estão com nota B; 14 com nota C; e três (Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro) com nota D. O quadro mostra, ainda, que Rondônia e Amapá pioraram suas notas (de B para C entre 2018 e 2019).  Já o Piauí melhorou de C para B.

A quarta edição do boletim chama a atenção para o fato de que alguns estados, além de terem baixa poupança corrente, possuem baixa disponibilidade de caixa. O alerta serve, especialmente, para Acre, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná e São Paulo, que estão próximos de perder a nota B, pois a relação entre Despesa Corrente e Receitas Correntes já se encontra bem próxima da margem tolerável de 95%.

“Para esses estados, faz-se necessário esforço maior em aumentar a receita e cortar gastos, pois a nota poderá ser rebaixada para C já no próximo ano”, informa o relatório.

Previdência

O relatório do Tesouro Nacional ressalta, ainda, a necessidade de que estados e municípios sejam incluídos na reforma da Previdência. A medida é apontada como “fundamental para a saúde fiscal e justiça social”.

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Mas, ao mesmo tempo, exige a contrapartida: que os governos locais se empenhem na aprovação de leis que reduzam os gastos com inativos, oferecendo políticas públicas mais robustas, além de aperfeiçoar os serviços já oferecidos, a saber: educação fundamental e média, atendimento à saúde e à segurança pública.

A recomendação vem junto com outra advertência: alguns estados acreditam que estão resolvendo seus problemas de fluxo de caixa em função de recentes decisões judiciais.

Mas este alívio é temporário, garante o estudo publicado pelo Ministério da Economia. E, se não forem adotadas medidas que gerem mudanças positivas de forma permanente, a ajuda de curto prazo que possa vir pode ter efeito contrário: acaba por contribuir para o agravamento da crise das contas públicas.


Boletim de finanças dos entes subnacionais 2019

Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais

Boletim anual publicado pelo Tesouro Nacional, desde 2016, com o objetivo de aumentar a transparência e de fomentar discussões acerca das finanças dos Estados e Municípios.

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(formato .pdf – 10,2 MB)

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Economia & Finanças

Dólar fecha no menor nível em três semanas

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Em um dia de alívio no mercado financeiro, o dólar fechou abaixo de R$ 4,20. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (5) vendido a R$ 4,188, com queda de R$ 0,014 (-0,33%). A a moeda norte-americana está no menor nível desde 13 de novembro 4,187).

A cotação abriu em alta. Na máxima do dia, por volta das 9h30, o dólar chegou a R$ 4,22, mas reverteu a tendência no início da tarde e passou a cair.

No mercado de ações, o dia também foi de otimismo. O índice Ibovespa, da B3, antiga Bolsa de Valores de São Paulo, voltou a bater recorde e fechou aos 110.622 pontos, com alta de 0,29%. O indicador abriu em baixa, mas recuperou-se durante a manhã e reverteu o movimento.

As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, subiram 1,3% (papéis ordinários e preferenciais), ajudando na alta.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC
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Economia & Finanças

Clientes do BB podem pagar contas por assistente de voz do Google

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Os clientes do Banco do Brasil (BB) podem usar o assistente de voz do Google para fazerem consultas e pagamentos. O recurso, que começou a funcionar nesta semana, permite a consulta ao extrato de conta corrente e à fatura do cartão de crédito, assim como o pagamento de boletos e a realização de transferências bancárias.

Pioneira no sistema bancário brasileiro, a ferramenta está disponível para usuários de smartphones com o sistema Android. Para usar a solução tecnológica, o correntista deve dizer “OK Google” e informar a transação que deseja realizar, por exemplo: “OK Google. Transferir dinheiro no Banco do Brasil”. O smartphone abre o aplicativo do banco. Ao digitar a senha, o cliente é encaminhado para a transação pedida.

Outras informações estão disponíveis no site. Em junho, o BB tinha começado a operar serviços por meio do assistente de voz do Google. Na primeira etapa, a tecnologia possibilitava a emissão de senhas para atendimento presencial e fornecia informações como a localização de agências, traçando rotas no aplicativo Google Maps.

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Edição: Bruna Saniele

Fonte: EBC
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