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Economia & Finanças

Custo da construção civil aumenta 0,37% em setembro

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O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado hoje (09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cresceu 0,37% em setembro. O indicador caiu 0,07 ponto percentual na comparação com agosto, quando ficou em 0,44%. No acumulado de 12 meses a inflação do setor soma 4,42% e no ano está em 3,49%. Em setembro do ano passado o Sinapi ficou em 0,45%.

Segundo o IBGE, a alta do mês foi puxada pelo aumento na mão de obra, com incremento de 0,47%, a maior variação para o mês de setembro desde 2014. Em agosto de 2019 a parcela da mão de obra ficou em 0,13%. De acordo com o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, o aumento foi fruto de três negociações coletivas de trabalho.

“Nesse mês, captamos altas nos pisos salarias das categorias profissionais da construção civil no Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Amazonas. Nos anos anteriores, não tivemos três estados com dissídio sendo apropriado em setembro, por isso a alta expressiva”.

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A parcela referente aos materiais aumentou 0,27%, uma queda significativa de 0,45 ponto percentual em relação a agosto, quando o indicador fechou em 0,72%. Na comparação com setembro de 2018, a queda foi de 0,41 ponto percentual. No acumulado de 12 meses as parcelas somam 5,81% os materiais e 2,95% a mão de obra.

Com isso, o custo nacional da construção civil, por metro quadrado, ficou em R$ 1.152,87 no mês de setembro, sendo R$ 603,87 relativos aos materiais e R$ 549,00 à mão de obra. Em agosto o valor estava em R$ 1.148,65.

A Região Norte registrou a maior variação mensal em setembro, com 0,82%, e a Nordeste a menor, com 0,03%. No Sudeste, a Sinapi variou 0,55%, no Sul, 0,21% e no Centro-Oeste a construção civil ficou 0,45% mais cara.

Em valores, o Sul tem o maior custo por metro quadrado, com R$ 1.217,74, e o Nordeste, o menor, com R$ 1.064,53. No Norte o valor fechou o mês em R$ 1.157,07, o Sudeste em R$ 1.203,20 e no Centro-Oeste a construção civil custa R$ 1.154,06 o metro quadrado.

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As maiores altas por estado foram influenciadas pelos acordos coletivos. O Amazonas registrou a maior variação, de 3,54%, seguido por Mato Grosso do Sul, com 1,73%, e Rio de Janeiro, que teve inflação de 1,68% na construção civil. Seis estados registraram deflação no índice: Amapá (-0,12%), Roraima (-0,10%), Pará (-0,07), Alagoas (-0,46), Bahia (-0,30) e São Paulo (-0,04).

 

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC
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Cadastro unificado facilitará acesso dos cidadãos a serviços federais

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Uma ferramenta para unificar os cadastros do cidadão em diversos órgãos promete reduzir a burocracia e facilitar o acesso a serviços públicos federais. Publicado na última quinta-feira (10) no Diário Oficial da União, o Decreto 10.646/2019  cria o Cadastro Base do Cidadão (CBC), com níveis de compartilhamento de dados entre os órgãos.

Segundo o Ministério da Economia, o novo cadastro evita o deslocamento dos cidadãos em diversos órgãos públicos para juntar documentos, como certidões, comprovantes de situação fiscal e outros registros. Outros benefícios apontados pela pasta são a redução da perda de tempo, de impressão de papel e de uso de recursos humanos do governo federal.

A primeira versão do CBC será formulada com os dados já disponíveis no Cadastro de Pessoa Física (CPF), como o número do CPF, nome completo, nome social, data de nascimento, sexo, filiação, nacionalidade, naturalidade, além de outros atributos biográficos e cadastrais. Gradualmente, dados específicos de outros órgãos públicos serão acrescentados.

Compartilhamento

Protegidos pelo sigilo constitucional, os dados fiscais ficarão fora do cadastro, gerenciados apenas pela Receita Federal. Para garantir a segurança dos dados e mediar eventuais conflitos, o decreto também criou o Comitê Central de Governança de Dados, com representantes de diversas áreas do governo.

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De acordo com o Ministério da Economia, o decreto tornou mais claras as regras para a troca de informações entre os diversos órgãos federais. O intercâmbio de informações entre os órgãos deve estar alinhado à Lei de Acesso à Informação e à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. A falta de padronização, informou a pasta, resulta em negociações complexas e exaustivas para o intercâmbio de dados.

Os órgãos federais terão 90 dias para classificarem os dados em restrito ou específico. Dados amplos não precisam ser categorizados. A classificação precisa obedecer a níveis compatíveis com a sensibilidade da informação.

Além de facilitar o acesso aos serviços públicos, o cadastro unificado, segundo o Ministério da Economia, ajudará a subsidiar e monitorar políticas públicas, possibilitando a análise de condições para acesso a benefícios sociais e fiscais e sua respectiva manutenção. A nova ferramenta também melhorará a qualidade dos dados sob gestão do governo, aumentando a eficiência das operações internas dos órgãos federais.

Edição: Nélio de Andrade

Fonte: EBC
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Competição entre bancos reduz juros do crédito imobiliário

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Com a competição entre os bancos, em um cenário com taxa básica de juros (a Selic) no menor nível histórico, os juros do crédito imobiliário estão em queda. Entre os cinco maiores bancos, a taxa mínima varia entre 7,30% ao ano a 7,99% ao ano.

No último dia 8, após bancos privados, a Caixa Econômica Federal anunciou redução de até 1 ponto percentual nas taxas de juros para os financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE). A menor taxa passou de 8,5% ao ano para 7,5% ao ano; e a maior de 9,75% ao ano para 9,5% ao ano. As novas taxas serão válidas a partir desta segunda-feira (14).

O professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialista no mercado imobiliário Pedro Seixas afirma que os bancos “despertaram” para o crédito imobiliário devido à demanda habitacional. “É uma linha de crédito que cria uma relação de longo prazo com o cliente e tem garantia real que é o próprio imóvel. É um crédito muito interessante também para os bancos e eles despertaram para essa modalidade e estão competindo mais pelo mercado”, disse.

Para Seixas, ainda há espaço para redução dos juros, não somente por influência da redução da Selic, mas também por causa da linha de crédito corrigida pela inflação, lançada pela Caixa Econômica Federal.

A nova linha tem saldo corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nesse financiamento, a taxa mínima é o IPCA mais 2,95% ao ano e a máxima, o IPCA mais 4,95% ao ano. Nas outras modalidades, a correção é pela Taxa Referencial (TR). “Essa inovação tem potencial de impacto muito grande na competitividade e, portanto, de redução dos custos para as famílias”, disse Seixas.

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A Caixa lidera o mercado de financiamento imobiliário, com 69% de participação.

Portabilidade

Para o professor da FGV, as reduções nas taxas de juros estimulam a portabilidade do crédito imobiliário. “Os juros mais baixos tendem a beneficiar a portabilidade de contratos antigos, com taxas menos interessantes”, disse. Entretanto, antes de aderir à portabilidade, ele aconselha a analisar os custos com cartório, a taxa do contrato original e o tempo que ainda resta para quitar o empréstimo.

Taxas de juros

O banco Santander informou que iniciou a redução das taxas do crédito imobiliário ainda em 2017. Em julho deste ano, foi feito o terceiro corte, com taxa mínima chegando a 7,99% ao ano.

No final de setembro, foi a vez dos demais bancos. O Bradesco anunciou redução da taxa de juros mínima de sua linha de crédito imobiliário de 8,20% ao ano mais TR para a partir de 7,30% ao ano mais TR, com taxas válidas a partir deste mês. No Banco do Brasil, a taxa mínima foi reduzida para 7,40% ao ano mais TR. No Itaú Unibanco, a taxa mínima foi ajustada para 7,45% ao ano mais TR.

Apesar das reduções, nem sempre o cliente consegue fazer o financiamento com a taxa mínima porque o banco avalia o perfil do cliente, o histórico de relacionamento, o prazo do financiamento, entre outros critérios, para definir a taxa. Além disso, os bancos oferecem as taxas mais baixas para novos contratos ou para casos de portabilidade, que é a transferência do contrato de um banco para outro, com condições mais benéficas para o cliente.

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Especialistas orientam os clientes a observarem não somente a taxa de juros, mas o Custo Efetivo Total (CET) do financiamento, que inclui além dos juros, outros custos como seguros e taxas administrativas.

Modalidades de crédito imobiliário

As principais modalidades de crédito no momento atual têm recursos captados, principalmente, dos depósitos de poupança pelos bancos e outras instituições financeiras integrantes do SBPE, composto pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).

O SFH é voltado para os financiamentos de imóveis de menor valor e tem parte das unidades financiadas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Esse sistema é regulamentado pelo Governo Federal, que estabelece condições como o valor máximo de avaliação do imóvel igual a R$1,5 milhão e o custo efetivo máximo igual a 12% ao ano.

O SFI é destinado a imóveis mais caros, sem cobertura do FGTS e sem regulamentação do governo.

Além dessas modalidades e da nova linha com correção pelo IPCA da Caixa, ainda há a modalidade Pró-Cotista do FGTS, oferecida por alguns bancos. O Pró-Cotista é uma linha de financiamento que utiliza os recursos do Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista do FGTS. O programa financia imóveis novos e usados e tem prazo de até 30 anos. Para contratar um financiamento nesta linha, é preciso ter conta ativa no FGTS e um mínimo de 36 contribuições. Caso a conta esteja inativa é necessário ter saldo superior ou igual a 10% do valor do imóvel.

Edição: Nélio de Andrade

Fonte: EBC
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