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AGRONEGÓCIO

Custo do frete para agronegócio está caindo

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Ministro Tarcísio de Freitas destaca que políticas públicas já fazem diferença

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou hoje (24) que as políticas públicas implementadas por sua pasta já estão refletindo “fazendo a diferença” para o país, em especial no que se refere à redução de custo dos fretes para o agronegócio.

“Depois de 47 anos, concluímos a pavimentação da BR-163 no Pará. A rodovia liga Sinop (MT) a Miritituba (PA), tendo como grande beneficiado o agro de Mato Grosso. O reflexo no frete foi imediato. Tivemos uma redução de 26% no frete para Miritituba”, disse o ministro, durante cerimônia virtual de assinatura de uma ordem de serviço para construção de uma ponte sobre o Rio Araguaia, no distrito de Luiz Alves, em São Miguel do Araguaia (GO).

“E no ano de 2020, ano em que o agro teve safra recorde, e o produtor foi mais competitivo, tivemos uma redução média do frete em 13%. É sinal de que a política pública no setor já está fazendo diferença”, complementou Freitas.

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O ministro destacou também que o governo está “na iminência” de aprovar a prorrogação antecipada dos contratos da estrada de ferro que ligará Vitória, capital do Espírito Santo, ao estado de Minas Gerais, e da Estrada de Ferro do Carajás.

“Isso é importante porque, da Estrada de Ferro Vitória-Minas, vamos assinar, como contrapartida, o contrato de integração da ferrovia de integração do Centro-Oeste. A Vale, para pagar a sua outorga, vai fazer essa ferrovia de integração, e vamos ligar o Vale do Araguaia (MT) a Água Boa (MT) e Mara Rosa (GO)”, disse o ministro.

Edição: Nádia Franco

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Rebanho bovino tem leve alta em 2019, após dois anos seguidos de quedas

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O rebanho bovino voltou a crescer em 2019, após dois anos consecutivos em queda, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada hoje (15) pelo IBGE. A leve alta de 0,4% garantiu a marca de 214,7 milhões de cabeças de gado, o que mantém o Brasil como o segundo maior rebanho bovino do mundo e o principal exportador desse tipo de carne.

O rebanho bovino atingiu a marca de 214,7 milhões de cabeças – Foto: Licia Rubinstein

Por Alerrandre Barros “Em 2019, verificamos uma queda na participação das fêmeas no abate, sugerindo uma transição do ciclo de baixa para o de alta da pecuária, que é quando o produtor passa a reter fêmeas devido aos bons preços de mercado”, explica a supervisora da pesquisa Mariana Oliveira. Além disso, ela lembra que o ano foi marcado pelo recorde de carne bovina exportada, especialmente para a China, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, o que incentiva a produção de bovinos.

Essa leve recuperação foi puxada pelo estado do Mato Grosso, que aumentou seu rebanho em 5,1% e segue como estado com mais cabeças de gado, 31,7 milhões, respondendo por 14,8% do total nacional. Entre as grandes regiões, o maior crescimento de rebanho bovino ocorreu no Nordeste, avançando 2,7%. O Centro-Oeste, contudo, concentrou um terço do rebanho do país (34,5%), seguido pelo Norte (23,1%), que vem crescendo nos últimos anos.

A cidade de São Félix do Xingu (PA) continuou líder no ranking de bovinos do país, com 2,2 milhões de cabeças de gado. Corumbá (MS) seguiu em segundo lugar (1,8 milhão). Já Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) despontou da sétima posição em 2018 para a terceira devido a alta de 14,0% do seu rebanho, somando 1,2 milhão de animais.

Produção de leite de vaca chega a 34,8 bilhões de litros com melhora na produtividade

A produção de leite de vaca também cresceu em 2019, chegando a 34,8 bilhões de litros, um aumento de 2,7% em relação ao ano anterior. O valor de produção atingiu R$ 43,1 bilhões. Essa alta vem do ganho de produtividade, já que o efetivo de 16,3 milhões de vacas ordenhadas foi 0,5% menor em relação ao ano anterior. Com menos animais produzindo mais leite, a produtividade subiu para 2.141 litros de leite por vaca ao ano.

Com um crescimento de 4,4%, a região Sudeste voltou a ser a maior produtora de leite do país em 2019, com 34,3% de participação, tirando a liderança do Sul, que ocupava o posto desde 2014. Minas Gerais seguiu como maior estado produtor, seguido por Paraná e Rio Grande do Sul. Os três produzem mais da metade do leite nacional (51,9%).

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Dos dez maiores municípios produtores de leite, sete são mineiros. O maior, porém, é Castro (PR). Em seguida vem Patos de Minas (MG) e Carambei (PR).

Rebanho de suínos diminui, mas sobe número de fêmeas

Já o rebanho de suínos reduziu 1,6% em 2019, somando 40,6 milhões de cabeças. Em contrapartida, o número de fêmeas destinadas à procriação (matrizes) apresentou acréscimo pelo terceiro ano consecutivo e atingiu a marca de 4,8 milhões, alta de 0,5%, o que indica, segundo Mariana, que os produtores estão realizando investimentos no setor.

Em 2019, a região Sul, que detém quase metade do rebanho do país (49,5%), teve efetivo 2,4% menor de suínos que em 2018. Toledo (PR) foi a cidade com o maior número de cabeças: 1,2 milhão.

Produção de ovos bate recorde de 4,6 bilhões de dúzias

A produção de ovos de galinha cresceu 4,2% e alcançou a marca de 4,6 bilhões de dúzias, sendo que 83,2% foram provenientes de granjas de médio e grande porte. Segundo Mariana, essa alta decorre, principalmente, pelo aumento do consumo interno. “Isso significou mais um ano de aumento e recorde na série histórica e resultou em um rendimento estimado em R$ 15,1 bilhões”, afirma.

Embora o Sudeste seja a principal região produtora de ovos (43,3%), o Nordeste teve o maior crescimento, 8,9%, chegando a 17,6% de participação. São Paulo lidera entre os estados (25,4%). Quase todos os municípios brasileiros (5.439) apresentaram alguma produção de ovos de galinha em 2019, sendo o principal Santa Maria de Jetibá (ES).

A pesquisa também mostra que o número de galinhas criadas para produção de ovos cresceu 1,7%, atingindo 249,1 milhões de animais. Já o total de galináceos, que inclui galos, galinhas, frangos, frangas, pintinhos e pintainhas, ficou em 1,5 bilhão de aves, praticamente estável (0,1%) na comparação com o ano anterior.

Criação de peixes atinge 529,6 mil toneladas, puxada pelo Paraná

A criação de peixes em cativeiro (piscicultura) também avançou 1,7%, totalizando 529,6 mil toneladas em 2019, impulsionada principalmente pelo Paraná, que produziu 23,9% do total nacional. O Mato Grosso do Sul, embora nono maior produtor, se destacou esse ano devido a um aumento de 4,2 mil toneladas de peixes. Nova Aurora (PR) foi o principal município criador de peixes do país “A maior produção foi da espécie tilápia (61,1%), seguido pelo tambaqui (19,1%)”, destaca Mariana, lembrando que essa pesquisa não investiga dados de pesca, somente da criação de peixes em cativeiro.

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Produção de camarão sobe pelo segundo ano seguido

A supervisora da PPM observa também que a produção de camarão criado em cativeiro (carcinicultura) cresceu pelo segundo ano consecutivo. “Foram 54,3 mil toneladas, alta 18,8% maior que a de 2018, quando a atividade voltou a se recuperar depois do vírus da Mancha Branca, que derrubou a produção nacional entre 2016 e 2017. Antes do vírus, o país chegou a produzir mais de 70 mil toneladas de camarão”, conta.

O Nordeste é líder absoluto na produção de camarão, com destaque para o Rio Grande do Norte e o Ceará. Com a alta de 19% na produção em 2019, a região passou a respondeu por 99,6% de todo o camarão comercializado no país, maior participação já registrada desde o início da série histórica.

Produção de mel chega a 46 mil toneladas, mas valor de produção recua 1,8%

Outro destaque de 2019 foi a produção de mel, que cresceu 8,9% em relação ao ano anterior, atingindo 46 mil toneladas. Mariana observa, contudo, que o valor de produção recuou 1,8%, totalizando R$ 493,7 milhões, por conta da queda no preço médio do produto. “Essa queda no preço pode ser explicada pelo aumento na oferta”, avalia.

Houve aumento na produção de mel em todas as regiões. Mas o destaque veio do Nordeste, com incremento de 1,5 mil toneladas. Entre os estados, o Paraná (15,7%) ultrapassou o Rio Grande do Sul (13,6%), tornando-se o maior produtor. O município de Ortigueira (PR) teve a maior produção de mel do país.

Valor de produção dos produtos pecuários e de aquicultura chega a R$ 64,4 bilhões

Em 2019, o valor de produção dos principais produtos pecuários cresceu 9%, somando R$ 59,3 bilhões, sendo 72,8% desse valor só de produção de leite. O restante vem de ovos de galinha (25,6%), mel (0,8%), ovos de codorna (0,6%), lã (0,1%) e casulos de bicho da seda (0,1%).

Já os produtos da aquicultura somaram R$ 5,16 bilhões, um aumento de 5,1%, sendo que a atividade de criação de peixes foi responsável por 72,6% desse total. A produção de camarão gerou 25,9% do valor nacional, ostras vieiras e mexilhões, 1,4%, e outros animais da aquicultura, como rãs e jacarés, 0,1%.

 Arte: Jessica Cândido

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Valor da produção agrícola atinge R$ 361 bilhões e bate novo recorde

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O valor da produção das principais culturas agrícolas do país atingiu R$ 361 bilhões em 2019, superando em 5,1% o recorde alcançado no ano anterior, quando totalizou R$ 343,5 bilhões. O milho, o algodão e a cana-de-açúcar foram os principais produtos que influenciaram esse crescimento. A soja, embora tenha tido uma retração de 1,8% em 2019, somou R$125,6 bilhões no ano e manteve o primeiro lugar no ranking de participação no valor da produção agrícola nacional. Os dados são da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulgada hoje (1) pelo IBGE.

Do IBGE – “Já faz três anos que as condições climáticas têm favorecido a produção agrícola no país. Os problemas de estiagem foram pontuais e não comprometeram a produção”, explica o supervisor da pesquisa, Winicius Wagner. Com o clima favorável e maiores investimentos em insumo e em tecnologia, bem como ampliação da área plantada, segundo o pesquisador, há um maior rendimento médio.

“Isso faz com que a gente obtenha recordes subsequentes. Temos observado que, na última década, o valor da produção tem sido positivo. Apenas em 2017 tivemos uma pequena retração em função da queda do preço do milho e outras commodities por uma grande oferta do mercado, uma vez que naquele ano tivemos a supersafra”, completa.

Depois da soja, as culturas com maior participação no valor da produção agrícola nacional foram cana-de-açúcar (15,2%), milho (13,2%), café (4,9%) e algodão herbáceo (4,4%). A quantidade produzida também foi recorde e superou a supersafra de 2017: a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas somou 243,3 milhões de toneladas, crescimento de 6,8% frente a 2018 e de 1,9% em comparação com 2017.

Destaque tanto em valor da produção quanto em quantidade, o milho chegou a 101,1 milhões de toneladas, aumento de 22,8% frente a 2018, ano em que as regiões produtoras enfrentaram problemas climáticos. “Foi a primeira vez que o milho superou a marca de 100 milhões de toneladas. O valor da produção também teve o crescimento expressivo de 26,3%, alcançando R$ 47,6 bilhões”, afirma Winicius. Com isso, a participação do milho no total do valor da produção aumentou na comparação com o ano anterior, quando era de 11%.

“O volume exportado de milho foi recorde, com 42,8 milhões de toneladas, um aumento de 86,2% em relação a 2018. Entre os fatores que explicam esse crescimento estão a safra recorde, o aumento do consumo mundial e o câmbio. Com a desvalorização do real frente ao dólar, que observamos desde 2019, a exportação dos produtos nacionais é favorecida”, explica o pesquisador.

A soja, principal produto de exportação do país, respondeu por 34,8% do valor da produção agrícola em 2019. Apesar de ter a área colhida expandida em 3,2%, essa cultura teve uma queda de 3,1% no volume gerado. De acordo com Winicius, fatores climáticos prejudicaram a fase final do ciclo em alguns dos principais estados produtores.

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“Ao longo de dezembro de 2018 e janeiro de 2019, tivemos um período de estiagem em uma importante região produtora entre os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, o que acabou comprometendo a produtividade da soja que estava a campo. Isso fez com que diversos municípios dessa região tivessem uma queda de rendimento médio dessa cultura“, diz o supervisor.

O pesquisador destaca que, apesar da queda na quantidade de soja produzida, a safra de 2019 não pode ser considerada ruim, visto que a base de comparação era elevada. “Então mesmo com essa queda no volume produzido [de soja], 2019 registrou a terceira maior safra na série histórica levantada pelo IBGE”, complementa.

Já a cana-de-açúcar, outro dos principais produtos agrícolas do país, teve um aumento de 5,3% no valor da produção e recuperou a queda do ano anterior. A área colhida da cana teve uma expansão de 0,7% e sua produção aumentou 0,8% em um ano. De acordo com Winicius, devido à alta do preço da gasolina, o biocombustível ganhou maior competitividade e a produção do etanol foi recorde. Isso fez a participação do etanol como destino da produção da cana-de-açúcar aumentar em 2019.

“Aproximadamente dois terços da produção da cana destinam-se à produção do etanol e cerca de um terço vai para a produção de açúcar. O excesso de oferta de açúcar no mercado externo fez com que, em 2019, houvesse uma redução de 15,8% nas exportações. Mesmo assim, a produção de açúcar voltou a crescer. Mas o etanol cresceu muito mais”, contextualiza.

Área colhida chega a 80,6 milhões de hectares

A área plantada pela atividade agrícola nacional chegou a 81,2 milhões de hectares em 2019, um aumento de 3,3% frente ao ano anterior. As expansões das áreas de cultivo do milho (1,2 milhão de hectares) e da soja (1,1 milhão de hectares) foram as que mais contribuíram para esse crescimento.

No caso da área colhida, parcela da área plantada de cada produto em que efetivamente teve colheita, houve um crescimento de 3,5% frente a 2018, totalizando 80,6 milhões de hectares.

“Se a gente for observar o histórico de área colhida, nós tivemos uma ampliação bem significativa na última década. Isso mostra que as fronteiras agrícolas continuam em expansão no país, principalmente no Centro-Oeste e também no Matopiba”, diz Winicius, fazendo referência à região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

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Centro-Oeste alcança valor da produção de R$107,9 bilhões

A soja foi a principal cultura em quatro das cinco grandes regiões. No Centro-Oeste, maior região produtora do grão, o valor da produção agrícola total superou o de 2018 em 12,2% e atingiu R$ 107,9 bilhões. Só o Mato Grosso gerou R$ 58,4 bilhões, muito em função do cultivo de soja. A produção desse grão também foi destaque no Nordeste, por causa da região do Matopiba. No Norte, a soja teve seu plantio ampliado no Pará, que gerou o maior valor da produção da região, e em Rondônia.

O Sul teve um valor da produção agrícola de R$ 91,6 bilhões, crescimento de 1,7% frente a 2018. Além da soja, destacaram-se na região o cultivo de milho, arroz, fumo e trigo. A soja só não foi o principal produto do Sudeste, onde a cana-de-açúcar se destacou. A região gerou R$97,6 bilhões em valor da produção. É um aumento de 2,1% em relação ao ano anterior.

Mato Grosso é destaque na produção agrícola do país

Sorriso, em Mato Grosso, é o município brasileiro com maior valor da produção agrícola. Destacando-se na produção de milho e soja, totalizou um valor da produção de R$ 3,9 bilhões e respondeu, sozinho, por 1,1% do total nacional. Além de Sorriso, 21 municípios de Mato Grosso estão no ranking dos maiores valores da produção de 2019. Eles geraram, juntos, R$ 37,1 bilhões. Goiás, Bahia e Mato Grosso do Sul, aparecem com seis municípios cada.

Outras cidades de destaque na produção da soja foram Formosa do Rio Preto e São Desidério, na Bahia. No ano anterior, São Desidério foi a cidade produtora de soja com maior valor da produção no Brasil.

Já Morro Agudo, em São Paulo, se destaca na produção de cana-de-açúcar. O plantio dessa cultura gerou, no município, um valor da produção de R$ 571,7 milhões. Nova Alvorada do Sul, em Mato Grosso do Sul, e Mineiros, em Goiás, também estão entre as cidades que geraram maior valor da produção com esse plantio.

O café, que já foi o principal produto de exportação do país, é um dos destaques de Minas Gerais. Apesar da queda de 21,4% no volume de produção, o estado foi responsável por 70,6% de todo o café arábica do Brasil, atingindo 1,5 milhão de toneladas. Patrocínio, cidade do interior mineiro, liderou o valor da produção do café em grão, com R$ 387,9 milhões, e foi seguida por Rio Bananal e Linhares, ambas no Espírito Santo.

Por Umberlândia Cabral

Arte: Jessica Cândido

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