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Saúde

Deputados avaliam que não é o momento de discutir obrigatoriedade de vacina

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Parlamentares pediram confiança nas pesquisas e nas instituições responsáveis pelos testes

Deputados da Comissão Externa da Câmara que acompanha as ações de combate à Covid-19 criticaram a discussão sobre a obrigatoriedade da vacina contra o vírus num momento em que os testes ainda não foram concluídos. Pelo menos três vacinas estão na última fase de testes clínicos no Brasil (veja infográfico abaixo).

Por Geórgia Moraes – Em audiência pública remota realizada nesta segunda-feira (26), especialistas foram ouvidos sobre o assunto. O debate ocorre dias depois de o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, levantar a possibilidade de o Judiciário impor a vacinação.

O presidente da comissão, deputado Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ), destacou a seriedade do tema. “Não é plausível falar sobre obrigatoriedade e sobre qual vacina vamos trazer, enquanto não houver vacina validada pelas agências internacionais e pela nossa agência.”

Para a relatora da comissão, deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC),  trazer o debate da obrigatoriedade sem saber quantas doses da vacina estarão disponíveis e qual será o público-alvo da imunização é “antecipar processos”.

Vice-líder da Minoria, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também criticou a antecipação desse debate e o estímulo ao que chamou de uma “revolta contra a vacina” nas redes sociais. “Antecipar debate da obrigatoriedade, polarizado e ideológico, acaba fazendo as pessoas desacreditarem da vacina”, lamentou.

Ela enfatizou ainda que é possível que o Brasil precise de mais de um tipo de vacina para atender à população. “Não sabemos qual vacina será mais eficaz para grupos específicos, como idosos e crianças. O que temos que garantir é acesso universal, no SUS, à vacina”, completou.

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A deputada fez um apelo para que a população continue acreditando na ciência e nas instituições brasileiras, como a Fiocruz, o Instituto Butantan e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Disputa política
O deputado Jorge Solla (PT-BA) também criticou a disputa entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Dória, em torno da vacina chinesa (Sinovac). “Não podemos ter lado. Nosso lado é o da população brasileira, que precisa ter a melhor resposta à Covid-19. Não podemos permitir que a polêmica sirva a posições anti-vacinas”, afirmou.

Os deputados da comissão também enfatizaram a importância do Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, e manifestaram preocupação com possíveis retrocessos na vacinação. Dados do Ministério já mostram queda na imunização de algumas doenças.

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A coordenadora do PNI, Francieli Fontana, ressaltou durante a audiência que vacinas contra a Covid-19 só serão incorporadas a partir do momento em que forem autorizadas pela Anvisa. Ela também reafirmou a total confiança nos estudos da Fiocruz e lembrou a parceria de sucesso que o PNI tem com a instituição e também com o Butantan. “As vacinas que já são fornecidas pela Fiocruz e pelo Butantan são todas vacinas de qualidade, seguras e que trazem benefícios para população.”

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Prazos
O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, tranquilizou os debatedores sobre a seriedade das avaliações que serão feitas. Alguns especialistas questionaram os prazos menores para desenvolvimento da vacina, que poderá ser concluída em menos de um ano.

O diretor do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da USP, Anthony Wong, questionou, por exemplo, o “encurtamento” das fases 1 e 2 dos testes em laboratório para que os testes clínicos começassem mais cedo. A toxidade da vacina, segundo ele, só é medida com segurança no médio e longo prazos. “Alguns tipos de câncer, levamos mais de 1 ou 2 anos para identificar, mas a maioria das empresas cortou esse tempo.”

Já o vice-presidente da Fiocruz ressaltou o desafio de apressar os prazos. “Nunca enfrentamos uma situação tão grave, mas nunca estivemos tão preparados”, disse Marco Krieger.

Ele citou o exemplo do HIV, que levou anos para ser sequenciado, em comparação ao coronavírus, que levou um prazo de dias. “Temos condições de fazer [a vacina] com rapidez, sem abrir mão da segurança”, declarou.

Edição – Pierre Triboli

 

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Saúde

Ministério da Saúde prepara estratégia de vacinação contra a Covid-19

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 Eixos prioritários que vão guiar processo de imunização da população foram apresentados em coletiva de imprensa 

O Ministério da Saúde divulgou  durante coletiva de imprensa, a primeira parte do Plano de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19. O documento relaciona os dez eixos prioritários que vão guiar a campanha de vacinação dos brasileiros, a fim de reduzir a morbidade e mortalidade pela doença, além de diminuir a transmissão do vírus entre as pessoas.

Por Luara Nunes – O objetivo é imunizar, tão logo uma vacina segura seja disponibilizada, os grupos com maior risco de desenvolver complicações e óbitos pela doença e as populações mais expostas ao vírus.

Ao apresentar o Plano, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, reforçou que o público-alvo será detalhado apenas após a conclusão dos estudos de fase 3 dos imunizantes testados. “Só assim conseguiremos avaliar em quais grupos (a vacina) teve maior eficácia”, afirmou.

O documento foi elaborado no âmbito da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e Doenças Transmissíveis, em parceria com instituições que auxiliaram na definição dos grupos de risco, estratégia de vacinação, atualização os estudos sobre a doença, entre outros.

Além do Ministério, integram esse grupo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Nacional de Controle e Qualidade em Saúde (INCQS), a Fiocruz, o Instituto Butantan, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), sociedades médicas, conselhos federais da área da saúde, Médicos Sem Fronteiras e integrantes dos Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais e Municipais de Saúde (Conass e Conasems).

Na coletiva, Arnaldo Medeiros disse que a importância da estratégia é dar transparência ao processo de elaboração da campanha, de modo que a população sinta segurança no processo. “Esse ministério tem um compromisso sério com a população brasileira de só vacinarmos quando tivermos certeza de que estamos diante de uma vacina registrada com garantia de eficácia”.

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A campanha de divulgação do processo de produção e aprovação do imunizante, bem como da capacidade do país de distribuir os insumos, está prevista para ser lançada entre dezembro e janeiro. A mobilização para chamar os públicos prioritários para aplicação das doses e locais de vacinação é o passo seguinte, e deve ocorrer assim que houver definição sobre as vacinas.

EIXOS PRIORITÁRIOS

O desenvolvimento do plano de ação nacional e sua execução nos estados e municípios tem como base dez eixos prioritários: situação epidemiológica; atualização das vacinas em estudo; monitoramento e orçamento; operacionalização da campanha; farmacovigilância; estudos de monitoramento pós marketing; sistema de informação; monitoramento; supervisão e avaliação; comunicação e encerramento da campanha.

EIXO 1 – SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

O primeiro eixo busca identificar grupos de maior risco para adoecimento, agravamento e óbito pela Covid-19. Dentre os grupos prioritários estão: idosos e pessoas com comorbidades (Diabetes, HAS, Doenças cardíacas/cerebrovasculares, DPOC, Renal, Obesidade, Câncer, Transplantado e Anemia Falciforme).

Arnaldo Medeiros explicou que os profissionais de saúde também foram considerados grupos de risco “Estamos priorizado a manutenção do funcionamento dos serviços de saúde e esses trabalhadores estão entre os grupos mais expostos ao vírus”, disse.

Neste eixo, a Pasta também avalia as condições de armazenamento e duração da vacina e os dados de segurança.  Em relação à armazenagem dos imunizantes, as especificações serão orientadas pelo laboratório fornecedor.

Toda a rede de frio do Brasil dispõe de equipamentos para armazenamento de vacinas a -20°C, com exceção da instância local – que são as salas de vacinas e onde o armazenamento se dá na faixa de controle de +2°C a +8°C. Atualmente, o padrão de vacinas no mundo segue orientações de armazenamento entre +2°C e +8°C.

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EIXO 2 – ATUALIZAÇÃO DAS VACINAS EM ESTUDO

Atualmente, há mais de 400 projetos em desenvolvimento. Destes, metade estão registrados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).  Ao todo, 154 estão em estágio de pesquisa pré-clínica e há 44 projetos em estudos clínicos, das quais 10, estão em fase 3. Neste eixo, a Pasta pretende acompanhar as plataformas em estudo, o panorama geral de vacinas em desenvolvimento e a descrição das vacinas brasileiras.

EIXO 3 – MONITORAMENTO E ORÇAMENTO

Avaliação da vacina – se entrará como rotina ou campanha anual – e os custos dessa operacionalização.

EIXO 4 – OPERACIONALIZAÇÃO DA CAMPANHA

Acompanhamento da estratégia de vacinação, distribuição de doses por unidade federada, público-alvo, meta, fases e prioridades.

EIXO 5 – FARMACOVIGILÂNCIA

Monitoramento dos eventos adversos pós-vacinação no pós-licenciamento da vacina (administração da vacina em massa).

EIXO 6 – ESTUDOS DE MONITORAMENTO E PÓS MARKETING

Os monitoramentos levarão em consideração os estudos de efetividade e segurança como vacinação de gestantes inadvertidademente, por exemplo.

EIXO 7 – SISTEMA DE INFORMAÇÃO

As vacinas precisam ter a rastreabilidade. Por meio dos sistemas como DataSUS será possível obter o registro nominal da população para avaliar a cobertura vacinal e o acompanhamento de eventos adversos pós-vacinação.

EIXO 8 – MONITORAMENTO, SUPERVISÃO E AVALIAÇÃO

Neste eixo, será definido indicadores para avaliação da estratégia de vacinação desde a sua execução até os resultados.

EIXO 9 – COMUNICAÇÃO

Será definido o plano de comunicação da campanha de vacinação, com informação sobre o processo de produção e aprovação de uma vacina, informação sobre a vacinação, os públicos prioritários, dosagens, etc.

EIXO 10 – ENCERRAMENTO DA CAMPANHA
Neste eixo será avaliado os resultados da Campanha.

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Saúde

Brasil registra 5.476.018 milhões de pessoas recuperadas

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Número é superior à quantidade de casos ativos, ou seja, pessoas que estão em acompanhamento médico.

Informações foram atualizadas às 18h desta terça-feira (24/11)

O Brasil já registra mais de 5,4 milhões de pessoas curadas da Covid-19. No mundo, estima-se que pelo menos 29 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram. O número de pessoas curadas no Brasil é superior à quantidade de casos ativos (472.575), que são os pacientes em acompanhamento médico. O registro de pessoas curadas já representa a grande maioria do total de casos acumulados (89,5%). As informações foram atualizadas às 18h desta terça-feira (24/11) e enviadas pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde.

Da Agência Saúde – A doença está presente em 99,9% dos municípios brasileiros. Contudo, mais da metade das cidades (3.447) possuem entre 2 e 100 casos. Em relação aos óbitos, 4.700 municípios tiveram registros (84,4%), sendo que 650 deles apresentaram apenas um óbito confirmado.

O Governo do Brasil mantém esforço contínuo para garantir o atendimento em saúde à população, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população.

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Acesse aqui o Painel Coronavírus atualizado

Dessa forma, a pasta tem repassado verbas extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde.

O Ministério da Saúde já destinou aos 26 estados e o Distrito Federal R$ 177,3 bilhões, sendo que desse total foram R$ 133,1 bilhões para serviços de rotina do SUS, e outros R$ 44,2 bilhões para a Covid-19. Também já foram comprados e distribuídos 23,7 milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 301,5 milhões de EPI, mais de 15,5 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus.

O Ministério da Saúde, em apoio a estados e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares, sendo que já entregou 11.661 equipamentos para todos os estados brasileiros.

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As iniciativas e ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do SUS a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade. Neste momento, o Brasil registra 6.118.708 de casos confirmados da doença, sendo 31.100 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h.

Em relação aos óbitos, o Brasil possui 170.115 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registrados 630 óbitos nos sistemas oficiais, sendo que 203 óbitos ocorreram nos últimos três dias. Outros 2.202 permanecem em investigação.

 

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