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Economia & Finanças

Financiamentos imobiliários poderão ser indexados à inflação

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CMN autorizou bancos a aplicar a modalidade

Por Wellton Máximo – Os bancos poderão oferecer crédito imobiliário corrigido pela inflação. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução que permite que novos financiamentos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) tenham o saldo devedor atualizado por índices de preços.

A resolução foi aprovada na reunião extraordinária do CMN na manhã de quarta-feira (14), mas só foi divulgada pelo Banco Central (BC) ontem (15) no fim da noite, depois de o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, teranunciado que o banco passará a conceder crédito imobiliário corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais uma taxa de juros fixa.

Os financiamentos habitacionais são corrigidos pela Taxa Referencial (TR), atualmente zerada, mais juros fixos que variam conforme o perfil do mutuário. Em julho do ano passado, o conselho havia autorizado a concessão de crédito corrigido pela inflação. A resolução, no entanto, não alcançava as operações do SFH, nas quais o tomador usa o saldo da conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar as prestações e amortizar o saldo devedor.

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Em nota, o Banco Central explicou que a medida ajuda a tornar o mercado imobiliário menos dependente da poupança e do FGTS, cujos recursos são em parte usados para empréstimos habitacionais. Segundo o BC, os financiamentos corrigidos pela inflação podem servir de lastro (base) e ampliar a participação de instrumentos voltados para o crédito imobiliário negociados no mercado financeiro, como os certificados de recebíveis imobiliários e as letras imobiliárias garantidas.

Segundo o comunicado, a medida é derivada da agenda de modernização do sistema financeiro e beneficiará o consumidor ao ampliar as modalidades de financiamento imobiliário disponíveis, aumentar a concorrência entre os agentes financeiros e reduzir os juros finais para o tomador.

Edição: Graça Adjuto

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Copom realiza última reunião do ano com expectativa de queda da Selic

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza na próxima terça (10) e quarta-feira (11) a última reunião deste ano para definir a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 5% ao ano. A expectativa é de uma nova redução da Selic em 0,5 ponto percentual para 4,5% ao ano.

No final de julho, o Copom iniciou um ciclo de cortes, reduzindo a Selic em 0,5 ponto percentual para 6% ao ano. Em setembro, a Selic foi reduzida novamente em 0,5 ponto percentual, e em outubro, houve mais um corte de 0,5 ponto percentual.

Segundo a última pesquisa do BC ao mercado financeiro, a Selic deve cair mais em 2020, chegando a 4,25% ao ano, em fevereiro, e será mantida nesse patamar nas reuniões seguintes até dezembro, quando será elevada para 4,5% ao ano.

Meta de inflação

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Neste ano, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para o mercado financeiro, a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar abaixo do centro da meta, em 3,52%, neste ano. Para 2020, a previsão também está abaixo da meta (4%), em 3,60%.

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Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, o Copom precisa estar seguro de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

O Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião do Copom.

A taxa básica, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

O Copom, formado pela diretoria do BC, reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom analisam as possibilidades e definem a Selic.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC
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Sem ação ambiental, Usina de Itaipu teria menor vida útil, diz estudo

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Estudo apresentado hoje (7) pela Itaipu na Conferência Mundial do Clima (COP25), em Madri, mostrou que sem os mais de 100 mil hectares de áreas protegidas em torno da usina binacional, o reservatório localizado na fronteira entre Brasil e Paraguai receberia, a cada ano, sedimentos em um volume que encurtaria a vida útil da unidade. Os países deixariam de faturar bilhões de dólares com a venda de energia.

O estudo foi apresentado em evento promovido conjuntamente com o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (Undesa).

“Para que Itaipu siga produzindo energia para ambos os países no longo prazo, é necessário que a empresa atue na gestão territorial para assegurar a qualidade e a quantidade de água. Cuidar do meio ambiente faz parte do nosso negócio”, disse o general Luiz Felipe Carbonell, diretor de Coordenação da Margem Brasileira da usina. 

Carbonell abriu o encontro com o diretor de Coordenação executivo da usina, o paraguaio Miguel Gómez Acosta, que destacou a importância de que a gestão ocorra de forma binacional, em ambas as margens do reservatório. “Graças a essa atuação da Itaipu, as áreas protegidas são hoje reconhecidas pela Unesco como Reserva da Biosfera e desempenham um papel na região que vai muito além de beneficiar a geração de energia.” 

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A chefe de Mudança Climática e Biodiversidade, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Valerie Kapos, disse que exemplos como o de Itaipu demonstram como os serviços baseados na natureza podem contribuir para a longevidade e a minimização de riscos para os negócios. Acrescentou que o Pnuma vem trabalhando no desenvolvimento de orientações para a formulação de políticas públicas nessa área e que o caso de Itaipu deve contribuir para essa linha de atuação. 

O painel Soluções em água e energia e suas interconexões com serviços ecossistêmicos foi moderado pelo ministro da Transição Ecológica da Espanha, Manuel Menéndez, e aberto pelo secretário de Relações Internacionais do Ministério do Meio Ambiente do Brasil, Roberto Castelo Branco.

Estudos de caso

A discussão sobre serviços ecossistêmicos foi precedida de outro painel da Itaipu, que apresentou 17 estudos de casos mostrando como a empresa atua na promoção dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que compõem a Agenda 2030. 

O diretor do Instituto de Mudança Climática da Guatemala, Alex Guerra, que participou do painel, afirmou se tratar de uma grande oportunidade de mostrar boas práticas no contexto dos ODS, que contribuem tanto para o manejo da água e a geração de energia limpa, quanto para a conservação de ecossistemas, o sequestro de carbono e a qualidade de vida das comunidades, de forma interconectada.

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*Com informações de Itaipu

 

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC
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