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Formação para assessores pedagógicos visa fortalecer educação indígena de MT

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Fortalecer a educação indígena em Mato Grosso. É com esse objetivo que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) está promovendo o 1º Encontro de Assessores Pedagógicos que atendam escolas estaduais indígenas. A abertura do evento ocorreu na noite desta quarta-feira (17.07) no auditório da Seduc.

A secretária de Estado de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, destacou que todos os envolvidos na formação poderão contribuir para novos conhecimentos para a educação indígena de Mato Grosso. “Para nós é um desafio atender as demandas das diversas etnias do Estado e os assessores pedagógicos são fundamentais nesse processo”, frisou.

Mato Grosso conta com cerca de 20 mil alunos indígenas matriculados na rede pública de ensino – entre escolas municipais e estaduais. São 71 escolas estaduais e os 140 municípios do Estado são atendidas pelos assessores pedagógicos, cujos trabalhos abrangem o credenciamento das unidades escolares, além de autorização e atendimento administrativo e pedagógico.

A secretária adjunta de Gestão Educacional, Rosa Maria de Araújo Luzardo, ressaltou que a Seduc tem se esforçado muito para fazer o melhor trabalho em relação ao acompanhamento dessas escolas e o encontro é fundamental para entender as dificuldades de cada uma delas, principalmente levando em conta a sua distância com a Seduc.

“A assessoria pedagógica é o braço da Seduc nos municípios e o trabalho em parceria com as redes municipais é uma das soluções para ajudar as escolas a vencer os desafios da educação indígena”, ressaltou.

Desafios

Os assessores pedagógicos participantes apontam a distância entre a assessoria e as escolas indígenas como um dos seus maiores desafios. É o caso da assessora Fabiani Capelari dos Reis, do município de Colíder (a 650 quilômetros ao norte da Capital) que trabalha com as etnias Caiapó e Apiaká e atende duas escolas indígenas e 10 do ensino regular. A EEI Mairovi Apiacá fica a 600 quilômetros da assessoria, sendo que o deslocamento até a escola é feito apenas de avião ou de barco cuja viagem dura dois dias.

Com atendimento a 10 escolas estaduais, sendo nove indígenas, e 30 escolas municipais indígenas, a assessora pedagógica Miriam Lagares, de Campinápolis (a 658 quilômetros a leste da capital) ressalta que seu maior desafio são as formações para os professores, uma vez que nem todos possuem curso superior.

Miriam Lagares lembra que a cidade tem metade da população da etnia xavante, sendo que a única escola urbana de ensino regular também atende alunos indígenas. “Deparamos com estudantes que fazem o ensino fundamental em escolas indígenas e vem para o ensino médio na escola urbana, sem falar a língua portuguesa. Então, precisam ser alfabetizados na nossa língua materna para continuar os estudos”, explica.

A professora formadora Djalcina Gonçalves da Silva, do Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica (Cefapro) de Barra do Garças (a 509 quilômetros a leste da capital), trabalha com 21 escolas estaduais indígenas de três etnias – Xavante, Bororo e Kisedje. “Trabalhamos em regime de colaboração com várias redes municipais de ensino, num total de 75 escolas. É um desafio fazer a formação da educação indígena, é um trabalho que o mais importante é ouvir a comunidade”, frisa.

A abertura do evento teve como atração a apresentação do grupo de dança cântico Kammarriye, da Escola Estadual Indígena Malamalali, do município de Tangará da Serra (a 239 quilômetros a médio-norte da Capital).

Formação

A formação, que continua nesta quinta e sexta-feira (18 e 19.07) no Cefapro de Cuiabá, conta com a participação de professores dos 15 Cefapros de Mato Grosso e os assessores pedagógicos que atendem as escolas indígenas de 32 municípios.

O objetivo do encontro é orientar os assessores pedagógicos quanto ao atendimento das escolas indígenas em relação às especificidades de demandas pedagógicas e administrativas.

O evento é coordenado pela Secretaria Adjunta de Gestão Educacional, por meio da Superintendência de Políticas da Diversidade e do Núcleo Estratégico de Apoio e Monitoramento das Assessorias Pedagógicas da Seduc.

Fonte: GOV MT

Economia & Finanças

Conselho do FGTS aprova distribuição de 100% do lucro de 2018

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Uma das mudanças anunciadas no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a distribuição de 100% dos resultados do ano passado foi ratificada hoje (19) pelo Conselho Curador. A Medida Provisória (MP) 889 aumentou a rentabilidade do fundo, determinando a transferência de todo o lucro do exercício anterior aos cotistas.

Antes da MP, o FGTS rendia 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), atualmente zerada. Desde 2017, o fundo repassava 50% dos lucros do ano anterior ao cotista. Com a mudança, o fundo renderá 6,18% em 2019 , ultrapassando inclusive a taxa Selic (juros básicos da economia), recentemente reduzida para 6% ao ano.

Até 31 de agosto, serão repassados R$ 12,2 bilhões do lucro de 2018, distribuídos proporcionalmente conforme o saldo de cada conta. O Conselho Curador também aprovou os Relatórios de Gestão do FGTS e do Fundo de Investimento FI-FGTS. Os documentos serão divulgados no site do FGTS assim que o Diário Oficial da União publicar a resolução.

O conselho instituiu ainda um grupo de trabalho, com participação de três representantes do FGTS e três do Comitê de Investimento do FI-FGTS, para acompanhar e propor mudanças nas aplicações do fundo. O grupo também acompanhará a execução das recomendações dos órgãos de controle em parceria com o Grupo de Apoio Permanente (GAP), formado por consultores técnicos vinculados às 12 entidades que compõem o colegiado.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC
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Brasil

Witzel consulta Mourão sobre reestruturação do comando da PMRJ

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O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, quer reestruturar o Alto Comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro, implementando um formato semelhante ao das Forças Armadas, que ele considera mais adequado. Witzel levou a questão ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que é general da reserva do Exército.

“Eu entendo que nós precisamos ter uma estrutura de comando diferenciada, semelhante às estruturas que temos nas Forças Armadas, que são os oficiais generais”, disse o governador. Ele explicou que a intenção não seria, necessariamente, criar o posto de oficial general na polícia, mas utilizar o modelo das Forças Armadas quando o assunto é o período do comandante no posto.

O governador avalia que há necessidade de se ter um Alto Comando com tempo maior de duração nas polícias estaduais. “Hoje são quatro, seis anos, e quando o coronel chega no posto maior está na hora de ir embora. Nas Forças Armadas isso não acontece. O general fica 12 anos naquela função de Alto Comando. Nas polícias gera uma fragmentariedade e precisamos dar uma solução para isso”.

Witzel disse aos jornalistas que o vice-presidente se mostrou aberto a discutir a questão. Mourão reconheceu a preocupação do governador do Rio de Janeiro, no entanto, defendeu um estudo mais aprofundado a respeito. Witzel considerou pedir ao Alto Comando do Exército um parecer sobre o assunto e, talvez, encaminhar um projeto de lei ao Congresso Nacional.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Política
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