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LEITE/CEPEA: Preço ao produtor acumula queda real de 5% neste ano

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Cepea, 30/11/2021 – A pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que o preço do leite captado em outubro e pago aos produtores em novembro recuou 6,2% e chegou a R$ 2,1857/litro na “Média Brasil” líquida – frente ao mesmo mês do ano passado, a retração é de 2,5%, em termos reais (dados deflacionados pelo IPCA de outubro/21). Trata-se da segunda queda consecutiva dos preços no campo, e, agora, a variação acumulada em 2021 (de janeiro a novembro) está, pela primeira vez neste ano, negativa, em 5%, em termos reais.

A pesquisa do Cepea mostra que, de setembro para outubro, o Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) recuou 0,87% na “Média Brasil”. Esses dados evidenciam que, mesmo com o retorno das chuvas da primavera, que favorecem a disponibilidade de pastagem, a produção de leite segue limitada neste ano pelo aumento dos custos de produção e por consequentes desinvestimentos na atividade.

De janeiro a outubro, o poder de compra do pecuarista frente ao milho, insumo essencial para a alimentação animal, recuou, em média, 29,5% – no ano passado, enquanto o pecuarista leiteiro precisava de, em média, 33 litros de leite para adquirir uma saca de milho de 60 kg (com base no Indicador ESALQ/BM&FBovespa, Campinas – SP), em 2021, são precisos 43 litros para a mesma compra. Os preços dos grãos registraram quedas recentemente, mas o patamar ainda está elevado. Ressalta-se que outros importantes insumos da atividade leiteira também encareceram de forma intensa, como é o caso dos adubos e corretivos, combustíveis e suplementos minerais.

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Dessa forma, a desvalorização do leite no campo se mostra fortemente atrelada à crescente perda no poder de compra do consumidor, que tem desacelerado consistentemente as vendas de lácteos desde meados de agosto. Com demanda enfraquecida e pressão dos canais de distribuição, os estoques se elevaram, forçando as indústrias a reduzirem os preços dos lácteos durante outubro.

De setembro para outubro, a pesquisa do Cepea mostra reduções de 6,8%, de 4,9% e de 2% nos preços médios do leite UHT, da muçarela e do leite em pó, respectivamente, comercializados por indústrias junto aos atacados do estado de São Paulo. As negociações do leite spot em Minas Gerais também perderam força em outubro, e os valores caíram de R$ 2,34/litro na primeira quinzena para R$ 2,14/litro na segunda (queda de 8,6%). Esse movimento de desvalorização continuou, e o leite spot chegou à média de R$ 1,96/litro na segunda quinzena de novembro.

Ainda que os custos de produção sigam altos, a expectativa do setor é de que a tendência de queda nos preços se mantenha no mês que vem, ainda influenciada por dificuldades associadas às vendas dos lácteos na ponta final da cadeia.

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Gráfico 1. Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em temos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de outubro/2021)

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado lácteo aqui, por meio da Comunicação do Cepea e com a pesquisadora Natália Grigol: cepea@usp.br.

Fonte: CEPEA

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Receita Estadual adia para 2023 mudança para emissão de nota fiscal eletrônica

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Os produtores rurais com faturamento abaixo de R$ 200 mil anualmente e que vendem seus produtos para fora do Estado do Paraná ganharam mais um ano para deixar de usar as notas de papel. Os documentos de papel podem continuar sendo usados por esses produtores até 1º de janeiro de 2023, quando passa a ser obrigatório o uso da nota fiscal eletrônica de produtor rural nas operações interestaduais.

Eleutério Czornei, técnico do Departamento Jurídico do Sistema FAEP SENAR-PR, explica que a Secretaria de Estado da Fazendo do Paraná vem atualizando seus controles de fiscalização. Um desses mecanismos é a emissão de nota fiscal eletrônica de quem exerce uma atividade econômica, inclusive o produtor rural.

“Em janeiro de 2021, entrou em vigor a obrigatoriedade da emissão da nota fiscal eletrônica para o produtor rural com faturamento anual acima de R$ 200 mil quando ele vender para fora do Estado. Se ele vender para outros Estados, portanto, é obrigado a usar a nota fiscal eletrônica. Para o produtor rural com faturamento abaixo de R$ 200 mil por ano, era para entrar em vigor em 2022. Entretanto, o governo adiou mais uma vez e a obrigatoriedade para emissão de nota fiscal para o restante dos produtores ficou para 2023”, explica Czornei.

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Para o produtor rural que vende para dentro do Estado, nada muda, ele pode continuar emitindo a nota fiscal em papel independentemente do valor. “A obrigatoriedade nesse momento é só o produtor rural com faturamento superior a R$ 200 mil anuais e que comercializa sua produção para consumidores de outros estados. Para reforçar, a partir de 2023, todos os produtores que venderem para fora do Estado precisarão emitir a nota fiscal eletrônica”, enfatizou Czornei.

Fonte: CNA Brasil

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Empresas parceiras atualizam instrutores credenciados sobre novas tecnologias

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O avanço da tecnologia exige uma atualização constante no mercado de trabalho e neste mês de janeiro, instrutores credenciados ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) tiveram a oportunidade de aprofundar os conhecimentos nas novas tecnologias disponíveis. Consequentemente, estarão mais capacitados para as 10 mil ações educacionais previstas pela instituição neste ano.

As atualizações foram ministradas por empresas parceiras do Senar-MT, que atuam nos polos tecnológicos da instituição no estado. Em Acorizal, instrutores da área de bovinocultura participaram de treinamento sobre produção de silagem e conheceram equipamentos responsáveis pelo corte de capim e mistura de rações, pela empresa parceira Nogueira Máquinas Agrícolas.

A capacitação reuniu cerca de dez instrutores credenciados. Para a zootecnista e instrutora Cleide Lis Ribeiro dos Santos, a maior dificuldade dos profissionais é trabalhar com a ensiladeira. “Essa capacitação só veio agregar no conhecimento que a gente já tem sobre produção de silagem. É um diferencial fazermos uma prática de ensilagem e estarmos capacitados para trabalhar com a ensiladeira e o maquinário. Foi de extrema valia aprendermos sobre cada funcionamento”, destaca.

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Joelson Antônio Silva aprendeu a dar manutenção em equipamentos como a colhedora de forragem e o vagão forrageiro. “Eu já tinha conhecimento, mas agora aprendi a regular, configurar e dar manutenção nos equipamentos. Assim, podem ajudar a solucionar esses problemas em campo”, destaca.

CT Sorriso

Dos dias 10 a 14 de janeiro, a empresa parceira Husqvarna ofertou capacitação a seis instrutores de operação e manutenção de máquinas e equipamentos, no Centro de Treinamento (CT) de Sorriso. Foram utilizados os equipamentos para mecanização agrícola, floresta e área verde. Dentre eles estão motocultivador e acessórios (sulcador, revolvedor de solo), pulverizador, atomizador, motobomba, motosserras a combustão e a bateria, podador de galho a bateria, roçadeira a bateria e cortador de grama de alta produtividade Giro Zero.

 “O objetivo é fortalecer essa parceria e levar esse conhecimento para os instrutores e consequentemente aos produtores rurais. Assim eles poderão utilizar melhor cada equipamento e melhorar o desempenho na propriedade”, afirmou Valsoir Amancio, especialista de serviço da empresa parceira.

Paulo Figueiredo, consultor técnico da Husqvarna, destacou que os benefícios afetarão também os pequenos produtores. “É um prazer dar esse pontapé inicial em 2022 para dar conforto ao usuário e mecanização à pequena propriedade”.

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Fonte: CNA Brasil

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