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Cuiabá

Mães relatam alívio por filhos conseguirem aplicação de medicamento de alto custo

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Gustavo Duarte

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Davi Lucca Maia Rodrigues, 6 meses, nasceu com hipoplasia do coração esquerdo, uma anomalia muito grave que compromete a oferta de sangue para o coração, que a mãe dele, a vendedora Roseli Barbosa Maia, descobriu no quinto mês de gestação. Segundo ela, ainda na gravidez, o médico que a acompanhou no pré-natal disse que seu filho teria que nascer em outra capital porque senão, não viveria mais do que duas horas após o parto. “Tive muita fé e com 6 dias de vida dele, fomos para São Paulo fazer uma cirurgia, uma bandagem nos ramos pulmonares e a colocação de um stent na válvula do coração”, conta Roseli. Durante a internação do filho, ela foi orientada pelo cardiologista que o filho deveria ser medicado com a imunoglobulina Palivizumabe, medicamento de alto custo (em média R$ 5 mil a dose no mercado) que ajuda o sistema imunológico da criança a se prevenir contra doenças respiratórias.

Ao retornar para Cuiabá, Roseli continuou o tratamento cardiológico do filho e, com o início da sazonalidade do vírus sincicial respiratório (VSR), conseguiu os encaminhamentos necessários junto ao cardiologista Alessandro Gonçalves, que atende no Centro de Especialidades Médicas (CEM), da Secretaria Municipal de Saúde, e deu entrada no pedido para aplicação da imunoglobulina em seu filho, que recebeu a primeira das cinco aplicações na quarta-feira (24). “Foi muito rápido! Entrei com o pedido segunda-feira passada (15) e hoje ele já está tomando a vacina. Fiquei muito feliz de ter conseguido. Tudo o que for para ajudar a saúde do meu filho é bem-vindo”, disse esperançosa de que o filho não terá que enfrentar novas internações.

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Quem já passou pela experiência com o filho de ter a assistência da aplicação do Palivizumabe por parte da Secretaria Municipal de Saúde é a dona de casa Enielza dos Santos, mãe de Elias dos Santos Magalhães de Souza, 1 ano e 11 meses. Em 2020, ele recebeu cinco doses da imunoglobulina de forma totalmente gratuita e, neste ano, ele tomou sua primeira e última dose, uma vez que a aplicação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é garantida até a idade em que Elias está atualmente. 

De acordo com Enielza, o filho já nasceu com cardiopatia e foi submetido à cirurgia aos 10 meses de idade. Desde então, ele passou a sempre sofrer com gripes e resfriados. “Qualquer ventinho que ele pegava já ficava gripado. Ele não conseguia respirar, se debatia. Era desesperador!”, recorda. Mas ela também relembra que, logo que o filho passou a tomar a imunoglobulina Palivizumabe pela rede municipal de Saúde, o filho nunca mais sofreu com isso. “Parece que tirou com a mão. Depois da primeira dose, ele nunca mais ficou gripado. Olha, é Deus em primeiro lugar e depois o medicamento”, agradece a mãe de Elias. 

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Desde 2019, Cuiabá passou a ser um polo de aplicação da imunoglobulina Palivizumabe. Antes, o medicamento somente era ofertado na rede estadual. Ele é destinado para crianças nascidas com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas (até 28 semanas e 6 dias) com idade inferior a 1 ano (até 11 meses e 29 dias) ou crianças com idade inferior a 2 anos (até 1 ano, 11 meses e 29 dias) com doença pulmonar crônica da prematuridade, displasia bronco pulmonar ou doença cardíaca congênita com repercussão hemodinâmica comprovada.

A médica da família Renata Amoroso, que atua na aplicação do Palivizumabe em Cuiabá, explica que a imunização ocorre nos meses de maior circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) que, conforme estudos do Ministério da Saúde, vai de março a julho, no Centro-Oeste brasileiro. Mais do que a aplicação do remédio, o atendimento também compreende uma consulta, onde é feita a pesagem da criança, a ausculta do coração, entre outras avaliações. 

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Comissões aprovam pareceres do projeto que adequa legislação da Jari

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O projeto de autoria do Poder Executivo que adequa a legislação municipal da Junta Administrativa de Recursos de Infração (Jari) teve parecer favorável aprovado pelos membros das Comissões de Trabalho, Administração, Serviços e Obras Públicas e Transporte, Urbanismo e Meio Ambiente.

A votação aconteceu durante as reuniões das comissões que ocorreram na manhã desta quarta-feira (14.04).

De acordo com a proposta, o Jari é um órgão de deliberação colegiada, com competência para julgamento dos recursos interpostos contra penalidades aplicadas pela autoridade de trânsito. A intenção do projeto é dar maior funcionalidade à Junta Administrativa, garantindo maior agilidade na tramitação dos processos em apreciação.
“A pretensão de unificação das JARIs é reafirmada na presente proposta, na intenção de otimizar a análise dos recursos interpostos pelos administrados, bem como permitir, com a nova composição do Colegiado a participação efetiva da representação de todas as entidades de classe, proporcionando mais segurança ao cidadão interessado, vez que garantirá que o seu processo será analisado com mais celeridade, imparcialidade e eficiência por membros devidamente capacitados para tanto”, diz trecho da mensagem do Executivo.

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A Junta Administrativa de Recursos de Infrações é composta por 12 membros, sendo: um representante indicado pelo prefeito um representante da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/MT um representante da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) um representante dos Agentes de Fiscalização de Trânsito e Transporte sete representantes das entidades representativas dos condutores de veículos no Município um representante indicado pela Câmara Municipal.

Uma emenda do vereador Demilson&nbspNogueira (PP) que retira a obrigatoriedade do indicado do prefeito ter bacharelado em direito foi aprovada. Segundo a proposta do parlamentar,&nbspo indicado terá que comprovar “ser detentor de nível superior, com diploma expedido por entidade reconhecida pelo MEC, de ilibada reputação, idoneidade moral e comprovado conhecimento de trânsito”.


A matéria segue análise e votação do plenário da Câmara.

CCJR

A CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) da Câmara Municipal de Cuiabá também se reuniu nesta quarta. A pauta de votação foi composta por oito proposituras, mas somente uma foi aprovada, as demais o líder do prefeito, vereador Mário Nadaf (PV), pediu vistas para efetuar “melhor análise” das questões propostas.

A propositura aprovada, por unanimidade, pela CCJR foi o Projeto de Resolução de autoria da Mesa Diretora da Casa, com relatoria do vereador Renivaldo Nascimento (PSDB), que “altera dispositivos da Resolução nº 035, de 24 de outubro de 2019”. Essa resolução trata da contratação de estagiários para trabalharem na Câmara.

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Secom Câmara Municipal de Cuiabá

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Cuiabá

Agricultura familiar é tema da tribuna livre

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O impacto da crise econômica sobre a agricultura familiar foi tema de discussão na Câmara Municipal nesta terça (13). A representante da Cooperativa dos Pescadores e Artesãos de Pai André e Bonsucesso (Coorimbatá), Maria Valéria de Marais Silva, participou do espaço da Tribuna Livre, a convite da vereadora Edna Sampaio (PT), para falar sobre as dificuldades vividas pelo segmento.

A cooperativa é apoiada pela Rede de Cooperação Solidária de Mato Grosso (Recoopsol), da UFMT. Recentemente o grupo foi acionado pelo executivo municipal para desocupar sua sede, onde organiza uma rede de economia solidária com vários empreendimentos.

Há anos, o grupo reivindica a utilização da Central de Comercialização da Agricultura Familiar, em Várzea Grande. Maria Valéria falou sobre as dificuldades para comercializar os produtos durante a pandemia, e que uma das alternativas tem sido o uso das redes sociais.

Além disso, a suspensão do benefício do Bolsa Família piorou a situação financeira de muitos deles. “Estamos sentindo muito a ausência do poder público para estar dando esse apoio para nós. Ele está muito ausente de nós, isso estou sentindo na pele. Estou, neste momento, pedindo socorro. Temos que olhar a grande importância que a agricultura familiar tem”, disse ela.

Edna Sampaio lembrou que a agricultura familiar é responsável por 70% da renda dos trabalhadores que atuam no campo, defendeu a importância de uma nova sede para a cooperativa e apontou a necessidade de políticas públicas de fortalecimento deste setor.

“Quero deixar para essa Câmara a necessidade de apoiar políticas para a economia solidária, responsável pelo sustento de muitas famílias, inclusive, e principalmente, das mulheres. Precisamos cuidar da vida das mulheres, oferecendo oportunidade de geração de renda”.

Neusa Baptista / Assessoria de Comunicação da Vereadora Edna Sampaio

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