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Mato Grosso aumenta em 3 vezes capacidade de leitos de UTI em 90 dias

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O número de leitos de UTI próprios e definitivos para pacientes da Covid-19 passou de 40, em março, para 120, em maio, nos Hospitais Estaduais Santa Casa e Metropolitano

O Governo do Estado ampliou a rede de leitos definitivos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de 40 para 120, entre os meses de março e maio, nos Hospitais Estaduais Santa Casa, em Cuiabá, e Metropolitano, em Várzea Grande. O número representa um aumento de três vezes da capacidade para tratamento dos pacientes da Covid-19.

 

Hospital Metropolitano passará a contar com mais 30 leitos de UTI, além dos 40 já disponíveis
Hospital Metropolitano passará a contar com mais 30 leitos de UTI, além dos 40 já disponíveis – Foto por: Christiano Antonucci

Por Carol Sanford –  O Hospital Estadual Santa Casa passou por adequação para atender aos casos graves de coronavírus e conta com 50 leitos de UTI definitivos, ou seja, que permanecerão na estrutura hospitalar mesmo após a pandemia.

Foram abertos 30 leitos em abril e mais 20, no mês de maio, sendo 10 para UTI pediátrica. A unidade conta ainda com 117 leitos clínicos para atender aos pacientes do coronavírus.

Governo finaliza adequação na Santa Casa para casos de coronavírus, com secretário Gilberto Figueiredo Foto Christiano Antonucci

Já o Hospital Metropolitano foi inteiramente reformado e inaugurado no último dia 14 de maio, com 40 leitos de UTI exclusivos para o tratamento da Covid-19. Ainda em maio, o governador Mauro Mendes anunciou a abertura de mais 30 leitos de UTI na unidade. O hospital conta também com 238 leitos clínicos.

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A intenção do Governo em construir hospitais e abrir leitos definitivos é de reforçar toda a estrutura da rede de saúde permanente do Estado, de forma que o atendimento à população seja ampliado durante e após a pandemia.

“Nosso plano de ação contempla a abertura de leitos definitivos em todas as regiões de Mato Grosso. Definimos locais estratégicos, em conjunto com os prefeitos, o que permitirá atendimento não apenas à população de um município específico, mas de toda a região que utiliza essa estrutura de saúde, trazendo economia de recursos, qualidade no atendimento e facilidade de acesso”, afirmou Mendes.

Governo finaliza adequação na Santa Casa para casos de coronavírus, com secretário Gilberto Figueiredo   Foto Christiano Antonucci

No interior, mais 70 leitos de UTI serão abertos em hospitais regionais e em parceria com as prefeituras municipais. A ampliação em 10 leitos em cada unidade ocorre nos municípios de Barra do Garças, Confresa, Tangará da Serra, Juína, Peixoto de Azevedo, Água Boa e Cáceres, cujo hospital regional ainda vai ganhar mais 20 leitos clínicos, após reforma nos mesmos moldes da que foi feita no Hospital Metropolitano.

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“Temos atualmente, 110 UTIs sendo montadas ou em processo de construção no interior do Estado. Ou seja, temos aquilo que a Organização Mundial de Saúde sempre disse que é preciso ter, que são leitos em condições para atender a população que for contaminada e precisar de atendimento digno de saúde”, afirmou o governador.

O Estado conta atualmente com 1.110 leitos para os pacientes do coronavírus, sendo 253 de UTI e 857 leitos clínicos.

Hospital Metropolitano                                                                                                                                                                     Foto Marcos Vergueiro

 

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Mato Grosso inicia fase ostensiva de enfrentamento a incêndios florestais

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Lançamento também marca o início do período proibitivo do uso e manejo do fogo em zona rural

O Governo de Mato Grosso, por meio do Corpo de Bombeiro Militar (CBMMT), lançou na manhã desta quarta-feira (01.07) ação de resposta aos incêndios florestais de 2020. Hoje também tem início o período proibitivo de uso do fogo para manejo e limpeza de áreas na zona rural. Em área urbana, o uso do fogo é proibido o ano todo. 

Por Juliana Carvalho – Para atender todo o Estado durante o período crítico de incêndios florestais em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiro Militar, por meio do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), irá colocar em campo, inicialmente, 39 instrumentos de respostas temporários, entre Bases Descentralizadas de Bombeiro Militar, Brigadas Municipais Mistas, equipes de intervenção e apoio operacional, além de contar com o suporte do Centro Integrado de Operações Aéreas.

“Nossas equipes vão a campo para fazer o enfrentamento de possíveis incêndios que ocorram além de continuar o trabalho de fiscalização. A partir de primeiro de julho qualquer uso do fogo é uma infração ambiental e nossas equipes vão estar em campo realizando a lavratura dos autos e também o combate aos incêndios”, destaca o Tenente Coronel BM Flávio Gledson, comandante do BEA, lembrando que desde o final do ano passado foram realizadas alterações na legislação mato-grossense para permitir que esses profissionais também tenham poder de fiscalização.

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O secretário executivo do Comitê Estadual de Gestão do Fogo, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), coronel BM Paulo Barroso, explica que a fase resposta integra o grande planejamento feito pelo Governo de Mato Grosso para o enfrentamento aos incêndios florestais.

“Então, a temporada de incêndios florestais engloba as fases de preparação, prevenção, resposta e responsabilização e hoje, todos os comandos estão realizando o lançamento da etapa de resposta”, explica o coronel.

Para este ano, o Governo de Mato Grosso vai investir R$ 22 milhões para combate ao desmatamento e exploração florestal ilegais, além dos incêndios florestais, por meio de recursos próprios e do programa REM Mato Grosso (REDD+ para Pioneiros).

“Este é o maior investimento já feito nos últimos dez anos para repressão dos crimes contra flora e combate aos incêndios florestais. Todos os órgãos envolvidos em ações da defesa do meio ambiente estão indo a campo com a orientação de tolerância zero às infrações”, enfatiza o secretário adjunto Executivo da Sema, Alex Marega.

Responsável pelo Comando Regional I e diretor operacional adjunto, o coronel BM Wendell, explica que a corporação trabalha em parceria com diversas instituições, como Sema, Ibama e Forças Armadas para realizar a cobertura de todo o Estado.

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Início do período proibitivo de queimadas                                                                                               Christiano Antonucci

Antecipação

A decisão de antecipar o período proibitivo do uso do fogo, que segue até o dia 30 de setembro, leva em consideração fatores climáticos e riscos que a poluição do ar traz à saúde humana, especialmente em um momento que o mundo enfrenta uma pandemia de uma síndrome respiratória, a Covid-19.

Além disso, de acordo com monitoramento realizado pelo INPE, entre 01 de janeiro e 28 de maio, Mato Grosso registrou um aumento de 11,83% dos focos de calor em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o Brasil e os Estados da Amazônia legal registraram redução de 2,84% e 31,26% respectivamente.

Também foi verificado que 44% do estado de Mato Grosso apresenta a pluviosidade abaixo da média e 24% do território encontra-se na média dos últimos 30 anos para o mesmo período. A estiagem decrescente seca a vegetação mais fina tornando-a mais vulnerável ao fogo.

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Mauro Mendes consegue garantia de medicamentos para UTIs

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Governador levou demandas para o ministro Eduardo Pazuello

O Governo de Mato Grosso recebeu a garantia do Ministério da Saúde de que receberá todos os medicamentos necessários para o tratamento dos pacientes com coronavírus que estão em UTIs.

Por Lucas Rodrigues – A garantia foi dada pelo próprio ministro, general Eduardo Pazuello, durante reunião com o governador Mauro Mendes, na manhã desta quarta-feira (1° de julho), em Brasília.

“Falamos com ele sobre os medicamentos para as UTIs e ele mostrou claramente o planejamento que o Ministério tem. Nós já recebemos uma leva emergencial e recebemos a garantia de que não vai faltar medicamentos nas UTIs do nosso estado”, afirmou o governador, que estava acompanhado do deputado federal Neri Geller e da secretária executiva da SES-MT, Danielle Carmona.

Durante o encontro, o governador relatou as dificuldades que Mato Grosso tem enfrentado no combate ao coronavírus e solicitou que o Ministério auxilie o Estado nesse enfrentamento.

O gestor pontuou a importância de investir na atenção básica para que os pacientes possam tratar a doença desde o início, reduzindo os óbitos.

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“Não podemos esperar a situação agravar. Precisamos investir no tratamento precoce. O Governo do Estado estará comprando esses medicamentos para que os médicos possam receitar e a população possa tomar esse remédio já no início, evitando que as pessoas cheguem às UTIs em estado grave.

Mendes ainda agradeceu pelo apoio já dado pelo Ministério da Saúde e pediu uma solução conjunta para evitar também o avanço do vírus dentro das comunidades indígenas.

“Vim agradecer ao ministro Pazuello e ao presidente Jair Bolsonaro que já mandaram 70 respiradores para Mato Grosso. Estamos recebendo e distribuindo aos municípios para montar as novas UTIs que estão sendo feitas em parceria com as prefeituras”, pontuou.

O ministro da Saúde garantiu “100% de apoio” para todas as necessidades de Mato Grosso no combate à covid-19, inclusive o envio dos medicamentos fundamentais para os pacientes em UTIs.

“O senhor vai ter uma ação imediata onde precisar. Posso lhe afiançar que não vamos deixar as pessoas morrerem sem remédio. Vamos ajudar 100% em tudo o que for necessário. Não vejo nenhuma chance de não ganhar essa guerra. Temos todos os meios de apoiar”, afirmou o general Pazuello.

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De acordo com Pazuello, o Ministério também está atento e vai intensificar as ações para preservar a saúde dos índios.

Para o deputado Neri Geller, a reunião foi muito positiva e terá efeito prático já de imediato.

“O governador colocou as principais deficiências do Estado de Mato Grosso em função do crescimento da pandemia e a necessidade de receber medicamentos, para que a sociedade mato-grossense tenha acesso. O ministro foi muito receptivo e deu boas sinalizações de resolução a isso e também à questão da saúde indígena, principalmente na região de Barra do Garças e Água Boa, que tem um problema mais sério hoje sobre isso. Saio daqui muito satisfeito pois o governador foi muito reto nas cobranças e o ministro deu encaminhamentos práticos”, ressaltou.

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