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Mato Grosso tem superávit de R$ 941,7 milhões

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A próxima audiência pública, para discutir as metas fiscais do 2º quadrimestre de 2019, está marcada para o dia 24 de setembro

Mesmo com frustração da receita em R$ 200 milhões, o governo de Mato Grosso tem superávit orçamentário de R$ 941,7 milhões, no 1º quadrimestre de 2019. De janeiro a abril, a receita total do Estado contabilizou R$ 5.926 bilhões, e a despesa somou o montante de R$ 4.985 bilhões. Os números foram apresentados pelo secretário de Estado de Fazenda, Rogério Luiz Gallo, em audiência pública na Assembleia Legislativa.

Foto Karen Malagoli

Por Elzis Carvalho – Durante a audiência pública, Gallo disse aos deputados e representantes do Fórum Sindical que no superávit de R$ 941 milhões não consta os restos a pagar. A prestação de contas é uma obrigação imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) à Assembleia Legislativa, por isso a audiência foi conduzida pela Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária.

Nesse período, o valor total bruto da receita (fontes próprias e transferências da União) foi de R$ 7.200 bilhões. Mas em função das deduções (repasses de valores para 141 municípios e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) a receita liquida ficou em R$ 5.926 bilhões. A dedução gerou um montante de R$ 1.821 bilhão.

Receita – De todos os tributos arrecadados, o ICMS liderou o ranking com o valor de R$ 3.310 bilhões. Na segunda posição, vem o Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA) que gerou para os cofres públicos R$ 415 milhões. O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) contribuiu com R$ 241 milhões. O total de receita tributária foi da ordem de R$ 4.067 bilhões. Esse valor é 7,4% maior, se comparado ao de 2018, que foi de R$ 3.786 bilhões.

Mesmo assim, o secretário Rogério Gallo considerou que os valores da receita frustraram a equipe econômica do governo. Segundo ele, o estado esperava que a União fizesse a transferência de receita (constitucional) de R$ 1.716 bilhão, mas repassou apenas R$ 1.543,2 bilhão, ou seja, R$ 200 milhões a menor. Esse valor representou um percentual de 10,1% a menos aos cofres do Tesouro do Estado. Outro ponto negativo, de acordo com Gallo, foi o gasto com pessoal.

“À falta de 10% dos repasses de recursos da União para o Estado foi um dos principais fatores que impactaram na retomada do crescimento da economia de Mato Grosso. O governo contava com os recursos da Lei Kandir e do Sistema Único de Saúde, mas os valores repassados foram insuficientes. Do SUS, por exemplo, o governo esperava receber R$ 250 milhões, mas recebemos apenas R$ 68,1 milhões. Isso representa menos R$ 181.9 milhões que deixaram de entrar nos cofres do Estado”, explicou Gallo.

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Na exposição dos números, Gallo mostrou ainda que é de responsabilidade da União repassar aos estados brasileiros o Fundo de Participação dos Estados (FPE). Para Mato Grosso, o montante transferido foi de R$ 798 milhões. Outra transferência é do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que nesses quatro meses somaram R$ 555,4 milhões.

Questionado sobre a folha de pagamento dos servidores, o secretário fez um alerta e disse que os gastos com a folha já “estouraram e está chegando à casa de R$ 1 bilhão”. Segundo Gallo, é preciso melhorar a receita e fazer o controle do crescimento da despesa. A lei (LRF) fala que o limite é de 49%.

Para melhorar a receita, o secretário afirmou que “o governo vem trabalhando para combater a sonegação fiscal. Para isso, está monitorando a contabilidade de 700 grandes empresas, em tempo real. O governo quer saber se o valor oferecido de ICMS para o estado é o correto”.

Despesas – Nos primeiros quatro meses do ano, a despesa total do governo de Mato Grosso foi de R$ 4.985 bilhões. Mas o valor previsto pelo governo era de a despesa chegar à casa de R$ 6.745 bilhões. Em 2018, a despesa ficou em R$ 5.008 bilhões. Portanto, houve uma redução em 0,5%. “Está havendo controle do gasto público, do que foi previsto e realizado houve uma redução de 26%”, explicou o secretário.

O ajuste foi para baixo em 35,3%. Enquanto isso, a folha de pagamento e encargos sociais foi de R$ 3.584 bilhões. Os juros e encargos da dívida pública somaram a quantia de R$ 157,1 milhões. Já a amortização da dívida foi de R$ 222,7 milhões. Em 2019, houve uma variação da dívida em 10% para cima, comparado com mesmo período de 2018, que foi de R$ 344,8 milhões.

De acordo com Gallo, a dívida de custeio foi reduzida em 21%. Em 2018, a dívida ficou em R$ 689 milhões. No mesmo período de 2019, o montante destinado para o custeio foi de R$ 539 milhões. Mas a previsão do governo definido na LOA/2019 era de o dispêndio ser de R$ 1.252 bilhão.

Já em relação à folha de pagamento dos servidores, o secretário Gallo, disse que houve um crescimento de 3%. Em 2018, a folha foi de R$ 3.481 bilhões, em 2019 o dispêndio chegou à casa de R$ 3.584 bilhões. “O governo vem fazendo sua parte e reduzindo gastos”, disse Gallo.

O líder do governo Mauro Mendes, Dilmar Dal Bosco (DEM), afirmou que a arrecadação realizada, entre janeiro a abril, foi para pagar dívidas do governo Pedro Taques. Na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), de acordo com Dal Bosco, o ex-governador deixou de restos a pagar a quantia de R$ 268 milhões. Na Secretaria de Estado de Saúde (SES), Dal Bosco disse que dívida herdada foi de R$ 455 milhões.

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“A economia feita na gestão Mauro Mendes está sendo usada para quitar dívidas do governo Taques. Mauro Mendes está pagando décimo terceiro que o governo passado não honrou com os servidores. O Estado está no caminho certo. Hoje, o custo da máquina pública é muito alto. Não dá para pegar dinheiro público e pagar aposentado e pensionista em R$ 1.250 bilhão. O dinheiro não é suficiente para pagar as despesas do Estado”, disse Dal Bosco.

Gallo disse ainda que a dívida consolidada de Mato Grosso, de janeiro a abril de 2019, chegou em R$ 6.810 bilhões. Segundo ele, a dívida de 32,4% é baixa em relação a receita corrente liquida. “O problema de Mato Groso não é o endividamento, mas de liquidez (poupança-corrente). As despesas são maiores que a receita. O governo não consegue gerar saldos positivos mensal, semestral e nem anual. A nossa despesa consome por inteiro a receita”, explicou o secretário da Sefaz.

O deputado Xuxu Dal Molin (PSC) disse que o cenário econômico que  Mato Grosso vem enfrentando nos últimos anos é critico. Ele disse ainda que o estado é rico, mas a discussão se concentra em coisas pequenas.

“O setor produtivo do estado colabora, mas o Estado brasileiro não faz sua parte porque não investe em infraestrutura. O poder público sozinho não tem condições de competir com o mundo globalizado. Tem que mudar as atitudes. Hoje, Mato Grosso enfrenta um estado de calamidade porque não tem renda, e não adianta aumentar os impostos. Um dos caminhos para sair da crise é diminuir os gastos financeiros dos Poderes”, disse Xuxu Dal Molin.

De acordo com Wilson Santos (PSDB), os números apresentados pelo secretário Rogério Gallo caem como um “balde de água fria na economia do Estado”. “O governo disse que faria corte de três mil servidores comissionados, mas hoje tem mais DGAs que na administração do ex-governador Pedro Taques. Isso sem contar a queda de 2,2% do PIB estadual. São dados preocupantes”, disse Santos.

O deputado Ondanir Bortolini, Nininho (PSD), questionou o secretário sobre o empréstimo do governo do estado de U$ 332,6 milhões junto ao Banco Mundial para a quitação integral da dívida com o Bank of América.

Gallo disse que o empréstimo deve ser aprovado até julho pelo Senado Federal e depois encaminhado ao Tesouro Nacional e em agosto dar o aval para a liberação do dinheiro. “Isso evitaria o Estado pagar, em setembro, a parcela de U$ 150 milhões ao Bank of América. Valor importante para o fluxo de caixa”, disse Gallo.

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AMM participará da reunião com os poderes para discutir a situação dos municípios

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O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga é um dos convidados para a reunião virtual, promovida pelo governador Mauro Mendes com os demais poderes, na próxima segunda-feira, 01/03, ás 10.30h, para tratar da situação emergencial com a pandemia da Covid-19.

Crédito: Divulgação

Da AMM – Em seguida, ás 11.30h, outra reunião virtual está programada com os prefeitos, para debater as medidas emergenciais a serem tomadas em relação aos municípios. Entre estas medidas, poderá ser  adotada a quarentena obrigatória em todo Estado

O Ministério Público do Estado pediu que a Justiça determine que as prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande criem decretos com medidas mais restritivas de prevenção, em um prazo de 24 horas. Medidas como o fechamento de qualquer atividade de lazer ou eventos que gerem aglomerações.

Na opinião do presidente da AMM, além de Cuiabá e Várzea Grande, como propõe o Ministério Público, os outros municípios também tem que ter medidas mais severas, haja visto que os pacientes mais graves, acabam sendo transferidos para Cuiabá e Várzea Grande, lembrando que na maioria dos municípios, principalmente os menores não tem leitos de UTI.

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Fraga ressaltou ainda que, inclusive uma audiência pública que estava programada para o dia 4 de março,  em Vila Bela da Santíssima Trindade, com o objetivo de discutir o Zoneamento Socioeconômico Ecológico de Mato Grosso, organizada pela AMM e a prefeitura de Vila Bela foi cancelada. Estaria também na organização deste o evento a presidente da Associação Campos do Guaporé,  Terezinha Helena Staut Costa, o presidente do Sindicato Rural, José Teixeira e o presidente da Associação Ricardo Franco, Newton Mioto, com a participação de outras entidades do Estado, além de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e demais lideranças da região.

A  AMM vem orientando os prefeitos desde o início da pandemia na adoção de medidas restritivas como toque de recolher, uso de máscaras,  álcool em gel,  o distanciamento e o isolamento social, cancelamento de eventos públicos e privados, bem como medidas de restrição de atividades que geram as aglomerações, no sentido de evitar a propagação do novo coronavírus.

Entre as recomendações, estão também as relacionadas as atividades escolares. “Realizamos um levantamento com 128 prefeitos sobre o retorno, de que forma poderiam ser a retomadas das aulas. Não recomendamos nem mesmo no sistema híbrido, pois mesmo com todos os cuidados, poderá provocar aglomerações nas escolas, podendo ser apenas remoto. Neste momento, precisamos unir esforços par salvar vidas”, alertou Neurilan.

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De acordo com o último boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, já foram notificados 249.969 casos confirmados da Covid-19, sendo registrados 5.769 mortes em decorrência do coronavírus. “A situação é preocupante e por este motivo, estamos sempre emitindo notas técnicas e ofícios para os gestores com as recomendações de medidas urgentes e necessárias para a população”, disse ele.

Fraga destacou que em muitos municípios a capacidade de leitos de enfermaria e de UTI já está saturada. Por outro lado, o próprio sistema de saúde do Estado já está quase colapsado, sendo necessário a tomada de medidas mais restritivas para barrar o avanço da Covid-19 nestas últimas semanas.

Fonte: AMM

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Governo Federal lança Agenda do Prefeito para auxiliar gestores na condução da administração municipal

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Prefeitos e equipes contam com mais uma ferramenta de apoio para a condução eficiente das administrações públicas municipais. Trata-se da Agenda do Prefeito + Brasil, lançada pelo Governo Federal para auxiliar os municípios a aprimorarem a governança e a condução das atividades nas prefeituras. A iniciativa é considerada de grande utilidade para a administração pública municipal nos contextos político, administrativo e técnico.

A Agenda é composta por um conjunto de quatro ações para orientar os gestores municipais: O Guia do Novo Prefeito, elaborado para conduzir as ações municipais nos primeiros dias de mandato; o Portal Federativo, que fornece painéis especializados e informações sobre convênios e prestação de contas em geral; o Informe Federativo, que traz informações sobre as ações em benefício dos municípios, além do Programa de Formação Prefeito + Brasil, que capacita e atualiza os envolvidos na administração Pública.

A Associação Mato-grossense dos Municípios está comunicando as prefeituras sobre o conteúdo, que está disponível no Portal Federativo: https://www.gov.br/secretariadegoverno/pt-br/portalfederativo A AMM sugere a leitura do informativo, que será importante para esclarecer dúvidas em várias áreas da administração pública.  Prefeitos e equipes também podem se cadastrar para receber periodicamente informações em primeira mão pelo link: https://www.gov.br/secretariadegoverno/pt-br/portalfederativo/contatos

 

Acesse aqui o Comunicado da AMM

Fonte: AMM

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