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Não deixe a folia do Carnaval transformar sua saúde em cinzas

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Não deixe a folia do Carnaval transformar sua saúde em cinzas

A vacina trouxe o início da vitória contra a pandemia, mas a luta continua, árdua e dolorosa. Não é momento de se descuidar.

Por OZENIRA FÉLIX *

 

 

No final do ano de 2020, a imprensa cuiabana já vinha abordando, através de entrevistas com médicos e especialistas, sobre a necessidade das pessoas se cuidarem em relação ao risco de contágio pelo novo coronavírus, para que pudéssemos todos chegar bem e saudáveis às celebrações em família no Natal e no Ano Novo. Os avisos parecem ter surtido efeito, mas, somente até as datas comemorativas, em que muita gente não resistiu à saudade e a vontade de se reunir com quem ama, o que é compreensível.

Por outro lado, ao adentrarmos no ano de 2021, nos deparamos com as consequências dessas atitudes em massa, que viriam de qualquer forma, fosse para o bem ou para o mal. O que colhemos depois dessas duas oportunidades que tivemos de celebrar entre familiares e amigos foi o aumento do número de casos e de mortes pela Covid-19.

Nossas equipes da Secretaria Municipal de Saúde – que compõem o Comitê de Enfrentamento à Covid-19, presidida pelo prefeito Emanuel Pinheiro – já vinham trabalhando com essa projeção. Fizemos um trabalho de divulgação prévia das informações referentes à importância de manter o isolamento, sobre como manter as medidas de biossegurança nas reuniões familiares, sobre a necessidade de redobrar os cuidados. Ainda assim, não ficamos apenas contando com que a população fizesse sua parte. Preparamos a rede para a possibilidade de segunda onda da pandemia, com a mudança nos fluxos de atendimento da atenção básica, visando garantir de forma abrangente o atendimento em todas as regiões de Cuiabá.

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Estamos fazendo nosso trabalho e, mesmo com a chegada da segunda onda, ainda estamos conseguindo garantir o atendimento médico-hospitalar aos casos leves, moderados e graves. Diferentemente de outras capitais brasileiras, nosso sistema não colapsou. Pelo contrário, se fortaleceu ao ponto de estarmos em condições de oferecer ajuda humanitária a pacientes de outros estados.

Mas a situação pode mudar, caso a sociedade não se atente para um outro risco que se aproxima: as festas de Carnaval. Em Cuiabá, o prefeito Emanuel Pinheiro já baixou um decreto proibindo a realização de eventos carnavalescos nos dias 15 e 16 de fevereiro e transformando em úteis os dias 15, 16 e 17. O objetivo não é acabar com a festa de ninguém, mas impedir que o riso se transforme em choro, que a irresponsabilidade de alguns se transforme em culpa e remorso pela perda de um pai, de uma mãe, de um avo, de uma avó.

A população, principalmente os mais jovens, precisam entender que não é porque seu organismo reage bem ao que parece ser um simples resfriado que o organismo das pessoas próximas de você reagirá da mesma forma. Precisamos cuidar daqueles a quem amamos, principalmente dos que fazem parte dos grupos de risco (idosos, pessoas obesas, com comorbidades), pois eles podem precisar de uma internação e, se chegarmos ao ponto de enfrentar uma terceira onda de Covid-19 pós-Carnaval, poderemos sofrer consequências gravíssimas e nos igualarmos aos estados onde os pacientes tiveram que ser levados para longe de sua terra, de sua família, na esperança desesperada de conseguir sobreviver a esta doença tão terrível.

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Já passou da hora de todos entendermos que os aumentos vertiginosos não ocorrem por acaso. Eles estão proporcionalmente relacionados com o comportamento coletivo. As pessoas têm que entender que toda vez que tem aglomeração, toda vez que nós não tomamos cuidado, vai haver o aumento do número de casos! Não tem como a Prefeitura, o Estado, a União, qualquer que seja a instância de poder obrigar ninguém a ficar em casa e se cuidar. Isso depende da consciência de cada um na sua rotina. O que o poder público pode fazer e tem feito, desde o início, é informar e conscientizar através de diversos meios de comunicação, preparar a rede pública de saúde e conduzir, com muito empenho, a campanha de vacinação contra a Covid-19, conforme a disponibilidade de doses. Algo que, em breve, esperamos ter atingido a porcentagem ideal para classificar como imunidade coletiva.

Convido a todos, neste momento tão importante, em que começamos, aos poucos, a imunizar nossa população, priorizando os trabalhadores da saúde, a não baixarem a guarda para a covid-19 e manterem os cuidados com a higiene pessoal, com a etiqueta respiratória, se preocupando consigo mesmo e com a saúde do próximo. A vacina trouxe o início da vitória contra a pandemia, mas a luta continua, árdua e dolorosa. Não é momento de se descuidar. Não vamos deixar que a folia do Carnaval transforme em cinzas a nossa saúde, os nossos esforços, as nossas vidas.

  • Ozenira Félix é secretária interina de Saúde de Cuiabá

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Diálogo X Covid

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Por Neurilan Fraga*

Estamos vivendo um dos piores momentos dessa pandemia, e essa situação pode ser agravada ainda mais, se não forem tomadas atitudes que de fato colocam um freio na crescente curva de números de contaminados, óbitos e na taxa de ocupação de leitos clínicos e de UTIs.

Crédito: Divulgação

No Brasil, já são quase 4 mil mortes por dia, e com a projeção para chegar aos 5 mil óbitos em 24 horas. Em Mato Grosso o que estamos vendo são recordes e mais recordes de pessoas que estão perdendo a vida para o Covid-19, muitas delas, por falta de leitos de UTIs.

Evidentemente a medida mais eficaz será a vacinação em massa da população. Infelizmente em função do descaso e do negacionismo por parte do governo federal, que é o responsável pela compra e distribuição das vacinas no Brasil, fez com que o número de pessoas imunizadas seja baixo, além de uma lentidão na efetiva vacinação da população.

Não obstante, outras medidas paliativas devem serem tomadas e implementadas pelos poderes executivos e legislativos, sejam federal, estadual e municipal.

As medidas de distanciamento social ou físico e as recomendações de biossegurança são imprescindíveis nesse momento. Entretanto, nenhuma dessas medidas terão êxito, se a população não aderir ou respeitar o que nelas estão prescritas.

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Na verdade, o que estamos vendo na prática, são decretos dos governos federal, estadual e municipal, que foram editados com medidas restritivas, e que de fato não estão sendo seguidos por parte da população.

Desta forma, não adianta as autoridades públicas tomarem medidas de combate à pandemia, se a população não respeitar e seguir as recomendações.

Por outro lado, aqui no estado temos outros fatores  que contribuem sobre maneira para que tenhamos um quadro mais assustador,  como por exemplo a pré-eminência da falta de oxigênio e de medicamentos para entubação de pacientes, a não existência de médicos para trabalharem nas UTIs, e mesmo em hospitais municipais distante dos grandes centros urbanos.

Também não pode deixar de ressaltar, a falta de diálogo do secretário estadual de saúde com os prefeitos e até mesmo com a AMM, quando esta  é solicitada pelos prefeitos, para intermediar esse diálogo.

Um outro fato que não se pode omitir, pois não está contribuindo com o combate ao coronavírus, é a falta de diálogo e um entendimento entre o governo do estado e a prefeitura de Cuiabá.

Não queremos entrar no mérito dessa desconstrução, não temos esse propósito, mas entendemos que a união nesse atual momento é extremamente importante para o enfrentamento dessa doença, que tem dizimado centenas e centenas de famílias mato-grossenses.

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É preciso entender que acima das paixões ideológicas, dos projetos políticos, econômicos e outros interesses, a vida das pessoas está em primeiro plano, pincipalmente numa situação tão caótica como essa que estamos vivendo. Creio eu, que grande parte da população de Mato Grosso, não concorda com o que tem observado, a falta de diálogo e de compreensão por parte desses dois grandes líderes do estado.

Nesse sentido, defendemos que os presidentes dos demais poderes e também de instituições públicas ou privadas, provoquem urgentemente esse entendimento, para que assim, unidos, possam enfrentar essa pandemia que está matando os nossos irmãos mato-grossense e mesmo os nossos familiares.

Queremos aqui conclamar a classe política, empresarial, os dirigentes dos poderes constituídos, as entidades de classes e a população em geral, para que juntos, além de seguirmos as recomendações de distanciamento social e de biossegurança, ajudem os gestores municipais a fiscalizarem e fazerem valer, o que recomendam as instituições de saúde, como a Organização Mundial da Saúde- OMS, Ministério da Saúde, Secretaria de Estado de Saúde e as Secretarias de Saúde de cada município.

Somente assim, vamos frear rapidamente essa alta taxa de ocupação dos leitos de UTIs, dos números de mortes e de pessoas contaminadas.

*Neurilan Fraga é Presidente da AMM

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100 dias de trabalho, trabalho e muito trabalho

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*Por Juca do Guaraná Filho

Nos primeiros 100 dias de gestão da Mesa Diretora (biênio 2021/2022) conseguimos dar o pontapé inicial na nossa missão: garantir o direito de cada vereador de legislar e fiscalizar e a execução de trabalhos que possibilitam aproximação da Casa com a população cuiabana.

Logo que começamos as atividades analisamos o que estava em andamento, recebemos as demandas e traçamos uma linha de trabalho que pudéssemos efetivar nosso planejamento.

Primeiro, pensamos em dar continuidade a algumas ações que já estavam engatilhadas da última gestão, como a realização do concurso público para suprir a vacância de vagas no quadro de servidores do Legislativo. A medida atende a uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público Estadual. Vale ressaltar que o concurso não trará gastos ao Legislativo.

Nos próximos dias, vamos disponibilizar à população o novo sistema que vai permitir que o cidadão acompanhe em tempo real todo o processo legislativo e ainda sugerir indicações aos vereadores, o No Paper. Ao adotar esta ferramenta tecnológica, a Câmara de Cuiabá vai ser referência neste quesito no Centro Oeste, pois este processo eletrônico vai aumentar o controle dos atos parlamentares e vai incentivar a participação popular, resultando em maior visibilidade e credibilidade ao trabalho parlamentar.

Além disso, estamos dialogando com instituições para firmar parcerias para melhorar as atividades parlamentares. Por exemplo, com a Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio), para implantação do sistema Renalegis (Rede Nacional de Assessorias Legislativas). A ferramenta vai monitorar a tramitação de projetos de interesse das categorias do setor produtivo da Capital, a medida vai contribuir no debate com o segmento e nas proposituras que tramitam nesta Casa.

Na última semana, assinei o termo de adesão ao Programa de Desenvolvimento Institucional Integrado, o PDI, do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso. O projeto irá colaborar&nbspna transparência e na entrega de serviço de mais qualidade para sociedade cuiabana.

Recebemos nos últimos meses representantes das Câmaras Municipais do Estado para troca de experiências. Costumo dizer, que vereador é igual em todos os municípios do Brasil, as dificuldades e as intenções são as mesmas.

Também durante esse período defendi a participação do legislativo cuiabano no processo de troca de modal. Eu defendo a conclusão do VLT. As obras já iniciaram na Capital, mais de R$ 1 bilhão já foram investidos e não vejo motivos para não concluir o modal. O sistema é moderno, Cuiabá não pode ficar de fora dessa modernidade.&nbspA decisão que trocou o modal não teve a participação do Legislativo cuiabano, isso é muito ruim. Queremos estar&nbsp nas discussões também, os vereadores estão mais próximos do povo e precisa ter acesso às informações e colaborar na escolha.

Pandemia – Quando fui eleito presidente sabia do desafio que estava por vir, principalmente pela situação delicada que vivemos por conta da pandemia do coronavírus. A cidade ainda enfrenta os reflexos desse momento sombrio.

A Câmara Municipal de Cuiabá tem trabalho para colaborar no enfrentamento à pandemia. Uma das primeiras medidas adotadas foi a criação de uma comissão especial para acompanhar o processo de vacinação contra covid-19 na capital. O grupo tem feito um trabalho colaborando no aprimoramento da campanha municipal de imunização.

Além disso, aprovamos, em regime de urgência especial, importantes projetos para o enfrentamento à doença como o Projeto de Lei que dispõe sobre penalidades para quem descumprir as medidas contra a covid-19, a proposta que autoriza Cuiabá a participar do Consórcio de municípios para compra da vacina e a matéria que nasceu nesta Casa que pune quem furar a fila prioritária de imunização.

Na Câmara, nos últimos três meses, adotamos medidas importantes para proteger os vereadores, servidores e população que frequenta esta Casa. Revogamos os pontos facultativos do Carnaval e suspendemos as atividades presenciais como forma de enfrentamento ao contágio do vírus.

Temos trabalhado insensatamente, sou o primeiro a chegar e o último sair da Câmara. A nossa meta é fazer o melhor por Cuiabá e para nossa população. A intenção é aproximar o Legislativo do povo para que Câmara de Cuiabá seja conhecida como a “Casa do Povo Cuiabano”. A população cuiabana pode esperar desta gestão muito mais dedicação e trabalho, trabalho e muito trabalho.

 

*Juca do Guaraná Filho é presidente da Câmara Municipal de Cuiabá

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