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Número de mortes por Covid-19 na Itália chega a 3.405 e supera China

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ABr/Reuters – O número de mortos pelo surto de coronavírus na Itália aumentou nas últimas 24 horas em 427, para 3.405, ultrapassando o total de mortes até agora registradas na China, disseram autoridades nesta quinta-feira.

Os números desta quinta-feira na Itália representam uma ligeira melhora em relação ao dia anterior, quando a Itália registrou 475 mortes.

Cerca de 3.245 pessoas morreram na China desde que o vírus surgiu no final do ano passado. O início do surto da Itália foi noticiado em 21 de fevereiro.

O número total de casos na Itália subiu para 41.035 em relação aos 35.713 anteriores, um aumento de 14,9% — uma taxa de crescimento mais rápida do que a observada nos últimos três dias, informou a Agência de Proteção Civil.

Dos infectados originalmente, 4.440 haviam se recuperado totalmente, ante 4.025 no dia anterior. Havia 2.498 pessoas em terapia intensiva contra 2.257 anteriormente.

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Casos de coronavírus na Espanha superam 11 mil: mortos são quase 500

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 Informação é do serviço de emergência de saúde do país

O total de casos de coronavírus na Espanha ultrapassou 11 mil nesta terça-feira (17), e o número de mortes subiu para 491, informou o chefe do serviço de emergência de saúde do país.

 Por Emma Pinedo e Jesus Aguado, da Reuters – Madri/ABr – Segundo Fernando Simon, o número de casos subiu para 11.178 na terça-feira, ante um total anterior de 9.161 na segunda-feira(16).

 Bares, restaurantes, teatros e cinemas das cidades norte-americanas de Nova York e Los Angeles e de outras cidades globais estão fechando para combater a pandemia de coronavírus, enquanto países reforçaram as fronteiras e bancos centrais de todo o mundo adotaram medidas agressivas para amenizar o impacto econômico da doença.

O Federal Reserve dos Estados Unidos cortou as taxas de juros para quase zero pela segunda vez em menos de duas semanas, e outros BCs seguiram o exemplo, mas os mercados de ações continuaram a despencar e o dólar no exterior recuava diante do iene.

Os principais mercados de ações europeus caíam para seu menor nível desde 2012 na segunda-feira (16), já que os investidores continua preocupados com a ameaça à economia global, e os futuros de Wall Street para o índice S&P 500 atingiram seu limite de baixa, levando a crer que Wall Street deve seguir o mesmo caminho.

“Muitas crianças acham assustador”, disse a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, em uma coletiva de imprensa em seu escritório dedicada a responder perguntas das crianças sobre a pandemia.

“Não tem problema ficar assustado quando tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo”, acrescentou.

Líderes dos países do G7 se reuniram ontem em videoconferência para debater uma ação conjunta contra o surto do coronavírus.

Vários países proibiram aglomerações, como eventos esportivos, culturais e religiosos, para combater a doença que já infectou mais de 169 mil pessoas mundialmente e matou mais de 6.500.

O vírus foi identificado na cidade chinesa de Wuhan em dezembro, mas agora existem mais casos e mais mortes fora da China continental do que dentro.

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Covid-19 deixa mais de 776 milhões de alunos fora da escola, diz UNESCO

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Pelo menos 85 países fecharam escolas em todo o território para tentar conter a disseminação do novo coronavírus. A medida teve impacto em mais de 776,7 milhões de crianças e jovens, segundo a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.

Da ONU NEWS – Falando à ONU News, de Bruxelas, o representante da agência na ONU e em Organizações Internacionais, Vincent Defourny, disse que a agência atua junto das autoridades na implementação desse tipo de programas.

“A Unesco aconselha a aliviar o impacto sobre o currículo escolar de várias formas. A primeira coisa é fazer o uso mais extensivo possível de todos os recursos a distância, que podem ser pela internet, pela rádio, pela televisão e todas as formas que permitem aprender e manter contato com a aprendizagem a distância.”

Cerca 15 nações fecharam as escolas de forma parcial. Se a medida for implementada, em nível nacional, deixará mais centenas de milhões de alunos sem aulas. Defourny disse que é preciso conciliar esta decisão a cada realidade.

“Nesse contexto é muito importante também manter um vínculo com os alunos, criar comunidade e criar um sentido de pertença que seja importante tanto para os alunos como para os professores e para a comunidade. Por isso é muito importante que a estratégia de cada professor seja adaptada à circunstância do país e à circunstância da sua turma. Por isso, o currículo será revisado. Mas damos a possibilidade de manter esse vínculo de aprendizagem e de trabalhar a distância da melhor forma possível.”

Continuidade

Como parte das medidas para tentar retardar a propagação do novo coronavírus, a agência apoia ações para minimizar perturbações no sistema de educação e facilitar a continuidade do aprendizado, especialmente para os mais vulneráveis.

Uma reunião virtual com ministérios da Educação dos países afetados e preocupados em garantir meios alternativos de aprendizado para crianças e jovens juntou 73 países, incluindo ministros e vice-ministros.

Os temas discutidos na semana passada incluem a ajuda para preparar e implantar soluções de aprendizado à distância e de forma inclusiva, experiências e recursos digitais para abrir oportunidades a mais alunos sem grandes custos.

A agência incentiva plataformas de aprendizagem para apoiar a continuidade das aulas sem afetar o currículo local, parcerias para educação a distância e acompanhamento global de escolas e dos alunos afetados.

Oportunidades

A Unesco destaca que o encerramento das escolas, mesmo que seja de forma temporária, traz um custo social e econômico alto. Os mais favorecidos ficam com menos oportunidades para crescer e desenvolver.

Na área de nutrição, muitos menores ficam sem alimentos a que têm acesso na escola. Os pais com limitações para que os filhos acompanhem o aprendizado a distância podem sofrer com a falta de acesso a ferramentas digitais.

A Unesco aponta que vários menores também podem ter maior exposição a comportamentos de risco ficando sozinhos em casa.

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