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Neurilan Fraga representará a região Centro Oeste na reunião com o Ministro da Saúde

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As lideranças do movimento municipalista vão se reunir com o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello para tratar do programa de vacinação. O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios-AMM, Neurilan Fraga, que também integra o Conselho Político da Confederação Nacional de Municípios-CNM, será o representante da região Centro Oeste, na reunião com o Ministro da Saúde, marcada para esta quinta-feira, 4 de março de forma virtual. A escolha foi realizada durante a reunião do Conselho ocorrida ontem, com a participação dos  dirigentes das entidades estaduais e o presidente Confederação, Glademir Aroldi.

Crédito: Divulgação

Da AMM – O objetivo da reunião com Pazuello é discutir a aquisição e distribuição de novas vacinas para os municípios em todo o país. As lideranças de cada Estado vão buscar uma ação efetiva para que possam ser disponibilizadas vacinas suficiente para a população por meio do Programa Nacional de Imunização, sem que nenhuma região fique de fora no processo de enfrentamento da pandemia da Covid-19, que se agrava em todos as regiões do país.

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O movimento municipalista vem cobrando uma definição mais rápida do Governo Federal em relação à vacinação em todos os municípios brasileiros. Depois de ouvir as demandas das lideranças de cada Estado, o presidente da CNM,  construiu a pauta para a agenda com o Ministro da Saúde. Os presidentes das estaduais vão apresentar as demandas prioritárias em relação à vacinação.

Conforme o projeto aprovado no Congresso Nacional, já definido pelo Senado, faltando apenas a votação na Câmara, os estados e os municípios poderão adquirir  as vacinas em larga escala. As empresas também poderão comprar as vacinas para imunizar os seus funcionários, mas terá de comprar a mesma quantidade e doar para os postos de saúde da rede pública. Isto poderá ocorrer mais a frente, quando chegar a quarta fase da vacinação no país.

As lideranças municipalistas acreditam que a vacinação poderá evoluir de forma mais rápida. O presidente da CNM, ressaltou a importância da distribuição das doses, serem feitas por meio do  Programa Nacional de Imunização do Governo Federal, para evitar um conflito federativo.  A capacidade de aquisição de doses vacina pode chegar a 30 milhões, através do Instituto Butantã e da Fiocruz. As vacinas mais procuradas são as da Pfizer, Sputinik e Covasim.

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A Confederação Nacional de Municípios, vem buscando um alinhamento de todo o processo de distribuição com o Ministério da Saúde para que a população dos municípios mais distantes seja igualmente imunizada. “As reuniões com as lideranças de cada região, são cada vez mais frequentes. O municipalismo forte se faz com a participação de todos”, assinalou Aroldi.

Fonte: AMM

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CIDADES

Diálogo X Covid

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Estamos vivendo um dos piores momentos dessa pandemia, e essa situação pode ser agravada ainda mais, se não forem tomadas atitudes que de fato colocam um freio na crescente curva de números de contaminados, óbitos e na taxa de ocupação de leitos clínicos e de UTIs.

No Brasil, já são quase 4 mil mortes por dia, e com a projeção para chegar aos 5 mil óbitos em 24 horas. Em Mato Grosso o que estamos vendo são recordes e mais recordes de pessoas que estão perdendo a vida para o Covid-19, muitas delas, por falta de leitos de UTIs.

Evidentemente a medida mais eficaz será a vacinação em massa da população. Infelizmente em função do descaso e do negacionismo por parte do governo federal, que é o responsável pela compra e distribuição das vacinas no Brasil, fez com que o número de pessoas imunizadas seja baixo, além de uma lentidão na efetiva vacinação da população.

Não obstante, outras medidas paliativas devem serem tomadas e implementadas pelos poderes executivos e legislativos, sejam federal, estadual e municipal.

As medidas de distanciamento social ou físico e as recomendações de biossegurança são imprescindíveis nesse momento. Entretanto, nenhuma dessas medidas terão êxito, se a população não aderir ou respeitar o que nelas estão prescritas.

Na verdade, o que estamos vendo na prática, são decretos dos governos federal, estadual e municipal, que foram editados com medidas restritivas, e que de fato não estão sendo seguidos por parte da população.

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Desta forma, não adianta as autoridades públicas tomarem medidas de combate à pandemia, se a população não respeitar e seguir as recomendações.

Por outro lado, aqui no estado temos outros fatores  que contribuem sobre maneira para que tenhamos um quadro mais assustador,  como por exemplo a pré-eminência da falta de oxigênio e de medicamentos para entubação de pacientes, a não existência de médicos para trabalharem nas UTIs, e mesmo em hospitais municipais distante dos grandes centros urbanos.

Também não pode deixar de ressaltar, a falta de diálogo do secretário estadual de saúde com os prefeitos e até mesmo com a AMM, quando esta  é solicitada pelos prefeitos, para intermediar esse diálogo.

Um outro fato que não se pode omitir, pois não está contribuindo com o combate ao coronavírus, é a falta de diálogo e um entendimento entre o governo do estado e a prefeitura de Cuiabá.

Não queremos entrar no mérito dessa desconstrução, não temos esse propósito, mas entendemos que a união nesse atual momento é extremamente importante para o enfrentamento dessa doença, que tem dizimado centenas e centenas de famílias mato-grossenses.

É preciso entender que acima das paixões ideológicas, dos projetos políticos, econômicos e outros interesses, a vida das pessoas está em primeiro plano, pincipalmente numa situação tão caótica como essa que estamos vivendo. Creio eu, que grande parte da população de Mato Grosso, não concorda com o que tem observado, a falta de diálogo e de compreensão por parte desses dois grandes líderes do estado.

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Nesse sentido, defendemos que os presidentes dos demais poderes e também de instituições públicas ou privadas, provoquem urgentemente esse entendimento, para que assim, unidos, possam enfrentar essa pandemia que está matando os nossos irmãos mato-grossense e mesmo os nossos familiares.

Queremos aqui conclamar a classe política, empresarial, os dirigentes dos poderes constituídos, as entidades de classes e a população em geral, para que juntos, além de seguirmos as recomendações de distanciamento social e de biossegurança, ajudem os gestores municipais a fiscalizarem e fazerem valer, o que recomendam as instituições de saúde, como a Organização Mundial da Saúde- OMS, Ministério da Saúde, Secretaria de Estado de Saúde e as Secretarias de Saúde de cada município.

Somente assim, vamos frear rapidamente essa alta taxa de ocupação dos leitos de UTIs, dos números de mortes e de pessoas contaminadas.

Neurilan Fraga – Presidente da AMM

Fonte: AMM

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Observatório Covid-19: pesquisa semanal indica falta de leitos de UTI em 768 Municípios

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Em pelo menos 768 Municípios do país há pacientes infectados pela Covid-19 em estado grave, aguardando por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A pesquisa semanal da Confederação Nacional de Municípios (CNM), realizada de 5 a 8 de abril, mostra que, nessas localidades, 72,4% aguardam leitos em hospitais, 26,2% em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e 11,7% em hospitais de campanha.

A terceira edição do levantamento abordou os seguintes temas em evidência: i. falta de oxigênio nas unidades de saúde; ii. insumos farmacológicos que compõem o “Kit intubação”; iii. medidas de restrição que estão sendo adotadas nos Municípios; iv recebimento de vacinas e; v. existência de fila de espera para internação.

Mais de 3,1 mil Municípios participaram da pesquisa. A pesquisa mostrou, ainda, que, em 1.207 localidades brasileiras, existe o risco iminente de faltar medicamentos do chamado “kit entubação”. Nas duas pesquisas anteriores, 1.316 e 1.141 prefeituras estavam na mesma situação. Já o risco de faltar oxigênio ocorre em 589 Municípios que participaram do levantamento da CNM, contudo, 80,8% dos pesquisados afirmaram não ter esse problema.

Nos últimos dias, 3.049 afirmaram ter recebido vacinas contra o vírus, e em 58,6% deles ocorreram duas entregas nesta semana. Apenas 122 Municípios afirmaram não ter recebido nenhuma dose do imunizante neste período.

Medidas restritivas
As aulas presenciais continuam suspensas em 2.761 cidades que responderam à pergunta. As restrições de circulação de pessoas após determinado horário – o toque de recolher – têm sido adotadas em 2.379 Municípios. A pesquisa desta semana mostra ainda que em 819 cidades as atividades não essenciais estão fechadas e 2.531 localidades mantêm medidas restritivas nos finais de semana, ou seja, 79,9% dos Municípios estão adotando essa prática.

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Veja a pesquisa completa

Fonte: AMM

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