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ARTIGOS & OPINIÕES

Privilégio fiscal e a verdade sobre o “aumento dos preços”

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Por Mauro Carvalho* – O Governo de Mato Grosso adotou medidas corajosas ao longo de 2019, que trouxeram o Estado para o caminho do equilíbrio fiscal. Entre as medidas adotadas, o corte nos privilégios fiscais, que resultou em dar maior competitividade para o setor econômico, assim como trouxe segurança jurídica para as empresas e indústrias.

Você sabia que em Mato Grosso empresas do mesmo setor, como por exemplo, do comércio, tinham incentivos fiscais diferentes? Deixa eu explicar melhor. Uma determinada loja que vendia sapatos, por exemplo, recebia do governo o incentivo fiscal e outra loja do mesmo segmento, que também vendia sapatos, não tinha.

Esse fato trazia uma competitividade desleal. Fazia com que uma empresa pudesse ter uma certa vantagem em detrimento da outra. Para entender melhor, é dizer que uma empresa pagava 100% de imposto, enquanto a outra pagava só 5%. Além disso, muitos casos foram alvos de investigação judicial e, inclusive, estão contidos na delação premiada do governador do período de 2011 a 2014, que confessou que recebeu vantagens indevidas para a concessão desse tipo de benefício, que só prejudicava o comércio.

O governo enfrentou isso, cortou esses “benefícios” indevidos, pois não admitimos qualquer tipo de ilegalidade, e trouxe isonomia para todos os comerciantes e industriais. O mais importante de tudo isso é que nós não aumentamos os impostos e sim, repito, cortamos incentivos fiscais indevidos e que em nenhum outro lugar são praticados.

Outro ponto que alteramos para beneficiar a população de Mato Grosso foi em relação a forma como o governo cobrava o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Antes, o empresário pagava o imposto quando ele comprava a mercadoria para revender, sobre uma previsão do valor que ele iria vender.

Vou citar um exemplo, para ilustrar. Uma determinada loja comprava um produto no valor de R$ 1,00 da distribuidora, mas comercializava a R$ 10,00. Contudo, ela informava ao Estado que iria vender a R$ 3,00. O restante, ou seja, R$ 7,00, era sonegado.

Isso foi alterado, agora o empresário tem que efetuar o pagamento após a venda da mercadoria, eliminando a sonegação. São mais recursos para investir em infraestrutura, segurança, educação, saúde e projetos sociais.

O governo, do qual faço parte, também teve mais uma atitude em prol do mercado interno de Mato Grosso ao garantir a competitividade da indústria, reduzindo o imposto para quem vende fora de Mato Grosso e aumentando o valor do imposto na comercialização do produto de empresas de fora do Estado para dentro.

Essas foram medidas corajosas, da equipe e do governador Mauro Mendes, que simplificaram, trouxeram segurança jurídica, aumentaram a competitividade e que em médio prazo serão percebidas pelo próprio empresariado.

*Mauro Carvalho é secretário-chefe da Casa Civil do Estado de Mato Grosso

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DE REPENTE …

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Por MARLI GONÇALVES

De repente, fevereiro. De repente a gente está aí, às voltas com um vírus internacional. De repente, tudo pode acontecer – um segundo segundo, e isso é de pirar. De repente, olhei minha mão e meu dedo médio da mão direita estava com uma ponta caída, muito necessário, sem seguir o meu comando, o que eles, médicos, chama de pescoço de cisne, uma parte do dedo na distal. Hospital, raio-X, dados históricos e mais um problema no resolvedor, que chega de repente, como todos os problemas, esses infiltrados em nossas vidas
Tenho horror a isso, isso faz “de repente”. E meu dedo ficou igual ao pescoço de cisne? Aliás, um formato bastante conhecido e outras coisas também … (sem gracinhas, hein?). Não bati em nada, não quebrou nada … De repente, uma ponta do dedo caiu. Não, não o enfiei em lugar nenhum. Nem o usei, embora seja exatamente aquele dedo médio que os EUA usam para … bem, vocês sabem. E também sabemos que sempre temos um monte de razões para mostrar-lo para um monte de gente que perturba. Mas não foi o caso.
Você já sentiu que o problema é interno, coisa, criação, de ligamentos, artrose, que você verá muito para quem não é sério e que tal como imobilizar, o dedo, mas também a mão e o meu humor, resolver. Como você precisa fazer tudo o que estava fazendo para ir ao pronto socorro, agora que criou o tema que desenvolveu para esta semana ganhou até mais sentido. Mais realidade. De repente, fevereiro! De repente, enfaixada. De repente, puxa-se mais e mais como coisas que poderíamos fazer? Poderíamos? Temos esse poder? Pior é que creio que não é o mesmo. Só podemos evitar um pouco das coisas; nosso corpo é muito louco e com vontade própria.
Então, de repente é fevereiro, já. De repente estamos ligados a vírus internacional, sem estado de emergência global, torcendo para a China estar bem mais longe do que já é. De repente, como as luvas absorvem e fazem o estrago que já fez em Minas Gerais e Espírito Santo, com tantas mortes, queimaduras, desabamentos, afogamentos que não ocorrem em rios ou lagos ou mar, mas nas ruas que explodem com as ondas que as tomam completamente.
De repente, quem vai viajar não vai mais, porque não pode, porque tem medo, ou porque é proibido ir ao lugar que planejou por tanto tempo. Ninguém vai para a China ou para o Oriente assim, está bem. De repente, quem estava lá não pode voltar – até porque nosso governo não quer ajudar, prefere manter todo o mundo lá. De repente, nossas preocupações com Trump, guerra, Oriente Médio, ficam pequenas. Voltamos a ficar mais atentos, sim, mas ao nosso céu, se as nuvens estão carregadas, aos macacos que voltam a aparecer mortos por febre amarela, e aos mosquitos que causam mosquitos, que causam dengue e matam quase 700 brasileiros ou ano passado. Quer que eu repita? 700. Oficialmente, 689 pessoas. Mortas. Fim.
Fevereiro vem com tudo, sambando na avenida. Com todo o seu calor, mais um carnaval de dúvidas, mês bissexto, diferente. Tudo bem que eu nem precisei ter visto porque as contas que já chegaram lá para você, também já chegaram para mim. Aquele monte de “is”, iptu, ipva, mais os itens e outros itens que recebe com grande tristeza até que não tenhamos valores nunca mais que valores que não são usados ​​sem nosso bem-estar e em melhorias nas próximas regiões. Se preparar para o pior, aquele “eu” do leão, ou o IR, do Imposto de Renda.
Outro dia em que é  exibido um documento na  GloboNews, “Desacelera”, me dá a impressão de estar acometido por alguém que falavam, psicólogos, psiquiatras, pacientes, etc .: transtorno de ansiedade generalizada. Sintomas? Preocupações e medos excessivos, visão muitas vezes irreal de problemas, inquietação ou nervosismo, sem paciência com gente lenta, entre outros.
Mas dá, me digam, por favor, para não ficar chateado ou nervoso, por exemplo, com uma lentidão de pessoas e ações que devem tomar, principalmente como nos governam?
Não dá. Até porque a lentidão deles sempre vem acompanhada de trapaças de toda a sorte.
E a gente quer um fevereiro de verão, calor, carnaval, carnaval, dançar com uma sombrinha. E acabamos, de repente, tão sambando na mão deles.
Com o dedo enfocado como estou agora, de repente não posso mais mostrar meu desencanto … mas ainda posso bater aqui nas pretinhas.
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MARLI GONÇALVES  – Jornalista, consultora de comunicação, editora do  Chumbo Gordo , autora de  Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também,  pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela  Editora  e pela  Amazon .
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DEEPFAKES: O FUTURO QUE NOS ESPERA E ENGANARÁ

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Apavorante. Em deepfakes eles podem tirar sua roupa, fazer você falar o que quiserem, colocar você em qualquer lugar do mundo, ou até participando de um animado vídeo pornô. Muito mais. Pior: dependendo do que possam pretender, nem precisam de você. Podem criar as pessoas que quiserem com as características e pensamentos que bem entenderem
Por Marli Gonçalves – São Tomé? Já era. Essa de acreditar só no que se vê está indo por terra e em toda a Terra. Estamos em perigo real, de vermos criados mundos paralelos completos, como a própria Criação, como religiosamente acreditamos que foi. Sete dias, descanso, costelas, ceias – tudo ultrapassado. Sairão de máquinas potentes, hardwares, guiados por mentes com domínio tecnológico, e nos serão apresentados em vídeos tão perfeitos que não será possível perceber sua manipulação. Com eles, facilmente o sentimento coletivo poderá ser manipulado.
São deepfakes, vídeos criados por softwares de inteligência artificial, que conseguem utilizar fotos e gravações da voz de alguém para criar um vídeo falso dela, mostrando não apenas ela fazendo algo que nunca fez como ainda dizendo algo que nunca disse. Ou criar essas pessoas, totalmente virtuais, com idades, raças, credos, ideologias, gêneros. Que surgirão buscando nos influenciar, domesticar, pensar como elas, até nos fazer ter raiva de outras que sejam reais. Distopia total.
Lembram daquele vídeo tosco do agora Governador de São Paulo João Doria, e que surgiu pouco antes das eleições? Ele, numa suruba. Como o conheço pessoalmente e fui capaz de jurar que por vários motivos não era ele naquela cena – ambiente sujo, etcs, principalmente os etceteras… – não me toquei à época do perigo, nem do que se tratava exatamente. E é mais, muito mais, do que mera manipulação de imagens. É infernal. Aquela era bem tosca, assim como grande parte do que está sendo feito ainda é rudimentar, produzido por nerds digitais e por pura diversão, humor, gracinhas.
Mas a tecnologia, e em pouquíssimo tempo, está ficando a cada dia mais apurada. E perigosa. E a gente aqui ainda preocupado com as fake news, que já abalam muitas estruturas e poderes, elegendo líderes desconcertantes, trazendo riscos inclusive à vida humana quando trata de saúde, como no caso das vacinas, ou causando linchamentos, que também já ocorreram. Para você entender: com deepfakes até o Drauzio Varella, em carne e osso, pode aparecer em vídeo condenando a imunização. Claro que não será ele, mas poderá ser tão perfeita a produção do falso, que você bateria o pé que, sim, você viu, você recebeu o vídeo, era ele, falando, a voz, os movimentos, os tiques. A técnica é a síntese de imagens, vídeos e sons, combinados e sobrepostos cuidadosamente.
Inacreditável é que o assunto perturbador ainda não está com a devida atenção dos governos e nações. Os deepfakes representam a mais nova ameaça à cyber segurança, sem que ainda se saiba como combatê-los. Não há regulação, normatização, legislação ética sobre a sua má utilização com os geradores de textos falsos, imagens falsas, vídeos falsos, clonagem de vozes e, o máximo, clonagem de personas. Se hoje nem as fake news conseguem ser combatidas, imaginem se esses novos monstros o serão em curto espaço de tempo. A inteligência artificial aprimorada aprendendo, sendo nutrida por informações, a criar um mundo falso em algoritmos.
Apavorante, repito. Discursos de ódio, manipulação nas eleições, ataques aos movimentos sociais, as relações humanas, tudo poderá ser afetado de forma ainda mais violenta do que o que já vem ocorrendo celeremente em todo o mundo. Tudo virtual, não haverá como prender o autor de calúnias, difamações, informações falsas que aparecem nas imagens, porque ele simplesmente não existirá. E o mundo ainda não está preparado para capturar os jovens, em geral, muito jovens, que já detêm essa tecnologia, a operam cada vez melhor, e estão gostando muito, orgulhosos dessa brincadeira que inventaram. Sem limites, farão nascer exércitos que hipoteticamente podem ser maiores do que os chineses, com a fidelidade dos soldados norte-coreanos, e com a loucura dos radicais.
Fica a dúvida: como agirão quando tiverem noção do poder que essa poção mágica poderá lhes proporcionar? Devemos temê-los? Afinal, estarão criando uma nova civilização. Como se deuses fossem. De mentira. Mas o que é verdade, ultimamente?

 

MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Site Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano- Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. Já à venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon
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