conecte-se conosco


AGRONEGÓCIO

Produção recorde de grãos estimada em 241,3 milhões de toneladas

Publicado

SkyDrones

Da CONAB –Os números atualizados da safra 2018/2019 de grãos, divulgados nesta quinta-feira (8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), confirmam a produção recorde para este ano. O país deverá colher 241,3 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 6% ou 13,7 milhões de t se comparado à safra anterior. A área plantada está prevista em 63 milhões de hectares, com um aumento de 2% sobre o mesmo período.

A produção do milho primeira safra deve ficar em 26,2 milhões de t, uma redução de 2,1% sobre a safra passada. A colheita encerrou-se na região Centro-Sul e segue ocorrendo nas regiões Norte e Nordeste. Quanto ao milho segunda safra, terá uma produção recorde de 73,1 milhões de t, 35,6% a mais em relação à safra de 2017/18. A colheita foi intensificada e agora estende-se a 84% da área plantada. A soja sofreu uma redução de 3,5% na produção e atingiu 115,1 milhões de t. As regiões Centro-Oeste e Sul representam mais de 78% dessa produção.

Leia mais:  Fertilizantes: código de uso sustentável recomenda boas práticas

O feijão primeira safra, cuja colheita já foi encerrada, teve uma redução de 22,5% na produção e deve chegar a 996,4 mil t. Isso foi causado principalmente pela diminuição de área e produtividade no Paraná, Minas Gerais e Bahia. O de segunda safra, onde a colheita está em fase final, teve um clima favorável que contribuiu para uma produção de 1,3 milhão de t, 7,2% acima da obtida no período anterior. O feijão terceira safra também teve aumento de 20,5% e deve ter uma produção de 739,6 mil t. O plantio foi finalizado em julho.

O país deverá colher também 4 milhões de algodão em caroço e 2,7 milhões de pluma, 34,2% a mais do que na safra anterior. Enquanto o trigo tem produção estimada em 5,4 milhões de t, o arroz deve ficar em 10,4 milhões de t, um recuo de 13,6%. O estudo aponta como causa as reduções de área do cereal ocorridas nos principais estados produtores.

Área – As culturas que tiveram aumento de área, em relação à safra passada, foram o milho segunda safra, com área total de 12,4 milhões de hectares, a soja com 35,9 milhões e algodão com 1,6 milhão de hectares. Em relação às culturas de inverno, para o trigo, estima-se uma área de 1,99 milhão de hectares, 2,6% menor que em 2018. As demais culturas (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) apresentam incrementos na área de plantio, passando de 546,5 mil hectares, na safra anterior, para 552,2 mil hectares na safra atual. De acordo com o levantamento, as geadas ocorridas no início de julho, sobretudo no Paraná, demandam maior monitoramento das lavouras.

Leia mais:  Governo estima valor bruto da produção agropecuária em R$ 603 bilhões

AGRONEGÓCIO

Agropecuária nordestina ganha plano de ação para o seu desenvolvimento

Publicado

por

A agropecuária nordestina tem a partir de hoje (19) um instrumento importante para o seu desenvolvimento. A Portaria 164, de 16 de agosto, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, estabelece no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento o Plano de Ação para o Nordeste (AgroNordeste).

O AgroNordeste vai apoiar a organização das cadeias agropecuárias da região para ampliar e diversificar os canais de comercialização, “atuando com pertinência social, ambiental e econômica e buscando aumentar a eficiência produtiva e o benefício social”.

De acordo com a portaria, o plano trabalhará também na identificação de obstáculos que travam a competitividade de setores da agropecuária nordestina com potencial de crescimento e apoiar a melhoria dos sistemas produtivos, do beneficiamento e do processamento de produtos.

O AgroNordeste trabalhará também no acesso dos produtores a crédito, assistência técnica e tecnologias, objetivando o desenvolvimento de produtos com maior valor agregado e de estratégias de convivência com a seca.

Edição: Aécio Amado

Fonte: EBC
Leia mais:  Aumento do uso do biodiesel beneficia Mato Grosso
Continue lendo

AGRONEGÓCIO

Fertilizantes: código de uso sustentável recomenda boas práticas

Publicado

por

Por Alana Gandra – O Código Internacional de Conduta para Uso Sustentável e Manejo de Fertilizantes, aprovado na 41ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em junho passado, começa agora a ser internalizado nos países signatários. Isso significa que o código já está disponível para utilização pelos governos. O Brasil, no entanto, se antecipou ao código e já tem normativa sobre o assunto.

O chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Solos, Vinicius Benites, único brasileiro que participou da elaboração do código, disse  que a adoção das diretrizes não é uma ordem, ou seja, ela não é obrigatória. “O código é mais uma recomendação de boas práticas” no sentido de minimizar os impactos do uso de fertilizantes pelos governos, academia e indústrias, explicou o pesquisador, que também é secretário-executivo do portfólio de nutrientes para a agricultura brasileira.

 Segundo Benites, um ponto importante na discussão é a visão que o mundo tem a respeito do uso de fertilizantes. Como os países europeus têm um peso muito forte na FAO, os fertilizantes são vistos na Europa mais como agentes poluentes do que como insumos. “Como os solos deles são mais ricos, eles encaram os fertilizantes como poluentes, muito diferente do que ocorre no Brasil e em alguns países da África porque, para a gente, o fertilizante ainda é um insumo importantíssimo”.

Nesse sentido, a participação do Brasil foi decisiva para a ratificação do código internacional pela FAO, uma vez que não havia representantes da África na reunião. No encontro, Benites colocou que o fertilizante ainda é um insumo importante no Brasil para a sustentabilidade do sistema e para garantir segurança alimentar.

Nutriente não tóxico

O pesquisador da Embrapa Solos deixou claro que fertilizante é diferente de agrotóxico. “São coisas muito distintas”. O agrotóxico é um produto químico, desenvolvido em laboratório, enquanto o fertilizante é um nutriente não tóxico, que inclui fertilizantes orgânicos e industriais que não oferecem periculosidade para o homem.

Leia mais:  Governo mantém isenção de ICMS aos produtores de café de Mato Grosso

O Brasil é o quarto consumidor mundial de fertilizantes, atrás da China, Índia e dos Estados Unidos. Benites disse que a agricultura brasileira, principalmente a agricultura empresarial, voltada para a produção de commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional) como soja, milho, cana, café, algodão, depende muito de fertilizantes. O cultivo desses produtos consome 80% dos fertilizantes usados no Brasil. “E a gente importa próximo de 80% dos fertilizantes que consome”.

Segundo Vinicius Benites, o Brasil vai continuar sendo dependente de fertilizantes para o resto da vida, porque tem um clima tropical sujeito a chuvas, apresenta solos pobres e a agricultura é voltada para a exportação de grãos. “A gente exporta o nutriente dentro do grão”.

Matéria-prima

O Brasil não produz fertilizantes porque esses nutrientes dependem de matéria-prima geológica, informou Vinicius Benites. Uma dessas matérias-primas é o potássio, que o Brasil importa 92% do que usa. Em relação ao fósforo, Benites afirmou que o Brasil possui essa matéria-prima, mas ela é de baixa qualidade. “O fósforo do mundo está concentrado no Norte da África. É o petróleo do futuro”, disse.

Como o Brasil não possui condições geológicas para produzir fertilizantes e o custo é muito alto, o mínimo que tem de fazer, estrategicamente, é adotar boas práticas de uso. “É não jogar fora, é usar de forma parcimoniosa, é trabalhar com reciclagem, é criar tecnologias para que a coisa seja feita da forma mais otimizada possível. E o código prevê isso”, afirmou.

O pesquisador salientou que o código leva em conta não só os efeitos ambientais e possíveis contaminações que os pesticidas podem causar, mas também o uso racional, porque as reservas mundiais são limitadas. No mundo tropical em especial, do qual o Brasil faz parte, o código aponta a adoção de boas práticas para minimizar os gastos com a importação.

Leia mais:  Fertilizantes: código de uso sustentável recomenda boas práticas

Normativas

O titular da Coordenação Geral de Conservação do Solo e Água do Ministério da Agricultura (MAPA), Jefé Leão Ribeiro, esclareceu que o Brasil já tem uma normativa que regula o uso de fertilizantes, motivo pelo qual o novo código internacional não tem um impacto tão grande como terá em outros países que não tratam essa questão em suas legislações. “O Brasil se antecipou”, disse Ribeiro. “Esse tema, no Brasil, já está saneado, por meio de leis que já existiam”, insistiu.

O Brasil participa da Aliança Global pelo Solo (GSP, do nome em inglês), buscando interferir onde houver necessidade. Em março deste ano, por exemplo, a FAO realizou simpósio sobre erosão do solo, atendendo a demanda brasileira. “O Brasil tem defendido o que é importante para a agricultura nacional, como o plantio direto, que é uma tecnologia que busca uma produção mais sustentável que retire carbono da atmosfera”, informou.

Jefé Leão Ribeiro disse que o ministério tem mapeado algumas jazidas de fertilizantes mas, no momento, por uma questão comercial das empresas, permanece dependente da importação. “Em uma perspectiva a longo prazo, é estratégico importar”, mencionou. O técnico do MAPA argumentou que se a maioria dos produtores brasileiros passar a usar fertilizantes, do ponto de vista da sustentabilidade isso é um ótimo negócio, porque evita que os produtores avancem sobre novas áreas. “Se ele recupera essa área degradada com adubação, ele consegue voltar a ter produtividades muito boas nessas áreas”. Ribeiro sustentou que o Brasil precisa usar mais fertilizantes, ao contrário do que ocorre na Europa, para que tenha mais produtividade e melhore a sustentabilidade da produção.

 Edição: Aécio Amado

 

Fonte: EBC
Continue lendo

Política MT

Policial

MT

Brasil

Economia & Finanças

Mais Lidas da Semana