conecte-se conosco


ARTIGOS & OPINIÕES

Tudo pela Amazônia!

Publicado

Por Hamilton Mourão*  

Há dois anos, tomavam posse o 38º presidente e o 25º vice-presidente do Brasil com a convicção de que havia muitos desafios a serem enfrentados em um Brasil desmotivado, machucado por recorrentes crises políticas e econômicas e que se envergonhava ao olhar no espelho e ver refletidos tantos episódios de desentendimentos e corrupção.  

A Amazônia sofria com ausência do Estado, projetos inconsistentes e crenças ambientais equivocadas que, por anos, foram deliberadamente plantadas e cultivadas na mente dos brasileiros como verdadeiras. Por ser uma região distante e de difícil acesso que poucas pessoas de fato conheciam, muitas acabaram aceitando essas verdades criadas por especialistas de suas vontades, plantadas como “boas sementes” e cuidadosamente regadas até criarem raízes.  

No lugar de árvores, as verdades plantadas germinaram ervas daninhas que, como é da natureza da espécie, se alastraram rapidamente trazendo danos incalculáveis que impediram o desenvolvimento sustentável da Amazônia e seu povo, enclausurando-os em estufas isoladas do resto do Brasil, com infraestrutura e serviços públicos insuficientes e acesso mínimo a avanços econômicos, tecnológicos e científicos, como os providos à região Centro-Sul, agregando à distância geográfica o distanciamento econômico e social entre essas regiões. Pouco pela Amazônia… 

Reconhecendo a necessidade de coordenação de esforços e maior presença do Estado em prol da preservação, proteção e desenvolvimento sustentável da Amazônia, o Presidente Bolsonaro recriou, em 11 FEV 2020, o Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL), delegando-me a tarefa de conduzi-lo. A gestão efetiva da porção brasileira da Amazônia constitui um enorme desafio, comparável somente à dimensão da maior floresta tropical do planeta, que ocupa cerca de 60% do território nacional.  

Desde então, trabalhamos incessantemente, buscando integração e priorização das diversas ações, políticas e projetos relacionados àquela área. 

Também nos dedicamos a ouvir, unir esforços e estabelecer diálogo com líderes políticos, estaduais, empresariais, sociais, estrangeiros, formadores de opinião, instituições científicas, academias e comunidades locais em prol da melhoria dos índices de sustentabilidade e desenvolvimento humano, enxergando a Amazônia como um todo – fauna, flora, riquezas minerais, hídricas e PESSOAS, num quadro de desafios, mas também de muitas oportunidades. 

Conduzi três reuniões com os ministérios que compõem o CNAL. Articulei com estados e municípios a cooperação e gestão integrada e compartilhada de políticas públicas entre as três esferas de governo. Com exceção do Tocantins, visitei todos os estados da Amazônia Legal para conhecer as suas realidades, ouvir as preocupações e demandas dos governadores e sociedade e alinhar ações. Apresentei a embaixadores estrangeiros os verdadeiros índices brasileiros de preservação ambiental (84% da vegetação nativa na Amazônia e 66% em todo o território nacional) e os levei para verificar in loco a complexidade, desafios, oportunidades e projetos da região. Articulei parcerias público-privadas. Ouvi os anseios de grupos representativos da sociedade civil e comunidades locais, considerando suas percepções e necessidades no desenvolvimento dos trabalhos e planejamento de ações futuras. Contribuímos com o Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima. Criamos a Comissão Brasileira da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica como comissão permanente do CNAL. Buscamos a retomada do Fundo Amazônia e novas fontes de financiamento, dentre outras iniciativas. 

Estruturamos diversos instrumentos norteadores para a região e os trabalhos do Conselho, como: Mapa Estratégico e Plano de Comunicação do CNAL; Iniciativas Estratégicas Prioritárias; Plano de Ações Imediatas; e, em finalização, o Plano de Coordenação e Integração de Políticas Públicas e o Plano Estratégico 2020 – 2030, documento orientador para as ações dos ministérios que integram o CNAL, representando um pacto a favor da Amazônia e o compromisso com o fortalecimento das ações governamentais na região.  

Com atuação no campo da Operação Verde Brasil 2, com as Forças Armadas em apoio aos órgãos de segurança e fiscalização estaduais e federais, avançamos no combate a crimes ambientais e outros ilícitos, obtendo resultados expressivos, como na apreensão de madeira ilegal (187,147 m3), embarcações (1.518), minerais (154.050.045 kg), drogas (392 kg), tratores (261); e nos índices de desmatamento, que estão em queda desde junho, na faixa de 20% a 30%, com exceção de outubro que teve um pico, mas voltando a cair 44% em novembro em relação ao mesmo período de 2019.  

Em 2021 continuaremos atuantes, aperfeiçoando nossos esforços em benefício da Amazônia e das gerações presentes e futuras, tendo como prioridades o monitoramento e combate a crimes ambientais e fundiários; fortalecimento das agências ambientais; incremento de fontes de financiamento; regularização fundiária e ordenamento territorial; e estímulo à inovação e à bioeconomia. 

A sociedade brasileira confiou no governo Bolsonaro e nós daremos a resposta que esperam: tudo pela Amazônia, enxergando a Amazônia como um todo! 

*Vice-Presidente da República e Presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal

Leia mais:  LICENÇA PARA FALAR

Comentários Facebook

ARTIGOS & OPINIÕES

A vitória das mulheres nas urnas em 2020

Publicado

por

A vitória das mulheres nas urnas em 2020

Por Márcia Pinheiro*

Quando falamos nas conquistas dos direitos femininos não imaginamos que uma delas aconteceu recentemente sob o ponto de vista histórico. Há apenas 89 anos, nós mulheres não participávamos da vida política do país já que até então era proibido o direito de voto da mulher.

Apenas em 1934 conseguimos o direito de votar integralmente e esse cenário não era exclusividade do Brasil, pois países como a França, considerado berço revolucionário, teve o voto feminino garantido somente em 1944.

A atuação organizada de um movimento feminino na busca do direito de voto ganhou força no século XX, a partir de uma militância política feminina na Grã-Bretanha que inspirou mulheres ao redor do mundo internacionalizando a luta e favorecendo a conquista do direito de voto em vários países.

Hoje, 24 de fevereiro, comemoramos o Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil, data de um feito importante que tem dado rumos aos estados e municípios por todo o país. Tive a oportunidade de participar de um histórico processo eleitoral que, sem sombras de dúvidas, teve o voto feminino como fator decisivo no resultado final das urnas.

Leia mais:  Esperança renovada: Campanha de vacinação completa um mês em Cuiabá

Após um primeiro turno equilibrado onde tinha-se uma candidatura feminina que, supostamente, representava as cuiabanas, porém o segundo turno trouxe um ‘banho de água’ fria no movimento feminino em virtude das contraditórias e incoerentes decisões tomadas.

Essa parte do eleitorado feminino então, órfão de representatividade, se agarrou numa candidatura com serviços consolidados à mulher e que tinha um histórico de profundo respeito e trabalho à causa.

Não tenho dúvidas que a união e a força do voto feminino foi protagonista nesta eleição, sobretudo no segundo turno, afinal foram pouco mais de 155 mil votos contra 128 mil comparecimento do sexo masculino.

A vitória no processo eleitoral de 2020 foi das mulheres que viram o seu poder de decisão nas mãos dando engajamento ainda maior na participação política quebrando as dificuldades maternas culturais da dupla, às vezes tripla jornada seguido de preconceitos ainda existentes em nossa sociedade.

As perspectivas nesse panorama são boas, ainda que caminham timidamente, pois ter mulheres ativas no campo política seja como eleitora incentiva o maior interesse e sucesso em candidaturas femininas, é só olhar para a eleição americana de 2020 que culminou na vitória de Kamala Harris, a primeira mulher no cargo de vice-presidente do maior posto do mundo.

Leia mais:  A vitória das mulheres nas urnas em 2020

Não há mais como negligenciar a importância do voto feminino que tem maior número no eleitorado e uma extensa pauta e demandas que precisam ser representadas pelas mesmas. Sem o exercício dos direitos políticos femininos o regime democrático não alcança o seu ideal de igualdade.

*Márcia Pinheiro é primeira-dama de Cuiabá, empresária e pós-graduada em Gestão Pública. 

Comentários Facebook
Continue lendo

ARTIGOS & OPINIÕES

Esperança renovada: Campanha de vacinação completa um mês em Cuiabá

Publicado

Esperança renovada: Campanha de vacinação completa um mês em Cuiabá

Ozenira Félix*

 

Hoje faz um mês que começamos a campanha Vacina Cuiabá e só tenho a agradecer à equipe da Secretaria Municipal de Saúde, que não tem medido esforços para que a vacinação seja um sucesso! O comprometimento e o empenho de cada servidor da SMS envolvido na campanha é admirável e me dá mais energia para estar à frente desta pasta tão complexa, que é a Saúde Municipal.

Quem esteve no Centro de Eventos para se vacinar e viu a estrutura montada para a campanha não tem ideia da dificuldade que foi para chegarmos até aquele resultado. Entre o anúncio do Governo Federal de que a vacinação começaria no dia 20 de janeiro até a data propriamente dita, tivemos menos de uma semana para decidirmos tudo e colocarmos em prática. Desde a escolha de um lugar para centralizarmos a vacinação até a elaboração do site onde é feito o agendamento com geração de QR Code, tudo foi feito dentro deste prazo.

Leia mais:  Esperança renovada: Campanha de vacinação completa um mês em Cuiabá

Elaborar e colocar em prática uma campanha de vacinação deste porte, sem ter dados antecipados como número de doses a serem recebidas e sem saber quando vamos recebê-las tem sido um grande desafio tanto para mim, como gestora da pasta da Saúde Municipal quanto para minha equipe, que tem se desdobrado entre o trabalho na Secretaria e o trabalho na campanha. Cuiabá é uma das poucas cidades no Brasil que estão seguindo à risca o Plano Nacional de Imunização, o que tem gerado elogios por parte de representantes de órgãos de controle.

Neste momento foi necessário fechar o nosso polo de vacinação pois recebemos poucas doses e as que ainda temos no estoque estão sendo utilizadas para a vacinação dos idosos acamados e para a segunda dose dos idosos institucionalizados. Mas peço a todos que fiquem tranquilos, pois o Governo Federal já sinalizou o envio de novas doses e em breve poderemos reabrir a campanha no Centro de Eventos.

Assim que retomarmos a vacinação no polo central, continuaremos seguindo o Plano Nacional de Imunização. É importante ressaltar que os grupos prioritários são definidos pelo Ministério da Saúde, não pela Prefeitura. Da nossa parte seguiremos com o compromisso de oferecer uma campanha de vacinação organizada, sem aglomerações, seguindo as medidas sanitárias e com toda a segurança que este momento de pandemia requer. Se Deus permitir em breve teremos uma grande parte da população imunizada, e poderemos voltar a viver sem medo desta doença tão terrível, que já ceifou milhares de vidas.

Leia mais:  As agulhas de março.

*Secretária interina de Saúde de Cuiabá

Comentários Facebook
Continue lendo

Segurança

MT

Brasil

Economia & Finanças

Mais Lidas da Semana





Copyright © 2018 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262