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UFMT entrega planilhas do novo hospital Júlio Muller e Sinfra inicia análises

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Em audiência pública na ALMT, o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, diz que obra será licitada na modalidade RDCI e tem previsão de execução de 36 meses

 Ivana Maranhão – A equipe técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) deu início à análise das planilhas orçamentárias que integram o projeto que será utilizado como base na licitação para retomada das obras do novo Hospital Universitário Júlio Müller, que tiveram início há sete anos e nunca foram concluídas.

O material foi entregue pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) no dia 11 de agosto ao Governo do Estado. A afirmação é do secretário de Estado de infraestrutura, Marcelo de Oliveira, que participou na manhã desta segunda-feira (12.08), de audiência pública sobre o tema na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A sessão para discutir a construção da unidade hospitalar foi realizada em conjunto com o Senado Federal, sendo presidida pelo deputado estadual Paulo Araújo e o senador Wellington Fagundes. A audiência teve presença ainda do secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Allan Kardec, do vice-reitor da UFMT, Evandro Aparecido Soares, parlamentares, além de técnicos da Sinfra e da UFMT e sociedade.

Segundo o secretário Marcelo de Oliveira, as tabelas orçamentárias apresentadas pela UFMT irão passar por uma revisão na secretaria para que posteriormente seja trabalhado o Termo de Referência (TR) que culminará no edital de licitação da obra.

“A obra será licitada na modalidade do Regime Diferenciado de Contratação Integrado (RDCI), no qual a empresa será responsável pelo projeto executivo e a execução dos serviços, no preço global. Hoje temos essa planilha entregue pela universidade com os preços unitários, que servirão de base concreta para depois lançarmos o edital do RDCI”, explicou ele, acrescentando ainda que o edital trará um prazo previsto de execução da obra de 36 meses (três anos).

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O titular da Infraestrutura afirmou aos parlamentares e demais profissionais presentes na audiência pública que todo o processo de retomada da obra do hospital Júlio Müller precisa ser conduzido com calma para que erros do passado não voltem a se repetir.

“Nós precisamos ter ainda a parceria dos órgãos de controle tanto federais quanto os estaduais. Se não tivermos isso será muito difícil tocar essa obra”, afirmou o Marcelo de Oliveira, conclamando o apoio inclusive do Tribunal de Contas da União (TCU).

Ao analisar a situação do convênio existente entre o Governo do Estado e a UFMT para construção do hospital universitário, o vice-reitor da universidade ponderou que a comunidade acadêmica está bastante confiante de que a obra será reiniciada e tem trabalhado para isso.

“Há uma esperança muito grande de toda a UFMT e da sociedade como um todo, porque isso foi uma proposta empenhada pelo governador Mauro Mendes para o lançamento da licitação”, destacou.

O senador Wellington Fagundes, que também conduziu a sessão pública, também vê com bons olhos a retomada da obra do hospital.

“Já conversamos com o governador, a reitora [Myriam Serra] e agora faltam apenas detalhes que a Secretaria de Infraestrutura está atualizando para colocar a obra em licitação. Um hospital com mais de 250 leitos que vai servir de ensino e de pesquisa é fundamental para Mato Grosso e para região que ele seja concluído”, avaliou.

Foto: JLSiqueira ALMT

Já o deputado estadual Paulo Araújo, que propôs a audiência, disse que o empenho da Assembleia é no sentido de debater a questão e garantir orçamento para a obra na Lei Orçamentária Anual (LOA), que será votada em breve pela Casa.

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“Como prioridade é a saúde pública temos que fazer um trabalho orçamentário na LOA para terminar aquilo que estamos indicando como prioritário, entre eles o Hospital Universitário Júlio Müller”, afirmou.

Histórico da obra

As obras do novo Hospital Universitário Júlio Müller foram iniciadas em 2012, após o Governo de Mato Grosso firmar convênio com a Universidade Federal de Mato Grosso no ano de 2011. Em 2014, porém as obras do hospital foram paralisadas.

O contrato 069/2012 firmado com o Consórcio Normandia– Phoenix e Edeme, responsável pela execução da construção do hospital, foi rescindido no fim de outubro de 2014, por não cumprimento de cronograma. Apenas 9% do projeto foi executado.

O complexo Júlio Müller está sendo edificado no km 16 da rodovia Palmiro Paes de Barros, que liga a Capital a Santo Antônio de Leverger (32 km de Cuiabá), numa área de mais de 58 mil metros quadrados.

A unidade hospitalar, além de atender a população, funcionará como escola para formação de profissionais de toda área de saúde, principalmente médicos.  A previsão é que o hospital tenha cerca de 290 leitos, incluindo internação e Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“O governador orientou para que buscássemos soluções para essa obra e estamos encontrando soluções para o Hospital Júlio Müller para que a faculdade de Medicina da UFMT seja reconhecida como uma das melhores do país”, finalizou o secretário Marcelo de Oliveira.

Fonte: GOV MT

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Comunidade indígena da Aldeia Kururuzinho comemora entrega de escola nova

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Cerca de 160 alunos da Escola Estadual Indígena Itaawy’ak, localizada na Aldeia Kururuzinho, que fica entre os municípios de Apiacás (a 1.010 quilômetros de Cuiabá) e Jacareacanga (PA), foram beneficiados com uma escola nova. A entrega da obra foi realizada neste domingo (18.08) em uma cerimônia que reuniu toda a comunidade, profissionais da educação e autoridades políticas da região.

O superintendente de Obras da Seduc, Milton Mendonça Jaqueira, explicou que a execução do novo prédio foi realizada pela empresa São Manoel Energia, por meio de acordo de cooperação técnica e em atendimento ao Programa de Fortalecimento das Organizações Indígenas do Plano Básico Ambiental Indígena (PBAI).

“Que essa escola seja o alicerce para um futuro digno para todo o povo dessa terra. Espero que daqui saiam grandes profissionais e grandes líderes para cuidar e defender as comunidades indígenas do nosso país”, disse.

O novo prédio é composto por seis salas de aula, laboratório de informática, refeitório, quadra poliesportiva, alojamento para os professores e dependência administrativa. O atendimento será para alunos do ensino fundamental e médio.

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A escola estadual Itaawy’Ak foi umas das primeiras unidades criadas em Mato Grosso para atender alunos indígenas. A aldeia Kururuzinho, da etnia Kayabi, fica localizada às margens do Rio Teles Pires.

Conforme destacou a assessora pedagógica de Apiacás, Érica Mota, o atendimento à essa escola requer dos profissionais da educação muita logística, pois estão, em sua maioria, margeando o Rio Teles Pires, acesso esse que exige horas de viagem por estrada não pavimentada e tantas outras por via fluvial.

“Fico encantada ao encontrar nessas aldeias crianças e jovens que mesmo na diversidade estão sendo ensinadas a ler e escrever sem perder sua cultura, pois a língua materna, práticas culturais e sustentabilidade, práticas agroecológicas e tecnologias indígenas são disciplinas obrigatórias nessas escolas”, observou a assessora.

“Hoje é um dia muito especial para nosso povo, pois receber uma escola com toda essa estrutura era um sonho que está sendo realizado. Aqui serão formados nossos alunos e garantir um futuro melhor para todos”, disse o cacique Elenildo Kayabi.

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Segundo o diretor da escola, Elimar Akay, a escola atende alunos da região dos municípios de Apiacás, Alta Floresta e também de Jacareacanga (PA). “O saber e o conhecer é o caminho para um futuro melhor de qualquer comunidade e essa escola vai facilitar a execução do nosso trabalho”.

Fonte: GOV MT
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Conferência discute processo de retomada de transplante renal em Mato Grosso

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Com o tema “Transplante Renal: Desafios e Oportunidade para a Nova Realidade de Mato Grosso”, os profissionais da Saúde que integram a equipe da Central Estadual de Transplante da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e são atuantes no processo de retorno do serviço de transplante de renal no Estado participaram, nesta terça-feira (20), da Conferência de alinhamento dos procedimentos técnicos de desenvolvimento do programa.

O evento contou com a presença do secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, que falou sobre a importância do retorno desses serviços para os pacientes que precisam realizar este tipo de cirurgia.

“Essa força-tarefa, que envolve diversos protagonistas, retomará os transplantes de rim em Mato Grosso. Temos a certeza de que a convergência existente em um projeto dessa natureza será coroada com muito êxito e não faltará apoio do Governo do Estado no sentido de vencer os obstáculos – pois não é à toa que a iniciativa está paralisada há 10 anos. Pretendemos exercer um trabalho proativo de conscientização sobra a importância da doação de órgãos para a população que, certamente, será a maior beneficiada”, declarou.

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Outro foco da Conferência foi reunir os representantes das Clínicas de Hemodiálise para apresentar o programa, visto que esses profissionais atuam na indicação dos pacientes que necessitam integrar a lista de pessoas à espera do transplante de rim.

Segundo informações repassadas pela coordenadoria Estadual de Transplantes, representado pela coordenadora Fabiana Molina, a Central já iniciou um processo de acompanhamento ambulatorial que está quantificando o número de pacientes que vão fazer parte da lista de seleção para realizar a cirurgia de transplante.

“Já iniciamos o acompanhamento ambulatorial, já avaliamos cerca de 200 pacientes, que estão em diversas fases. Nos próximos dias, vamos iniciar a listagem de pacientes, colocar todos no cadastro técnico para que eles possam de fato ser selecionados para um transplante na situação em que houver órgãos disponíveis aqui em Cuiabá”, explicou Fabiana.

A secretária adjunta de Regulação, Controle e Avaliação da SES-MT, Fabiana Bardi, disse que a retomada dos procedimentos de transplante Renal é uma grande conquista não penas para SES-MT, mas principalmente para Estado, pois este serviço foi interrompido há 10 anos.

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“Agora nós conseguimos, vamos dar início a retomada deste serviço que é tão importante para aqueles que precisam. Além disso, com essa retomada, teremos uma grande economia para o Estado, pois um dos maiores valores é o gasto com transporte de pacientes para fora de Mato Grosso”, pontuou a gestora.

Ainda de acordo com a secretária, a SES-MT trabalha intensamente para que o Estado comece a realizar ainda este ano os primeiros transplantes, pois os procedimentos documentais já foram protocolados no Ministério da Saúde e o Secretário trabalha intensamente para buscar todas as liberações necessárias para reiniciar os trabalhos.

Para alinhar toda parte estratégica, a Conferência contou com a participação do médico Valter Garcia, membro da Câmara Técnica de Transplante Renal do Ministério da Saúde. O profissional possui e um vasta experiência e veio para contribuir com os elementos finais para o reinicio das atividades.

Fonte: GOV MT
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