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Valor da produção agrícola atinge R$ 361 bilhões e bate novo recorde

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O valor da produção das principais culturas agrícolas do país atingiu R$ 361 bilhões em 2019, superando em 5,1% o recorde alcançado no ano anterior, quando totalizou R$ 343,5 bilhões. O milho, o algodão e a cana-de-açúcar foram os principais produtos que influenciaram esse crescimento. A soja, embora tenha tido uma retração de 1,8% em 2019, somou R$125,6 bilhões no ano e manteve o primeiro lugar no ranking de participação no valor da produção agrícola nacional. Os dados são da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulgada hoje (1) pelo IBGE.

Do IBGE – “Já faz três anos que as condições climáticas têm favorecido a produção agrícola no país. Os problemas de estiagem foram pontuais e não comprometeram a produção”, explica o supervisor da pesquisa, Winicius Wagner. Com o clima favorável e maiores investimentos em insumo e em tecnologia, bem como ampliação da área plantada, segundo o pesquisador, há um maior rendimento médio.

“Isso faz com que a gente obtenha recordes subsequentes. Temos observado que, na última década, o valor da produção tem sido positivo. Apenas em 2017 tivemos uma pequena retração em função da queda do preço do milho e outras commodities por uma grande oferta do mercado, uma vez que naquele ano tivemos a supersafra”, completa.

Depois da soja, as culturas com maior participação no valor da produção agrícola nacional foram cana-de-açúcar (15,2%), milho (13,2%), café (4,9%) e algodão herbáceo (4,4%). A quantidade produzida também foi recorde e superou a supersafra de 2017: a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas somou 243,3 milhões de toneladas, crescimento de 6,8% frente a 2018 e de 1,9% em comparação com 2017.

Destaque tanto em valor da produção quanto em quantidade, o milho chegou a 101,1 milhões de toneladas, aumento de 22,8% frente a 2018, ano em que as regiões produtoras enfrentaram problemas climáticos. “Foi a primeira vez que o milho superou a marca de 100 milhões de toneladas. O valor da produção também teve o crescimento expressivo de 26,3%, alcançando R$ 47,6 bilhões”, afirma Winicius. Com isso, a participação do milho no total do valor da produção aumentou na comparação com o ano anterior, quando era de 11%.

“O volume exportado de milho foi recorde, com 42,8 milhões de toneladas, um aumento de 86,2% em relação a 2018. Entre os fatores que explicam esse crescimento estão a safra recorde, o aumento do consumo mundial e o câmbio. Com a desvalorização do real frente ao dólar, que observamos desde 2019, a exportação dos produtos nacionais é favorecida”, explica o pesquisador.

A soja, principal produto de exportação do país, respondeu por 34,8% do valor da produção agrícola em 2019. Apesar de ter a área colhida expandida em 3,2%, essa cultura teve uma queda de 3,1% no volume gerado. De acordo com Winicius, fatores climáticos prejudicaram a fase final do ciclo em alguns dos principais estados produtores.

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“Ao longo de dezembro de 2018 e janeiro de 2019, tivemos um período de estiagem em uma importante região produtora entre os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, o que acabou comprometendo a produtividade da soja que estava a campo. Isso fez com que diversos municípios dessa região tivessem uma queda de rendimento médio dessa cultura“, diz o supervisor.

O pesquisador destaca que, apesar da queda na quantidade de soja produzida, a safra de 2019 não pode ser considerada ruim, visto que a base de comparação era elevada. “Então mesmo com essa queda no volume produzido [de soja], 2019 registrou a terceira maior safra na série histórica levantada pelo IBGE”, complementa.

Já a cana-de-açúcar, outro dos principais produtos agrícolas do país, teve um aumento de 5,3% no valor da produção e recuperou a queda do ano anterior. A área colhida da cana teve uma expansão de 0,7% e sua produção aumentou 0,8% em um ano. De acordo com Winicius, devido à alta do preço da gasolina, o biocombustível ganhou maior competitividade e a produção do etanol foi recorde. Isso fez a participação do etanol como destino da produção da cana-de-açúcar aumentar em 2019.

“Aproximadamente dois terços da produção da cana destinam-se à produção do etanol e cerca de um terço vai para a produção de açúcar. O excesso de oferta de açúcar no mercado externo fez com que, em 2019, houvesse uma redução de 15,8% nas exportações. Mesmo assim, a produção de açúcar voltou a crescer. Mas o etanol cresceu muito mais”, contextualiza.

Área colhida chega a 80,6 milhões de hectares

A área plantada pela atividade agrícola nacional chegou a 81,2 milhões de hectares em 2019, um aumento de 3,3% frente ao ano anterior. As expansões das áreas de cultivo do milho (1,2 milhão de hectares) e da soja (1,1 milhão de hectares) foram as que mais contribuíram para esse crescimento.

No caso da área colhida, parcela da área plantada de cada produto em que efetivamente teve colheita, houve um crescimento de 3,5% frente a 2018, totalizando 80,6 milhões de hectares.

“Se a gente for observar o histórico de área colhida, nós tivemos uma ampliação bem significativa na última década. Isso mostra que as fronteiras agrícolas continuam em expansão no país, principalmente no Centro-Oeste e também no Matopiba”, diz Winicius, fazendo referência à região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

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Centro-Oeste alcança valor da produção de R$107,9 bilhões

A soja foi a principal cultura em quatro das cinco grandes regiões. No Centro-Oeste, maior região produtora do grão, o valor da produção agrícola total superou o de 2018 em 12,2% e atingiu R$ 107,9 bilhões. Só o Mato Grosso gerou R$ 58,4 bilhões, muito em função do cultivo de soja. A produção desse grão também foi destaque no Nordeste, por causa da região do Matopiba. No Norte, a soja teve seu plantio ampliado no Pará, que gerou o maior valor da produção da região, e em Rondônia.

O Sul teve um valor da produção agrícola de R$ 91,6 bilhões, crescimento de 1,7% frente a 2018. Além da soja, destacaram-se na região o cultivo de milho, arroz, fumo e trigo. A soja só não foi o principal produto do Sudeste, onde a cana-de-açúcar se destacou. A região gerou R$97,6 bilhões em valor da produção. É um aumento de 2,1% em relação ao ano anterior.

Mato Grosso é destaque na produção agrícola do país

Sorriso, em Mato Grosso, é o município brasileiro com maior valor da produção agrícola. Destacando-se na produção de milho e soja, totalizou um valor da produção de R$ 3,9 bilhões e respondeu, sozinho, por 1,1% do total nacional. Além de Sorriso, 21 municípios de Mato Grosso estão no ranking dos maiores valores da produção de 2019. Eles geraram, juntos, R$ 37,1 bilhões. Goiás, Bahia e Mato Grosso do Sul, aparecem com seis municípios cada.

Outras cidades de destaque na produção da soja foram Formosa do Rio Preto e São Desidério, na Bahia. No ano anterior, São Desidério foi a cidade produtora de soja com maior valor da produção no Brasil.

Já Morro Agudo, em São Paulo, se destaca na produção de cana-de-açúcar. O plantio dessa cultura gerou, no município, um valor da produção de R$ 571,7 milhões. Nova Alvorada do Sul, em Mato Grosso do Sul, e Mineiros, em Goiás, também estão entre as cidades que geraram maior valor da produção com esse plantio.

O café, que já foi o principal produto de exportação do país, é um dos destaques de Minas Gerais. Apesar da queda de 21,4% no volume de produção, o estado foi responsável por 70,6% de todo o café arábica do Brasil, atingindo 1,5 milhão de toneladas. Patrocínio, cidade do interior mineiro, liderou o valor da produção do café em grão, com R$ 387,9 milhões, e foi seguida por Rio Bananal e Linhares, ambas no Espírito Santo.

Por Umberlândia Cabral

Arte: Jessica Cândido

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15º Circuito Aprosoja inicia em Cláudia

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Fortalecimento Institucional

15º Circuito Aprosoja inicia em Cláudia

Aprosoja-MT traz o renomado palestrante e idealizador do Imposto Único, Marcos Cintra

02/08/2021

Iniciado nesta segunda-feira (02.08), o 15º Circuito Aprosoja, em Cláudia, Região norte de Mato Grosso. O Presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja-MT), Fernando Cadore, destacou a importância do tema “Tributação, quem paga a conta?”

Este ano, a Aprosoja-MT traz o renomado palestrante e idealizador do Imposto Único, Marcos Cintra. O Circuito terá como formato uma mesa redonda que permitirá uma maior integração entre os palestrantes e os produtores rurais. Participarão dos debates, presidente Fernando Cadore, superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Daniel Latorraca e delegados coordenadores de cada núcleo. A mediação será feita pelo diretor Executivo da Aprosoja, Wellington Andrade.

Veja a entrevista completa no vídeo:

Fonte: Augusto Camacho

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: comunicacao@aprosoja.com.br

Fonte: APROSOJA

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Concurso Agrinho 2021 está com inscrições abertas

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O concurso da edição 2021 do Programa Agrinho está com as inscrições abertas desde 1º de agosto. Os trabalhos podem ser enviados até o dia 15 de setembro. O processo deve ser realizado de forma online pelo site www.sistemafaep.org.br, sem envio de documentação pelos Correios. A premiação está marcada para acontecer no dia 17 de novembro, também online.

Neste ano, o programa desenvolvido pelo Sistema FAEP/SENAR-PR traz o tema “Do campo à cidade: saúde é prioridade”. Dessa forma, o Agrinho mantém o foco no bem-estar, com assuntos relacionados à saúde física, mental, emocional e social, principalmente devido à continuidade da pandemia do novo coronavírus.

“O Concurso Agrinho já é uma tradição na educação do Paraná. A cada ano temos uma adesão maior por parte de escolas, professores e alunos. E, por conta da pandemia, ano passado e esse ano adaptamos para o formato virtual para podermos acolher todos os trabalhos”, destaca a superintendente do SENAR-PR, Débora Grimm.

Para inscrever os trabalhos, o professor responsável deve acessar o site para realizar o cadastro. Caso o docente já tenha participado do concurso no ano passado, não é necessário fazer novo cadastro, apenas realizar o login utilizando endereço de e-mail e senha. Por meio deste cadastro também é possível acompanhar o processo no site.

Caso o professor não se lembre da senha cadastrada, é possível solicitar a redefinição por meio do botão “Esqueci minha senha”. Um link será enviado para o endereço de e-mail previamente cadastrado.

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Etapas de inscrição

Após o cadastro, o professor deve preencher um formulário com os dados do município, escola, nome do professor, nome do aluno, série ou ano escolar, turma e nome do diretor. Depois do preenchimento correto dos campos do formulário, o documento deve ser impresso para, na sequência, ser realizada a coleta de assinaturas necessárias. O último passo é fazer upload do trabalho junto do formulário assinado.

Para o relatório Escola Agrinho, é necessário que o formulário de inscrição seja assinado pelo diretor da instituição de ensino. Na categoria Experiência Pedagógica, o documento deve ser assinado pelo professor responsável pelo trabalho a ser enviado. Todos os materiais (trabalho e formulário assinado) devem ser enviados em formato PDF.

Nas categorias Desenho e Redação, podem ser enviados apenas um trabalho por turma. Caso seja inscrito mais de um trabalho por ano escolar, todos serão desclassificados.

Categorias e premiação

Na categoria Desenho, podem participar alunos das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), classes especiais e 1º ano do Ensino Fundamental. Já em Redação, estão inclusos Ensino Fundamental I e II; Ensino Fundamental II e Ensino Médio, ambos pelo Sistema Redação Paraná; e Apaes, pela Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 1º e 2º ciclo da Educação Especial.

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A classificação será estadual, com premiação até o terceiro lugar. No concurso, não haverá divisão entre escolas das redes pública e particular. Nas categorias Desenho e Redação, os professores e alunos premiados receberão notebook (1º lugar), tablet (2º lugar) e smartphone (3º lugar). Na Experiência Pedagógica, os prêmios serão um projetor multimídia e um notebook (1º lugar), um notebook e um fone com microfone (2º lugar) e um smartphone e um fone com microfone (3º lugar).

Já na categoria Escola Agrinho, serão distribuídos 15 computadores e um projetor multimídia para a entidade de ensino classificada em primeiro lugar, enquanto o responsável pelo relato será premiado com um notebook e um smartphone. A escola na segunda colocação receberá 12 computadores e um projetor multimídia, e o responsável, um notebook. Para a terceira classificada, serão 10 computadores e um projetor multimídia, e, para o responsável pelo relato, um smartphone.

O regulamento completo do Concurso Agrinho 2021 está no site www.sistemafaep.org.br.

Banca

A partir do dia 15 de setembro, quando se encerram as inscrições, a banca avaliadora do concurso vai realizar uma triagem para validação da documentação recebida. Em seguida, os trabalhos serão encaminhados para uma banca composta por três especialistas, que serão responsáveis pela avaliação e pelo lançamento das notas. Os professores podem acompanhar o andamento dos trabalhos pelo mesmo site onde foi realizada a inscrição.

Fonte: CNA Brasil

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