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SEGURANÇA

Augusto Aras vai ao Amazonas acompanhar investigações sobre crimes

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, lidera uma comitiva de membros do Ministério Público Federal (MPF) em uma série de reuniões na Amazônia, neste domingo (19). Eles desembarcam em Tabatinga, no extremo oeste do estado, próximo da região onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foram assassinados há dua semanas.  

Acompanham Aras os coordenadores das câmaras de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais e Criminal do MPF, Eliana Torelly e Carlos Frederico, respectivamente, o procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena, além de outros integrantes do alto escalão do órgão. 

Segundo informe da PGR, o objetivo é discutir medidas e ações de restruturação da atuação institucional na região amazônica, bem como ampliar a articulação do MPF com outros órgãos públicos com vistas ao combate à criminalidade e ao enfrentamento de violações aos direitos indígenas, direitos humanos e outros crimes registrados na região. 

A previsão é que o procurador-geral da República participe de reunião com membros do MPF lotados em Tabatinga, com representantes do Exército, Polícia Federal, Fundação Nacional do Índio (Funai) e outras instituições.

O PGR e os demais membros do MPF também vão conversar com as autoridades responsáveis pela investigação do assassinato de Pereira e Phillips, para acompanhar os desdobramentos do caso. Após os encontros, eles devem fazer uma declaração à imprensa.

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Mais cedo, a PF que Jefferson da Silva Lima, conhecido como “Pelado da Dinha”, se entregou na Delegacia de Polícia de Atalaia do Norte, região do Vale do Javari, oeste do Amazonas. Ele é o terceiro suspeito de envolvimento no crime. Além dele, estão presos por envolvimento na morte e na ocultação dos corpos os pescadores Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos, de 41 anos, e Amarildo da Costa Pereira, o Pelado, também de 41 anos. Até o momento, apenas Amarildo confessou o crime e indicou a localização dos restos mortais de Bruno Pereira e Dom Phillips.

Assassinatos

Dom Phillips, que era colaborador do jornal britânico The Guardian, e Bruno Pereira, servidor licenciado da Fundação Nacional do Índio (Funai), foram vistos pela última no dia 5 de junho, na região da reserva indígena do Vale do Javari, a segunda maior do país, com mais de 8,5 milhões de hectares. Eles se deslocavam da comunidade ribeirinha de São Rafael para a cidade de Atalaia do Norte (AM), quando sumiram sem deixar vestígios.

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O indigenista denunciou que estaria sofrendo ameaças na região, informação confirmada pela PF, que abriu procedimento investigativo sobre a denúncia. Bruno Pereira estava atuando como colaborador da União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja) – entidade mantida pelos próprios indígenas da região. Entre as suas missões, estava a de impedir a caça e a pesca ilegal na reserva, bem como outras práticas criminosas. A Terra Indígena do Vale do Javari concentra o maior número de índios isolados ou de recente contato do planeta e qualquer aproximação com não índios pode desencadear um processo de extermínio desses povos, seja pela disseminação de doenças ou enfrentamento direto.

Segundo os autores do crime, a motivação do assassinato de Bruno e Dom teria sido justamente a atuação deles na denúncia de acesso e exploração ilegal da reserva. A PF chegou a dizer, nesta sexta-feira (17), que não haveria mandantes nem participação de organizações criminosas. A conclusão, no entanto, foi rechaçada pela Unijava, que, em nota, informou terem sido repassados dados sobre organizações criminosas que estariam atuando na região.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Geral

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SEGURANÇA

Mais um suspeito do assassinato de Bruno e Dom é preso em São Paulo

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A Polícia Civil de São Paulo anunciou a prisão de mais um suspeito de envolvimento no assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Philips. Trata-se de Gabriel Pereira Dantas, que se apresentou espontaneamente a policiais no centro da capital paulista, por volta das 6h desta quinta-feira (23).

“A versão desta pessoa tem fundamento. Ele realmente é de Manaus. Relata com muita riqueza de detalhes o que fez durante o período em Atalaia do Norte. E ele relata que acompanhou esse indivíduo, chamado Pelado, e participou dos atos que culminaram na morte dessas duas pessoas”, declarou o delegado Roberto Monteiro, da Delegacia Seccional do Centro. 

Pelado é o apelido de Amarildo da Costa Oliveira, que está preso desde o dia 7 de junho por envolvimento no duplo homicídio. Ele confessou participação no caso e levou os policiais até o local onde os corpos de Bruno e Dom foram enterrados. Além de Pelado, estão presos no Amazonas Jefferson da Silva Lima e Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos.

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Ainda segundo o delegado, o suspeito que se entregou à Polícia havia fugido do Amazonas e passado pelo estado do Pará e Mato Grosso, até finalmente chegar a São Paulo. A prisão foi informada à Polícia Federal (PF), que está à frente das investigações. O suspeito permanecerá detido e um pedido de prisão já foi formulado à Justiça. A PF ainda não atualizou novas informações sobre o caso, incluindo a detenção deste outro suspeito. Ao todo, os investigadores apuram a participação de oito pessoas no crime.

Ontem (22), a PF informou que os exames periciais realizados nos remanescentes humanos de Bruno e Dom foram concluídos, com a confirmação da identificação de ambos. O trabalho foi feito no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília. À tarde, os corpos foram enviados de avião da capital federal para serem entregues às famílias.

Ainda segundo a PF, o trabalhos dos peritos do Instituto Nacional de Criminalística continuarão nos próximos dias concentrados na análise de vestígios diversos do caso.

Edição: Kelly Oliveira

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Fonte: EBC Geral

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SEGURANÇA

Agressor de procuradora é preso em clínica no interior paulista

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O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, informou hoje (23) que o procurador Demétrius Oliveira Macedo, que espancou a procuradora-geral da prefeitura de Registro, Gabriela Samadello Monteiro de Barros, foi preso pela Polícia Civil.

Garcia escreveu, em suas redes sociais, que espera “que a Justiça faça a sua parte agora e use contra ele [Demétrius] todo o peso da lei. Agressor de mulher vai pra cadeia aqui em São Paulo”, afirmou o governador.

Depois de Garcia ter comunicado a prisão em suas redes sociais, a assessoria do governo confirmou que o procurador foi preso em uma clínica em Itapecerica da Serra, no interior paulista, e postou um vídeo do momento da prisão. Macedo foi preso um dia depois de a Justiça ter expedido o mandado de prisão.

Na última segunda-feira (20), Macedo foi filmado dando socos, chutes, xingando e espancando a procuradora, sua chefe, dentro do ambiente de trabalho. Os vídeos da agressão, que caíram rapidamente na internet, também mostram Macedo empurrando outra funcionária, com força, contra a porta.

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A Polícia Civil abriu boletim de ocorrência por lesão corporal contra Macedo, e o delegado responsável pelo caso, Daniel Vaz Rocha, pediu à Justiça a prisão preventiva do procurador. Rocha justificou o pedido dizendo que o acusado tinha “sérios problemas de relacionamento com mulheres no ambiente de trabalho, sendo que, em liberdade, expõe a perigo a vida delas, e consequentemente, a ordem pública.” Na noite de ontem (22), a Justiça expediu o mandado de prisão.

Também ontem, mais cedo, a prefeitura de Registro publicou no Diário Oficial a suspensão preventiva de Demétrius do trabalho por 30 dias, com interrupção de salário. Também foi aberto processo administrativo para apurar o episódio, o pode implicar exoneração do cargo.

O Ministério Público de São Paulo informou que designou dois promotores de Justiça, ambos com atuação em Registro, para investigar a agressão.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Geral

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