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Saúde

Brasil registra menor média móvel de mortes por Covid-19

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Reflexo da vacinação, índice está em queda desde junho; no momento, 84,7% da população adulta já recebeu ao menos uma dose do imunizante
Brasil registra menor média móvel de mortes por Covid-19 desde final do ano passado

Foto: Myke Sena/MS

O ritmo acelerado da vacinação contra a Covid-19 no Brasil, prioridade do Governo Federal, está mostrando resultados positivos no cenário epidemiológico do país. Nesta quinta-feira (9), a média móvel de mortes causadas pelo coronavírus ficou em 543, menor número registrado desde o dia 6 de dezembro do ano passado, quando o índice foi de 554.

Os números de novos casos confirmados da doença também estão em queda e registraram nesta quarta a média móvel de 20,1 mil, menor índice desde o início deste ano. A média móvel é um balanço do número de casos e óbitos registrados nos últimos 14 dias. O dado é mais relevante por levar em conta a oscilação dos registros.

As informações são reportadas ao Ministério da Saúde pelas Secretarias Estaduais de Saúde diariamente e atualizadas no sistema LocalizaSUS. A plataforma é utilizada para comunicar a sociedade sobre os números relacionados à pandemia no Brasil.

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No momento, 135,5 milhões de pessoas, ou 84,7% da população adulta maior de 18 anos, recebeu ao menos uma dose das vacinas contra a Covid-19. Outros 68,4 milhões de brasileiros já concluíram o esquema vacinal, ou seja, receberam as duas doses ou dose única e estão totalmente imunizadas.

 A melhora do cenário epidemiológico também reflete na infraestrutura hospitalar, que passa a registrar taxas de ocupação em leitos Covid (clínicos e de UTI) cada vez menores. Hoje, 21 estados registram taxas de ocupação abaixo de 50%, parâmetro considerado como dentro da normalidade.

Na prática, a baixa ocupação nos leitos quer dizer que o sistema de saúde está menos sobrecarregado e registrando menos casos graves ou gravíssimos da Covid-19, ou seja, situações que demandam internações ou intervenções médico-hospitalares, o que é fruto da ampla adesão da população à Campanha de Vacinação e da adoção de medidas não farmacológicas, como uso de máscaras e álcool em gel, higiene adequada das mãos e distanciamento social.

Pátria Vacinada

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O Ministério da Saúde bateu recorde ao distribuir 60,8 milhões de doses de vacinas Covid-19 em agosto. Para setembro, a expectativa é receber mais de 62,6 milhões de doses dos laboratórios fabricantes. Com as doses chegando, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, traçou o objetivo de vacinar, com as duas doses ou dose única, toda a população adulta, de 160 milhões de brasileiros, até o fim de outubro.

Por Gustavo Frasão

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Saúde

SP atribui causa da morte de adolescente vacinada contra a covid-19 à doença autoimune 

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A Secretaria de Estado da Saúde informou nesta sexta-feira (17) que as análises técnicas indicaram que “não é a vacina a causa provável do óbito” de adolescente de 16 anos sete dias depois de ter sido vacinada contra covid-19, em São Bernardo do Campo (SP).

Por Camila Boehm – A causa provável, segundo a secretaria, foi atribuída ao diagnóstico de doença autoimune, denominada “Púrpura Trombótica Trombocitopênica” (PPT) e identificada com base no quadro clínico e em exames complementares.

“A PTT é uma doença autoimune, rara e grave, normalmente sem uma causa conhecida capaz de desencadeá-la, e não há como atribuir relação causal entre PTT e a vacina contra covid-19 de RNA mensageiro, como é o caso da Pfizer”, disse a pasta, em nota.

A análise foi feita de forma conjunta por 70 profissionais reunidos pela Coordenadoria de Controle de Doenças e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE). Participaram especialistas em Hematologia, Cardiologia, infectologia e outros atuantes nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs) do estado.

Além disso, houve contribuição de representantes dos municípios de São Bernardo do Campo, Santo André e São Paulo, além dos Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) estadual.

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“As vacinas em uso no país são seguras, mas eventos adversos pós-vacinação podem acontecer. Na maioria das vezes, são coincidentes, sem relação causal com a vacinação. Quando acontecem, precisam ser cuidadosamente avaliados”, explicou o infectologista do CVE, Eder Gatti, que coordenou a investigação e que atua também no Instituto Emílio Ribas.

Vacinação contra a covid-19

A morte da adolescente foi divulgada ontem pelo Ministério da Saúde em coletiva de imprensa. A secretaria de Saúde de SP informou que os resultados da análise serão submetidos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A jovem morreu no último dia 2 e havia sido imunizada sete dias antes com a vacina da Pfizer, a única que tem autorização da Anvisa para jovens de 12 a 17 anos.

“Os eventos adversos graves, principalmente aqueles que evoluem para óbito, são discutidos com uma comissão de especialistas para se ter uma decisão mais precisa sobre a relação com a vacina. Quando um caso vem à tona sem que este trabalho esteja finalizado, cresce o risco de desorientação, temor, de rejeição a uma vacina sem qualquer fundamento, prejudicando esta importante estratégia de saúde pública que é a campanha de vacinação”, acrescentou Gatti.

A secretaria informou que pessoas com histórico de doenças autoimunes podem receber as vacinas contra covid-19 disponíveis no país, e devem consultar o médico em caso de dúvida. “A rede de saúde está orientada quanto à conduta de imunização de todos os públicos por meio de Documento Técnico do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE)”, disse, em nota.

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Anvisa

A Anvisa divulgou uma nota na noite de hoje infomrando que se reuniu com a Pfizer para tratar da suspeira de reação adversa grave ao imunizante da farmacêutica. Segundo a agência, na reunião não foram apresentadas “novas informações sobre o caso”.

Segundo a agência, mesmo com a  Nota Informativa pelo Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo, que conclui não ser possível atribuir diretamente o óbito à vacinação, a Anvisa vai participar de uma ação de campo nos próximos dias em conjunto com autoridades locais de saúde para obter mais informações sobre a investigação do caso.

“Até o momento, os achados apontam para a manutenção da relação benefício versus o risco para todas as vacinas autorizadas no Brasil, ou seja, os benefícios da vacinação excedem significativamente os seus potenciais riscos”, diz a nota da Anvisa.

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Saúde

Conselhos de secretários de Saúde defendem vacinação de adolescentes

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A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) e os conselhos Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) se posicionaram nesta quinta-feira (16) pela continuidade da vacinação contra a covid-19 de adolescentes sem comorbidades.

Por Jonas Valente – As posições foram divulgadas em resposta à decisão do Ministério da Saúde de suspender a imunização desse público, mantendo apenas a aplicação de doses para pessoas entre 12 e 17 anos de idade com comorbidades, anunciada hoje.

Em nota, a SBIM afirmou que a medida gera receio na população e abre espaço para fake news. A entidade questionou as justificativas apresentadas pelo governo federal para rever a orientação.

Quanto à orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS), a sociedade lembrou que o grupo de especialistas da instituição considera que vacinas de RNA mensageiro, como a da Pfizer/BioNTech, são adequadas para pessoas a partir dos 12 anos de idade.

A SBIM acrescentou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina da Pfizer/BioNTech em pessoas com 12 a 17 anos de idade, incluindo os sem comorbidades.

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“De acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados 1.545 eventos adversos entre os 3.538.052 adolescentes vacinados no Brasil até o momento (0,043%). Erros de imunização respondem pela absoluta maioria (93%)”, diz a nota.

Secretários de Saúde

O Conass e o Conasems, em nota, lamentaram as decisões do Ministério da Saúde. Os órgãos defenderam a autorização dada pela Anvisa e o uso em diversos países e disseram que a decisão do ministério foi tomada “unilateralmente e sem respaldo científico”.

“Enquanto executores desta importante política pública, Conass e Conasems, baseados nos atuais conhecimentos científicos, defendem a continuidade da vacinação para a devida proteção da população jovem, sem desconsiderar a necessidade de priorizar neste momento dentre os adolescentes, aqueles com comorbidade, deficiência permanente e em situação de vulnerabilidade”, conclui a nota.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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