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CNA debate importação de leite do Mercosul em audiência na Câmara

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Brasília (12/05/2021) A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na quarta (12), de audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), da Câmara dos Deputados, para discutir a importação de produtos lácteos de países do Mercosul.

O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Ronei Volpi, apresentou um histórico de atuação da entidade na defesa comercial do setor lácteo, por meio de acordo de cotas e tarifa antidumping. “A CNA sempre defendeu os produtores de leite de práticas desleais de comércio e continuará defendendo”.

De acordo com Ronei, em 2001 foi comprovado dumping no leite em pó importado da Nova Zelândia e União Europeia pelo Brasil. Dessa forma, o leite desses mercados foi taxado em 3,9% e 14,8%, respectivamente. Somadas à Tarifa Externa Comum (TEC) de 28%, aprovada em 2009 e aplicada a 11 produtos lácteos, essas taxas totalizaram 31,9% e 42,8%.

“Tais direitos possuíam validade de cinco anos e nós da CNA conseguimos renovar por duas vezes. Mas, infelizmente, em 2019, o processo de renovação foi encerrado por alterações na metodologia que dificultaram a comprovação da prática desleal”, disse.

O presidente da Comissão também citou o acordo de cotas com a Argentina, que contou com a participação efetiva da CNA. O primeiro ocorreu em 2009 com cota de 3 mil toneladas de leite em pó por mês a preços não inferiores ao mínimo praticado pela Oceania. O acordo, que até então era renovado anualmente, foi encerrado em 2018 com uma cota de 4,5 mil toneladas por mês.

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“Nós conseguimos segurar a Argentina por um tempo, mas o Uruguai jamais concordou em sentar a mesa e discutir a possibilidade de cotas. O máximo que ocorreu foi uma suspensão de alguns meses.”, explicou o representante da Confederação.

Durante o encontro virtual, Ronei Volpi enfatizou que a CNA trabalha em outras frentes para melhorar a competitividade do setor lácteo brasileiro. Segundo ele, hoje o principal entrave da atividade são os elevados custos de produção.

Volpi apresentou, ainda, algumas proposições para fomentar a cadeia produtiva de lácteos, como o maior envolvimento em iniciativas de exportação; articulação de estratégias de seguros para a atividade; mecanismos de proteção às oscilações de mercado, de preços ou de custos; trabalhar estratégias de previsibilidade de mercado e indexação das cotações.

“O Projeto de Lei 952/19, do deputado José Mário Schreiner (DEM-GO), que limita importações de lácteos ao permitir somente o ingresso de produtos com 70% do prazo de validade também é uma ação importante”, disse.

Por fim, Ronei falou das 9 medidas de curto prazo propostas pela CNA, via Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para o enfrentamento da crise no setor lácteo brasileiro. As ações são voltadas para a redução dos custos de produção, crédito rural, defesa comercial, ampliação das compras governamentais. São elas:

1. Reduzir a zero as alíquotas do PIS/PASEP e da COFINS dos insumos utilizados na ração e suplementos minerais de bovinos;
2. Dar celeridade a restituição dos créditos de PIS/PASEP e COFINS já homologados e urgência na análise e liberação de novos requerimentos de ressarcimento desses créditos fiscais;
3. Solicitar a CTNBio, em caráter de urgência, avaliação da biossegurança de milhos OGM exportados pelos EUA para alimentação animal;
4. Suspender a cobrança do Adicional de Frente para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) de insumos utilizados na ração animal, bem como de fertilizantes;
5. Zerar a TEC de máquinas e equipamentos utilizados na atividade leiteira;
6. Reduzir burocracias na tomada do crédito e prorrogar pagamento dos financiamentos destinados à produção de leite;
7. Normatizar o prazo de validade mínimo do leite em pó a ser internalizado no Brasil e fiscalizar os estabelecimentos que importam e fracionam esse produto;
8. Ampliar compras governamentais de produtos lácteos;
9. Criar um Grupo de Trabalho na CSLEI para conduzir as negociações para a reconstituição do Comitê de Monitoramento formado por representantes do setor privado do Brasil e da Argentina.

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Participaram da audiência representantes dos ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores (MRE), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados de Santa Catarina (Sindileite), da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Contraf Brasil).

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Fonte: CNA Brasil

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Primavera do Leste tem nascentes em ótimo estado de conservação

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Sustentabilidade

Primavera do Leste tem nascentes em ótimo estado de conservação

Localizadas em propriedades rurais as fontes estão 97% preservadas

12/06/2021

Levantamento realizado pelo projeto Guardião das Águas, de iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), identificou que produtores rurais de Primavera do Leste, região Sudeste do Estado preservam 97% das nascentes. O estudo apontou que, das 259 fontes encontradas em áreas agricultáveis, 250 estão em ótimo estado de conservação. O município possui 194.329 mil hectares de plantio de milho e 285.507 mil ha de cultivo de soja.

O estudo aponta também, que produtores rurais de Paranatinga, Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Rondonópolis, Cuiabá e Itiquira também preservam o patrimônio natural. Nesses municípios os resultados mostram um percentual de conservação das fontes entre 95 e 99%. O Guardião das Águas é desenvolvido há três anos e já mapeou 63.859 nascentes em 34 municípios do Estado.

O mapeamento tem como objetivo avaliar e diagnosticar as nascentes dos municípios produtores de soja e milho, de acordo com o grau de conservação, além de apoiar a regularização ambiental e fomentar estratégias internacionais.

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Gerente de Sustentabilidade e responsável pelo projeto, Marlene Lima, explica que “o Guardião das Águas é uma ação contínua que serve para instruir o produtor associado sobre os trabalhos de restauro florestal que precisam ser realizados nas fazendas”.

Em Primavera do Leste, na fazenda do produtor rural Rafael Zanin, as nascentes estão intactas. “Nossa área é de cerca de 5 mil hectares, aqui cultivamos soja, milho e pecuária. Fazemos aceiro, áreas de dreno, não derrubamos árvores, nem o gado bebe água das nascentes, pois temos poço artesiano e local apropriado para eles. Separamos o lixo e reciclamos, tudo com muita responsabilidade, já que em nossa propriedade temos três dos principais biomas: Amazônia, Cerrado e Pantanal”.

Morador de Paranatinga há uma década, o produtor rural Abel Dognani, se orgulha ao falar do município e suas potencialidades. A fazenda de 2.500 hectares possui diversas nascentes preservadas, bem como reserva legal intacta. “Plantamos soja e milho, mas temos a consciência da preservação do meio ambiente. Reflorestamos cerca de 20 a 30 metros em torno das nascentes e com isso os açudes (represas de água) estão cheios, o que atende toda a demanda da fazenda”, enfatizou Abel.

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O projeto Guardião das Águas tem responsabilidade com o meio ambiente.“A sustentabilidade no agronegócio envolve práticas ambientais nas atividades agrícolas, bem como adoção de novas tecnologias e aplicação de métodos sustentáveis na rotina do campo. Prova disso é a preservação das nascentes em propriedades rurais, em média 95% delas em ótimo estado de conservação”, declarou presidente da Aprosoja, Fernando Cadore.

Fonte: Rosangela Milles

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: comunicacao@aprosoja.com.br

Fonte: APROSOJA

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Faculdade CNA doa cobertores e agasalhos à organização social no DF

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Brasília (11/06/2021) – A Faculdade CNA entregou, na sexta (11), ao Instituto Menos de Mim, do Distrito Federal, agasalhos e cobertores arrecadados durante a Semana da Responsabilidade Social, promovida pela instituição entre os dias 24 e 28 de maio.

“A Semana foi uma série de eventos onde mostramos as iniciativas do Sistema CNA/Senar e aproveitamos para incentivar nossa comunidade acadêmica a promover a solidariedade nesse período mais frio do ano na cidade”, afirmou o professor Alberto Santos, que acompanhou a entrega.

As doações foram arrecadadas no polo da Faculdade CNA em Brasília e no edifício sede do Sistema CNA. Ao todo foram mais de 200 peças entre cobertores, agasalhos e roupas de adulto e infantil.

“Queríamos aproximar a faculdade de quem precisa e está passando por dificuldades nesse momento de crise. A instituição quer agir em prol da sociedade que está inserida e contribuir com a formação dos estudantes, ensinando-os o respeito ao próximo e a promoção da solidariedade”, ressaltou Santos.

O Instituto Menos de Mim fica localizada no Guará, região administrativa localizada a 11 km de Brasília, e arrecada esses produtos para doações a comunidades carentes do Distrito Federal. Na quinta (17), a organização vai fazer um evento na Praça do Relógio, em Taguatinga (22 km de Brasília), para distribuir os cobertores e agasalhos a pessoas que vivem na rua.

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Assessoria de Comunicação CNA
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Fonte: CNA Brasil

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