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AGRONEGÓCIO

CNA discute criação de mercado de redução de emissões no Brasil

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Brasília (17/09/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu, na sexta (17), na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, a criação de um mercado brasileiro de redução de emissões, proposta do Projeto de Lei n.º 528/2021, que vai regular a compra e venda de créditos de carbono no País.

Consultor de Meio Ambiente da Confederação, Rodrigo Justus pontuou a importância da proposta, mas ressaltou a necessidade de ajustes no texto, além de uma análise do cenário internacional devido à proximidade da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26) em novembro, em Glasgow, Escócia.

“Reconhecemos a importância do tema, mas entendemos que devemos ter prudência, não sendo o momento de aprovar um texto agora, seja pela necessidade de aprofundamento de estudos e discussões ou porque ainda não temos a regulamentação internacional do artigo 6º do Acordo de Paris que trata do mercado de carbono.”

Justus afirmou que o setor agropecuário é um dos principais afetados pelas mudanças climáticas e que tem investido em tecnologias para redução das emissões. Abordou também o fato de que criar o mercado de carbono nesse momento e taxar as atividades econômicas pode gerar mais desigualdade no campo.

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Por isso, sugeriu que paralelamente à instituição do mercado de carbono, o governo crie uma política pública de inclusão ao incremento tecnológico que deverá ser financiada pelos países emissores.

“A aprovação de um texto de um mercado de carbono talvez enfraqueça a posição do Brasil na COP26 porque as responsabilidades comuns, mas diferenciadas dos países ricos continuam valendo e também não faz sentido o Brasil instituir um novo tributo antes que os demais países emissores cumpram suas obrigações já assumidas”, disse.

Os países emissores têm se eximido de pagar os 100 bilhões de dólares anuais dos mecanismos de financiamento com a “desculpa de que não há regra para pagar”, ressaltou o consultor. “O pagamento pela floresta hoje é tímido e se resume muito mais a atividades sociais. Mas, do ponto de vista de escala de conservação, isso por si só não resolve.”

Justus disse ainda que o agro tem interesse na implementação do mercado de carbono e que após as negociações da COP, será possível fazer uma legislação sobre o tema.

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“Em função dos resultados da COP, com a regulamentação do artigo 6º, fazemos as adaptações necessárias no PL para que tenhamos uma legislação que seja aplicável e tenha aderência internacional.”

A audiência pública ouviu também representantes do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Subsecretaria de Regulação e Mercado da Secretaria de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério da Economia, Secretaria do Clima e Relações Internacionais do Ministério do Meio Ambiente, Confederação Nacional da Indústria, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e RSA Advogados.

O Projeto de Lei n.º 528/2021 é de autoria do deputado Marcelo Ramos (PL-AM) e aguarda o parecer da relatora, deputada Carla Zambelli (PSL-SP), na Comissão de Meio Ambiente da Câmara.

Abaixo assista a audiência pública na íntegra:

Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109-1419
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Fonte: CNA Brasil

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BOI/CEPEA: Relação de troca é a pior da história para recriador

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Cepea, 28/10/2021 – Dados do Cepea mostram que a atual relação de troca de arrobas de boi gordo por animais de reposição atingiu o momento mais desfavorável ao pecuarista recriador, considerando-se toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2000, no caso do bezerro. Quando consideradas as médias mensais deflacionadas pelo IGP-DI (base setembro/21), o pecuarista de São Paulo precisa, na parcial de outubro (até o dia 26), de 10,17 arrobas de boi gordo para a compra de um animal de reposição no mercado sul-mato-grossense, sendo 8,4% a mais que no mês anterior, 16,8% acima do necessário em outubro de 2020, além de ser a maior quantidade já registrada pelo Cepea. Como comparação, a média da relação de troca do Cepea é de 7,69 arrobas de boi gordo paulista para um animal de reposição de Mato Grosso do Sul. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário está atrelado às recentes fortes quedas nos preços da arroba bovina, diante da continuidade da suspensão dos envios de carne à China e da entrada de animais de confinamento no spot nacional. Além disso, os valores dos animais de reposição seguem relativamente firmes em muitas praças acompanhadas pelo Cepea, reforçando a piora na relação de troca do recriador.  Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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BATATA/CEPEA: Com menor qualidade, preços recuam

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Cepea, 28/10/2021 – Após três semanas em alta, os valores da batata registraram queda devido a problemas na qualidade, como pele escura e tamanho miúdo do produto de Vargem Grande do Sul (SP) e do Triângulo Mineiro (MG). Entre 18 e 22 de outubro, as cotações da batata tipo ágata especial/saca de 50 kg tiveram médias de R$ 140,36 (-10,53%) no atacado de São Paulo (SP), de R$ 142,61 (-7,57%) no Rio de Janeiro (RJ) e de R$ 117,31 (-0,74%) em Belo Horizonte (MG). Fonte: Cepea/Hortifruti – www.hfbrasil.org.br

Fonte: CEPEA

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