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AGRONEGÓCIO

Com permanência do La Niña, inverno deve ter chuvas abaixo da média no Sul e no Sudeste

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Há possibilidade de ocorrer geadas em algumas localidades, especialmente aquelas de maior altitude

Oinverno no Hemisfério Sul começa no dia 21 de junho de 2022 (terça-feira), às 06h14 e termina no dia 22 de setembro às 22h04 (Horário de Brasília). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), neste ano, a ação do fenômeno La Niña deve persistir durante todo o inverno, com tendência de potencializar as chuvas nas regiões Norte e Nordeste e reduzir a possibilidade de chuvas mais intensas no Sul e no Sudeste. 

A estação é normalmente marcada pelo período menos chuvoso das regiões Sudeste, Centro-Oeste e parte das regiões Norte e Nordeste do Brasil, enquanto os maiores volumes de chuva concentram-se sobre o noroeste da Região Norte, leste do Nordeste e parte da Região Sul do Brasil.

Além de uma menor incidência de radiação solar, a estação caracteriza-se também, pelas incursões de massas de ar frio, vindas do sul do continente, que provocam queda acentuada da temperatura do ar, resultando em valores médios inferiores a 22ºC sobre a parte leste das regiões Sul e Sudeste do Brasil. Esta diminuição de temperatura, pode ocasionar:

I) Formação de geadas nas regiões Sul, Sudeste e no estado do Mato Grosso do Sul;
II) Queda de neve nas áreas serranas e planaltos da Região Sul;
III) Episódios de friagem nos estados do Mato Grosso, Rondônia, Acre e no sul do Amazonas.

Durante a estação, em função das inversões térmicas no período da manhã, são comuns as formações de nevoeiros e/ou névoa úmida nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com redução de visibilidade, impactando especialmente em estradas e aeroportos.

Com a redução das chuvas em grande parte do país nesta época do ano, tem-se a diminuição da umidade relativa do ar, que consequentemente, favorece o aumento da incidência de queimadas e incêndios florestais, bem como aumento de doenças respiratórias.

Veja o Prognóstico Climático de Inverno completo AQUI.

 

 Como será o inverno em 2022 no Brasil:

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Região Norte

Para a Região Norte, a previsão climática do Inmet indica maior probabilidade que as chuvas ocorram acima da média climatológica, principalmente sobre a faixa norte da região. Em áreas do sul do Pará e do Tocantins, existe uma tendência de chuvas próximas e abaixo da média.

A temperatura do ar nos próximos meses deverá permanecer acima da média em grande parte da região. Ressalta-se que, as condições de falta de chuvas no sul da Amazônia, muito comuns nos meses de julho a setembro, aliadas a alta temperatura e baixa umidade relativa do ar, favorecem a incidência de queimadas e incêndios florestais. Por outro lado, isto não descarta a ocorrência de eventuais episódios de friagens nesta região, devido à passagem de massas de ar frio mais continentais.

Região Nordeste

A previsão do Inmet indica chuvas acima da média histórica para toda a faixa próxima ao litoral nordestino, em função dos impactos da La Niña e também do padrão de águas mais aquecidas próximo à costa. No oeste da Bahia e no sul do Piauí e do Maranhão, as chuvas poderão ser próximas da média, sendo que estas áreas já se encontram em seu período menos chuvoso.

Em relação a temperatura, a previsão indica que neste inverno haverá o predomínio de temperaturas próximas e acima da média em grande parte da região.

Região Centro-Oeste

Na Região Centro-Oeste, o período seco já teve início e a tendência é de diminuição da umidade relativa do ar nos próximos meses, com valores diários que podem ficar abaixo de 30% e picos mínimos abaixo de 20%. Desta forma, a previsão para o inverno indica alta probabilidade de chuvas dentro e abaixo da faixa climatológica em grande parte da região, exceto em áreas pontuais no sudoeste do Mato Grosso do Sul e noroeste do Mato Grosso, onde as chuvas poderão ser ligeiramente acima da média.

As temperaturas deverão permanecer acima da média, devido a permanência de massas de ar seco e quente, principalmente nos meses de agosto e setembro, favorecendo a ocorrência de queimadas e incêndios florestais. Em algumas localidades do leste do Mato Grosso do Sul e sul do Mato Grosso, as temperaturas poderão ser ligeiramente abaixo de seus valores climatológicos, devido à passagem de algumas massas de ar frio mais continentais.

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Região Sudeste

Assim como na Região Centro-Oeste, os meses de julho e agosto correspondem ao período seco da Região Sudeste, especialmente no norte de Minas Gerais. Deste modo, a previsão do Inmet para o inverno na Região Sudeste indica que as chuvas devem permanecer próximas ou ligeiramente abaixo da média, porém não se descarta a ocorrência de chuvas próximas ao litoral da Região Sudeste, devido a passagem de frentes frias.

No caso das temperaturas, elas devem permanecer acima da média em grande parte da região, porém não se descarta a possibilidade de queda na temperatura média do ar devido à entrada de massas de ar frio, podendo ocorrer formação de geadas em regiões de altitude elevada.

Região Sul

O prognóstico do Inmet para os meses de inverno, indica o predomínio de chuvas abaixo da média em grande parte da Região Sul, em decorrência dos impactos do fenômeno La Niña. Porém, em áreas do oeste dos três estados, assim como no extremo sul do Rio Grande do Sul, as chuvas poderão ocorrer próximas a ligeiramente acima da climatologia.

Temperaturas próximas e abaixo da média são previstas para grande parte da Região Sul, pois a incursão de massas de ar de origem polar, principalmente nos meses de julho e agosto, poderão provocar declínio nas temperaturas possibilitando a ocorrência de geadas em algumas localidades, especialmente aquelas de maior altitude. As temperaturas médias acima da climatologia do trimestre estão previstas para o norte do Paraná.

Mais informações:
acs.inmet@inmet.gov.br

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MILHO/CEPEA: Colheita avança, e preços voltam a cair

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Cepea, 27/06/2022 – Influenciados pelo avanço da colheita da segunda safra, que tem sido beneficiada pelo clima seco na maior parte das regiões produtoras, e pela consequente pressão de compradores, os preços do milho voltaram a cair, segundo dados do Cepea.

Em Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa fechou a R$ 85,65/saca de 60 quilos nessa sexta-feira, 24, recuo de 0,78% em relação à sexta anterior, 17.

As desvalorizações mais significativas foram observadas nas regiões que avançaram mais com a colheita, como os estados de Mato Grosso e Paraná.

A Conab indica que a colheita da segunda safra alcançou os 11% até o dia 18 de junho, avanço frente aos 4,9% da semana anterior. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Fonte: CEPEA

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SOJA/CEPEA: Com queda no preço do óleo de soja, grão se desvaloriza

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Cepea, 27/06/2022 – As cotações do óleo de soja recuaram nos últimos dias, pressionando os valores do grão, conforme apontam dados do Cepea.

Entre 17 e 24 de junho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá (PR) recuou 5,32%, a R$ 188,96/sc de 60 kg na sexta, 24. O Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná caiu 4,95%, fechando a R$ 184,07/saca de 60 kg.

As baixas limitaram a realização de negócios, apesar da alta do dólar. A desvalorização do óleo de soja, por sua vez, esteve atrelada às quedas nos preços do óleo de palma e do petróleo.

Expectativas de que a safra 2022/23 dos Estados Unidos seja elevada –  favorecida pelo clima –, de recessão global e de novo lockdown na China intensificaram a pressão sobre as cotações. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Fonte: CEPEA

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