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Diversos

Comissão do Tráfego Aéreo será encerrada sem relatório

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O relator da comissão externa que acompanha a crise no setor aéreo, deputado Carlos Willian (PTC-MG), sugeriu a demissão do ministro da Defesa, Waldir Pires, e o afastamento do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno. No entanto, um pedido de vista inviabilizou a votação do relatório antes do recesso, o que fará com que a comissão seja encerrada sem aprovar um parecer.
No relatório, apresentado hoje à comissão, Willian exime o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de culpa na crise do setor e responsabiliza o comando da Aeronáutica e o ministério da Defesa. Em entrevista, o deputado pediu as demissões a Lula. “Nós só temos uma solução para começar a solucionar agora os problemas. É inclusive um grande presente de Natal que ele dá para a população brasileira. É demitir imediatamente o ministro da Defesa e o comandante da Aeronáutica.”
Um pedido de vista feito pelos deputados Alberto Fraga (PFL-DF) e Jair Bolsonaro (PFL-RJ) impediu que o relatório fosse votado pelos integrantes da comissão. Com a previsão de encerramento do ano legislativo nesta sexta-feira, e o recesso em janeiro, o relatório não deverá ser votado, conforme explica o presidente da comissão, deputado Alceu Collares (PDT-RS). “Tinha uma série de colocações com as quais os deputados não concordaram. Não há mais prazo para votar o parecer. Conseqüentemente, terminam melancolicamente os trabalhos de uma comissão.” A comissão será extinta no final da legislatura, em 31 de janeiro.
Recomendações
O relatório aponta a má gestão como a principal causa da crise no setor aéreo. Além de responsabilizar o comando da Aeronáutica e o ministério da Defesa, o relatório traz algumas recomendações para solucionar a crise. Entre os pontos sugeridos, estão a realização de um esforço concentrado no setor, com cortes de folgas e de férias dos controladores de vôo, especialmente no período de férias escolares, até que a situação esteja mais controlada.
Por outro lado, Carlos Willian propõe mudanças na carga horária e medidas para garantir o aumento dos salários dos controladores de vôos. Ele lembrou que a escala de trabalho nos Cindactas concentra várias horas de trabalho em um mesmo dia, o que acaba sobrecarregando os controladores. Ele ainda argumentou que, como os salários são muito baixos, nos dias de folga os controladores são obrigados a fazer “bicos” para complementar seus vencimentos, o que acaba prejudicando o descanso.
O relatório sugere à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que suspenda a concessão de novas linhas aéreas e que reduza, emergencialmente, o número de vôos.
O texto pede, ainda, que o Poder Executivo garanta os recursos orçamentários destinados ao programa de segurança de vôo e controle do espaço aéreo brasileiro e que assegure que esses recursos não possam ser contingenciados.
Desmilitarização
O relatório também aponta que é prematuro concluir pela desmilitarização do controle aéreo, pois essa medida levaria cerca de 20 anos para ser implantada. A mudança, segundo o relator, exigiria estudos sobre planos e custos de pessoal, material e instalações. “Não se pode simplesmente licenciar sargentos e substituí-los por civis.”
Fonte: Agência Câmara

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CIDADES

Várzea Grande poderá negativar nomes de devedores de IPTU e Alvará

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Dia 25 de abril encerra o Alvará e 10 de maio vence o IPTU. Os contribuintes que não pagarem ou negociarem seus débitos serão protestados e terão nomes negativados

A Prefeitura de Várzea Grande se prepara para finalizar dois prazos de cobranças de impostos, o Alvará/2019 e o IPTU 2019 com novidades e avanços.

Da PMVG – O Alvará teve seu vencimento inicial antecipado para janeiro, mas com 20% de desconto, ou seja, o dobro do praticado em anos anteriores que era de 10% e o IPTU, ficou com 15% de desconto. Ambos foram prorrogados, mas a intenção é de a partir de 2020, prestigiar os contribuintes com descontos maiores para aqueles que cumpriram os prazos iniciais.

“O Alvará/2019 se encerra nesta quinta-feira, 25 de abril, com o vencimento da terceira e última parcela, enquanto o IPTU vence de forma definitiva no dia 10 de maio. A partir do encerramento destas datas que foram prorrogadas para demonstrar que o Poder Público municipal estimula toda a possibilidade de entendimento com os contribuintes, inclusive com descontos maior do que a média geral, a Secretaria de Gestão Fazendária e a Procuradoria Municipal irão promover a notificação, protesto, negativação e mandar os nomes dos devedores para as entidades de proteção ao crédito”, disse a secretária de Gestão Fazendária, Lucinéia dos Santos Ribeiro e a procuradora-geral, Sadora Xavier.

Ambas pontuaram que além de descontos para os pagamentos dos impostos, taxas e contribuições, a administração municipal, prorrogou prazos de vencimentos, tudo para que o contribuinte pudesse planejar suas obrigações para com a cidade de Várzea Grande, lembrando que com estes recursos a Administração Municipal está executando 167 obras com investimentos superiores a R$ 500 milhões.

“O compromisso da prefeita Lucimar Sacre de Campos é aplicar a quase totalidade da arrecadação de impostos em obras e ações de interesse da população”, disse Lucinéia dos Santos Ribeiro, assinalando o Poder Público realiza obras e ações com os recursos que vem da arrecadação de impostos pagos pelos contribuintes.

Já a procuradora de Várzea Grande, Sadora Xavier, a gestão municipal tem sido zelosa na relação com os contribuintes, dando descontos, retirando juros e multas, parcelando ou mesmo prorrogando o vencimento dos impostos, tudo para contemplar e permitir que a população possa planejar seus compromissos e honrar os pagamentos com o Fisco Municipal.

“Para se promover saúde, educação, segurança, obras e social, é necessário que haja recursos e eles vêm da arrecadação de impostos, taxas e contribuições pagos pela população, então se faz preponderante que essas cobranças sejam pagas para fazer frente aos compromissos e as exigências da própria população”, disse Sadora Xavier.

Tanto a secretária de Gestão Fazendária, quanto à procuradora municipal, sinalizaram que assim que os prazos vencerem, tanto do Alvará, do dia de hoje (25), quanto do IPTU no dia 10 de maio, para aqueles que não se manifestaram, haverá notificação, negativação dos nomes nas instituições de controle do crédito como Serasa e até mesmo a execução judicial para que os devedores sejam compelidos a pagar o que devem ao Tesouro de Várzea Grande.

“Vamos utilizar de todos os possíveis instrumentos de proteção ao crédito para resgatar o que é devido a Várzea Grande para que obras e ações que atendam a toda cidade e população, possam ser executadas”, disseram Lucinéia dos Santos Ribeiro e Sadora Xavier.

Decidido a melhorar o desempenho da arrecadação municipal, medidas estão sendo implementadas paulatinamente. Além de ampliar os descontos, como no caso do Alvará que foi elevado para 20% de descontos para aqueles que pagaram em janeiro, 10% em fevereiro ou parcelamento em até 3 vezes sem descontos, está sob análise de uma comissão instituída pela prefeita Lucimar Sacre de Campos, o IPTU Regressivo que visa ampliar o desconto em 2020 para quem pagou o mesmo neste ano na data inicial, sem prorrogação.

“Também estamos analisando e será em breve definido, que melhorias de obrigação dos proprietários de imóveis, como calçadas e muros, executados e comprovados, representarão mais descontos ainda, como forma de fomentar o interesse dos contribuintes em pagar um dos mais importantes tributos para a administração municipal e que asseguram a execução de obras de necessidade popular”, disse a secretária de Gestão Fazendária.

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Diversos

Para economistas, aumentar impostos não é alternativa

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A alternativa de aumentar impostos para tentar resolver o grave problema das contas públicas do País não pode ser encarada como uma saída positiva, na avaliação de economistas do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas, e do Banco Safra.
Por Douglas Gavras/AE – “A questão fiscal é o grande ‘calcanhar de Aquiles’ da economia brasileira. O debate é se o País vai resolver esse problema no início do ano. Para todo lado que se olha, é possível ver que há muito a ser feito”, ressalta Silvia Matos, do Ibre/FGV.
A declaração foi dada durante o seminário “Perspectivas 2019: Os Desafios para o Planalto”. O evento foi realizado nesta quinta-feira, 13, e promovido pelo Grupo Estado e o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
O Brasil precisa tentar fazer o ajuste fiscal sem aumentar impostos, avalia o economista-chefe do banco Safra, Carlos Kawall. “A carga tributária já é muito elevada e pesa sobre o crescimento da economia. É como se andássemos com uma bola de ferro presa ao pé.”
Ele diz que a transferência de recursos da iniciativa privada ao setor público reduz a capacidade de crescimento da economia. “Tirar dinheiro do setor privado, que é produtivo, e dar na mão do setor público é um grande impeditivo. O teto de gastos é essencial, sou defensor ardoroso e é possível cumpri-la.”
Para Kawall, um aumento da arrecadação a partir do encerramento de isenções e benefícios fiscais históricos é mais fácil falar do que fazer. “Existem benefícios que estão aí há muito tempo e retirá-los não é simples”, diz Kawall.

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