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Diversos

Congresso deve terminar o ano sem votar processos de sanguessugas

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Faltando menos de um mês para o fim dos trabalhos no Congresso Nacional deste ano, os 70 processos de cassação contra parlamentares suspeitos de envolvimento com a máfia das ambulâncias ainda não foram votados nos Conselhos de Ética da Câmara e do Senado. Nesta terça-feira, o Conselho do Senado vai fazer uma nova tentativa de votar os três processos contra os senadores Ney Suassuna (PMDB-PB), Serys Slhessarenko (PT-MT) e Magno Malta (PL-ES).
Na Câmara, o ritmo é mais lento. Nenhum dos 67 processos entrou na pauta de votações do Conselho de Ética. A expectativa do presidente do órgão, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), é que até o final do ano legislativo quatro processos sejam votados pelo Conselho. Os outros 63 processos devem terminar a legislatura sem serem colocados em votação pelo órgão.
“Estou preocupado com o prazo. Existem alguns processos em fase final, uns três ou quatro, mas a maioria não vamos julgar”, reconheceu Izar à Folha Online.
Para evitar que os processos terminem em “pizza”, o presidente do conselho quer encaminhar os processos de parlamentares sobre os quais há indícios de envolvimento na máfia das ambulâncias para o Ministério Público. “Ninguém vai ficar sem ser julgado”, disse.
Izar afirmou que, dos 67 pedidos de cassação formulados pela CPI dos Sanguessugas, alguns terão o pedido de arquivamento pelos relatores por falta de provas do envolvimento de parlamentares com a máfia sanguessuga. “São poucos, mas isso ocorreu”, afirmou.
Com o fim dos trabalhos legislativos no dia 22 de dezembro no Congresso, a expectativa entre os deputados é que nenhum dos processos de cassação chegue ao plenário da Casa para votação este ano.
Senado
Nesta terça-feira, o Conselho de Ética do Senado marcou reunião para votar os três processos de cassação contra Serys, Suassuna e Malta. O senador Jefferson Peres (PDT-AM), relator do processo contra Suassuna, recomendou a cassação do parlamentar ao Conselho de Ética. Mas o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) apresentou voto em separado sugerindo apenas a censura verbal a Suassuna.
O Conselho terá que definir amanhã qual a penalidade a ser aplicada ao senador. Como Suassuna não foi reeleito, se for cassado pelo Senado Federal, ele ficará inelegível até 2015.
A expectativa entre os parlamentares é que, assim como Suassuna, Serys e Malta escapem da perda do mandato. Nos bastidores, os senadores Paulo Octavio (PFL-DF) e Demóstenes Torres (PFL-GO) reconhecem que não há provas suficientes contra os dois parlamentares que resultem em cassações.
Se não perderem os mandatos, os senadores poderão receber medidas disciplinares como advertência, censura (verbal ou escrita) e perda temporária do exercício do mandato. Se o Conselho definir pela cassação, o processo terá que ser votado pelo plenário do Senado e passar por análise da Comissão de Constituição e Justiça.
Fonte: FOL

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CIDADES

Várzea Grande poderá negativar nomes de devedores de IPTU e Alvará

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Dia 25 de abril encerra o Alvará e 10 de maio vence o IPTU. Os contribuintes que não pagarem ou negociarem seus débitos serão protestados e terão nomes negativados

A Prefeitura de Várzea Grande se prepara para finalizar dois prazos de cobranças de impostos, o Alvará/2019 e o IPTU 2019 com novidades e avanços.

Da PMVG – O Alvará teve seu vencimento inicial antecipado para janeiro, mas com 20% de desconto, ou seja, o dobro do praticado em anos anteriores que era de 10% e o IPTU, ficou com 15% de desconto. Ambos foram prorrogados, mas a intenção é de a partir de 2020, prestigiar os contribuintes com descontos maiores para aqueles que cumpriram os prazos iniciais.

“O Alvará/2019 se encerra nesta quinta-feira, 25 de abril, com o vencimento da terceira e última parcela, enquanto o IPTU vence de forma definitiva no dia 10 de maio. A partir do encerramento destas datas que foram prorrogadas para demonstrar que o Poder Público municipal estimula toda a possibilidade de entendimento com os contribuintes, inclusive com descontos maior do que a média geral, a Secretaria de Gestão Fazendária e a Procuradoria Municipal irão promover a notificação, protesto, negativação e mandar os nomes dos devedores para as entidades de proteção ao crédito”, disse a secretária de Gestão Fazendária, Lucinéia dos Santos Ribeiro e a procuradora-geral, Sadora Xavier.

Ambas pontuaram que além de descontos para os pagamentos dos impostos, taxas e contribuições, a administração municipal, prorrogou prazos de vencimentos, tudo para que o contribuinte pudesse planejar suas obrigações para com a cidade de Várzea Grande, lembrando que com estes recursos a Administração Municipal está executando 167 obras com investimentos superiores a R$ 500 milhões.

“O compromisso da prefeita Lucimar Sacre de Campos é aplicar a quase totalidade da arrecadação de impostos em obras e ações de interesse da população”, disse Lucinéia dos Santos Ribeiro, assinalando o Poder Público realiza obras e ações com os recursos que vem da arrecadação de impostos pagos pelos contribuintes.

Já a procuradora de Várzea Grande, Sadora Xavier, a gestão municipal tem sido zelosa na relação com os contribuintes, dando descontos, retirando juros e multas, parcelando ou mesmo prorrogando o vencimento dos impostos, tudo para contemplar e permitir que a população possa planejar seus compromissos e honrar os pagamentos com o Fisco Municipal.

“Para se promover saúde, educação, segurança, obras e social, é necessário que haja recursos e eles vêm da arrecadação de impostos, taxas e contribuições pagos pela população, então se faz preponderante que essas cobranças sejam pagas para fazer frente aos compromissos e as exigências da própria população”, disse Sadora Xavier.

Tanto a secretária de Gestão Fazendária, quanto à procuradora municipal, sinalizaram que assim que os prazos vencerem, tanto do Alvará, do dia de hoje (25), quanto do IPTU no dia 10 de maio, para aqueles que não se manifestaram, haverá notificação, negativação dos nomes nas instituições de controle do crédito como Serasa e até mesmo a execução judicial para que os devedores sejam compelidos a pagar o que devem ao Tesouro de Várzea Grande.

“Vamos utilizar de todos os possíveis instrumentos de proteção ao crédito para resgatar o que é devido a Várzea Grande para que obras e ações que atendam a toda cidade e população, possam ser executadas”, disseram Lucinéia dos Santos Ribeiro e Sadora Xavier.

Decidido a melhorar o desempenho da arrecadação municipal, medidas estão sendo implementadas paulatinamente. Além de ampliar os descontos, como no caso do Alvará que foi elevado para 20% de descontos para aqueles que pagaram em janeiro, 10% em fevereiro ou parcelamento em até 3 vezes sem descontos, está sob análise de uma comissão instituída pela prefeita Lucimar Sacre de Campos, o IPTU Regressivo que visa ampliar o desconto em 2020 para quem pagou o mesmo neste ano na data inicial, sem prorrogação.

“Também estamos analisando e será em breve definido, que melhorias de obrigação dos proprietários de imóveis, como calçadas e muros, executados e comprovados, representarão mais descontos ainda, como forma de fomentar o interesse dos contribuintes em pagar um dos mais importantes tributos para a administração municipal e que asseguram a execução de obras de necessidade popular”, disse a secretária de Gestão Fazendária.

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Diversos

Para economistas, aumentar impostos não é alternativa

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A alternativa de aumentar impostos para tentar resolver o grave problema das contas públicas do País não pode ser encarada como uma saída positiva, na avaliação de economistas do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas, e do Banco Safra.
Por Douglas Gavras/AE – “A questão fiscal é o grande ‘calcanhar de Aquiles’ da economia brasileira. O debate é se o País vai resolver esse problema no início do ano. Para todo lado que se olha, é possível ver que há muito a ser feito”, ressalta Silvia Matos, do Ibre/FGV.
A declaração foi dada durante o seminário “Perspectivas 2019: Os Desafios para o Planalto”. O evento foi realizado nesta quinta-feira, 13, e promovido pelo Grupo Estado e o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
O Brasil precisa tentar fazer o ajuste fiscal sem aumentar impostos, avalia o economista-chefe do banco Safra, Carlos Kawall. “A carga tributária já é muito elevada e pesa sobre o crescimento da economia. É como se andássemos com uma bola de ferro presa ao pé.”
Ele diz que a transferência de recursos da iniciativa privada ao setor público reduz a capacidade de crescimento da economia. “Tirar dinheiro do setor privado, que é produtivo, e dar na mão do setor público é um grande impeditivo. O teto de gastos é essencial, sou defensor ardoroso e é possível cumpri-la.”
Para Kawall, um aumento da arrecadação a partir do encerramento de isenções e benefícios fiscais históricos é mais fácil falar do que fazer. “Existem benefícios que estão aí há muito tempo e retirá-los não é simples”, diz Kawall.

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