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Controle de planta tóxica reduz em 60% a mortandade de bovinos em Colniza

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No ano de 2004, pecuaristas das áreas de assentamento do município de Colniza (1.065 km a Noroeste de Cuiabá) tiveram a morte de bovinos causada por uma planta pertencente ao gênero Mascagnia, da família Malpighiaceae, conhecida popularmente na região por “tingui” e considerada letal apenas para bovinos, provocando morte súbita no animal quando da ingestão da planta. Hoje a situação é diferente, houve uma redução de 60% na mortandade dos animais e está controlada, conforme relata o Diretor de Operações da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Jaime Bom Despacho da Costa, foi necessário erradicar a planta na região, único método de controle.
Na época, o pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, do Instituto de Zootecnia, Carlos Hubinger Tokarnia, esteve no município verificando in loco a morte dos bovinos. Todas as plantas são cipós ou arbustos escandentes (arbustos com ramos compridos) e tem como característica que chama a atenção frutos alados sob forma de borboleta. Possuem o sistema radicular (raízes) bem desenvolvido e somente ocorrem em terras férteis e todas têm as mesmas propriedades tóxicas.
Segundo o pesquisador, a toxidade da planta afeta o funcionamento do coração, causando a morte do animal devido à insuficiência cardíaca aguda, ou seja, um colapso ou parada cardíaca. As Mascagnaias ou “tingui” pertencem ao grupo de plantas que causam “morte súbita”. Alguns animais levam horas para morrer, a letalidade é alta. Também são encontrados animais mortos sem sintomas aparentes e quando realizada a necropsia dá negativo. Outros exames revelam uma regressão no rim de forma degenerativa”, explica Tokarnia.
Para combater o problema e evitar a contaminação dos bovinos, o único método comprovadamente eficiente é a erradicação da planta arrancando com enxadão. Esse sistema profilático é trabalhoso e precisa ser feito várias vezes para acabar com a planta no pasto. Os bovinos ingerem as folhas da planta em qualquer época do ano, porém a intoxicação acontece mais no período de seca, quando a planta brota. No período de queimada favorece os casos de intoxicação, porque as Mascagnias têm raízes desenvolvidas, brotam rapidamente e nesse estado são suculentas e macias, constituindo perigo maior ainda.
Bom Despacho explica que essa planta é muito encontrada nas regiões do Nordeste, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul e não existia em Mato Grosso. A planta comum no Estado é a Palicourea Marcgravii mais conhecida por cafezinho ou roxinha, é tóxica e causa morte súbita. “ Controle por enquanto é apenas a retirada da planta do pasto. Ainda não foi fabricado um produto químico (herbicida), que seja eficaz na aplicação”, salienta Jaime.
ESPÉCIES TÓXICAS
Segundo Tokarnia, autor do livro Plantas Tóxicas no Brasil, existem cinco espécies tóxicas do gênero Mascagnia no país. A planta tóxica mais conhecida, a Mascagnia Rígida, difundida e importante na região Nordeste e Sudeste, é conhecida popularmente de “tingui” e “timbó” (Ceará). Mascagnia Elegans com distribuição limitada na região de Pernambuco é conhecida pelo nome popular “rabo-de-tatu”. Mascagnia Pubiflora uma das plantas tóxicas mais importantes no sul da região Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul) e áreas vizinhas da região sudeste (Goiás, Minhas Gerais e São Paulo) mais conhecida por “corona e cipó-prata”. Mascagnia Aff. rígida encontrada ao norte do Estado do Espírito Santo e Mascagnia Sp, encontrada no sul do Brasil (Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e não tem nome popular.
Fonte: ROSANA PERSONA /Assessoria/Empaer-MT

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AGRONEGÓCIO

CNA divulga os finalistas da primeira etapa do Concurso de Queijo Artesanal

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Brasília (19/05/2022) – O Prêmio CNA Brasil Artesanal Queijos divulgou, na quarta (18), os 15 finalistas da primeira etapa do concurso que passaram pela avaliação técnica da comissão julgadora.

Doze dos 15 selecionados são de Minas Gerais, dos municípios de Airuoca, Alagoa, São Roque de Minas, Andrelândia, Virgínia, Formiga, São Brás do Suaçuí, Itanhandu e Tapira. Os outros dois são de Arapoti (PR) e Iraceminha (SC).

A etapa foi realizada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), que reuniu 12 especialistas para selecionar as amostras por meio de avaliação sensorial, em caráter eliminatório e classificatório.

Produtores de 13 estados cadastrados no Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais da CNA enviaram mais de 60 queijos que foram classificados quanto ao aspecto global, cor, textura, odor, aroma, consistência e sabor, sensorialmente de acordo com as premissas da ciência de Análise Sensorial.

De acordo com Paulo Henrique Costa Paiva, engenheiro de alimentos e pesquisador da EPAMIG/Instituto de Laticínios de Cândido Tostes, que foi um dos coordenadores da avaliação sensorial dos queijos:

“Mesmo com diversas inciativas semelhantes ocorrendo nesse primeiro semestre em todo o Brasil, houve uma boa participação de amostras em todas as categorias. Os jurados elogiaram bastante a qualidade dos produtos de forma geral.”

Ao todo, a iniciativa visa premiar os produtos artesanais inscritos em três categorias: queijos artesanais com tratamento térmico; queijos artesanais com 30 a 180 dias de maturação; e queijos artesanais com adições/aromatizados/condimentados.

A degustação classificou 15 queijos artesanais para as etapas seguintes, cinco por categoria. Essa etapa tem peso de 40% na nota final geral.

Os 15 queijos classificados serão avaliados por júri popular que irá selecionar os produtos conforme análise sensorial, por meio de uma escala hedônica, metodologia científica que tem a função de analisar a aceitação dos consumidores por determinados produtos por meio de uma avaliação que contém uma escala de respostas previamente estabelecida.

Essa etapa será realizada no dia 8 de junho, em Brasília, e terá peso de 50% na nota final geral do concurso.

A Comissão Organizadora do prêmio também avaliará a história do produto, item com peso de 10% na nota final geral das amostras participantes. Os resultados e a premiação serão divulgados posteriormente. Além da Epamig, o Sebrae também é parceiro do Sistema CNA no prêmio.

Para conhecer quem são os finalistas, acesse: https://www.cnabrasil.org.br/e…

Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109-1419
flickr.com/photos/canaldoprodutor
cnabrasil.org.br
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Fonte: CNA Brasil

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Cuiabá

Pedal da Semob e MTmamma será no dia 29 de maio; veja como participar

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Com cunho social, o Pedal da Semob desta vez irá atuar como parceiro do MTmamma Amigos do Peito, Associação de Trabalhadores Voluntários contra o Câncer de Mama em Mato Grosso. A ideia é ajudar a instituição a angariar recursos para manter os trabalhos da instituição que ajuda mulheres em tratamento e pós tratamento de câncer de mama. O evento  ocorrerá no dia 29 deste mês,às 6h, e terá como ponto de partida e chegada a Orla do Porto. 

Um dos coordenadores do evento Pedal da Semob, Raimundo Alves Ribeiro, lembra que desde que foi criado há 4 anos, o Pedal da Semob sempre adotou ser beneficente para ajudar famílias em situação de vulnerabilidade social e incentivar a população a praticar o esporte de ciclismo.   
 
 “Está no DNA do Pedal da Semob a solidariedade. Já fizemos diversas campanhas para arrecadação de alimentos, brinquedos e agora, esse evento será vendido as camisetas para manter a casa MT Mamma. Estamos ajudando tanto na parte operacional da Semob  quanto na divulgação do evento e a  nossa experiência  para que esse pedal entre  o Pedal da Semob/MT Mamma seja um sucesso.  Sempre conseguimos reunir  entre 400 a 700 ciclistas e vamos fazer o possível para que tenha este número de pessoas neste evento muito importante”, comentou ele. 
 
Conforme a presidente do MT Mamma,Josy Faire Carvalho, a ideia deste Pedal é  para dar  visibilidade à causa do combate ao câncer de mama, conscientizar a população em relação a importância do diagnóstico precoce da doença, tratamento, reabilitação e apoio psicossocial.
 
“Essa parceria com Pedal Semob é muito importante devido ao sucesso que é este evento esportivo.  A pessoa no ato da inscrição  adquire uma camisa e ajuda a entidade que existe há 13 anos. Temos um número grande de camisetas que não vendemos neste período de pandemia. E a instituição precisa de recursos para a manutenção dos trabalhos que realizamos das 350  assistidas em tratamento e pós tratamento de câncer de mama. E precisamos mostrar a existência da instituição para as pessoas”, explicou ela. 
 
As inscrições para participar do Pedal Semob/MT Mamma podem ser feitas no endereço eletrônico: https://www.morro-mt.com.br/eventos/1o-pedal-semob-mtmama-405 
 
O valor de cada inscrição é de R$57 reais – com direito a uma camiseta, número do participante e café da manhã que será servido na Orla do Porto. 

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