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Economia & Finanças

Copom eleva a taxa Selic para 13,25% a.a.

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Em sua 247ª reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 13,25% a.a.

Do BCB -A atualização do cenário do Copom pode ser descrita com as seguintes observações:

  • O ambiente externo seguiu se deteriorando, marcado por revisões negativas para o crescimento global prospectivo em um ambiente de fortes e persistentes pressões inflacionárias. O aperto das condições financeiras motivado pela reprecificação da política monetária nos países avançados, assim como pelo aumento da aversão a risco, eleva a incerteza e gera volatilidade adicional, particularmente nos países emergentes;
  • Em relação à atividade econômica brasileira, o conjunto dos indicadores divulgado desde a última reunião do Copom indica um crescimento acima do que era esperado pelo Comitê;
  • A inflação ao consumidor seguiu surpreendendo negativamente, tanto em componentes mais voláteis como em itens associados à inflação subjacente;
  • As diversas medidas de inflação subjacente apresentam-se acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação;
  • As expectativas de inflação para 2022, 2023 e 2024 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 8,5%, 4,7% e 3,25%, respectivamente; e
  • No cenário de referência, a trajetória para a taxa de juros é extraída da pesquisa Focus e a taxa de câmbio parte de USD/BRL 4,90*, evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC). Esse cenário supõe trajetória de juros que termina 2022 em 13,25% a.a., reduz-se para 10,0% em 2023 e 7,50% em 2024. Optou-se por manter a premissa de que o preço do petróleo segue aproximadamente a curva futura pelos próximos seis meses, terminando o ano em US$110/barril, e passa a aumentar 2% ao ano a partir de janeiro de 2023. Além disso, adota-se a hipótese de bandeira tarifária “amarela” em dezembro de 2022, de 2023 e de 2024. Nesse cenário, as projeções de inflação do Copom situam-se em 8,8% para 2022, 4,0% para 2023 e 2,7% para 2024. As projeções para a inflação de preços administrados são de 7,0% para 2022, 6,3% para 2023 e 3,3% para 2024. As projeções do cenário de referência não incorporam o impacto das medidas tributárias sobre preços de combustíveis, energia elétrica e telecomunicações que estão em tramitação. O Comitê julga que a incerteza em torno das suas premissas e projeções atualmente é maior do que o usual e cresceu desde a última reunião.
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O Comitê ressalta que, em seus cenários para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma maior persistência das pressões inflacionárias globais; e (ii) a incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país e políticas fiscais que impliquem sustentação da demanda agregada, parcialmente incorporadas nas expectativas de inflação e nos preços de ativos. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) uma possível reversão, ainda que parcial, do aumento nos preços das commodities internacionais em moeda local; e (ii) uma desaceleração da atividade econômica mais acentuada do que a projetada. Avaliou-se que as medidas tributárias em tramitação reduzem sensivelmente a inflação no ano corrente, embora elevem, em menor magnitude, a inflação no horizonte relevante de política monetária. O Comitê avalia que a conjuntura particularmente incerta e volátil requer serenidade na avaliação dos riscos.

Considerando os cenários avaliados, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 13,25% a.a. O Comitê entende que essa decisão reflete a incerteza ao redor de seus cenários e um balanço de riscos com variância ainda maior do que a usual para a inflação prospectiva, e é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2023. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.

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O Copom considera que, diante de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, é apropriado que o ciclo de aperto monetário continue avançando significativamente em território ainda mais contracionista. O Comitê enfatiza que irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas.

Para a próxima reunião, o Comitê antevê um novo ajuste, de igual ou menor magnitude. O Comitê nota que a crescente incerteza da atual conjuntura, aliada ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos ainda por serem observados, demanda cautela adicional em sua atuação. O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas, e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Roberto de Oliveira Campos Neto (presidente), Bruno Serra Fernandes, Carolina de Assis Barros, Diogo Abry Guillen, Fernanda Magalhães Rumenos Guardado, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso, Paulo Sérgio Neves de Souza e Renato Dias de Brito Gomes.

*Valor obtido pelo procedimento usual de arredondar a cotação média da taxa de câmbio USD/BRL observada nos cinco dias úteis encerrados no último dia da semana anterior à da reunião do Copom.

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Cesta básica em Cuiabá volta a custar menos de R$ 700, segundo IPF-MT

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Após duas semanas consecutivas de aumento, o valor da cesta básica passou teve um recuo nesta semana, chegando a R$ 695.63. Uma queda de R$4,39, que representa de – 0,63%, comparando a terceira e a quarta semana de junho. É o que aponta o levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT). 

Da assessoria – O cenário econômico do país e as relações de impacto do clima nas lavouras têm influenciado diretamente nos preços dos alimentos da cesta básica nas últimas semanas. Ainda, segundo o IPF-MT, esse recuo reflete na queda do preço de quase 23% dos alimentos.

“Esta semana constatamos uma queda considerável de quase R$ 5, depois de duas semanas passando a casa dos R$ 700. Porém, esperamos que nas próximas semanas, ocorra um novo aumento devido à crescente inflação e o retorno do reajuste da gasolina”, é o que prevê o diretor do instituto e superintendente da federação, Igor Cunha.

Conforme a pesquisa, os produtos que apresentaram a maior diminuição no preço foram o tomate (-14,92%), que teve o segundo declínio neste mês, e a batata (-13,72%). Já a banana, que vinha em queda desde o começo de junho, nesta semana teve alta de 9,42%, uma média de R$ 5,67. Esse aumento pode ser associado à baixa oferta do produto nos supermercados, segundo a pesquisa.

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O levantamento da cesta básica é realizado semanalmente pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio-MT (IPF-MT), que analisa 13 itens que compõem a cesta com base em uma família de três a quatro pessoas.

 

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Tesouro honra em maio R$ 637,43 milhões em dívidas garantidas pela União, totalizando R$ 3,27 bilhões em 2022

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Foram honradas dívidas de 4 Estados (Rio de Janeiro, Goiás, Rio Grande do Sul e Minas Gerais)

Em maio/2022, a União pagou R$ 637,43 milhões em dívidas garantidas dos entes subnacionais, sendo R$ 463,64 milhões relativos a inadimplências do Estado do Rio de Janeiro, R$ 76,17 milhões do Estado de Goiás, R$ 66,21 milhões do Estado do Rio Grande do Sul e R$ 31,41 milhões do Estado de Minas Gerais.  Os dados estão no Relatório de Garantias Honradas pela União em operações de crédito, divulgado hoje (22/06) pela Secretaria do Tesouro Nacional.

No acumulado do ano a União honrou R$ 3,27 bilhões em dívidas garantidas de entes subnacionais. Os mutuários que tiveram os maiores valores honrados no ano foram os estados de Minas Gerais (R$ 1,30 bilhão, ou 39,72% do total), Rio de Janeiro (R$ 1,09 bilhão, ou 33,35% do total) e Goiás (R$ 568,00 milhões, ou 17,39% do total)

No total, desde 2016, a União realizou o pagamento de R$ 45,18 bilhões com o objetivo de honrar garantias em operações de crédito.

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A tabela 3 do Relatório apresenta os mutuários impedidos de obter garantia a novas operações de crédito devido a ocorrência de honra de aval ou de atraso nos pagamentos de operações de crédito garantidas, conforme dispõe o art. 13 da Portaria MF nº 501, de 23 de novembro de 2017, alterado pela Portaria ME nº 376, de 10 novembro de 2020.

Além do Relatório Mensal de Garantias Honradas – RMGH, as informações de garantias honradas estão disponíveis no Painel de Garantias Honradas, uma ferramenta para visualização de dados com recursos visuais inovadores e gráficos interativos.

Acesse aqui o Relatório completo de garantias honradas pela União relativo a maio/2022.

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