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Saúde

Covid-19: vacinados devem observar intervalo entre imunizantes

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Médicos recomendam prazo entre vacinas contra covid-19 e influenza

Com a vacinação de pessoas contra a covid-19 avançando, é importante ficar atento ao intervalo entre essa aplicação e a de outros imunizantes. Médicos recomendam um prazo entre essas duas vacinas para não prejudicar os efeitos delas.

Por Jonas Valente – Segundo o infectologista Hemerson Luz, o intervalo sugerido pelos profissionais é de 14 dias. A orientação médica vale para qualquer vacina do calendário ou para influenza no caso dos grupos que serão imunizados contra a covid-19.

Essa preocupação não inclui, por exemplo, crianças que ainda não tiveram testes comprovando a eficácia das atuais vacinas contra a covid-19.

Hemerson Luz explica que o intervalo de duas semanas é recomendado para que a vacina consiga gerar resultados, com a produção de anticorpos correspondentes aos efeitos de cada imunizante.

O período de 14 dias deve ser observado independentemente de qual vacina foi tomada primeiro. Então, se alguém receber imunizante contra a covid-19, deve aguardar pelo menos duas semanas antes de tomar qualquer outra vacina e vice-versa.

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O infectologista comenta que os calendários foram pensados para evitar que uma pessoa tenha tomado a vacina contra a Iifluenza e, logo depois, chegue a sua vez na lista de grupos prioritários da campanha contra a covid-19.

“O planejamento vai ser feito da seguinte forma: a vacinação contra a influenza vai começar por crianças e gestantes, que não estão incluídas na vacina da covid-19. Isso vai dar tempo de resposta para começar a campanha, enquanto os mais idosos estão sendo vacinados contra a covid-19”, afirma Hemerson Luz.

Se houver, no entanto coincidência dos períodos de vacinação fica mantida a orientação de esperar os 14 dias para não prejudicar nenhuma das duas.

Edição: Maria Claudia

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Saúde

Representante da Anvisa diz que vacina Sputnik V não está inviabilizada no Brasil

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O gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, disse que a negativa para a importação da vacina Sputnik V decidida pela agência na segunda-feira (26) não “inviabiliza” o uso do imunizante no País, pois a análise pode ser refeita com novos dados.

Mas Mendes também afirmou, nesta terça-feira (27), aos deputados da comissão externa da Câmara que acompanha o combate à pandemia que, durante o processo de avaliação técnica, os representantes do Instituto Gamaleya, da Rússia, afirmaram não ter alguns dos dados solicitados.

Gustavo Mendes se referia à constatação, pela Anvisa, de que a vacina contém adenovírus que se replicariam no organismo, quando isso não seria permitido pelas regras internacionais. Na vacina russa, o adenovírus é usado para levar informações sobre o coronavírus para o organismo humano.

Mendes explicou que, constatada a replicação, os russos deveriam apresentar estudos que mostrassem a segurança do método. “Os russos colocaram nos seus laudos de controle de qualidade apresentados para gente, um percentual aceitável de adenovírus replicante. Isso nos chamou muita atenção e nós questionamos. Não é possível ter esse adenovírus replicante”, explicou.

Segundo o gerente-geral da Anvisa, a alternativa é o desenvolvimento de outra vacina. “Os russos nos responderam dizendo que não viam nenhum problema nisso e que não tinham dados para falar sobre a segurança desse adenovírus replicante. E que mais de 60 países já estavam utilizando”, completou.

Mendes também fez referência à falta de controle de impurezas na vacina, dados sobre reações adversas, e até a dificuldade de acesso da equipe da Anvisa que foi à Rússia visitar o Instituto Gamaleya. “Os testes de qualidade que são feitos nos lotes da vacina Sputnik são testes que não condizem com um mínimo de testes para aprovação de lote. Nós também vimos que os estudos clínicos que foram apresentados não respondem a questões essenciais sobre se realmente a eficácia da vacina é essa que está sendo alegada. ”

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Dúvidas
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) questionou se a Anvisa tem dúvidas sobre a vacina por falta de dados ou se já sabe que alguns pontos seriam incontornáveis para a aprovação. “O senhor colocou aqui uma série de afirmações sobre a vacina Sputnik e ao mesmo tempo diz que não tem as documentações, os dados. Então eu pergunto se a questão das impurezas, ou da replicação do vírus, ou dos testes de qualidade, (se essas) são afirmações ou se são dúvidas pela ausência dos dados”, disse a deputada.

Mendes respondeu que são dúvidas porque faltam dados. A deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), uma das autoras do requerimento da audiência, disse que é confuso saber que 62 países aprovaram a vacina, mas ainda existem tantas dúvidas sobre ela. “Eu confesso que deixa a gente com algumas perguntas quando a gente vê realmente outros países vacinando a sua população. Será que esses países estão sendo tão irresponsáveis de colocar a vida dos seus cidadãos numa condição de risco? ”, observou a deputada.

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Consórcios estaduais
Carlos Gabas, do consórcio de nove estados nordestinos que pretendem adquirir 37 milhões de doses da Sputnik V, disse que estava em reunião com representantes do fundo russo que disponibiliza a vacina naquele momento da audiência e que solicitaria o envio dos dados que faltam para a Anvisa. Também há um consórcio de seis estados e o Distrito Federal que quer comprar 28 milhões de doses. O governo federal pretende comprar 10 milhões de doses da Sputnik V.

Representantes do Instituto Gamaleya não falaram na audiência, alegando que a reunião começou atrasada e que não poderiam permanecer. Nas redes sociais, o instituto disse que a decisão da Anvisa é de natureza política. Muitos deputados argumentaram que, diante da situação atual do Brasil, o risco de usar a vacina seria muito menor que o de não usar.

Grávidas
A coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Franciele Francinato, informou que o Ministério da Saúde resolveu incluir as grávidas nos grupos prioritários de vacinação em função do número de mortes no grupo. Serão vacinadas primeiro as que têm comorbidades e serão usadas vacinas da Pfizer, Butantan e Fiocruz. O primeiro lote da Pfizer com 1,35 milhão de doses deve começar a ser aplicado a partir do dia 3 de maio.

Fonte: AMM

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Covid-19: Brasil registra 12.992.442 milhões de pessoas recuperadas e 395.022 óbitos

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São 12.992.442 milhões de pessoas estão recuperadas no Brasil

Número é superior à quantidade de pessoas que estão em acompanhamento médico. Informações foram atualizadas às 17h40 desta terça-feira (27/04)
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O Brasil já registra 12.992.442 milhões de pessoas curadas da covid-19. O número de recuperados no País é maior do que a quantidade de pacientes em acompanhamento médico (1.054.999). O registro de pessoas que se recuperaram da doença já representa a maioria do total de casos acumulados (90%). As informações foram atualizadas pelo Ministério da Saúde às 17h40 desta terça-feira (27/04) – os dados são enviados à pasta pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde.

O Ministério da Saúde alerta para que, aos primeiros sintomas da covid-19, a população busque imediatamente o atendimento médico na unidade de saúde mais próxima – a atitude pode reduzir o número de internações e óbitos pela doença. Além disso, o uso de máscaras, a higienização das mãos e o distanciamento social são grandes aliados para conter a transmissão do coronavírus.

A pasta trabalha para ampliar cada vez mais a vacinação contra a covid-19. O Governo Federal contratou mais de 562 milhões de doses para 2021, após acordos com diferentes laboratórios. Até o momento, mais de 57,9 milhões de doses foram distribuídas a todos os estados e o Distrito Federal de forma proporcional e igualitária – dessas, mais de 39,8 milhões já foram aplicadas. A imunização no Brasil pode ser acompanhada pelo LocalizaSUS.

O Governo do Brasil também mantém esforço contínuo para reforçar o Sistema Único de Saúde (SUS) e garantir atendimento à população durante a pandemia. O Ministério da Saúde tem repassado recursos extras para estados e municípios e disponibilizado profissionais de saúde, insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Além disso, já foram autorizados mais de 20 mil leitos de UTI Covid-19 somente em 2021 – um investimento de mais de R$ 1,35 bilhão. A pasta também enviou mais de 11,4 milhões de medicamentos hospitalares para todo o Brasil e está ajudando os gestores locais a manter os estoques de oxigênio medicinal, prestando apoio na distribuição de cilindros e concentradores de oxigênio, na instalação de usinas e no transporte de oxigênio líquido.

Neste momento, o Brasil registra 14.441.563 milhões de casos confirmados da covid-19, sendo 72.140 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h. Em relação aos óbitos, o Brasil tem 395.022 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registrados 3.086 óbitos nos sistemas oficiais, sendo que 1.646 ocorreram nos últimos três dias – outros 3.692 permanecem em investigação.

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