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Ambiente

Embaixador do Reino Unido visita Mato Grosso para conhecer projetos sustentáveis e de preservação ambiental

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O embaixador do Reino Unido no Brasil, Peter Wilson, percorreu no último sábado (05.06) as cidades de Alta Floresta e Juruena, acompanhado dos secretários de Estado de Agricultura Familiar, Silvano Amaral, e Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e da assessora de Assuntos Internacionais da Casa Civil, Rita Chiletto.

A passagem pela região norte do Estado foi para conhecer de perto alguns projetos desenvolvidos pelo programa REM Mato Grosso, ação realizada pelo Governo do Estado, em parceira com o Fundo Brasileiro para a biodiversidade (FUNBIO), que conta com investimentos da Alemanha e do Reino Unido visando o combate ao desmatamento ilegal e a preservação das florestas mato-grossenses.

A primeira visita do embaixador do Reino Unido em Mato Grosso foi em Juruena (886 km de Cuiabá), na Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (COOPAVAM). Nessa parada, Peter Wilson conheceu o trabalho desenvolvido pelos cooperados, formados em sua grande maioria por mulheres e indígenas inseridos na agricultura familiar, que cultivam castanha-do-pará. Com a produção da oleaginosa, eles produzem óleo, farinha, castanha torrada e outros derivados. Atualmente a COOPAVAM, além de Juruena, comercializa a sua produção nos municípios de Juína, Castanheira, Cotriguaçu, Colniza, Aripuanã, Juara e Brasnorte.

Já em Alta Floresta (791 km de Cuiabá), o emissário do Reino Unido esteve com pequenos agricultores da Comunidade de Nossa Senhora de Guadalupe, conhecida como a Pedra do Índio, localizada na zona rural do município. A primeira propriedade visitada foi de Aldeildo Spoletto, que integra a Associação de Produtores Orgânicos da Amazônia Mato-grossense, responsável por atender 640 famílias da agricultura familiar na região. A chácara do senhor Adeildo Spoletto possui mil pés de café, três vacas leiteiras e uma dela parte dedicada à plantação de hortaliças (couve, cebolinha, alface). Nela o cultivo é pautado pela lógica agroflorestal, em que os pés de bananeiras servem de sombra para os pés de café, e que os adubos em volta da cafeicultura são orgânicos.

Ao final das visitas, o embaixador do Reino Unido constatou que os recursos internacionais que estão sendo injetados em Mato Grosso, por meio da implementação do programa REM Mato Grosso, vêm sendo bem aplicados. Ele pontua que “a adaptação de plantar pé de mamão em volta da cafeicultura é muito inteligente aos efeitos das mudanças climáticas no Brasil”.

A coordenadora do Programa Negócios Sociais, instituída pelo Instituto Centro Vida (ICV), Camila Rodrigues destaca a importância de o embaixador ter essa iniciativa de conhecer de perto os incentivos que o Reino Unido vem fazendo para esses programas.

“Para nós é um grande resultado não só de poder ser um beneficiário de um projeto, como de acompanhar a construção desde o início e ver que agora o recurso está chegando em quem precisa e que está fazendo a transformação em campo, então acho que a visita dele é importante para mostrar isso, que o recurso vem sendo bem implementado, que a gente vem nessa parceria, nesse diálogo sociedade civil e governo, na construção dessas políticas, apoiando toda essa rede de agricultores da região”.

Segundo o secretário Silvano Amaral, Mato Grosso produz com responsabilidade social e ambiental, especialmente com foco na agricultura familiar. “O embaixador pode ver dois grandes exemplos de responsabilidade social ambiental, como no caso da COOPAVAM que reúne o trabalho de mulheres e indígenas, e o da propriedade do senhor Adeildo, que tem demostrado ser possível produzir e preservar ao mesmo tempo”, completa o secretário.

Silvano Amaral finaliza dizendo que a Agricultura Familiar tem gerado bons resultados em pequenos espaços de terra, aliada com tecnologia, irrigação e assistência técnica, dando condições para que o pequeno produtor com pequeno espaço de terra possa ter a sua renda garantida”.

Fonte: GOV MT

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Ambiente

Futuro da energia: economizar é fundamental

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Um levantamento realizado pelo centro de pesquisas norte-americano World Resources Institute revelou que cerca de 2,6 bilhões de pessoas no mundo vivem em regiões que possuem pouca ou nenhuma reserva de água.

Aqui no Brasil o problema da seca se agravou este ano devido a falta de chuvas. Desde o início do segundo semestre de 2021, a Agência Nacional de Águas (ANA) declarou situação crítica de escassez hídrica em cinco regiões do país.

O problema da falta de água afeta diretamente os reservatórios das usinas hidrelétricas brasileiras e a necessidade de colocar em operação as termoelétricas, que possuem um custo de operação mais elevado. Com isso, a conta de luz aumenta.

Para tentar combater este problema, o governo federal lançou um plano para incentivar a redução do consumo. Até dezembro quem reduzir o consumo em pelo menos 10%, em comparação com o mesmo período do ano passado, vai receber um bônus de R$0,50 para cada quilowatt-hora entre setembro e dezembro de 2021 em relação ao mesmo período de 2020. 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também vem atuando para incentivar a redução do consumo. Desde o ano passado foi lançada a campanha “Energia elétrica, Se desperdiçar vai faltar”. O Diretor-Geral da Aneel, André Pepitone, diz que o objetivo é alertar os consumidores. 

“Contamos com o apoio de todos os brasileiros para que tomem cuidado no uso de energia, porque é um bem que está escasso e que está caro. Juntando ações para aumentar a oferta e para reduzir a demanda, nós vamos continuar tendo controle do sistema e ofertando energia com segurança para a população”.

Tijuca

Economizar energia há muito tempo já faz parte da rotina deste prédio que fica no bairro da Tijuca, zona norte do Rio. Em busca do consumo consciente o síndico Paulo Spitz colocou lâmpadas de led que consomem menos e instalou sensores de presença para luz ser acesa apenas quando alguém estiver no local. Além disso temporizadores controlam o horário para iluminar a fachada e o jardim. Depois das 22h as luzes apagam automaticamente. Spitz diz que o resultado foi uma economia de 50% na conta de luz.
 
Spitz conta que os moradores perceberam a diferença no bolso e entenderam que é fundamental evitar o desperdício. “É importantíssimo, porque acaba ferindo o bolso dos condôminos, né, dos moradores, e quem não quer pagar mais barato? E acaba influenciando na taxa condominial”.

Itaipu

A economia também é uma palavra-chave na maior hidrelétrica do Brasil que desenvolveu um programa para produzir mais energia utilizando menos água. Inaugurada em 1984, a Usina de Itaipu, no Paraná, é líder mundial em produção de energia limpa e renovável. Com 20 unidades geradoras, ela fornece cerca de 14% da energia consumida no Brasil.

O reservatório que armazena a água utilizada para movimentar as turbinas da usina ocupa uma área de 1.350 quilômetros quadrados e tem capacidade para guardar até 29 trilhões de litros de água. Atualmente de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), ele está com 51,21% da sua capacidade.

Apesar do cenário adverso provocado pela falta de chuva, Itaipu conseguiu gerar este ano 50 milhões de Megawatt hora de energia, Uma produção que seria suficiente para iluminar todo o planeta durante 19 horas e o Brasil por um mês e sete dias. Isto foi possível devido ao trabalho de aumento de produtividade. 

Uma análise detalhada mostra o momento exato em que uma maior quantidade de água vai chegar nas turbinas da usina. Este estudo permite que os operadores liguem as turbinas apenas no momento em que elas vão produzir mais. O resultado  do trabalho científico foi a conquista do melhor índice de produtividade da história. “Neste cenário desafiador, o foco é produzir energia com a máxima eficiência, aproveitando cada metro cúbico de água que chega à usina. E os resultados mostram que Itaipu vem atingindo sucesso absoluto neste objetivo”, afirma o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general João Francisco Ferreira.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Geral

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Ambiente

Mais duas aeronaves entram em ação no combate aos incêndios no Pantanal

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A operação de combate ao incêndio no Pantanal foi reforçada nesta quarta-feira (01.09), com a chegada de mais duas aeronaves Air Tractor, além de 19 brigadistas solicitados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) para atuar em solo. Agora são quatro aviões lançando água em diversos pontos do Km 100 e km 60 da rodovia transpantaneira, para diminuir a intensidade do fogo que ainda permanece ativo. 

As duas novas aeronaves são do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) que também atua junto com o CBMMT no combate. As outras duas aeronaves foram contratadas com recursos do Governo de Mato Grosso e estão em operação desde o dia 27 de agosto. Cerca de 261 mil litros d’água já foram jogados pelos aviões. Segundo o monitoramento por satélite, o fogo já consumiu uma área de 6.300 hectares no km 60 Transpantaneira e outros 2.700 hectares no km 100.

No local, o CBM conta com 68 bombeiros militares e civis trabalhando 24 horas por dia para apagar as chamas. Uma base de apoio foi montada próximo ao local, com sete viaturas para o transporte de militares e materiais aos pontos de acesso por terra e dois tratores enviados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para construção de aceiros. 

O combate aos incêndios nesta região é extremamente difícil, com poucos acessos pela estrada, além do enorme volume de vegetação seca em uma área com muitos brejos. Por isso, um quadriciclo é usado para levar os militares aos pontos mais isolados. O vento forte também dificulta o trabalho.

Também fortalecem os trabalhos os brigadistas do SOS Pantanal e a empresa Águas Cuiabá, que disponibilizou um caminhão-pipa, além dos pantaneiros que também estão envolvidos no combate ao fogo.

Fonte: GOV MT

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