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Diversos

Estatuto do Produtor Rural proposto por Valadares começa a ser examinado por comissões técnicas

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Proposta que institui o Estatuto do Produtor Rural, defendida pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), começa a ser examinada por comissões técnicas da Casa nessa próxima legislatura. Em 35 artigos, o projeto de lei (PLS 325/06) trata de temas tão diversos como função social da terra, crédito rural, assistência técnica, seguro agrícola, preservação do meio ambiente, defesa agropecuária e relações de trabalho rural.
O produtor rural é definido como toda pessoa física ou empresa que explore a terra com finalidade econômica ou de subsistência, por meio da agricultura, pecuária, silvicultura (exploração de florestas), extrativismo (coleta de produtos naturais não cultivados) e a aqüicultura (pesca). O conceito inclui ainda as atividades não-agrícolas que contribuam para o desenvolvimento da agricultura e o progresso do meio rural.
Valadares explica, na justificação ao projeto, que o estatuto irá complementar a legislação brasileira sobre o setor, como o Estatuto da Terra. Segundo o senador, a intenção é consolidar os direitos dos produtores e garantir o exercício da atividade agropecuária. Entre os direitos, o texto cita o acesso a assistência técnica e extensão rural públicas, além de crédito e seguro a custo compatível com a rentabilidade da atividades exercida.
No momento, a proposta encontra-se na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), onde aguarda designação de relator. Depois, o texto será examinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), antes de seguir para a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), onde receberá decisão terminativa. O projeto foi apresentado pelo senador em dezembro.
Agronegócio
A proposta também procura conceituar o agronegócio, o que foi feito, de acordo com o autor, em conformidade com preceito cientificamente aceito no mundo. O objetivo, segundo o autor do projeto, foi “destruir a falsa impressão” que teria se difundidono Brasil de que essa atividade se opõe à agricultura familiar. Para o senador, a atividade primária exercida pelas famílias, assim como a grande agricultura empresarial, faz parte do universo do agronegócio.
O conceito estabelece que o agronegócio se desenvolve em três momentos: “antes da porteira”, abrangendo a produção de insumos, máquinas e equipamentos; “dentro da porteira”, quando se refere à produção agropecuária propriamente dita; e “depois da porteira”, quando trata da agroindústria e dos setores de distribuição, além dos serviços de apoio. A definição, como informa o senador, foi cunhada pelos professores Davis e Goldman, da Universidade de Harvard, em 1957.
Para elaborar a proposta, o senador disse que levantou junto a agricultores e profissionais de Ciências Agrárias os principais problemas vividos pelos produtores. A partir desse levantamento, incorporou ainda às garantias ao produtor o direito de acesso aos mercados, o que deve ser propiciado por política de preços mínimos e mecanismos punitivos para inibir abuso de poder por parte de fornecedores e de compradores.
Com referência à infra-estrutura rural, o texto também trata de irrigação e drenagem, além de eletrificação rural. O senador enfatiza ainda questões ambientais, incluindo, nesse aspecto, deveres a serem assumidos pelo produtor. Entre esses, a obrigação de recuperar áreas degradadas, de forma progressiva, no prazo de até dez anos.
Fonte: Agência Senado

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CIDADES

Várzea Grande poderá negativar nomes de devedores de IPTU e Alvará

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Dia 25 de abril encerra o Alvará e 10 de maio vence o IPTU. Os contribuintes que não pagarem ou negociarem seus débitos serão protestados e terão nomes negativados

A Prefeitura de Várzea Grande se prepara para finalizar dois prazos de cobranças de impostos, o Alvará/2019 e o IPTU 2019 com novidades e avanços.

Da PMVG – O Alvará teve seu vencimento inicial antecipado para janeiro, mas com 20% de desconto, ou seja, o dobro do praticado em anos anteriores que era de 10% e o IPTU, ficou com 15% de desconto. Ambos foram prorrogados, mas a intenção é de a partir de 2020, prestigiar os contribuintes com descontos maiores para aqueles que cumpriram os prazos iniciais.

“O Alvará/2019 se encerra nesta quinta-feira, 25 de abril, com o vencimento da terceira e última parcela, enquanto o IPTU vence de forma definitiva no dia 10 de maio. A partir do encerramento destas datas que foram prorrogadas para demonstrar que o Poder Público municipal estimula toda a possibilidade de entendimento com os contribuintes, inclusive com descontos maior do que a média geral, a Secretaria de Gestão Fazendária e a Procuradoria Municipal irão promover a notificação, protesto, negativação e mandar os nomes dos devedores para as entidades de proteção ao crédito”, disse a secretária de Gestão Fazendária, Lucinéia dos Santos Ribeiro e a procuradora-geral, Sadora Xavier.

Ambas pontuaram que além de descontos para os pagamentos dos impostos, taxas e contribuições, a administração municipal, prorrogou prazos de vencimentos, tudo para que o contribuinte pudesse planejar suas obrigações para com a cidade de Várzea Grande, lembrando que com estes recursos a Administração Municipal está executando 167 obras com investimentos superiores a R$ 500 milhões.

“O compromisso da prefeita Lucimar Sacre de Campos é aplicar a quase totalidade da arrecadação de impostos em obras e ações de interesse da população”, disse Lucinéia dos Santos Ribeiro, assinalando o Poder Público realiza obras e ações com os recursos que vem da arrecadação de impostos pagos pelos contribuintes.

Já a procuradora de Várzea Grande, Sadora Xavier, a gestão municipal tem sido zelosa na relação com os contribuintes, dando descontos, retirando juros e multas, parcelando ou mesmo prorrogando o vencimento dos impostos, tudo para contemplar e permitir que a população possa planejar seus compromissos e honrar os pagamentos com o Fisco Municipal.

“Para se promover saúde, educação, segurança, obras e social, é necessário que haja recursos e eles vêm da arrecadação de impostos, taxas e contribuições pagos pela população, então se faz preponderante que essas cobranças sejam pagas para fazer frente aos compromissos e as exigências da própria população”, disse Sadora Xavier.

Tanto a secretária de Gestão Fazendária, quanto à procuradora municipal, sinalizaram que assim que os prazos vencerem, tanto do Alvará, do dia de hoje (25), quanto do IPTU no dia 10 de maio, para aqueles que não se manifestaram, haverá notificação, negativação dos nomes nas instituições de controle do crédito como Serasa e até mesmo a execução judicial para que os devedores sejam compelidos a pagar o que devem ao Tesouro de Várzea Grande.

“Vamos utilizar de todos os possíveis instrumentos de proteção ao crédito para resgatar o que é devido a Várzea Grande para que obras e ações que atendam a toda cidade e população, possam ser executadas”, disseram Lucinéia dos Santos Ribeiro e Sadora Xavier.

Decidido a melhorar o desempenho da arrecadação municipal, medidas estão sendo implementadas paulatinamente. Além de ampliar os descontos, como no caso do Alvará que foi elevado para 20% de descontos para aqueles que pagaram em janeiro, 10% em fevereiro ou parcelamento em até 3 vezes sem descontos, está sob análise de uma comissão instituída pela prefeita Lucimar Sacre de Campos, o IPTU Regressivo que visa ampliar o desconto em 2020 para quem pagou o mesmo neste ano na data inicial, sem prorrogação.

“Também estamos analisando e será em breve definido, que melhorias de obrigação dos proprietários de imóveis, como calçadas e muros, executados e comprovados, representarão mais descontos ainda, como forma de fomentar o interesse dos contribuintes em pagar um dos mais importantes tributos para a administração municipal e que asseguram a execução de obras de necessidade popular”, disse a secretária de Gestão Fazendária.

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Diversos

Para economistas, aumentar impostos não é alternativa

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A alternativa de aumentar impostos para tentar resolver o grave problema das contas públicas do País não pode ser encarada como uma saída positiva, na avaliação de economistas do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas, e do Banco Safra.
Por Douglas Gavras/AE – “A questão fiscal é o grande ‘calcanhar de Aquiles’ da economia brasileira. O debate é se o País vai resolver esse problema no início do ano. Para todo lado que se olha, é possível ver que há muito a ser feito”, ressalta Silvia Matos, do Ibre/FGV.
A declaração foi dada durante o seminário “Perspectivas 2019: Os Desafios para o Planalto”. O evento foi realizado nesta quinta-feira, 13, e promovido pelo Grupo Estado e o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
O Brasil precisa tentar fazer o ajuste fiscal sem aumentar impostos, avalia o economista-chefe do banco Safra, Carlos Kawall. “A carga tributária já é muito elevada e pesa sobre o crescimento da economia. É como se andássemos com uma bola de ferro presa ao pé.”
Ele diz que a transferência de recursos da iniciativa privada ao setor público reduz a capacidade de crescimento da economia. “Tirar dinheiro do setor privado, que é produtivo, e dar na mão do setor público é um grande impeditivo. O teto de gastos é essencial, sou defensor ardoroso e é possível cumpri-la.”
Para Kawall, um aumento da arrecadação a partir do encerramento de isenções e benefícios fiscais históricos é mais fácil falar do que fazer. “Existem benefícios que estão aí há muito tempo e retirá-los não é simples”, diz Kawall.

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