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Ibram: algumas barragens precisam de prazo de descomissionamento maior

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O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade que reúne as maiores mineradoras que atuam no país, informou que o descomissionamento de algumas barragens situadas em Minas Gerais deverá extrapolar o prazo fixado pela Lei Estadual 23.291/2019, segundo a qual, o processo deve ser concluído até fevereiro de 2022. O prazo vale para todas as estruturas construídas pelo método de alteamento a montante, o mesmo usado nas barragens que causaram tragédias em Mariana e Brumadinho.

“É uma operação mais complexa do que a construção da barragem. Para construir, você segue um projeto e depende da quantidade máquinas e equipamentos que tem à disposição. O descomissionamento não é assim, é mais complexo, porque exige-se o monitoramento do corpo da barragem e dos rejeitos retidos. Para cada barragem específica, há necessidade de um determinado trabalho”, disse o diretor-presidente do Ibram, Flávio Ottoni Penido.

De acordo com Penido, o que está sendo verificado é que esse prazo, para algumas barragens, não poderá ser cumprido. A questão deverá ser tratada caso a caso, disse Penido, ao apresentar os dados do setor referentes ao primeiro semestre deste ano.

Ele disse acreditar que a maioria do setor cumprirá o prazo, mas que alguns casos específicos precisarão ser discutidos para que se defina, com base em critérios técnicos, uma nova data limite que permita uma operação segura de descomissionamento. “Não é que as mineradoras não queiram cumprir. É que [o descomissionamento] não pode ser feito de maneira açodada.”

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O descomissionamento consiste em esvaziar as áreas que armazenam rejeitos, encerrando o uso da barragem e reincorporando a estrutura ao relevo e ao meio ambiente. A Lei 23.291/2019 foi aprovada um mês após a tragédia de Brumadinho, quando o rompimento de uma barragem da Vale deixou 270 mortos em janeiro de 2019.

O episódio ocorreu pouco mais de três anos depois de outro desastre de grandes proporções em Mariana. Em novembro de 2015, 19 pessoas morreram e dezenas de municípios mineiros e capixabas na bacia do Rio Doce foram impactados após uma onda de rejeitos ser liberada na ruptura de uma barragem da Samarco, joint-venture da Vale e da BHP Billiton.

Em âmbito nacional, a proibição da existência de barragens construídas por alteamento a montante também foi estabelecida por meio de uma resolução da Agência Nacional de Mineração (ANM). No entanto, a ANM fixou prazos diferentes para o descomissionamento: 15 de agosto de 2021 para as estruturas que já estivessem desativadas e 15 de agosto de 2023 para as que estivessem em funcionamento.

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Na semana passada, a Vale anunciou ter finalizado o descomissionamento de sua sexta estrutura, de um total de 30 que serão submetidas ao processo.

Em alguns casos, os processos envolvem a remoção de famílias que vivem em terrenos que seriam atingidos se ocorresse um desastre. As evacuações em áreas próximas de barragens têm ocorrido desde os primeiros meses que se seguiram à tragédia de Brumadinho. As condições de segurança de outras estruturas passaram a ser questionadas, e centenas de moradores precisaram deixar suas casas em diferentes cidades mineiras. 

No processo de descomissionamento, novos estudos têm indicado, em alguns casos, aumento da região que seria afetada no caso de um rompimento de barragem. Quando isso ocorre, mais áreas precisam ser evacuadas. Os atingidos por esta situação, na maioria dos casos, estão morando em imóveis alugados pela mineradora responsável.

A reparação dos danos causados a essas pessoas vem sendo discutida em diversas ações judiciais.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Geral

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Geração de resíduos domiciliares e urbanos cresce na pandemia

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A geração de resíduos domiciliares e de limpeza urbana tiveram aumento médio de 10% no país em no ano passado, segundo levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Segundo a análise dos sistemas de coleta em diversos municípios, a quarentena contra a pandemia de covid-19, que fez com que mais pessoas trabalhassem em casa, concentrou a geração de resíduos fora das áreas comerciais e industriais.

“As medidas de isolamento social e a adesão ao home office, adotado por boa parte das empresas, influenciaram diretamente na geração de resíduos domiciliares, que antes eram gerados nos grandes centros e áreas corporativas, elevando a demanda pelos serviços de limpeza urbana nas cidades”, explica o diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho.

O Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, divulgado pela entidade no final do ano passado, mostra que, em 2019, a média per capita no país era de 379,1 quilos de resíduos sólidos gerados por ano. Em 2010, cada pessoa produzia em média 348,3 quilos de resíduos por ano.

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Recicláveis

As mudanças de hábito durante a pandemia também mudaram o perfil dos resíduos urbanos, com um aumento médio de 25% na quantidade de materiais recicláveis coletados. De acordo com a Abrelpe, isso está ligado ao aumento das compras pela internet, que necessitam de mais embalagens para o envio dos produtos.

Segundo a associação, o crescimento do uso desses materiais não foi, entretanto, acompanhado de um aumento da reciclagem. “A reciclagem propriamente dita não cresceu na mesma proporção, já que boa parte do volume coletado foi encaminhada para unidades de disposição final devido ao fechamento ou à diminuição da atuação nas unidades de triagem em diversas cidades durante boa parte do ano passado”, destaca Silva Filho ao comentar como o trabalho das unidades de reciclagem também foi impactado pela pandemia.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Geral

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Apostas da Lotofácil da Independência começam hoje

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Começam nesta segunda-feira (2) as apostas para a Lotofácil da Independência. O concurso número 2.320 será sorteado no dia 11 de setembro às 20h (horário de Brasília). A previsão inicial estimada do prêmio é de R$ 150 milhões.

De acordo com a Caixa, esta será a maior premiação da história da modalidade. O maior prêmio da Lotofácil da Independência, até então, foi pago no ano passado – R$ 124,9 milhões, divididos entre 50 apostas de 17 estados.

Como funciona

Assim como nos demais concursos especiais, o prêmio principal oferecido não acumula. Não havendo apostas premiadas com 15 números, o valor será dividido entre os acertadores de 14 números e assim sucessivamente.

Ainda segundo a Caixa, caso apenas um ganhador leve o prêmio e aplique todo o valor na poupança, ele receberá R$ 366,9 mil de rendimento no primeiro mês. Se preferir investir em imóveis, o banco destaca que seria possível adquirir 250 casas ou apartamentos no valor de R$ 600 mil cada.

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As apostas podem ser realizadas em volantes específicos da Lotofácil da Independência, disponíveis nas lotéricas de todo o país.

No portal Loterias Caixa é possível adquirir um combo especial do sorteio, com 12 apostas para o concurso, bem como outros combos contendo apostas de outras modalidades, além do concurso especial.

Também é possível apostar pelo aplicativo Loterias Caixa. A aposta custa R$ 2,50 e o apostador deve escolher entre 15 a 20 números dentre os 25 disponíveis no volante.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Geral

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