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Economia & Finanças

INPC fecha 2021 com alta de 10,16%

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IPCA sobe 0,73% em dezembro e fecha 2021 em 10,06%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro subiu 0,73%, 0,22 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,95% registrada em novembro. Com isso, o ano de 2021 se encerra com variação de 10,06%, acima dos 4,52% registrados em 2020. Em dezembro de 2020, a variação havia sido de 1,35%.

Período Taxa
 Dezembro 2021  0,73%
 Novembro 2021  0,95%
 Dezembro 2020  1,35%
 Acumulado em 2021 10,06%

Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro. A maior variação veio de Vestuário (2,06%), que acelerou em relação a novembro (0,95%). Na sequência, vieram Artigos de Residência (1,37%) e Alimentação e bebidas (0,84%), grupo este que contribuiu com o maior impacto no índice do mês (0,17 p.p.). Além disso, destacam-se as variações de Habitação (0,74%) e Transportes (0,58%), inferiores às observadas no mês anterior (1,03% e 3,35%, respectivamente). O grupo Saúde e cuidados pessoais, por sua vez, teve alta de 0,75%, após a queda de 0,57% em novembro. Os demais ficaram entre o 0,05% de Educação e o 0,56% de Despesas pessoais.

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Novembro Dezembro Novembro Dezembro
Índice Geral 0,95 0,73 0,95 0,73
Alimentação e Bebidas -0,04 0,84 -0,01 0,17
Habitação 1,03 0,74 0,17 0,12
Artigos de Residência 1,03 1,37 0,04 0,05
Vestuário 0,95 2,06 0,04 0,09
Transportes 3,35 0,58 0,72 0,13
Saúde e Cuidados Pessoais -0,57 0,75 -0,07 0,09
Despesas Pessoais 0,57 0,56 0,06 0,06
Educação 0,02 0,05 0,00 0,00
Comunicação 0,09 0,34 0,00 0,02
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços 

O resultado do grupo Vestuário (2,06%) foi influenciado principalmente pelas altas das roupas masculinas (2,53%) e roupas femininas (2,00%), que juntas contribuíram com um impacto de 0,05 p.p. no IPCA de dezembro. Os demais itens do grupo também tiveram alta, com destaque para roupas infantis (2,11%) e calçados e acessórios (1,92%). Os preços das joias e bijuterias subiram 1,09%, após a queda de 0,28% no mês anterior.

No grupo dos Artigos de residência (1,37%), as principais contribuições vieram dos itens mobiliário (2,07%) e eletrodomésticos e equipamentos (1,77%). Cabe destacar, ainda, a aceleração dos itens tv, som e informática (0,70%) e consertos e manutenção (0,79%), cujas variações em novembro haviam sido de 0,03% e 0,06%, respectivamente.

Em Alimentação e bebidas (0,84%), o subgrupo alimentação no domicílio passou de alta de 0,04% em novembro para 0,79% em dezembro. O principal destaque foram as frutas (8,60%), cujos preços haviam caído no mês anterior (-0,43%). O mesmo aconteceu com as carnes, que subiram 1,38%, após a queda (-1,38%) observada em novembro. Além disso, os preços do café moído (8,24%) subiram pelo 10º mês consecutivo, acumulando alta de 50,11% no período de março a dezembro. Outro destaque foi a cebola, com alta de 20,94%. No lado das quedas, cabe mencionar o recuo nos preços da batata-inglesa (-14,55%), do tomate (-9,21%) e do leite longa vida (-2,89%).

alimentação fora do domicílio, por sua vez, passou de -0,25% em novembro para 0,98% em dezembro. O lanche e a refeição tiveram variação idêntica (1,08%) e contribuíram, juntos, com 0,06 p.p. no índice do mês.

O grupo Habitação (0,74%) desacelerou em relação ao mês anterior (1,03%), por conta da energia elétrica (0,50%), cuja alta em novembro havia sido de 1,24%. Desde setembro, permanece em vigor a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. As variações das áreas foram desde -2,88% em Goiânia, onde houve redução de PIS/COFINS, até 5,61% em Porto Alegre, onde houve reajuste de 14,70% em uma das concessionárias pesquisadas, válido desde 22 de novembro. Em Rio Branco (1,25%), as tarifas foram reajustadas em 10,66% no dia 13 de dezembro.

Ainda em Habitação, a alta do gás encanado (6,55%) deve-se aos reajustes de 17,64% em São Paulo (11,56%), vigente desde 10 de dezembro, e de 6,90% no Rio de Janeiro (0,61%), desde 1º de novembro. A taxa de água e esgoto (0,65%) também subiu em dezembro, consequência dos reajustes de 9,05% em Salvador (8,74%), a partir de 29 de novembro, e de 9,86% no Rio de Janeiro (2,89%), em vigor desde 8 de novembro.

A desaceleração observada no grupo dos Transportes (de 3,35% para 0,58%) é consequência principalmente da queda no preço dos combustíveis (-0,94%), depois de sete meses seguidos de alta. Além da gasolina (-0,67%), também houve recuo nos preços do etanol (-2,96%) e do óleo diesel (-0,33%). O gás veicular (0,68%) foi o único a apresentar alta em dezembro. Entre os demais subitens que compõem o grupo, os destaques foram as passagens aéreas (10,28%), com impacto de 0,06 p.p. no índice do mês, e os transportes por aplicativo (11,75%), que contribuíram com 0,03 p.p. Além disso, os preços dos automóveis novos (1,85%) e usados (0,42%) seguem em alta.

Após a queda de 0,57% em novembro, o grupo Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,75% em dezembro. Os preços dos itens de higiene pessoal subiram 2,32% e contribuíram com 0,08 p.p. no índice do mês. Os produtos farmacêuticos, por sua vez, tiveram alta de 0,06%, desacelerando em relação ao mês anterior (1,13%).

No que concerne aos índices regionais, todas as áreas pesquisadas tiveram alta em dezembro. A maior variação ocorreu no município de Rio Branco (1,18%), por conta dos itens de higiene pessoal (3,34%) e dos automóveis novos (3,37%). Já o menor resultado foi observado em Brasília (0,46%), onde pesou a queda nos preços da gasolina (-3,38%).

Região Peso Regional (%) Variação (%) Variação Acumulada (%)
Novembro Dezembro Ano
Rio Branco 0,51 0,82 1,18 11,43
Recife 3,92 1,02 1,05 10,42
Salvador 5,99 1,42 1,04 10,78
Belém 3,94 -0,03 0,95 8,10
São Luís 1,62 0,73 0,94 9,91
Aracaju 1,03 0,92 0,92 10,14
Porto Alegre 8,61 0,96 0,83 10,99
Belo Horizonte 9,69 0,92 0,75 9,58
Vitória 1,86 1,01 0,73 11,50
Rio de Janeiro 9,43 0,88 0,70 8,58
São Paulo 32,28 0,86 0,70 9,59
Goiânia 4,17 1,39 0,58 10,31
Fortaleza 3,23 1,06 0,55 10,63
Curitiba 8,09 1,07 0,51 12,73
Campo Grande 1,57 1,47 0,47 10,92
Brasília 4,06 1,04 0,46 9,34
Brasil 100,00 0,95 0,73 10,06
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços  
Leia mais:  Copom eleva a taxa Selic para 13,75% a.a.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 30 de novembro e 28 de dezembro de 2021 (referência) com os preços vigentes entre 29 de outubro e 29 de novembro de 2021 (base). O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Em virtude da pandemia de COVID-19, o IBGE suspendeu, em 18 de março, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como sites de internet, telefone ou e-mail. A partir de julho de 2021, o IBGE iniciou a retomada gradual da coleta presencial de preços em alguns estabelecimentos, conforme descrito na Portaria nº 207/2021 da Presidência do IBGE.

IPCA fecha 2021 com alta de 10,06%

O IPCA encerrou o ano com variação de 10,06%, acima dos 4,52% registrados em 2020. Na tabela abaixo, pode-se observar as variações mensais do índice em 2021.

Mês Variação (%)
Mês Trimestre Ano
Janeiro 0,25 0,25
Fevereiro 0,86 1,11
Março 0,93 2,05 2,05
Abril 0,31 2,37
Maio 0,83 3,22
Junho 0,53 1,68 3,77
Julho 0,96 4,76
Agosto 0,87 5,67
Setembro 1,16 3,02 6,90
Outubro 1,25 8,24
Novembro 0,95 9,26
Dezembro 0,73 2,96 10,06
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços 

O resultado de 2021 foi influenciado principalmente pelo grupo Transportes, que apresentou a maior variação (21,03%) e o maior impacto (4,19 p.p.) no acumulado do ano. Na sequência vieram Habitação (13,05%), que contribuiu com 2,05 p.p., e Alimentação e bebidas (7,94%), com impacto de 1,68 p.p. Juntos, os três grupos responderam por cerca de 79% do IPCA de 2021. Cabe mencionar ainda as variações acumuladas dos grupos Artigos de residência (12,07%) e Vestuário (10,31%). Este último havia sido o único grupo com deflação no ano anterior.

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
2020 2021 2020 2021
Índice Geral 4,52 10,06 4,52 10,06
Alimentação e Bebidas 14,09 7,94 2,73 1,68
Habitação 5,25 13,05 0,82 2,05
Artigos de Residência 6,00 12,07 0,23 0,46
Vestuário -1,13 10,31 -0,05 0,45
Transportes 1,03 21,03 0,21 4,19
Saúde e Cuidados Pessoais 1,50 3,70 0,20 0,49
Despesas Pessoais 1,03 4,73 0,11 0,49
Educação 1,13 2,81 0,07 0,17
Comunicação 3,42 1,38 0,20 0,08
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços 

A alta de 21,03% do grupo Transportes está relacionada principalmente ao comportamento do preço dos combustíveis (49,02%) ao longo de 2021. A gasolina, subitem de maior peso no IPCA, subiu 47,49%, e o etanol, 62,23%. Apenas nos meses de abril e dezembro houve queda nos preços dos combustíveis. O resultado do grupo também foi impactado pela alta dos automóveis novos (16,16%) e usados (15,05%), principalmente no segundo semestre do ano. Por fim, cabe mencionar as variações das passagens aéreas (17,59%), cujas altas mais intensas ocorreram nos meses de julho, setembro e outubro (35,22%, 28,19% e 33,86%, respectivamente) e dos transportes por aplicativo, que tiveram alta de 33,75% em 2021, em contraste com o que ocorreu em 2020, quando os preços recuaram 5,77%.

Em Habitação (13,05%), a principal contribuição (0,98 p.p.) veio da energia elétrica (21,21%). Nos quatro primeiros meses do ano, vigorou a bandeira amarela, com acréscimo de 1,343 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Em maio, foi acionada a bandeira vermelha patamar 1 e, nos três meses seguintes, foi adotada a bandeira vermelha patamar 2, cuja cobrança passou de R$ 6,243 em junho para R$ 9,492 em julho, em função do agravamento da crise hídrica. Os problemas na geração de energia também levaram à criação de uma nova bandeira, intitulada Escassez Hídrica, com acréscimo de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos. A bandeira entrou em vigor em setembro e deve ser mantida até abril de 2022. As mudanças no valor da cobrança extra foram decisivas para o resultado do item no IPCA, especialmente nos meses de julho e setembro.

Mês Variação Mensal Bandeira tarifária Cobrança adicional
Janeiro -5,60% Amarela R$ 1,343
Fevereiro -0,71% Amarela R$ 1,343
Março 0,76% Amarela R$ 1,343
Abril -0,04% Amarela R$ 1,343
Maio 5,37% Vermelha 1 R$ 4,169
Junho 1,95% Vermelha 2 R$ 6,243
Julho 7,88% Vermelha 2 R$ 9,492
Agosto 1,10% Vermelha 2 R$ 9,492
Setembro 6,47% Escassez Hídrica R$ 14,20
Outubro 1,16% Escassez Hídrica R$ 14,20
Novembro 1,24% Escassez Hídrica R$ 14,20
Dezembro 0,50% Escassez Hídrica R$ 14,20
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços   

Ainda em Habitação, outro destaque foi o gás de botijão (36,99%), cujos preços subiram em todos os meses de 2021. Com isso, o subitem contribuiu com o 2° maior impacto dentro do grupo (0,41 p.p.).

A variação de Alimentação e bebidas (7,94%) foi menor que a do ano anterior (14,09%), quando contribuiu com o maior impacto entre os grupos pesquisados. Na alimentação no domicílio (8,24%), as maiores altas vieram do café moído (50,24%), com impacto de 0,15 p.p., da mandioca (48,08%) e do açúcar refinado (47,87%). Por outro lado, subitens como a batata-inglesa (-22,82%) e o arroz (-16,88%) tiveram queda de preços em 2021. Vale lembrar que o arroz foi um dos principais componentes da alta do grupo em 2020, quando subiu 76,01%.

Leia mais:  Restabelecida a compensação aos estados por perdas com ICMS nos combustíveis

Nos Artigos de residência (12,07%), os destaques foram os itens mobiliário (15,73%) e eletrodomésticos e equipamentos (13,62%). Além disso, os preços dos produtos de tv, som e informática (10,55%) também subiram em 2021.

O grupo Vestuário (10,31%) fechou 2021 com a quarta maior variação entre os grupos. A alta dos preços no segundo semestre, especialmente nos meses de outubro (1,80%) e dezembro (2,06%) foi decisiva para esse resultado. Os itens com maior variação foram as joias e bijuterias (12,76%) e as roupas masculinas (12,60%), que contribuíram conjuntamente com 0,16 p.p. para o índice fechado do ano.

No que diz respeito aos índices regionais, a região metropolitana de Curitiba (12,73%) foi a que teve a maior variação em 2021, influenciada principalmente pela alta de 51,78% nos preços da gasolina. O menor resultado, por sua vez, ocorreu na região metropolitana de Belém (8,10%), onde as maiores contribuições negativas vieram do arroz (-29,62%) e do açaí (-9,77%).

Região Peso Regional Variação anual (%)
2020 2021
Curitiba 8,09 3,95 12,73
Vitória 1,86 5,15 11,50
Rio Branco 0,51 6,12 11,43
Porto Alegre 8,61 4,22 10,99
Campo Grande 1,57 6,85 10,92
Salvador 5,99 4,31 10,78
Fortaleza 3,23 5,74 10,63
Recife 3,92 5,66 10,42
Goiânia 4,17 4,33 10,31
Aracaju 1,03 4,14 10,14
São Luís 1,62 5,71 9,91
São Paulo 32,28 4,40 9,59
Belo Horizonte 9,69 4,99 9,58
Brasília 4,06 3,40 9,34
Rio de Janeiro 9,43 4,09 8,58
Belém 3,94 4,63 8,10
Brasil 100,00 4,52 10,06
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços  

INPC sobe 0,73% em dezembro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC teve alta de 0,73% em dezembro, mesma variação do IPCA. O resultado ficou 0,11 p.p. abaixo do registrado no mês anterior (0,84%). Em 2021, o INPC fechou o ano com alta de 10,16%, acima dos 5,45% registrados em 2020. Em dezembro de 2020, a taxa foi de 1,46%.

Após a variação negativa registrada em novembro (-0,03%), os produtos alimentícios tiveram alta de 0,76% em dezembro. Já os não alimentícios tiveram variação menor que a do mês anterior, passando de 1,11% em novembro para 0,72% em dezembro.

Quanto aos índices regionais, todas as áreas registraram variação positiva em dezembro. O menor índice foi observado na região metropolitana de Curitiba (0,29%), por conta da queda nos preços da gasolina (-1,28%) e do etanol (-4,37%). Já a maior variação foi registrada na região metropolitana de Salvador (1,18%), influenciada pelas altas nos preços dos itens de higiene pessoal (3,29%) e da taxa de água e esgoto (8,73%).

Região Peso Regional (%) Variação (%) Variação Acumulada (%)
Novembro Dezembro Ano
Salvador 7,92 1,31 1,18 11,09
Rio Branco 0,72 0,79 1,05 11,06
Recife 5,60 0,82 1,05 10,18
São Luís 3,47 0,52 0,99 9,38
Aracaju 1,29 0,85 0,92 9,69
Porto Alegre 7,15 0,95 0,88 11,38
Belém 6,95 0,11 0,87 7,75
Belo Horizonte 10,35 0,81 0,77 9,55
Goiânia 4,43 1,20 0,67 9,48
Rio de Janeiro 9,38 0,69 0,67 8,78
São Paulo 24,60 0,77 0,60 10,19
Fortaleza 5,16 0,99 0,59 10,80
Vitória 1,91 0,87 0,50 11,44
Brasília 1,97 1,01 0,49 9,83
Campo Grande 1,73 1,30 0,45 10,85
Curitiba 7,37 1,05 0,29 12,84
Brasil 100,00 0,84 0,73 10,16
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços  

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 30 de novembro a 28 de dezembro de 2021 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de outubro a 29 de novembro de 2021 (base). O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

INPC fecha o ano com alta de 10,16%

O INPC fechou o ano de 2021 com alta de 10,16%, acima dos 5,45% registrados em 2020. Os alimentícios tiveram alta de 7,71%, enquanto os não alimentícios variaram 10,93%. Em 2020, o grupo Alimentação e bebidas havia apresentado variação de 15,53% e, os não alimentícios, de 2,60%. Na tabela a seguir, os resultados por grupo de produtos e serviços.

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
2020 2021 2020 2021
Índice Geral 5,45 10,16 5,45 10,16
Alimentação e Bebidas 15,53 7,71 3,42 1,86
Habitação 5,69 13,85 1,00 2,43
Artigos de Residência 5,30 12,74 0,24 0,58
Vestuário -1,37 9,94 -0,07 0,50
Transportes 1,52 19,29 0,31 3,70
Saúde e Cuidados Pessoais 1,66 3,90 0,20 0,44
Despesas Pessoais 1,26 5,50 0,10 0,43
Educação 0,66 3,29 0,03 0,14
Comunicação 3,58 1,29 0,22 0,08
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços  

Quanto aos índices regionais, a maior taxa ficou com a região metropolitana de Curitiba (12,84%), especialmente por conta das altas na gasolina (51,78%) e na energia elétrica (24,05%). A menor variação ocorreu na região metropolitana de Belém (7,75%), cujo resultado foi influenciado pelo recuo nos preços do arroz (-29,62%) e do açaí (-9,77%).

Região Peso Regional (%) Variação anual (%)
2020 2021
Curitiba 7,37 4,75 12,84
Vitória 1,91 6,55 11,44
Porto Alegre 7,15 5,22 11,38
Salvador 7,92 4,99 11,09
Rio Branco 0,72 6,92 11,06
Campo Grande 1,73 7,96 10,85
Fortaleza 5,16 6,32 10,80
São Paulo 24,60 5,55 10,19
Recife 5,60 6,56 10,18
Brasília 1,97 4,22 9,83
Aracaju 1,29 4,37 9,69
Belo Horizonte 10,35 5,85 9,55
Goiânia 4,43 5,05 9,48
São Luís 3,47 5,58 9,38
Rio de Janeiro 9,38 5,08 8,78
Belém 6,95 4,32 7,75
Brasil 100,00 5,45 10,16
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços   

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Petrobras prevê novas baixas no preço dos combustíveis

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De acordo com fontes no alto escalão da petroleira, a direção da Petrobras prevê uma “série de reduções” nos combustíveis

A Petrobras anunciou ontem a segunda redução no preço do diesel nas refinarias em uma semana. A partir desta sexta-feira (12), o valor médio de venda passará de R$ 5,41 para R$ 5,19 , uma diferença de R$ 0,22 por litro ou 4%. Na semana passada, o preço já havia sido cortado em 3,56%.

De acordo com fontes no alto escalão da petroleira, a direção da Petrobras prevê uma “série de reduções” nos combustíveis a partir de agora, mas o plano gera divisão no corpo técnico da estatal enquanto o governo fatura politicamente.

A mudança de preço foi anunciada no dia em que as atenções do país se voltavam para o mais amplo movimento de defesa da democracia e a favor das eleições desde a redemocratização. A queda do diesel foi explorada politicamente pelo presidente Jair Bolsonaro e integrantes do governo.

Sem citar diretamente a manifestação, Bolsonaro escreveu em uma rede social: “Hoje aconteceu um ato muito importante em prol do Brasil e de grande relevância para o povo brasileiro: a Petrobras reduziu, mais uma vez, o preço do diesel.

A redução representa queda de R$ 0,22 por litro. O presente mês acumula redução de R$ 0,42 por litro do diesel. Já estamos entre os países com o menor preço médio de combustíveis do mundo, no cenário atual”.

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Membros do governo seguiram a mesma linha de Bolsonaro nas redes. O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, escreveu que o governo “estava escrevendo a carta que muda o Brasil”. O ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, e de Comunicações, Fábio Faria, também destacaram a queda de preços nas redes.

O senador Flávio Bolsonaro, coordenador da campanha de reeleição do pai, afirmou que “essa é a carta que o povo brasileiro exige de um presidente da República”.

Estrategistas de campanha apostam na redução dos preços de combustíveis para conter a inflação e no aumento do valor do Auxílio Brasil para impulsionar Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto faltando pouco mais de um mês para a eleição na qual o presidente tentará a reeleição.

Cotação internacional ajudou

Na avaliação de fontes do mercado e analistas, as reduções nos preços podem ser explicadas tanto pela queda recente no valor do petróleo no mercado internacional quanto pelas pressões do governo. Como resumiu uma fonte do alto escalão da companhia, o recuo “em ritmo mais acentuado” marca a gestão de Caio Paes de Andrade, que assumiu o comando da Petrobras em junho.

Na Petrobras, parte do comando criticou a redução, dizendo que não há “justificativa do ponto de vista técnico”. Há duas semanas, durante apresentação de resultados, o diretor de Comercialização e Logística da Petrobras, disse que o cenário do preço de diesel seria de “manutenção de preços elevados parecidos com os atuais”.

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Outra parte da empresa defende a redução com base na queda do preço do petróleo no último mês. Segundo analistas, as incertezas no cenário global trouxeram volatilidade às cotações internacionais do barril do petróleo.

Ontem, o petróleo do tipo Brent subiu quase 2% e fechou perto dos US$ 100, após a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) elevar sua previsão de crescimento da demanda para o ano. A expectativa da IEA é que o consumo de petróleo aumente porque os altos preços do gás natural levaram alguns consumidores a trocar o gás pela commodity.

Cenário de cautela

Apesar de o diesel vendido no Brasil ainda estar 6% mais caro que no exterior, Sergio Araujo, presidente da Abicom, a associação que reúne os importadores, destaca a volatilidade do mercado internacional. Perguntado se há espaço para mais reduções, ele mostra cautela:

“O mercado está muito volátil e a tendência é de aumento no preço do diesel. Basta você olhar a curva de preços.”

Em nota, a Petrobras disse que a redução “acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para o diesel, e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”.

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Paulo Guedes diz que desemprego cairá para 8% antes do fim do ano

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Ministro pediu abertura de mercado europeu a produtos brasileiros

Atualmente em 9,3%, a taxa de desemprego pode cair para 8% antes do fim do ano com a recuperação econômica, disse hoje (9) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele participou, nesta noite, da abertura do congresso da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), em Brasília

©Marcelo Camargo

Por Wellton Máximo –“Antes de o ano acabar nós estamos descendo [a taxa de desemprego] para 8%. Vamos terminar o ano com o menor desemprego que já vimos nesses últimos 10, 15 anos”, declarou o ministro.

Na avaliação de Guedes, o Brasil está entrando num longo ciclo de investimentos. Segundo ele, a economia brasileira está em situação melhor que a de países desenvolvidos, que estão entrando em recessão, e que a de outros países latino-americanos, que estão “desmanchando”, nas palavras do ministro.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a taxa de desemprego atingiu, no trimestre encerrado em junho, o menor nível para o período em sete anos. Guedes atribuiu parte da recuperação do mercado de trabalho à melhoria do ambiente de negócios, com a redução da burocracia. “O Brasil está em um longo ciclo de crescimento. Criamos um ambiente de negócios que já tem contratos de R$ 890 bilhões. É 10 vezes o que um ministro investe”, ressaltou.

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Renegociação de dívidas

Sem dar detalhes, Guedes disse que a equipe econômica pretende ampliar os programas de transação tributária (renegociação de dívidas com o governo). Segundo ele, o comércio, os serviços e o setor de eventos devem ter as mesmas possibilidades para regularizar os débitos que outros segmentos afetados pela pandemia de covid-19 tiveram nos últimos anos. Guedes disse que o modelo de transação tributária já foi desenhado pelo Ministério da Economia.

O ministro repetiu declarações recentes de que, diferentemente de outros países, o Brasil atravessou a pandemia sem que a dívida pública explodisse. “O Brasil está de pé. Atravessou duas grandes guerras”, declarou.

Em 2019, a dívida bruta do governo geral estava em 74,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Com os gastos extras relacionados à pandemia, chegou a 88,8% em 2020. Com a recuperação da economia e o aumento da arrecadação, tem caído e está atualmente em 78,2% do PIB.

Abertura comercial

Destacando que o Brasil está com o plano de adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aprovado, Guedes afirmou que empresas europeias passaram a manifestar interesse em investir no Brasil após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia. “Hoje, existe essa percepção e, com a guerra da Ucrânia, a ficha caiu para eles”, comentou.

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Guedes disse ter conversado com um ministro francês (sem citar o nome) para pedir que a Europa abra o mercado aos produtos brasileiros. “Nosso comércio com vocês [a Europa] era de US$ 2 bilhões no início do século. Com a China foram US$ 2 bilhões também. Hoje, nós comercializamos com vocês US$ 7 bilhões. E comercializamos com a China US$ 120 bilhões”, relatou Guedes, em suas palavras, ao representante do governo francês.

“Vocês estão ficando irrelevantes para nós. É melhor vocês nos tratarem bem porque se não vamos ligar o ‘foda-se’ para vocês e vamos para o outro lado porque estão ficando irrelevantes”, acrescentou.

Edição: Fábio Massalli

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