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ENERGIA

MPX e Cosan se preparam para investimentos em energia

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A MPX e a Cosan anunciaram operações financeiras importantes para tocar projetos de energia elétrica logo após participações vitoriosas no leilão A-5 na semana passada. A MPX Energia concluiu estruturação de hedge cambial para a parcela denominada em moeda estrangeira do investimento previsto para a construção da térmica Porto de Pecém II (CE-360 MW). A taxa de câmbio spot obtida foi de R$ 1,9213 por dólar.
A térmica vendeu 276 MW médios a uma receita fixa de R$ 206,98 milhões por ano, corrigidos pelo IPCA. Segundo a MPX, a usina já foi enquadrada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para financiamento da totalidade da dívida e conta ainda com um empréstimo ponte de R$ 305 milhões do Citibank.
Porto de Pecém II tem firmado um pré-contrato de EPC com o consórcio liderado pela Maire Engineering, responsável pela construção da primeira fase do projeto, detida em parceira da MPX e Energias do Brasil. O grupo português desistiu da expansão devido à situação difícil nos mercados internacionais. A térmica ficará pronta um ano antes da entrega da para o mercado regulado.
Cosan – Já a Cosan comercializou energia da unidade Paraúna, totalizando 4.599 GWh com contratos de cerca de R$ 670 milhões. De acordo com a empresa, a planta de co-geração será de ordem de R$ 190 milhões. A unidade, ligada a subsidiária Cosan Centroeste SA Açúcar e Álcool, levando-se em conta a capacidade mínima do projeto de co-geração e a energia já comercializada, tem potencial disponível para venda futura de 23%.
Paralelo ao resultado do leilão, a Cosan anunciou acordo de investimento com a Gávea Investimentos e o acionista controlador Rubens Ometto Silveira Mello para colocação privada da Cosan Limited de US$ 180 milhões. A Gávea, através de fundos, vai subscrever até 16.455.696 ações ordinárias classe A de emissão da companhia, com preço de emissão de US$ 7,90 por ação, no montante de até US$ 130 milhões; e Mello vai ficar com 6.329.114 ações, totalizando US$ 50 milhões.
Acende Brasil – Para o Instituto Acende Brasil, preço médio de R$ 145 por MWh das térmicas, valor significativamente superior aos resultados obtidos nos últimos leilões, está relacionado a elevação do custo de capital e do combustível e os sinais de encarecimento do crédito em decorrência da atual crise financeira global.
A entidade lembrou que o valor se refere apenas ao Índice de Custo Benefício e o eventual acionamento das termelétricas por decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico fora da ordem do mérito implicará, necessariamente, em preços maiores para a energia que serão repassados aos consumidores.
Fonte: Agência CanalEnergia

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ENERGIA

Como funciona a nova bandeira tarifária de energia elétrica

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Criadas em 2015, tarifas refletem custo variável na produção elétrica

Desde o último dia 1º, os brasileiros estão sentindo no bolso os impactos da escassez de chuvas nas usinas hidrelétricas. Com a criação da bandeira de escassez hídrica, o consumidor passará a pagar R$ 14,20 extras a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Por Wellton Máximo e Marcelo Brandão – A cobrança extra será feita até 30 de abril de 2022 e encarecerá a conta de energia, em média, em 6,78%, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A bandeira de escassez hídrica substitui a bandeira vermelha 2, em vigor desde junho e que sofreu reajuste de 52% em julho.

Inicialmente, o patamar 2 da bandeira vermelha estava em R$ 6,24 para cada 100 kWh. Com o reajuste, o valor havia subido para R$ 9,49 em julho. Na prática, a bandeira de escassez hídrica cria outro patamar, com a cobrança de R$ 14,20. O aumento não é calculado sobre o valor total da conta de luz, mas a cada 100 kWh consumidos.

Custos variáveis

Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica e é dividida em níveis. Elas indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre nenhum acréscimo.

A bandeira amarela significa que as condições de geração de energia não estão favoráveis, e a conta sofre acréscimo de R$ 1,874 por 100 quilowatt-hora (kWh) consumido. A bandeira vermelha mostra que está mais caro gerar energia naquele período. A bandeira vermelha é dividida em dois patamares. No primeiro patamar, o valor adicional cobrado passa a ser proporcional ao consumo, na razão de R$ 3,971 por 100 kWh; o patamar 2 aplica a razão de R$ 9,492 por 100 kWh.

“Com as bandeiras tarifárias, o consumidor ganha um papel mais ativo na definição de sua conta de energia. Ao saber, por exemplo, que a bandeira está vermelha, o consumidor pode adaptar seu consumo e diminuir o valor da conta (ou, pelo menos, impedir que ele aumente)”, explica a Aneel.

Por que a conta aumenta?

A usina hidrelétrica, que gera energia a partir da força da água nos reservatórios, é a mais barata e a primeira opção do SIN. Por isso, em épocas de muita chuva e reservatórios cheios, a bandeira tarifária costuma ser a verde, porque a energia está sendo produzida em grande capacidade e em condições favoráveis

Em períodos de estiagem, quando o nível dos reservatórios diminui, é necessário captar energia de outros tipos de usina, como as termelétricas. Esse tipo de usina gera energia a partir de combustíveis fósseis, como carvão, diesel e gás. Além de ser mais poluente, é menos eficaz e mais cara. Por isso, quando as termelétricas são acionadas, o custo da geração de energia aumenta e a bandeira tarifária muda, já que as condições de produção ficam menos favoráveis.

Quem faz a avaliação das condições de geração de energia no país é o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). É ele que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda. Ela define a previsão de geração hidráulica e térmica, além do preço de liquidação da energia no mercado de curto prazo.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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ENERGIA

Conta de luz seguirá na bandeira vermelha 2 em setembro

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Custo de 100 kilowatt-hora permanece em R$ 9,492

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu, nesta sexta-feira (27), manter a bandeira vermelha, patamar 2, para o mês de setembro. Com isso, o custo de cada 100 kilowatt-hora (kWh) consumido continua sendo de R$9,492. Segundo a agência, o mês de agosto, que está chegando ao fim, manteve o estado crítico dos reservatórios das usinas hidrelétricas do país.

Por Pedro Rafael Vilela –  “Agosto foi mais um mês de severidade para o regime hidrológico do Sistema Interligado Nacional (SIN). O registro sobre as afluências às principais bacias hidrográficas continuou entre os mais críticos do histórico. A perspectiva para setembro não deve se alterar significativamente, com os principais reservatórios do SIN atingindo níveis consideravelmente baixos para essa época do ano”, informou a Aneel.

Em períodos de seca, e consequente baixa nos níveis dos reservatórios, é necessário captar energia de outros tipos de usina, como as termelétricas. Esse tipo de usina gera energia a partir de combustíveis fósseis, como diesel e gás. Além de ser mais poluente, é mais cara. Por isso, quando as termelétricas são acionadas, o custo da geração de energia aumenta e a bandeira tarifária muda.

Dentre as dicas trazidas pela Aneel para reduzir o valor da conta de luz, estão o uso racional do chuveiro elétrico (banhos de até 5 minutos e em temperatura morna); do ar condicionado (manter os filtros limpos e reduzir ao máximo seu tempo de utilização); da geladeira (só deixar a porta da geladeira aberta o tempo que for necessário, regular a temperatura interna de acordo com o manual de instruções e nunca colocar alimentos quentes dentro da geladeira); e do ferro de passar (juntar roupas para passar de uma só vez e começar por aquelas que exigem menor temperatura).

Edição: Fábio Massalli

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