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Ocupação hoteleira deve registrar alta em todo país durante feriado

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Levantamento realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) aponta expectativa de altos índices de ocupação em diversos destinos do país durante o feriado de Corpus Christi, entre os dias 16 e 19 de junho.

O destaque é a cidade de Campos do Jordão, em São Paulo, que tem expectativa de 100% de ocupação para o feriado. Os hotéis sediados na capital do estado, Campinas e Ribeirão Preto devem alcançar 80%. As cidades do interior de São Paulo também devem registrar 80% de ocupação, segundo o levantamento.

No Rio de Janeiro, os índices devem atingir uma média de 85% em todo o estado, com a capital ficando entre 85% e 90%, enquanto as cidades da região serrana, como Itatiaia, Miguel Pereira, Friburgo, Teresópolis e Valença podem ter quase 100% dos quartos ocupados. Já em Minas Gerais, as cidades históricas indicam números próximos a 90%. A capital mineira, Belo Horizonte, deve atingir 60%. No Espírito Santo, a ocupação deve chegar a 82%.

De acordo com levantamento, o Polo Turístico de Gramado e seus destinos prometem ter o inverno mais movimentado de sua história. Canela, Gramado, Nova Petrópolis e São Francisco de Paula, cidades que formam a chamada Região das Hortênsias, já estão com reservas acima de 96% para o feriado de Corpus Christi. Em Santa Catarina, o índice deve chegar a 85%. No Paraná, a expectativa também está alta, com 75% de ocupação.

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No Ceará, a previsão está em torno de 70% de ocupação hoteleira. Na Bahia, os números também devem ficar em torno de 70%, assim como o Rio Grande do Norte deve chegar a 70%, enquanto o Maranhão terá ocupação próxima a 84%, o Piauí cerca de 83% e Alagoas em torno de 65%.

Na Região Centro-Oeste, Goiás deve apresentar números próximos a 90%, enquanto Mato Grosso aponta para índices de 60% e Mato Grosso do Sul com os mesmos 60%.

Na Região Norte, o Acre deve ficar com 40% de ocupação na hotelaria no feriado. No Pará, os hotéis de Belém devem ter 23% em média, enquanto nas praias, a ocupação está em torno de 80%. O Amapá também deve atingir 80% de ocupação.

Na avaliação do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Manoel Linhares, os índices apurados indicam uma ocupação histórica em todo o país. Segundo ele, há um aumento nos índices, mesmo quando comparados com os números de antes da pandemia e “poderiam ser maiores se não fosse o alto preço das passagens aéreas que dificultam e limitam a expansão do turismo interno”. 

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Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Geral

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Fábricas de Cultura exploram narrativas negras na literatura em julho

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A diversidade das narrativas negras na literatura é o destaque das bibliotecas das Fábricas de Cultura em julho. As atividades são gratuitas e ocorrem presencialmente nas unidades das zonas Sul e Norte da capital paulista, além de Diadema e Osasco, na Região Metropolitana, e Iguape, no Vale do Ribeira. As Fábricas de Cultura, ligadas à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, são espaços de acesso gratuito que disponibilizam diversas atividades artísticas. 

A programação do mês começa na Fábrica de Cultura Brasilândia com a atividade Mala de Ébano: Contos da Tradição Oral Africana que será realizada no dia 5 de julho, às 11h. Na mala de Ébano, Mariana Per carrega histórias de seus ancestrais que conheceu viajando nas palavras dos mestres que encontrou. Ela abrirá essa mala junto com o público para compartilhar os diversos contos orais africanos que reuniu. A atividade irá circular por outras unidades das Fábricas de Cultura.

Na Fábrica de Cultura Jaçanã, a equipe de biblioteca realiza a atividade De Suelis, Carolinas e Conceições: Experiências Femininas Afro-latina no dia 5, às 14h. A atividade, que celebra o Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha (25 de julho), visa promover reflexões a respeito da trajetória de mulheres afro-latinas, intelectuais insurgentes e acadêmicas importantes para a teoria e literatura brasileira. 

Serão utilizados livros disponíveis na biblioteca, como Racismo, Sexismo e Desigualdade no Brasil, de Sueli Carneiro, Olhos d’água, de Conceição Evaristo, Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, de Carolina Maria de Jesus, e Heroínas negras brasileiras: em 15 cordéis, de Jarid Arraes.

“As programações das bibliotecas do Programa Fábrica de Cultura buscam trabalhar temáticas que possam refletir em seu território de atuação e, no mês de julho, vão ao encontro do mês da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha comemorado em 25 de julho”, destacou a analista Artístico-Pedagógico do Programa Fábricas de Cultura, Andreen Fatima da Silva. 

“Nossas equipes buscam trazer para os espaços atividades que possam mobilizar o público frequentador a dialogar sobre narrativas, contribuições, a existência e resistência da comunidade negra”, completou.

Também no dia 5 de julho, às 14h, mas em Diadema, ocorre a atividade Calendário de Histórias não Contadas, que neste mês tem como temática a música. O encontro abordará a vida e obra de Sister Rosetta Tharpe, a mulher negra que inventou o rock e foi apagada da história de um dos maiores estilos musicais do mundo.

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Na oficina Quadrinhos Maker, a equipe de biblioteca da Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha vai ensinar um pouco sobre esse estilo de criação de histórias, além de incentivar que o público faça seus próprios quadrinhos. A oficina ocorre no dia 6 de julho, a partir das 10h. 

Também haverá espaço para a poesia na unidade Capão Redondo. No dia 6 de julho, das 14h às 16h, a equipe de biblioteca promove a atividade Pop-Up e Poesia, que mostrará o processo de produção desta arte em papel através da poesia de Mário Quintana, poeta brasileiro que completaria 116 anos em 2022.

‘Nós Mulheres’

Um dos destaques da programação acontece na unidade Jardim São Luís, onde a equipe de biblioteca promove no dia 6 de julho, às 14h30, a atividade ‘Nós Mulheres’ que  levanta uma discussão sobre representatividade, racismo, machismo, feminicídio e lesbofobia. No final, os participantes montarão um painel artístico sobre o tema para ser exposto na biblioteca.

No dia 7 de julho, às 14h30, haverá o Circuito Virtual pelas Narrativas Negras na unidade Vila Nova Cachoeirinha. Já na Fábrica de Cultura 4.0 Osasco o foco será a história das mulheres negras. No dia 8 de julho, às 14h, a equipe de biblioteca explora o livro Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis, da autora Jarid Arraes, para dar visibilidade às histórias de importantes mulheres negras brasileiras que se destacaram por suas lutas em busca da libertação de populações negras no Brasil e que impactam até hoje nas lutas negras por igualdade e respeito.

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No Vale do Ribeira, a Fábrica de Cultura 4.0 Iguape realiza a atividade Mandala Terapêutica, uma oficina que ensinará a produzir este item para decoração e inspiração no dia 13 de julho, às 9h30. 

Pela internet

No dia 11 de julho, às 11h, estará disponível, no canal do YouTube das Fábricas de Cultura, a Roda de Conversa com Funkeiros Cults. A conversa pretende ampliar a visão do cenário cultural brasileiro enquanto aponta os dilemas e reflexões de artistas e produtores a partir de produções periféricas, principalmente na literatura.

Além disso, todas as unidades irão receber a atividade Trilha Literária realizada pelo Crialudis, entre 2 e 9 de julho, que tem como proposta convidar o público para um jogo de percurso com tabuleiro gigante que possibilita uma imersão por diversos clássicos da literatura infantojuvenil, despertando o gosto e interesse pela leitura.

Confira a programação completa no site das Fábricas de Cultura.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Geral

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Bienal do Livro de São Paulo tem espaço dedicado à cultura nordestina

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A 26ª Bienal Internacional do Livro, que começa neste sábado (2), no Expo Center Norte, em São Paulo, terá uma área dedicada à cultura nordestina. O Espaço Cordel e Repente, organizado pela editora cearense Imeph, propõe uma programação que inclui lançamento de livros, exposição artística e apresentações de cantadores, repentistas e cantores.

O homenageado do estande este ano será o poeta Rogaciano Leite (1920-1969), reconhecido pela valorização da cultura dos violeiros e repentistas.

A abertura do espaço será com o relançamento do livro Carne e Alma, lançado em 1950. A quinta edição da obra foi organizada pela filha do escritor, Helena Roraima Leite. O livro é dividido em três partes: Poemas Sertanejos, Versos a Esmo e Lianas Amazônicas e uma parte adicional de impressões da crítica e agradecimentos. “É o livro carro-chefe, obra-prima, é o mais conhecido dele no Brasil”, explica Helena. A edição especial tem ilustrações do artista plástico Maurício Negro.

“As primeiras composições dele foram em 1937, quando tinha 16 anos. A partir daí, ele já declamava nas casas culturais, nos teatros, trazendo para o público aristocrático, o público culto, a cantoria do repente, que geralmente ficava nas fazendas. Ele intelectualiza a poesia popular, leva ao teatro, leva toda essa riqueza da poesia do repente para lá. Ele foi um marco”, diz Helena, que é pesquisadora da obra do pai e prepara outro livro sobre a obra dele, Coração Sertanejo.

Escritor, violeiro e repentista, Rogaciano nasceu em 1920, na Fazenda Cacimba Nova, em São José do Egito, hoje Itapetim, em Pernambuco. “Não há momento mais oportuno para fazer essa homenagem à obra dele. Para ter dimensão, Rogaciano Leite tem um poema gravado na Praça Vermelha em Moscou chamado Os Trabalhadores, que é um poema em homenagem a todos os trabalhadores do mundo. O que ele gostava mesmo era da cultura popular, era de cantar o sertão”, afirma Lucinda Marques, curadora do espaço.

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O Espaço Cordel e Repente, com 300 metros quadrados, receberá ainda outras editoras nordestinas. “Vamos dar oportunidade a editoras, autores e poetas antigos e iniciantes para se apresentarem e mostrarem suas obras na maior Bienal da América Latina. Além disso, São Paulo é a capital mais nordestina fora do Nordeste”, destaca a curadora. O evento tem espaço total de 65 mil metros quadrados e reúne 185 expositores.

A programação dedicada à literatura do Nordeste terá também a presença de Francine Maria, cantora cearense de 14 anos, que diz sonha levar a cultura nordestina para todo o Brasil. Francine é uma das concorrentes ao programa The Voice Kids Brasil, da TV Globo.

Ao longo dos dez dias de bienal, a programação do estande inclui ainda declamação de cordel e contação de histórias, com Cleusa Santo; pocket show com o Grupo Cordel Cantante e os poetas Luciano Braga e Edi Maria, além de show com a cantora Kelly Rosa. “É uma programação que atende desde a criança até a terceira idade, porque vai ter os contadores de histórias, declamadores de verso, poesia e música”, destaca Lucinda Marques.

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Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Geral

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