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Oficinas em Mata Cavalo garantem preservação e transmissão de saberes quilombolas

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Para preservar as tradições e a construção da identidade quilombola, moradores do complexo do Quilombo Mata Cavalo, que fica no município de Nossa Senhora do Livramento, a 42 km de Cuiabá, participam de um ciclo de oficinas que movimenta a comunidade desde o início de setembro e prossegue até novembro. 

Selecionado no edital MT Nascentes da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o projeto “Muxirum dos Saberes Tradicionais das Mulheres Quilombolas do Mata Cavalo de Cima” oferece cursos que visam a transmissão dos saberes e fazeres quilombolas, bem como geração de renda para a comunidade. 

Todos os cursos são gratuitos, ministrados por membros da própria comunidade, utilizam materiais do bioma local (cerrado e pantanal) e buscam ensinar e incentivar o uso de produtos das culturas mato-grossense e afrodescendente. Na oficina de corte e costura, por exemplo, os participantes aprenderam a confeccionar vestimentas e turbantes afros; e a de musicalização utiliza a viola de cocho e o ganzá como instrumentos de aprendizado. 

Produtos confeccionados na oficina de corte e costura

Além de repassar e salvaguardar os modos de viver, trabalhar, preparar os alimentos, de rezar, de cantar e dançar, as atividades valorizam os produtos agroecológicos e naturais, no viés do consumo consciente.  

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De acordo com Zulmira Maria Lucio, presidente da Associação de Mulheres Quilombola da Comunidade de Mata Cavalo de Cima, o projeto conta com a participação de moradores de todas as idades.

“Atendemos toda a faixa etária das comunidades em Mata Cavalo, gerando trabalho, renda e valorização da cultura local. Aprender a arte desses ofícios é fundamental para valorizar e enaltecer as tradições quilombolas. E, com esse incentivo, os participantes ganham ainda oportunidades profissionais e condições para garantir a permanência no quilombo”, comenta Zulmira.

Oficina de doces caseiros 

Atividades

Nesta semana, até domingo (17.10), os moradores participam da oficina de peças e acessórios de barro. Nas semanas anteriores, foram ofertadas as oficinas de capoeira, de doce caseiro, de produção de óleo de mamona e babaçu, de artesanato com folha de babaçu e de corte e costura. Os próximos cursos são de musicalização, bijouteria, de siriri, de ervas medicinais e rezas. 

O encerramento do projeto ocorre no dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra, com exposição dos produtos confeccionados e palestras sobre o universo afrodescendente, os desafios da comunidade e prevenção em saúde negra quilombola. 

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Confira toda a programação oferecida pelo projeto:

18/09: Oficina de capoeira; Oficina de doce caseiro

25/09: Oficina de Produção de óleo de mamona e babaçu

02 e 03/10: Oficina de artesanato com folha de babaçu

04 a 08/10: Oficina de corte e costura

13 a 17/10: Oficina de Peças e acessórios de barro

23 e 24/10: Oficina de Musicalização da Viola de Cocho e Ganzá

26 e 27/10: Oficina de bijouteria 

30 e 31/10: Oficina de dança de siriri e de teatro 

06 e 07/11: Oficina de Ervas medicinais e rezas

20/11: Encerramento com exposição dos produtos 

Fonte: GOV MT

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Comissão de Educação discute ciclo de formação humana e resultados do Ideb

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Foto: Helder Faria

O ciclo de formação humana como política de estado e o elevado nível de aprovação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), comparado ao baixo nível de aprendizagem dos estudantes mato-grossenses foram os temas discutidos pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, durante reunião extraordinária realizada na tarde desta segunda-feira (18).

O encontro faz parte do ciclo de debates que está sendo realizado pela comissão com o objetivo de levantar sugestões para a melhoria da qualidade da educação pública no estado.

A coordenadora do ensino fundamental da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Juliane Gusmão, apresentou informações acerca do processo de implementação do ciclo de formação humana nas escolas públicas de Mato Grosso, iniciado no ano de 2000, com o objetivo de dirimir o elevado número de retenção e evasão nas escolas seriadas.

O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior afirmou que o Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com ação civil pública contra o estado após receber diversas reclamações de que estudantes estavam sendo aprovados automaticamente por idade, sem que houvesse cuidado e reforço com eles por parte das escolas, como preconiza a Resolução 262 do Conselho Estadual de Educação. 

“Os índices de analfabetismo eram muito grandes. Os alunos não tinham competências básicas para seguirem a jornada. Não havia compromisso educacional com os estudantes, identificando suas dificuldades, o que precisava melhorar. Por isso, em 2011 foi feito um ajustamento de conduta homologado judicialmente para que fizesse como forma uniforme em toda rede estadual de ensino o reforço ao aluno”, disse.

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Juliane Gusmão explicou que, de 2000 a 2015, os estudantes eram avaliados por meio de relatório descritivo, sendo substituído em 2016 por objetivos de aprendizagem, que se repetiam nos três anos de cada ciclo. Em 2017, a Seduc constituiu grupos de trabalho para estudar o ciclo de formação humana. 

Como resultado do estudo, a partir de 2019 abriu-se a possibilidade de retenção de estudantes que não atingissem determinados níveis de aprendizagem durante o período de três anos de cada ciclo. “A partir de 2019, o estudante poderá ser reclassificado somente se apresentar resultados satisfatórios”, frisou.

A coordenadora informou ainda que o documento que institui a Política de Educação Básica para Mato Grosso foi construído a partir do que determinam os documentos norteadores dos currículos nacional e estadual. O texto está em fase de revisão e, posteriormente, será disponibilizado para consulta pública.

Entre as ações realizadas pela Seduc, segundo ela, está a implantação do Laboratório de Aprendizagem em todas as unidades escolares, com o objetivo de contribuir para a superação da defasagem de aprendizado dos estudantes.

O presidente da Comissão de Educação, deputado Wilson Santos (PSDB), destacou a necessidade de tratar o sistema ciclado de ensino como uma política de estado, e não de governo, e de resolver deficiências que ainda se apresentam após duas décadas de implantação do modelo.

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“Desde a implementação do ciclo, os governos o trataram da forma como cada um entendeu. Sem exceção. Por isso chegamos em uma modalidade que, na minha concepção, não é nem seriado e nem ciclo. É um pedaço de cada. O material é de seriado, não é específico para ciclo. Os professores não tiveram formação para a escola ciclada. Não queremos a volta ao modelo seriado, mas queremos que o ciclo seja 100% implantado, coisa que não está”, declarou.

Ricardo Sávio Aguiar de Souza, coordenador de Avaliação da Seduc, apresentou informações sobre os resultados do Ideb registrados no período de 2007 a 2019 e salientou que a qualidade da educação é multidimensional e que Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) leva em consideração sete fatores na análise, sendo o ensino e aprendizagem um deles.

Maria Luiza Zanirato, membro do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT), defendeu o funcionamento em tempo integral das escolas nos anos iniciais e ressaltou a importância da organização curricular e da inclusão dos estudantes na educação básica e superior. “A educação faz diferença, sim, na vida das pessoas”, reforçou.

Professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Danieli Backes frisou a necessidade de levar em consideração as diferentes realidades dos municípios mato-grossenses para definição de uma política educacional. “Alguns municípios não têm, sequer, uma rede de internet”, lembrou. 

Fonte: ALMT

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Conselho aprova minuta para revisão da Política Estadual do Turismo de Mato Grosso

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Os representantes do Conselho Estadual de Desenvolvimento do Turismo (Cedtur) aprovaram a minuta para revisão da Lei n°10.183/2014, que dispõe sobre a Política Estadual de Turismo em Mato Grosso. A decisão ocorreu durante a 3ª reunião ordinária do conselho realizada nesta segunda-feira (18.10), na Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT).

A nova proposta leva em conta ações mais efetivas para o setor, com diretrizes estratégicas e desafios do Turismo no Estado, considerando as mudanças provocadas pela pandemia. Além da criação de uma logomarca oficial para o Descubra MT. As alterações ainda passarão por análise e votação na Assembleia Legislativa (AL-MT).

Na ocasião também foram deferidas sugestões e ponderações de cada entidade representada no Cedtur sobre o mapa do turismo, que será publicado no segundo semestre deste ano. Bem como, foi aprovada a minuta do projeto que cria o “Selo do Amigo da Melhor Idade no Turismo”, desenvolvido pela Associação Brasileira dos Clubes da Melhor Idade de Mato Grosso (ABCMI).  A iniciativa, única no país, visa fomentar o turismo na Melhor Idade por meio da certificação gratuita de municípios mato-grossenses que prestarem serviços turísticos voltados aos idosos.

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Também foram debatidos temas como a participação em feiras e eventos, a revogação da resolução nº 004/2020, para contratação de sistema online de mineração de dados, a ampliação do Fundo do Turismo (Fundtur), o festival Bar em Bar, a campanha Natal Premiado da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), entre outras definições.

De acordo com o presidente do Cedtur e secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, as ações discutidas fazem parte da recuperação do turismo no Estado. “Estamos trabalhando para retomar a economia e o turismo foi um dos setores mais prejudicados em relação a pandemia, por isso, estamos focando em iniciativas que darão resultados imediatos e a médio prazo”, conclui.

Fonte: GOV MT

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