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Produtor de Cianorte investe em painel solar para reduzir a conta de luz

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O produtor José Dalarme, de Cianorte, na região Norte do Estado, é um entusiasta da energia solar. Com mais de 2 mil painéis fotovoltaicos instalados em propriedades no Paraná e no Mato Grosso, ele utiliza a energia para aquecer e ventilar seus aviários, iluminar a propriedade, retirar água de poços, entre outras finalidades.

Recentemente, Dalarme decidiu instalar um conjunto de placas solares para alimentar uma indústria de beneficiamento de arroz, da qual é sócio, que consome entre R$ 30 mil e R$ 40 mil mensais em energia elétrica. A expectativa é uma economia de 80% desse valor. “Já estava tudo pronto. Aí quando fomos ligar na rede [de energia elétrica], a Copel pediu alguns documentos”, afirma. A documentação, no caso, envolvia as licenças ambientais necessárias para instalação de painéis solares no solo.

“Quando a instalação é no solo e vai exigir movimentação de terra, esse impacto ambiental precisa ser dimensionado. Quando é sobre alguma estrutura [o telhado de um aviário ou de uma garagem], essa estrutura já foi licenciada para estar lá”, explica Carla Beck, técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR, que acompanha as questões referentes ao meio ambiente no Estado. “Mesmo assim [quando o painel solar é instalado no telhado], a Copel pode solicitar alguma documentação referente ao órgão ambiental”, completa.

No caso do produtor de Cianorte, a pequena usina solar, com 800 painéis fotovoltaicos, foi instalada no solo, em um campo de futebol suíço desativado ao lado da empresa. Ele já estava com todo equipamento montado quando se deparou com a necessidade do licenciamento ambiental. Com o investimento de cerca de R$ 800 mil impedido de funcionar, a saída foi procurar o sindicato rural do município.

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“O José já era associado e fazia o Cadastro Ambiental Rural [CAR] a emissão de Certificado de Cadastro do Imóvel Rural [CCIR] pelo sindicato. Essa assistência na obtenção do licenciamento é outro serviço que nós estamos oferecendo com a ajuda da FAEP e que vem sendo muito demandado. Tem muita gente buscando a energia solar”, afirma o presidente do Sindicato Rural de Cianorte, Diener Gonçalves de Santana, que também utiliza a energia solar na produção de aves. “Entre chegar com a minha demanda no sindicato até conseguir a documentação foi mais ou menos 10 dias”, afirma Dalarme.

O caso foi encaminhado pelo Sindicato Rural de Cianorte ao DTE do Sistema FAEP/SENAR-PR, para a assessoria necessária para que o produtor obtivesse a Dispensa de Licenciamento Ambiental Estadual (DLAE) para instalação do empreendimento. “Uma das frentes de atuação da FAEP é auxiliar o produtor a obter os licenciamentos ambientais, bem como toda regularização ambiental da propriedade”, adianta a técnica do do Sistema FAEP/SENAR-PR. “Com base no projeto técnico é que saberemos se o produtor necessita de uma DLAE, de um Licenciamento Ambiental Simplificado ou de um licenciamento trifásico. Isso varia conforme o porte do empreendimento”, complementa.

Há um ano, o próprio presidente do Sindicato Rural de Cianorte obteve uma das primeiras DLAE concedidas no âmbito do Descomplica Rural com finalidade de instalação de painéis solares no Paraná. “O pessoal está buscando muito essa tecnologia. E o sindicato está preparado para oferecer mais esse serviço aos associados”, afirma.

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Tanto no caso do dirigente quanto do associado de Cianorte, a exigência em relação ao licenciamento ambiental se deu quando a instalação dos painéis foi feita no solo. Desse modo o ideal é que produtor tenha em mente essa exigência e procure o sindicato rural logo no início do projeto.

Demanda

De acordo com a técnica do Sistema FAEP/SENAR-PR, a demanda por licenciamento ambiental para fontes alternativas de energia vem crescendo no Estado. “Tem ocorrido uma procura muito grande, principalmente na avicultura, que utiliza muita energia. Mas sempre é bom lembrar que sem o licenciamento ambiental, que envolve toda regularização do empreendimento, o produtor não vai conseguir fazer a ligação na rede de energia”, alerta Carla. A celeridade na emissão das licenças se deve ao programa Descomplica Rural, lançado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) no início do ano passado, com o objetivo de desburocratizar a emissão de licenças ambientais para empreendimentos rurais. De acordo com o governo do Estado, entre 2020 e 2021 houve um aumento de 300% na emissão de licenças ambientais para geração de energia renovável.

Fonte: CNA Brasil

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CNA discute iniciativas para o setor de irrigação

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Brasília (13/05/2021) – A Comissão Nacional de Irrigação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quarta (12), para discutir iniciativas para a expansão do setor de agricultura irrigada no País.

Um dos itens da pauta foi a apresentação da 2ª edição do Atlas de Irrigação, realizada pelo coordenador de Estudos Setoriais da Agência Nacional de Águas (ANA), Thiago Fontenelle.

O documento traz um compilado de informações sobre o uso da água na irrigação, principais sistemas, culturas, e o potencial de expansão da área irrigada no Brasil. A primeira edição foi publicada pela Agência em 2017.

“É uma iniciativa de técnicos da própria ANA que viram o uso apenas de dados técnicos do Censo Agropecuário feito de 10 em 10 anos e que a dinâmica da atividade não pode esperar 10 anos para ter dados renovados e então resolveram formar uma base técnica sobre o tema”, afirmou Fontenelle.

O atlas é coordenado pela ANA e foi produzido em parceria com outras entidades como a Embrapa, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), IBGE, além de universidades. Segundo a publicação, até 2040 poderá ter um acréscimo de 76% da área irrigada atual, com estabilidade na área fertirrigada e um aumento da participação de pivôs centrais na agricultura, passando dos atuais 27% para 38%.

Hoje o potencial efetivo da irrigação no País é de 13,7 milhões de hectares e pode chegar a 55,85 milhões se melhorar a infraestrutura de algumas regiões do País, afirmou Fontenelle. Ele acrescentou que o atlas servirá para contribuir com o reconhecimento da agricultura irrigada no Brasil, além de dar subsídios para a tomada de decisões e implementação de políticas públicas direcionadas ao setor.

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De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Irrigação, Eduardo Veras, a CNA e as demais entidades que compõem a comissão, estão dispostas a estabelecer uma parceria com a ANA para que a atualização do Atlas seja feita de forma constante e sirva como propulsora de políticas públicas para o setor “Comparado com o potencial que a agricultura irrigada tem no país, estamos muito aquém no uso dessa tecnologia, por isso, a CNA buscará meios de divulgar o atlas, pois é um trabalho completo e a sua atualização deve ser constante.”

O atlas está disponível em www.atlasirrigacao.ana.gov.br e em www.snirh.gov.br.

Energia – A comissão também tratou da Resolução n.° 901/2020 que altera artigos na resolução n.º 800/2017, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que estabelecem o recadastramento para fins de aplicação dos descontos da tarifa de energia elétrica.

As atividades de irrigação e aquicultura podem receber desconto na fatura de energia elétrica utilizada durante 8,5 horas por dia, em geral entre 21h30 e 6h.

Os descontos são para o Nordeste e demais municípios da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), sendo 90% para consumidores atendidos em baixa tensão. No Norte, Centro-Oeste e demais municípios de Minas Gerais, os descontos são de 80% para alta tensão e de 67% para baixa tensão. Demais regiões, 70% de alta tensão e 60% de baixa tensão.

A assessora técnica da Comissão de Irrigação da CNA, Jordana Girardello, explicou que o produtor pode solicitar o benefício tanto para as unidades consumidoras já existentes como para novas instalações, basta seguir os requisitos estabelecidos. 

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Além disso, uma nova revisão cadastral será realizada a cada três anos. “Mesmo com esse novo prazo para o recadastramento e a opção de auto declaração nesse primeiro cadastro, entendemos que ainda existem problemas a serem sanados como, por exemplo, a demora dos órgãos na emissão das autorizações ambientais e de outorga, que pode fazer com que o produtor perca o desconto inviabilizando a atividade em alguns casos”, disse Jordana.

Outro item da pauta foi o uso da energia solar como alternativa para irrigação no campo. A empresa Valmont apresentou alternativas à rede elétrica para auxiliar o produtor rural a reduzir custos e a ter mais um negócio na propriedade ao gerar energia solar.

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) também apresentou as iniciativas de apoio à produção irrigada. Antônio Leite, representante do órgão, afirmou que as principais dificuldades para a expansão da agricultura irrigada, de acordo com levantamento realizado pelos polos de irrigação nos estados, são o licenciamento de barramentos, a outorga, o licenciamento ambiental e os custos com energia. 

Para auxiliar na questão da energia, estão trabalhando uma proposta para financiar estruturas de uso comum que serão geridas pelas associações locais e sejam capazes de fornecer energia elétrica para a comunidade privada de irrigantes, que terão prazos e condições viáveis de pagamento pelo investimento.

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Fonte: CNA Brasil

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CNA realiza workshop sobre mercado financeiro para o comércio exterior

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Brasília (13/05/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) realizou o primeiro encontro do workshop “Descomplicado o mercado financeiro para o comércio exterior” na quarta (12). A iniciativa faz parte do projeto Agro.BR, uma parceria da CNA com a Apex-Brasil para a internacionalização de pequenos e médios negócios rurais.

O tema do evento foi “Modalidades de pagamentos internacionais” e a principal atração foi uma palestra do gerente de Negócios Internacionais do Banco do Brasil, em Mato Grosso do Sul, Luiz Gonzaga.

Ele fez uma apresentação sobre aspectos que influenciam na escolha da modalidade – grau de confiança entre as partes e condições de mercado –, pagamento antecipado, remessa direta de documentos, cobrança documentária e carta de crédito.

“O comércio exterior é muito mais simples do que parece e não é só para grandes empresas. Temos muitas micro e pequenas empresas que operam no mercado internacional. É muito mais fácil, acessível e descomplicado do que se possa imaginar, além de ser tranquilo e seguro”, afirmou Gonzaga.

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O treinamento foi mediado pela consultora do Agro.BR em Mato Grosso do Sul, Nathália Alves, e também contou com a participação da gestora do projeto e coordenadora de Promoção Comercial da CNA, Camila Sande, e do assessor técnico de exportação da CNA, Rodrigo da Matta.

“O trabalho do Banco do Brasil é muito importante para facilitar e viabilizar financiamentos e pagamentos entre exportadores e importadores. A instituição tem toda legitimidade e pode ser uma facilitadora nessas questões”, disse Camila.

O workshop continua hoje (13) com o tema “Financiamentos à exportação e mecanismos de proteção financeira”.

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Fonte: CNA Brasil

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