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Política

“Queremos que nossa voz seja ouvida”, diz Gabriele de Andrade no VII Simpósio sobre Dislexia da ALMT

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O encontro debate “Novos caminhos e possibilidade na saúde e educação”

“Queremos que nossa voz seja ouvida e que nossos filhos sejam respeitados em suas singularidades”. Este foi o desabafo de Gabriele Cunha de Andrade, da Associação de Mães do Brasil Dislexia, na abertura do VII Simpósio sobre Dislexia nessa quinta (23).

Por ROBSON FRAGA-  O evento vem sendo realizado desde 2015 pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, sob coordenação o deputado estadual Wilson Santos. A proposta é discutir a cada ano políticas públicas que garantam educação inclusiva, acessibilidade e saúde pública para pessoas com dislexia.

Neste período, sete leis foram criadas e estão em vigor no Estado de Mato Grosso. Destaque para 11.239/2020 que cria um plano de atenção especializada às pessoas com dislexia. Contudo, “uma lei que ainda não saiu do papel”.

“Esta, talvez, seja a lei mais importante dentre as sete porque garante ao disléxico todo o atendimento multidisciplinar que ele precisa e merece. Mas até hoje o governo do estado ainda não conseguiu colocá-la em prática. Precisamos de educação especializada, de um centro de diagnóstico infantil, de uma rede de apoio para essas pessoas. O Estado precisa sair da inércia e atuar nesse sentido o quanto antes”, disse o deputado Wilson Santos.

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Juliene Gusmão, representante da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), disse que a Seduc criou uma cartilha para ajudar os profissionais de educação a identificar sintomas e também a lidar com estes alunos. O material foi imprenso e distribuído e o treinamento destes profissionais deve começar em breve.

“Sabemos das dificuldades que temos, somos professores e não temo formação para diagnosticar os casos dentro de sala, mas sabemos o quanto isso é importante. Por isso, elaboramos esta cartilha com orientações pedagógicas para facilitar o reconhecimento dos sinais de dislexia e apontar caminhos para o atendimento destes estudantes. Estamos licitando a contratação e uma empresa especializada no treinamento de pessoal”, justificou a ação do Governo.

Palestras

No primeiro dia de evento, três palestrantes trataram de temas inerentes à dislexia.

O publicitário Felipi Ponce, que é disléxico, elencou dez pontos que podem ajudar as pessoas com este transtorno a aceitarem e entenderem suas dificuldades e como driblá-las para viverem bem e a alcançarem sucesso nos estudos e profissional.  Lembrou de sua infância e juventude e do apoio da mãe nas tarefas lúdicas para ajudar na leitura, escrita, discalculia e memorização.

“Leia no seu tempo, de forma prazerosa. Se for necessário entregar uma tarefa, peça tempo de folga para conseguir cumpri-la e entreguem o melhor de vocês, sem medo de errar. Acreditem em si, se concentrem, estudem e divirtam-se”, explicou Pippo.

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Maria Ângela Nogueira Nico, fonoaudióloga e presidente da Associação Brasileira de Dislexia tratou do tema ‘Dislexia: Critérios fonoaudiólogos e psicopedagógicos para avaliação’.

Ângela explicou o que é dislexia, sinais, sintomas, diagnósticos e técnicas para auxiliar os disléxicos a lidar com suas dificuldades. Ressaltou eu dislexia não é doença, portanto não tem tratamento medicamentoso, mas “com amor, carinho, respeito e estímulos todos podem ler, escrever, memorizar e viver bem”.

Por último, o professor doutor Rauni Roama Alves, psicólogo e neuropsicólogo, tratou do tema “Dilexia: nova legislação federal e proposta de políticas públicas para sua efetivação”. A legislação (Lei federal 14.254/2021) visa a inclusão da dislexia e do TDAH.

Também participaram do encontro Erica Fernandes de Souza, da Associação Mato-grossense de Dislexia; André Luis Augusto Martins, do Conselho Estadual de Educação; Marilda Alves da Silva, presidente da Associação Mato-grossense de Dislexia, que leu um poema do livro Abismos e Asas: uma jornada. De disléxica a terapeuta de disléxicos; e Priscila Garrido, presidente da Dislex Bahia.

O evento segue nesta sexta (24), a partir das 19h, no Plenário das Deliberações Renê Barbour e com transmissão, ao vivo, pelo canal do youtube da Assembleia Legislativa.

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Emanuel é o maior cabo eleitoral de Mauro, diz Janaina Riva

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“Emanuel é o maior cabo eleitoral do Mauro Mendes. Não teria um coordenador hoje que a Márcia pudesse escolher que fosse melhor para o governador”, afirmou a deputada Janaína Riva (MDB), à imprensa nesta quarta-feira (10), quando questionada sobre a escolha do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), para a coordenação de campanha da primeira-dama, Márcia Pinheiro (PV), ao governo do Estado pela federação PT, PV e PCdoB.

Segundo Janaína, o prefeito quer puxar a discussão para ele e o governador não deve seguir esse caminho. “Uma prefeitura alvo de várias investigações, vários afastamentos, não acho que seja uma boa opção para a Márcia. Com certeza, tudo que está acontecendo em Cuiabá agora vai à tona para o Estado inteiro”, afirmou, acrescentando que “o governador não deve ficar debatendo com ele (Emanuel). O governador está preparado, tem muito para mostrar, acho que ele tem que falar do que fez e do que vai fazer”.

Sobre a disputa proporcional, para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal, a vice-presidente do MDB de Mato Grosso adiantou que as chapas estão completas.  “Hoje, na coligação do partido, as chapas estão completas, tanto a de federal quanto a de estadual. Conseguimos registrar todos os nossos candidatos, agora só estamos aguardando a homologação”, disse.

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Segundo Janaína Riva, o MDB vai trabalhar para ter cinco vagas na Assembleia Legislativa a partir de 2023. “Sei que é muito difícil, mas a cada dia eu tenho mais confiança de que a quarta vaga hoje já é uma realidade dentro do MDB. Então vamos tentar buscar a quinta vaga, brigar pela sobra”.

Para a Câmara Federal, Janaína afirmou que só o MDB tem condições de fazer duas vagas. “Vejo que de todos os partidos o MDB é o único que pode fazer dois deputados federais e pode, inclusive, buscar a terceira vaga na sobra. Claro que com a nova legislação você depende não só da sorte da sua chapa como do azar de algumas outras. Mas o partido está animado com essa expectativa”.

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Lei que obriga a informar localização de radares é aprovada na AL

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Os deputados estaduais da Assembleia de Mato Grosso (AL-MT) aprovaram, nesta quarta-feira (10), o projeto de lei que torna obrigatória a divulgação de todos os radares de trânsito e o limite de velocidade de cada equipamento. De acordo com a proposta, aprovada em segunda votação, a informação deve estar disponível no site institucional do Executivo. O projeto de lei, agora, segue para sanção ou veto do governo.

Conforme o texto, apresentado inicialmente em novembro de 2020, os dados devem ser divulgados com, ao menos, 20 dias de antecedência da instalação dos aparelhos nas vias. A administração pública terá um prazo de seis meses para se adequar às mudanças.

O projeto foi aprovado com duas emendas. Uma delas traz detalhes sobre a forma de divulgação dos dados, como, por exemplo, o sentido de instalação do equipamento, identificação do radar com uma numeração fornecida pelo órgão ou entidade que tenha responsabilidade sobre a via, data da última verificação metrológica, número de registro junto ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), série do fabricante e a empresa responsável pela instalação e manutenção do aparelho.

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