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ARTIGOS & OPINIÕES

Santa Casa

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Por José Medeiros *

Muitos governantes, prefeitos ou governadores, torcem o nariz quando o assunto é Santa Casa. Pelo preconceito enraizado, geralmente negligenciam os recursos destinados, gerando o caos na prestação do serviço e rombo na contabilidade, levando alguns a fecharem as portas. Esse seria o destino da Santa Casa de Rondonópolis, não fosse o esforço da sociedade que literalmente abraçou o hospital buscando ajuda em todos os lugares possíveis, inclusive colocando dinheiro do bolso. O esforço deu certo! Produtores, donas de casas, profissionais liberais e comerciantes enfrentaram todos os obstáculos, políticos, jurídicos e financeiros, montaram uma gestão eficiente que apresentou resultados e resgatou a credibilidade junto à sociedade, a ponto de já ter sido destinado de 2019 para cá, mais de 40 milhões de reais para o hospital. Paralelo a tudo isso foi trazido, via Ministério da Saúde, um moderno centro de tratamento de câncer onde se investiu mais de 10 milhões de reais.Essas ações foram muito importantes, pois quando a pandemia chegou, a Santa Casa estava minimamente preparada. Sinto orgulho de ter participado dessa reconstrução.

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Cabe ressaltar que o Ministério Público Estadual desenvolveu um papel importante para que os recursos de emendas pudessem chegar, pois essas passam primeiramente para a Prefeitura Municipal e só após isso é que são destinados para as unidades de saúde. A participação do MPE deu segurança e a Secretaria de Saúde fez a transferência do dinheiro para a Santa Casa.

A Santa Casa devia mais de 20 milhões de reais e pagava juros sobre esse montante. Havia também dívida pendente com fornecedores e funcionários. A comissão montada para ajudar o hospital contribuiu muito na renegociação do passivo e hoje a unidade de saúde está financeiramente equilibrada. Uma realidade bem diferente, onde pessoas como Odílio e Tânia Balbinotti, foram imprescindíveis para esse resultado, pois emprestaram ao hospital o seu notório conhecimento de gestão.

Eu já havia destinado emendas para o hospital quando ainda estava no Senado e com a instalação dessa força tarefa, não só enviei mais, como vi outros da bancada federal aportarem também mais recursos. Porém, recebi reclamação de outros municípios, por ter enviado esse dinheiro para Rondonópolis, mas sempre respondo que a Santa Casa atende todos os municípios da Região Sul e Sudeste de Mato Grosso, o que compreende mais de 600 mil pessoas.

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O próximo passo em relação a Santa Casa será ampliá-la e equipá-la com o que existir de mais moderno na área da medicina e para isso já estamos tomando providências que oportunamente serão informadas. Tenho dificuldade de anunciar projetos que não estejam concluídos, mas estou muito otimista com o futuro da saúde em Rondonópolis. O meu sonho é o mesmo de todos que estão empenhados em transformar a Santa Casa no melhor e mais equipado hospital do Centro-Oeste.

Muitos me abordam incrédulos sobre os recursos enviados, pois o montante destinado daria para atender 90 municípios, cada um com R$ 500.000, o que no tradicional raciocínio de emenda x voto praticamente garantiria uma reeleição. Estou consciente disso, sei que é uma opção que não gera votos, mas é algo que vale mais, VALE VIDAS.

*José Medeiros – deputado federal

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A (Des)Crença Política

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Por  EMANUEL FILARTIGA ESCALANTE RIBEIRO*

 Um jovem político me disse que entrou na política para “ajudar muita gente”. Ele mesmo emendou: “Só que não é assim. É interesse próprio, é interesse do partido, é interesse do governo”. E desabafou:

—É tempo de eleições, há um movimento forte no país inteiro, e olha que as eleições neste ano não são nem municipais – só que são também.

O curioso é perceber o movimento, a dinâmica do jogo. Não envolve apenas os candidatos, veja que empresas, imprensa, todos os tipos de partidos começam a correr…. Bancos, sindicatos, conselhos profissionais, mercados, fazendeiros, até as ONGs correm… E o que os move não é a vontade de fortalecer as instituições democráticas. Ora Sr. Promotor, o dinheiro não fortalece essas coisas. Pode ser investimento, também não sei ao certo. Eu sei que antes da eleição do voto, há a eleição do dinheiro, ou é a mesma coisa, também não entendo bem essa parte.

E os candidatos… Ah! Como ficam acessíveis durante as eleições, simpáticos, amorosos, entram em casa simples, tomam café; são afetuosos, abraçam todo mundo, ou querem todo mundo para eles… mais uma dúvida minha.

O sistema eleitoral parece influir em todos os âmbitos. As regras eleitorais chegam aos pequenos municípios do Brasil, ou daqui saem, não sei direito…O que se sabe é que é tudo pelo poder! Em vez de mandato, os políticos recebem, têm certeza eles, poder. E o poder, Sr. Promotor, nunca é de quem pensa que ele é.

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Muda governo, sai governo, não vemos grandes mudanças, mas uma coisa é certa, escancaradas são as mudanças para aqueles que estão no governo.

Acho que o problema é de governabilidade…Seja esse termo usado como eficiência dos Poderes na elaboração de políticas públicas, seja na capacidade de efetivar essas políticas públicas.

Alguns tiveram esperança com Fernando Henrique Cardoso, outros com Lula, tantos outros com Bolsonaro, ocorre que, fora questões muitíssimo pontuais, o status quo continua status quo.

Parece que as instituições políticas brasileiras funcionam mal. O sistema brasileiro beneficia, antes de tudo, ele mesmo e quem – políticos, agentes públicos – está com ele. Todas as instituições têm uma vontade, mesmo que oculta, de manter o que está. Isso parece impedir de mudar o mundo – ou, pelo menos, o Brasil, isso parece impedir de ajudar muita gente.

Veja bem, Sr. Promotor, com isso não quero dizer que todos os ocupantes dos poderes são corruptos, são ladrões. Quero dizer que o sistema gera muito beneficio para quem está nele. Criam incentivos para maximizar seus ganhos pessoais e “dos amigos”. Há alguns ainda que resistem a esses incentivos, mas a luta é árdua. Acabam cedendo.

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Há políticos de muitas ideologias, há partidos que defendem opiniões radicais, até hostis, outros que não defendem nada. A maioria passa quase o mandato inteiro buscando nomeações, políticas públicas de interesse específicos em seus lugares eleitorais. Raramente se vê aquela coisa do interesse comum como mencionada nos livros que o Sr. leu.

E os prefeitos, governadores e presidente, os que se acham mais poderosos do mundo, raras vezes têm o poder que pensam, sua autoridade depende de troca de favores, distribuições de valores (estou falando só do legal, ainda), convênios de obra pública, cargos, nomeações… E tem a corrupção, mas acho que isso é coisa da pessoa, não só do poder, do dinheiro e da gravata.

Uma coisa é certa para mim, Sr. Promotor, a inovação política é quase impossível.

Neste ano vou de Deputado Federal, o Sr. vota?!

—Hum?!

*Emanuel Filartiga Escalante Ribeiro é promotor de Justiça em Mato Grosso 

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Você sabia que o cigarro é a principal causa de morte evitável no mundo?

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Por Max Lima*

Parece estranho falar assim, mas é a mais pura verdade, o cigarro é mesmo a principal causa de morte evitável no mundo.

Acontece que as mais de 4.700 substâncias tóxicas existentes no cigarro são extremamente prejudiciais à saúde. O consumo do tabaco está associado a 30% das mortes por câncer, sendo mais de 90% deles de pulmão, 25% dos casos de infarto agudo do miocárdio e quase metade dos derrames cerebrais

O tabagismo custa à economia global mais de 1 trilhão de dólares por ano e matará um terço a mais de pessoas até 2030 do que agora.

Os dados fazem parte de um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos publicado neste mês.

O número de mortes relacionadas ao tabaco deverá aumentar de cerca de 6 milhões para 8 milhões anualmente até 2030, sendo que mais de 80% delas vão ocorrer em países de baixa e média renda

O cigarro chega a reduzir a expectativa de vida em 20 anos.

Como o cigarro afeta o coração?

Se não bastasse os estragos aos pulmões e a estreita relação com o aparecimento de câncer, o tabagismo também figura entre os vilões quando o assunto é doenças cardiovasculares.

O cigarro é um dos maiores agressores do endotélio – aquela parede de células que recobre os vasos sanguíneos.

Essa ação interfere com a produção de uma substância protetora conhecida como óxido nítrico e faz como que as artérias fiquem mais vulneráveis ao acúmulo de gordura. Há também uma interferência no mecanismo de contração e relaxamento, o que resulta numa maior dificuldade para o sangue circular.

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A nicotina, substância encontrada no produto, é exercida pelos sistemas simpáticos e parassimpáticos e, quando a adrenalina é liberada, influencia na redução de consumo de oxigênio, e faz com que o corpo passe a absorver mais colesterol. A fumaça do cigarro contrai os vasos capilares dos pés e das pernas e, um único cigarro, já é suficiente para contrair todos os vasos sanguíneos do corpo. A cada tragada, ocorre um endurecimento das artérias do fumante, fazendo com que o coração trabalhe mais intensamente.

Quer reduzir as chances de ter um infarto? Então chegou a hora de parar de fumar!

Qualquer tipo de tabaco pode estimular a produção de novas placas nas artérias e piorar a aterosclerose (acúmulo de gordura nas paredes das artérias). Os homens fumantes têm três vezes mais chances de ter um infarto, se comparado aos homens não fumantes. Nas mulheres, esse risco é ainda maior. E não só os fumantes que têm mais chances de sofrer um infarto. O fumante passivo tem aproximadamente 30% a mais de risco do que uma pessoa que não se expõe a fumaça do cigarro. Optar por cigarros com baixo teor de alcatrão e nicotina não significa diminuição do risco de infarto.

Para facilitar o processo de parar de fumar, há opções de medicamentos no mercado, além de adesivos de nicotina e outros métodos. Mas acima de tudo, o bom resultado vai depender da determinação e força de vontade do fumante.

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De acordo com a OMS, 7 milhões de pessoas morrem anualmente pelo tabagismo. Destas, 900 mil são vítimas de fumo passivo.

A ligação emocional com o cigarro é mais forte nas mulheres do que nos homens – daí uma dificuldade maior em parar de fumar no sexo feminino.

Cigarros eletrônicos também podem causar câncer de pulmão, sugere estudo

Novo estudo realizado pela Universidade de Nova York aponta que os cigarros eletrônicos podem, da mesma maneira que o tabaco comum, causar câncer de pulmão. A pesquisa foi realizada inicialmente em ratos, mas os cientistas acreditam que os efeitos sejam semelhantes em humanos.

Durante 54 semanas, grupos de roedores foram expostos quatro horas por dia, cinco dias por semana, a três condições diferentes: um em uma câmara com vapor característico do e-cigarro; outro, com solventes; e o último, com ar filtrado. Nove dos 40 sujeitados ao vapor do cigarro eletrônico desenvolveram câncer de pulmão. Nos dois outros grupos, apenas um camundongo foi acometido com a doença.

Portanto qualquer tipo de cigarro, pode encurtar a sua vida e te matar aos poucos. Pense nisso!

Max Lima

*Max Lima é médico especialista em cardiologia e terapia intensiva, conselheiro do CFM, médico do corpo clínico do hospital israelita Albert Einstein, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia de Mato Grosso(SBCMT), Médico Cardiologista do Heart Team Ecardio no Hospital Amecor e na Clínica Vida , Saúde e Diagnóstico. CRMT 6194

Email: maxwlima@hotmail.com

 

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