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ARTIGOS & OPINIÕES

Sistema Único de Saúde: o que seria de todos nós sem ele?

Publicado

Por Emanuel Pinheiro

Em 5 de outubro de 1988, quando promulgada a Constituição Federal do Brasil, o artigo 196 já declarava que “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. Os artigos seguintes já prenunciavam aquilo que seria regulamentado dois anos depois: o Sistema Único de Saúde – SUS.

Constitucionalmente, as ações e serviços públicos de saúde devem ser oferecidos à população através de uma rede integrada, regionalizada e hierarquizada, cofinanciada por todos os entes federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). Além disso, esse sistema único de saúde tem como diretrizes a descentralização, o atendimento integral e a participação da comunidade.

Quase dois anos depois da publicação da nossa Carta Magna é que tudo isso foi regulamentado, através da Lei nº 8.080 de 19 de setembro de 1990, data considerada como o nascimento de fato do SUS, que hoje completa 31 anos de existência.

Muito mais do que palavras registradas por políticos, o SUS partiu de um grande movimento popular, encabeçado por engajados profissionais e estudiosos da área da saúde, principalmente sanitaristas, que enxergaram a grande necessidade que as pessoas tinham de contar com serviços públicos e gratuitos na área da saúde e, mais do que isso, enxergaram que desses cuidados com os cidadãos dependia toda a seguridade do povo brasileiro, com impactos não só na saúde, mas na economia, na qualidade de vida, na longevidade e em tantos outros indicadores sociais.

Antes de o SUS existir, o acesso à Saúde era um privilégio. Apenas quem contribuía para a Previdência Social podia contar com o sistema público, que era limitado à assistência médico-hospitalar. Naquela época, não existia toda essa gama de serviços que temos hoje, como as unidades básicas de saúde, cuidando da promoção da saúde e da prevenção de doenças; o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU); os atendimentos ambulatoriais; as grandes campanhas de vacinação em massa, por exemplo. Àqueles que não contribuíam com a Previdência, o jeito era pagar por atendimento na rede particular. Se isso já é uma dificuldade para a esmagadora maioria dos brasileiros hoje, imagine há mais de 30 anos? Em último caso, para os que não conseguiam pagar por atendimento médico, a opção era contar com a caridade de ou as instituições filantrópicas.

Voltando para os tempos atuais, podemos imaginar o que seria de nós, brasileiros, se não fosse o Sistema Único de Saúde para nos atender durante esta pandemia de covid-19, que enfrentamos desde o ano passado? É graças ao SUS que é possível criar os protocolos utilizados em todas as cidades, visando mitigar os impactos do coronavírus. É graças ao SUS que é possível disponibilizar testes nas unidades de saúde à população e, imediatamente, o médico pode prescrever o tratamento, orientar o paciente a ficar em isolamento e se cuidar. É graças ao SUS que a Vigilância em Saúde pode monitorar todos os casos e, com isso, apontar aos gestores o melhor caminho a ser seguido com medidas concretas de enfretamento à doença. É graças ao SUS que temos vacinas disponibilizadas no país, mediante rigoroso e criterioso controle de qualidade feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. É graças ao SUS que temos um exército de profissionais da saúde atuando na linha de frente do combate ao coronavírus, seja nas unidades de saúde, fazendo a testagem, o tratamento, cuidando dos enfermos; seja na maior campanha de vacinação da nossa história, que ficará para sempre marcada em nossas mentes e corações.

Engana-se quem pensa que, por ter nascido em berço de ouro, nunca precisou ou nunca vai precisar do SUS. Agora mesmo estamos testemunhando isso. A vacina contra a covid-19 somente está disponível na rede pública e todos, absolutamente todos, necessitam recorrer ao SUS para ficar imunizado. Mas não é só agora que isso acontece. No cotidiano, o SUS permeia a vida de todos. A Vigilância Sanitária, que fiscaliza os produtores de alimentos que consumimos, os restaurantes, as farmácias, os hospitais públicos e privados, é do SUS. Quando nascemos, quando adoecemos, quando morremos, é a Vigilância em Saúde que faz todo o monitoramento e levantamento de dados. Quando sofremos um acidente e precisamos de doação de sangue, isso é possível graças aos bancos de sangue públicos. Quando recebemos informações sobre como prevenir contra as mais variadas doenças, esse conhecimento partiu de pesquisadores que trabalham para o SUS. Se no nosso bairro não temos casos de dengue, é graças aos agentes de endemias que fazem o trabalho de casa em casa. São inúmeras as formas com que o SUS impacta as vidas de todos nós. Sempre para o nosso bem e para o bem comum.

E neste dia tão especial, não poderia deixar de prestar a minha homenagem a todos aqueles que fazem parte desta grande rede, a todos aqueles que lutaram para que o SUS fosse possível, a todos aqueles que diariamente vestem a camisa da Saúde pública, gratuita e de qualidade. Sem sombra de dúvidas, depois da democracia, o SUS é a maior conquista que o povo brasileiro já logrou, pois sem saúde, não é possível que o trabalhador acorde de manhã para ir ao trabalho, buscar o pão de cada dia para sua família. Sem saúde, nada podemos fazer.

Devemos todos reconhecer que, apesar de todos os problemas e desafios, é graças ao SUS que temos acesso à saúde. É dever de todos reconhecermos a importância dessa indispensável ferramenta de política pública e lutar para que esteja sempre em processo de aprimoramento e ampliação, levando cada vez mais qualidade de vida a todos que vivem em solo brasileiro. Viva o SUS!

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ARTIGOS & OPINIÕES

Conceitos básicos de finanças para gestão empresarial

Publicado

por

Por Francisco Barbosa Neto*

Com determinação e disciplina é possível entender os conceitos básicos de finanças para ter sustentabilidade nos negócios

Quando um empreendedor coloca em prática suas ideias e abre uma empresa, passa a ter a responsabilidade de gerir o negócio como um empresário. Porém, para muitos, encarar a parte administrativa pode ser desafiador para conseguir esta realização. Isso acontece porque o empreendedor e o empresário têm diferentes perfis. Sendo assim, o empreendedor tem mais facilidade para criar e o empresário atua melhor na gestão do negócio (lidar com os números relacionados aos conceitos básicos de finanças).

Como o brasileiro tende a ter um perfil mais de empreendedor do que de empresário, é natural que enfrente dificuldades com gestão financeira ao empreender. Isso sem contar com a defasagem educacional do país, que não proporciona uma educação financeira adequada nas escolas.

Entretanto, com um pouco de determinação e disciplina é possível entender os conceitos básicos de finanças e desenvolver uma boa gestão financeira.

Dicas de ouro para a prosperidade do negócio

Não tente fazer tudo sozinho! Uma empresa é constituída de pessoas, administradas por pessoas para servir pessoas, logo precisa de equilíbrio na distribuição de tarefas e responsabilidades. Delegue tudo o que puder para que a administração e o funcionamento da empresa não dependa exclusivamente de você. Saia do operacional e vá para o estratégico.

Desenvolva os seus colaboradores! Sua equipe precisa estar alinhada com o propósito do negócio e bem preparada para o serviço. Para isso, disponibilize treinamentos e invista no motivacional. Pessoas capacitadas e satisfeitas com o trabalho geralmente produzem mais e representam melhor a empresa diante dos clientes.

Valorize o seu cliente! Procure entender os anseios e necessidades por trás da busca pelo seu produto, mercadoria ou serviço e se questione: “É isso que estou entregando? Estou cumprindo o real propósito com o negócio?” Lembre-se que as pessoas não compram o que você vende, mas o como e o porquê você faz.

Controle o seu estoque! Engana-se quem pensa que estoque cheio é garantia de sucesso, visto que, se for um produto ou mercadoria que tenha pouca saída, o valor investido ficará “preso”. Por isso, em vez de gastar o que a empresa não tem para alimentar o estoque, faça uma análise para verificar qual é a média de vendas de cada item, qual é a margem bruta (preço – custo), o prazo de reposição e programe o abastecimento do estoque. Isso aumentará o seu capital de giro!

Personalize a sua gestão financeira! Embora exista muita semelhança entre algumas empresas, cada negócio é único e as causas da falta de liquidez variam bastante. Consequentemente, é muito provável que os métodos de gestão de uma empresa não funcionem para outra.

*Sobre Francisco Barbosa Neto: Especialista em Gestão e Finanças, Founder/CEO da Projeto DSD Consultores e criador da plataforma Fluxo de Caixa Online. Iniciou suas atividades em 1989, tendo como propósito de ampliar a consciência financeira, atuando em empresas de diversos setores e portes do país. Há mais de 13 anos ministra cursos e palestras para empresários e profissionais que buscam entender o potencial do seu negócio e quais são os erros mais comuns em finanças. Graduado em Engenharia Mecânica pela FEI, com curso de especialização em Administração, Finanças e Qualidade.

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O resultado estético do explante pode decepcionar

Publicado

por

Por Benedito Figueiredo Junior*

Apesar de muitas famosas estarem realizando a cirurgia de retirada da prótese de silicone, o chamado – explante, seja por modismo ou por aceitação do corpo após alcançarem a maturidade, o resultado pode decepcionar.

Acontece que com a retirada da prótese de silicone o volume do colo desaparece automaticamente e a mama pode perder o formato arredondado e alto com o qual a paciente estava acostumada. Em alguns casos conforme a idade, pode ficar ‘flácido’ ou ‘caído’. E o que era para ser uma opção pelo natural, acaba não tendo o resultado satisfatório.

Por isso é importante antes de tomar uma decisão pensar bem para não se submeter a uma cirurgia pela qual possa se arrepender e consultar um médico e perguntar tudo sobre o procedimento e como será o resultado, para saber o que esperar.

Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica(SBCP) aponta que entre setembro e outubro de 2020,  cerca de 25% dos médicos tiveram pacientes que solicitaram o reimplante nas mamas após o explante por não ficarem satisfeitas com o resultado.

Veja bem, não estou dizendo que não é  possível conviver sem a prótese de silicone, apenas que antes de tomar uma decisão por modismo ou por possíveis reações ocorridas no corpo associadas às próteses, você deve parar analisar, consultar um médico cirurgião plástico para não se submeter a uma cirurgia desnecessária.

*Benedito Figueiredo Junior é cirurgião plástico na Angiodermoplastic. CRM 4385 e RQE 1266. Email: drbeneplastica@gmail.com

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