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Uma montanha de recicláveis para chegar ao topo do Everest

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A gente ouve por aí que toda caminhada começa com o primeiro passo. Mas e uma escalada?

A educadora física Aretha Duarte mora na periferia de Campinas, em São Paulo, e foi a primeira da família a conquistar um diploma de ensino superior. Agora, ela quer ir mais alto. Literalmente.

O desafio é escalar os 8.848 metros do monte Everest – o mais alto do planeta, localizado entre o Nepal e o Tibete. 

Para iniciar a subida, Aretha disse que não precisou só de um, mas de seis passos: estar com ótimo condicionamento físico, ter experiências de escalada em rocha, escalada em gelo, ter subido diferentes montanhas e ter escalado montanhas de 7 mil a 8 mil metros de altitude. Faltava o sexto passo.

“As questões físicas, técnicas, eu já tinha alcançado ao longo dos anos de trabalho – trabalho com montanhismo desde 2011 –, mas o que eu não tinha foi o que eu chamei de sexto passo, o investimento financeiro para essa empreitada. Então eu comecei a jornada em março de 2020, juntando material reciclável, que era algo que eu fazia na minha infância e adolescência. Foram 13 meses juntando aproximadamente 500 quilos de material por dia, com a ajuda de familiares e amigos, para chegar até aqui”.

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Aretha Duarte faz montanhismo há 10 anos. Mas sabe por que ela decidiu em março do ano passado escalar o Everest agora? É que ela estava de viagem marcada para o Nepal, para ser guia de um grupo até o campo base da montanha, mas o país tinha fechado as fronteiras.

Então, Aretha decidiu que, quando pudesse, iria além do campo base e chegaria ao topo do Everest. A oportunidade chegou. “Apesar das dificuldades, de frio, de pouco conforto, de uma região inóspita, de uma comida diferente da nossa casa, de ficar distante da nossa família e amigos, de ser uma expedição muito longa, são aproximadamente 60 dias, enfim. Têm muitas adversidades, mas, de verdade, estou desfrutando demais dessa expedição, estou muito contente em poder realizar, e por isso estou muito grata e feliz por essa jornada”.

Ainda deve levar cerca de um mês até que Aretha Duarte chegue ao topo do Everest. Se ela conseguir, será a primeira brasileira negra a fazer isso. E está consciente que esse é o primeiro de outros grandes desafios para popularizar um esporte ainda dominado por homens brancos e ricos.

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“E muito além de chegar ao topo dessa montanha. Eu entendi que essa minha empreitada é para gerar recursos e abrir portas para que as pessoas que têm dificuldade de oportunidades tenham esse acesso. Por exemplo, a escalada. Dentro do projeto eu tenho a missão e o compromisso de instalar paredes de escalada na periferia, para que esse esporte que me faz tão bem chegue a outras pessoas. Assim como outras oportunidades, como tecnologia, robótica, artes, filosofia”.

O retorno da Aretha ao Brasil está previsto para o fim do mês de maio. Quem quiser acompanhar essa jornada pode seguir a montanhista na internet. O perfil dela no Instagram é @Aretha_Duarte.

Ouça na Radioagência Nacional:

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Geral

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Número de mortos na favela do Jacarezinho sobe para 28 

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A Polícia Civil confirmou que subiu para 28 o número de mortos na operação de ontem (6) na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio. O número foi ampliado, depois que três vítimas que deram entrada em hospitais públicos foram levadas hoje (7) para o Instituto Médico Legal (IML).  

Antes o número de mortos era de 25, entre eles o policial civil André Leonardo Frias, 48 anos, da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), morto com um tiro na cabeça quando desceu do carro blindado, junto com outros cinco policiais, porque o carro ficou impedido de seguir pela favela por causa de uma barricada colocada pelo tráfico no caminho. 

O disparo que matou o policial partiu de uma espécie de bunker, com furos no muro para passar o cano de armas de guerra, e aconteceu no momento em que a equipe chegava na comunidade, por volta das 6h.

OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Estado do Rio de Janeiro (OAB-RJ), manifestou uma grande preocupação com o resultado da operação policial no Jacarezinho. Segundo a entidade, o número de vítimas coloca essa ação policial entre as mais letais da história do estado.

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A OAB-RJ, disse em nota que operações de enfrentamento ao crime organizado são necessárias, mas devem ser feitas com inteligência e planejamento. “Salientamos que o norte permanente da atuação das forças de segurança deve ser a preservação de vidas, inclusive a dos próprios policiais”, diz a entidade.

A nota diz ainda que, independente das circunstâncias, as forças de segurança devem cumprir suas funções respeitando os direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição Federal. “Nunca será aceitável que um braço do Estado opere acima das leis”. A Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da OAB-RJ está acompanhando o caso.

MPRJ

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) está investigando as circunstâncias das mortes na ação policial no Jacarezinho para apurar se houve violações a direitos durante a operação.

“Todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis em decorrência dos fatos ocorridos estão sendo tomadas pelo MPRJ, que na data de ontem esteve presente na comunidade, acompanhando os desdobramentos da operação. Cabe destacar ainda que o MPRJ acompanha a perícia nos corpos das pessoas mortas durante a intervenção policial”, informou a nota.

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Os promotores estão recolhendo relatos e outros elementos para subsidiar as investigações. “Dentre esses elementos, foram recebidas comunicações de cidadãos, instituições, associações e coletivos, trazendo relatos, imagens e vídeos da operação, que foram imediatamente levados ao conhecimento da 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada da Capital, responsável pelo procedimento investigatório”.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Geral

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Marinha: três navios são suspeitos por manchas de óleo no NE em 2019

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A Marinha informou hoje (7) que três navios são suspeitos pelo derramamento de óleo no litoral brasileiro em 2019. As informações foram divulgadas após a retirada do sigilo do relatório da investigação, que foi entregue à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF) em agosto do ano passado. As conclusões são utilizadas pela PF em um inquérito criminal sobre o caso. 

“Com o apoio de instituições técnicas e científicas, públicas e privadas, brasileiras e estrangeiras, três navios foram apontados como principais suspeitos: Navio-Tanque (NT) BOUBOULINA; NT VL NICHIOH (em maio de 2020, o navio alterou seu nome para NT CITY OF TOKYO); e NT AMORE MIO (em março de 2020, o navio alterou seu nome para NT GODAM)”, informou a Marinha. 

Na época dos fatos, as manchas iniciais de óleo apareceram a 700 km da costa brasileira (em águas internacionais) e atingiram mais de 250 praias do Nordeste. 

No comunicado, a Marinha também defendeu investimentos no monitoramento de navios. “Esse evento, inédito e sem precedentes na nossa história, traz ensinamentos, como a necessidade de se investir no aprimoramento do monitoramento dos navios que transitam nas águas jurisdicionais brasileiras e nas suas proximidades, destacando o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz)”. 

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Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Geral

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