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ARTIGOS & OPINIÕES

Você sabia que o cigarro é a principal causa de morte evitável no mundo?

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Por Max Lima*

Parece estranho falar assim, mas é a mais pura verdade, o cigarro é mesmo a principal causa de morte evitável no mundo.

Acontece que as mais de 4.700 substâncias tóxicas existentes no cigarro são extremamente prejudiciais à saúde. O consumo do tabaco está associado a 30% das mortes por câncer, sendo mais de 90% deles de pulmão, 25% dos casos de infarto agudo do miocárdio e quase metade dos derrames cerebrais

O tabagismo custa à economia global mais de 1 trilhão de dólares por ano e matará um terço a mais de pessoas até 2030 do que agora.

Os dados fazem parte de um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos publicado neste mês.

O número de mortes relacionadas ao tabaco deverá aumentar de cerca de 6 milhões para 8 milhões anualmente até 2030, sendo que mais de 80% delas vão ocorrer em países de baixa e média renda

O cigarro chega a reduzir a expectativa de vida em 20 anos.

Como o cigarro afeta o coração?

Se não bastasse os estragos aos pulmões e a estreita relação com o aparecimento de câncer, o tabagismo também figura entre os vilões quando o assunto é doenças cardiovasculares.

O cigarro é um dos maiores agressores do endotélio – aquela parede de células que recobre os vasos sanguíneos.

Essa ação interfere com a produção de uma substância protetora conhecida como óxido nítrico e faz como que as artérias fiquem mais vulneráveis ao acúmulo de gordura. Há também uma interferência no mecanismo de contração e relaxamento, o que resulta numa maior dificuldade para o sangue circular.

Leia mais:  Sem carregador e sem peças de reposição

A nicotina, substância encontrada no produto, é exercida pelos sistemas simpáticos e parassimpáticos e, quando a adrenalina é liberada, influencia na redução de consumo de oxigênio, e faz com que o corpo passe a absorver mais colesterol. A fumaça do cigarro contrai os vasos capilares dos pés e das pernas e, um único cigarro, já é suficiente para contrair todos os vasos sanguíneos do corpo. A cada tragada, ocorre um endurecimento das artérias do fumante, fazendo com que o coração trabalhe mais intensamente.

Quer reduzir as chances de ter um infarto? Então chegou a hora de parar de fumar!

Qualquer tipo de tabaco pode estimular a produção de novas placas nas artérias e piorar a aterosclerose (acúmulo de gordura nas paredes das artérias). Os homens fumantes têm três vezes mais chances de ter um infarto, se comparado aos homens não fumantes. Nas mulheres, esse risco é ainda maior. E não só os fumantes que têm mais chances de sofrer um infarto. O fumante passivo tem aproximadamente 30% a mais de risco do que uma pessoa que não se expõe a fumaça do cigarro. Optar por cigarros com baixo teor de alcatrão e nicotina não significa diminuição do risco de infarto.

Para facilitar o processo de parar de fumar, há opções de medicamentos no mercado, além de adesivos de nicotina e outros métodos. Mas acima de tudo, o bom resultado vai depender da determinação e força de vontade do fumante.

Leia mais:  A (Des)Crença Política

De acordo com a OMS, 7 milhões de pessoas morrem anualmente pelo tabagismo. Destas, 900 mil são vítimas de fumo passivo.

A ligação emocional com o cigarro é mais forte nas mulheres do que nos homens – daí uma dificuldade maior em parar de fumar no sexo feminino.

Cigarros eletrônicos também podem causar câncer de pulmão, sugere estudo

Novo estudo realizado pela Universidade de Nova York aponta que os cigarros eletrônicos podem, da mesma maneira que o tabaco comum, causar câncer de pulmão. A pesquisa foi realizada inicialmente em ratos, mas os cientistas acreditam que os efeitos sejam semelhantes em humanos.

Durante 54 semanas, grupos de roedores foram expostos quatro horas por dia, cinco dias por semana, a três condições diferentes: um em uma câmara com vapor característico do e-cigarro; outro, com solventes; e o último, com ar filtrado. Nove dos 40 sujeitados ao vapor do cigarro eletrônico desenvolveram câncer de pulmão. Nos dois outros grupos, apenas um camundongo foi acometido com a doença.

Portanto qualquer tipo de cigarro, pode encurtar a sua vida e te matar aos poucos. Pense nisso!

Max Lima

*Max Lima é médico especialista em cardiologia e terapia intensiva, conselheiro do CFM, médico do corpo clínico do hospital israelita Albert Einstein, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia de Mato Grosso(SBCMT), Médico Cardiologista do Heart Team Ecardio no Hospital Amecor e na Clínica Vida , Saúde e Diagnóstico. CRMT 6194

Email: maxwlima@hotmail.com

 

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Sem carregador e sem peças de reposição

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Uma newsletter com histórias, pensamentos e indicações sobre temas ligados ao Poder Legislativo, política e afins

Imagine comprar um dispositivo de suma importância e ele não funcionar seja por não ter bateria ou faltar alguma peça.

Muitos consumidores de celular já vivem com essa situação há algum tempo, mas se algo assim acontecesse com uma cadeira de rodas?

Nos EUA, alguns tipos de cadeira de roda motorizadas possuem dispositivos que bloqueiam a manutenção ou trocas de peças. A reposta a isso virou uma norma no estado do Colorado, que estabelece que o não fornecimento de peças (entre outras coisas) para donos de cadeiras ou oficinas de assistência técnica independente é uma prática comercial enganosa.

Do outro lado do oceano Atlântico, a União Europeia aprovou uma política de unificação dos carregadores de aparelhos eletrônicos¹. Olha que os europeus tem uma tradição “plural” quando se trata de tomadas:

Imagem via Plug Socket Museum.

Enquanto isso, no Brasil, a Apple segue sendo multada e condenada pela falta do carregador, mas o Direito do Consumidor pode estar sob ameaça.

Com a aprovação da Emenda Constitucional da proteção de dados, a competência dos estados legislar sobre consumo pode estar ameaçada, como dito em outra edição desta newsletter:

QPD – Quinze por Dia

Da competência da proteção de dados

Muito em breve será promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado a Proposta de Emenda à Constituição n° 17, de 2019, que dispôs sobre uma série de questões ligadas à proteção de dados pessoais. A grande notícia é que o direito à proteção dos dados pessoais, inclusive nos meios digitais, será incluído no rol do nosso nobre art. 5º, aquele que inaugura o …

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8 months ago · 1 like · Gabriel Lucas Scardini Barros

E de última hora: a Anatel pode adotar padronização dos carregadores por aqui.


Gostou da QPD?

Você pode ajudar a newsletter de várias maneiras, ao comprar usando os links da nossa biblioteca, ao assinar ou ao compartilhar a newsletter:

Share QPD – Quinze por Dia


O caminho é o legislativo

 

Notorious RBG deu o recado.

Ruth Bader Ginsburg², a juíza da Suprema Corte dos EUA falecida em 2000, que entre os vários destaques da sua vida usou os seus votos vencidos para influenciar o debate público e estimular que o Legislativo saia da sua inércia para discutir e aprovar questões relativas as suas derrotas no judiciário.

Mesmo que a contratação de planos de saúde não seja parte da realidade de uma grande parte da população, a decisão do STJ de que o rol de procedimentos e eventos estabelecido pela Agência Nacional de Saúde é restritivo, o que livra as operadoras dos planos de pagar por tratamentos não previstos na lista da ANS.

Leia mais:  Sem carregador e sem peças de reposição

Esse cavalo de pau jurisprudencial indignou muitas famílias brasileiras e, no melhor estilo de nossa RBG, provocou o legislativo.

Para além dos pronunciamentos, há projetos para estabelecer que o rol é exemplificativo (ou seja, não se trataria de uma lista fechada) no Senado, na Câmara Federal e até em Assembleia Legislativa.

Resta saber se o momentum será o bastante para que o Congresso Nacional decida sobre o tema.


Dentro da margem de erro:

Faltam praticamente três meses para as eleições. Tudo pronto?

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Pesquisadores analisaram padrões que influenciaram a decisão dos eleitores nas disputas de 1989 a 2018, no Nexo.


Da de encaixar em algumas questões de direito, liberdade…

Assim, o meu companheiro de bancada na rádio Assembleia, o Renato “Xomano” Curvo, sugeriu tentar encaixar o documentário Ser Underground A História do Rock Cuiabano. Não consegui, mas vale a dica de um documentário sobre uma cena em um lugar improvável. Para mim, tem um valor sentimental extra, já que assisti muitos dos momentos que são mostrados.

E por falar em rádio, vale lembrar que o Sala de Rock, o programa que eu participo está embalado em formato podcast e indico esse episódio:

Sala de Rock #194 – Helio Flanders (Vanguart)

By Sala de Rock

Podcast episode


Vale o clique:

  • Dinheiro e política são parte de um mesmo jogo³:

69: Grana acima de tudo

By B9, Rádio Guarda-Chuva

Podcast episode

  • Em uma outra QPD, havia o link para uma discussão sobre a participação das marcas nas questões eleitorais, essa conversa seguiu agora no Braincast…

Liberdade Patrocinada: posicionamento custa caro?

By B9

Podcast episode

  • … que por sua indicou essa ótima série produzida pela Folha e pelo Internet Lab:

Passo a palavra

By Folha de S.Paulo

Podcast episode

Houve atualizações no textos abaixo:

QPD – Quinze por Dia

O problema da bagagem

Em dezembro de 2016, a Agência Nacional de Aviação Comercial (Anac) aprovou uma resolução que permitiu a cobrança de bagagens despachadas nos voos comerciais brasileiros. O argumento é que com a cobrança de bagagens despachadas, o aumento de renda das companhias iria aumentar e as passagens poderiam ficar mais baratas…

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2 months ago · 2 likes · 2 comments · Gabriel Lucas Scardini Barros
QPD – Quinze por Dia

A dança da bengala

“Ele era tão novo, morreu com apenas 68 anos.” Você já deve ter ouvido algo do tipo. O fato é que muitas pessoas com idade maior que 65 anos possuem vitalidade e clareza mental de fazer inveja à muito jovem. Na semana passada, o Senado aprovou a PEC 32/2021…

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a month ago · 2 likes · Gabriel Lucas Scardini Barros
QPD – Quinze por Dia

Tem um advogado na minha Lei?

No começo deste mês de junho, foi sancionada uma Lei com uma série de alterações no Estatuto da Advocacia bem como nos Códigos de Processo Civil e Penal. Essa nova norma procura reforçar as prerrogativas da advocacia e os limites de impedimento de atuação do advogado…

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16 days ago · 2 likes · 2 comments · Gabriel Lucas Scardini Barros

Quinze por Dia, ou simplesmente QPD, é uma newsletter quinzenal com histórias, pensamentos e indicações sobre temas ligados ao Poder Legislativo, política e afins, por Gabriel Lucas Scardini Barros. Estou à disposição para conversar no Instagram @gabriel_lucas. Caso tenha recebido esse e-mail de alguém ou chegou pelo navegador, siga esse link para assinar.

1

Quem trouxe esse assunto como possível tema da QPD foi o eterno presidente do cervefelas, Haran Quintiliano.

2

Se você gostou da arte campanha do Obama + RBG, ela está a venda aqui.

3

Esse episódio teve muita influência do livro Dinheiro, eleições e poder: As engrenagens do sistema político brasileiro, de Bruno Carazza.

4

Há uma grande discussão sobre a relação da lei complementar estadual com a lei complementar federal editada posteriormente. Penso que nos temas não dispostos na lei federal, deve-se aplicar a lei estadual.

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ARTIGOS & OPINIÕES

A (Des)Crença Política

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Por  EMANUEL FILARTIGA ESCALANTE RIBEIRO*

 Um jovem político me disse que entrou na política para “ajudar muita gente”. Ele mesmo emendou: “Só que não é assim. É interesse próprio, é interesse do partido, é interesse do governo”. E desabafou:

—É tempo de eleições, há um movimento forte no país inteiro, e olha que as eleições neste ano não são nem municipais – só que são também.

O curioso é perceber o movimento, a dinâmica do jogo. Não envolve apenas os candidatos, veja que empresas, imprensa, todos os tipos de partidos começam a correr…. Bancos, sindicatos, conselhos profissionais, mercados, fazendeiros, até as ONGs correm… E o que os move não é a vontade de fortalecer as instituições democráticas. Ora Sr. Promotor, o dinheiro não fortalece essas coisas. Pode ser investimento, também não sei ao certo. Eu sei que antes da eleição do voto, há a eleição do dinheiro, ou é a mesma coisa, também não entendo bem essa parte.

E os candidatos… Ah! Como ficam acessíveis durante as eleições, simpáticos, amorosos, entram em casa simples, tomam café; são afetuosos, abraçam todo mundo, ou querem todo mundo para eles… mais uma dúvida minha.

O sistema eleitoral parece influir em todos os âmbitos. As regras eleitorais chegam aos pequenos municípios do Brasil, ou daqui saem, não sei direito…O que se sabe é que é tudo pelo poder! Em vez de mandato, os políticos recebem, têm certeza eles, poder. E o poder, Sr. Promotor, nunca é de quem pensa que ele é.

Leia mais:  A (Des)Crença Política

Muda governo, sai governo, não vemos grandes mudanças, mas uma coisa é certa, escancaradas são as mudanças para aqueles que estão no governo.

Acho que o problema é de governabilidade…Seja esse termo usado como eficiência dos Poderes na elaboração de políticas públicas, seja na capacidade de efetivar essas políticas públicas.

Alguns tiveram esperança com Fernando Henrique Cardoso, outros com Lula, tantos outros com Bolsonaro, ocorre que, fora questões muitíssimo pontuais, o status quo continua status quo.

Parece que as instituições políticas brasileiras funcionam mal. O sistema brasileiro beneficia, antes de tudo, ele mesmo e quem – políticos, agentes públicos – está com ele. Todas as instituições têm uma vontade, mesmo que oculta, de manter o que está. Isso parece impedir de mudar o mundo – ou, pelo menos, o Brasil, isso parece impedir de ajudar muita gente.

Veja bem, Sr. Promotor, com isso não quero dizer que todos os ocupantes dos poderes são corruptos, são ladrões. Quero dizer que o sistema gera muito beneficio para quem está nele. Criam incentivos para maximizar seus ganhos pessoais e “dos amigos”. Há alguns ainda que resistem a esses incentivos, mas a luta é árdua. Acabam cedendo.

Leia mais:  Sem carregador e sem peças de reposição

Há políticos de muitas ideologias, há partidos que defendem opiniões radicais, até hostis, outros que não defendem nada. A maioria passa quase o mandato inteiro buscando nomeações, políticas públicas de interesse específicos em seus lugares eleitorais. Raramente se vê aquela coisa do interesse comum como mencionada nos livros que o Sr. leu.

E os prefeitos, governadores e presidente, os que se acham mais poderosos do mundo, raras vezes têm o poder que pensam, sua autoridade depende de troca de favores, distribuições de valores (estou falando só do legal, ainda), convênios de obra pública, cargos, nomeações… E tem a corrupção, mas acho que isso é coisa da pessoa, não só do poder, do dinheiro e da gravata.

Uma coisa é certa para mim, Sr. Promotor, a inovação política é quase impossível.

Neste ano vou de Deputado Federal, o Sr. vota?!

—Hum?!

*Emanuel Filartiga Escalante Ribeiro é promotor de Justiça em Mato Grosso 

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