O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, na tarde desta quarta-feira (15.4), a uma ocorrência de vazamento de gás de cozinha em uma residência no bairro Rodeio, em Cáceres (a 217 km de Cuiabá).
A 2ª Companhia Independente Bombeiro Militar (2ª CIBM) foi acionada via 193 por volta das 16h30. Ao chegar ao local, os militares constataram que um botijão de gás estava com vazamento, sem presença de chamas. O recipiente já havia sido retirado do interior da casa pelos moradores.
De acordo com a solicitante, o vazamento começou no momento da troca do botijão, quando o engate do regulador se rompeu, provocando grande liberação de gás.
Os bombeiros realizaram o afastamento do botijão para uma área externa, segura e bem ventilada, onde permaneceram monitorando até o completo esvaziamento do recipiente.
Os moradores foram orientados a manter portas e janelas abertas para ventilação natural e dissipação do gás.
A equipe da 2ª CIBM também orientou os moradores a não acender luzes, não manusear materiais inflamáveis ou que possam gerar faíscas e a redobrar a atenção durante a troca do botijão, verificando as condições das mangueiras, registros e conexões antes do uso.
Como prevenir e evitar vazamentos?
Para prevenir vazamentos e manter a segurança, é indispensável que a área em que o botijão de gás for armazenado seja bem ventilada. A instalação deve ser realizada exclusivamente por um profissional qualificado, evitando improvisações com mangueiras ou conexões inadequadas. Durante a instalação, o botijão deve ser mantido na posição vertical e não deve ser deitado.
Outra forma de prevenção é a verificação ou troca periódica dos equipamentos de gás. Recomenda-se que a mangueira seja trocada a cada cinco anos ou quando o prazo de validade expirar. Da mesma forma, o regulador também deve ser substituído a cada cinco anos. Além disso, a orientação é realizar checagens regulares nos equipamentos, utilizando uma solução de água com sabão para identificar a formação de bolhas e, consequentemente, possíveis vazamentos.
Em caso de vazamento, o que fazer?
Em caso de vazamento, a orientação é fechar o registro do gás diretamente no botijão, abrir portas e janelas para ventilar o ambiente e não acionar nenhum aparelho elétrico. Também é preciso remover equipamentos da tomada ou desligar o padrão de energia ou a chave geral da residência.
Não é seguro acionar luzes, usar o celular ou qualquer aparelho eletrônico nesse momento. Qualquer faísca, até mesmo de um interruptor ou celular, pode servir como fonte de ignição e causar explosão em ambiente com gás acumulado.
Caso o cheiro de gás no local seja muito forte, haja risco de ignição ou alguma pessoa esteja passando mal, é fundamental evacuar o local imediatamente. Na sequência, quando a pessoa já estiver do lado de fora da residência ou em uma área ventilada e segura, deve-se acionar o Corpo de Bombeiros Militar pelo número de emergência 193.
A Desenvolve MT, a Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso, participou, nesta quinta-feira (16.4), em Cuiabá, de mais uma edição do encontro promovido pela Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACCuiabá), que reúne mensalmente empresários para debater tendências de mercado e o cenário econômico.
Além da apresentação institucional da Desenvolve MT, que destacou as linhas de crédito e o papel da instituição no fomento ao desenvolvimento econômico do Estado, o encontro contou com a participação do analista de competitividade do Sebrae MT, Fábio Apolinário, que trouxe reflexões sobre o ambiente econômico e estratégias para impulsionar a competitividade das empresas.
“Diante do cenário geopolítico, fatores externos impactam diretamente a economia. Por isso, além dos contextos internacional e nacional, destacamos o que está acontecendo em Mato Grosso, especialmente em Cuiabá. Também abordamos tendências de mercado e orientações para que o empresário continue competitivo e em desenvolvimento”, pontuou.
Para a executiva da ACCuiabá, Samanta Fernandes, o encontro tem o objetivo de gerar negócios e trazer conhecimento para os empresários. “A Desenvolve MT traz informações importantes sobre crédito e fomento, além de fortalecer a parceria conosco, já que hoje também atuamos como agentes de desenvolvimento. Essa troca de conhecimento com os nossos associados é extremamente relevante”, afirmou.
Já para a empresária do ramo de consultoria de imagem corporativa, Denia Alexandrina, a troca de experiências também é um dos pontos altos do evento, permitindo que empreendedores compartilhem desafios e expectativas. “Vejo este encontro como uma oportunidade muito positiva de troca entre empresários que buscam crescer e gerar impacto. Na área de imagem corporativa, ainda há uma visão limitada à aparência, mas ela vai além, pois é o que impacta, o conhecimento que confirma e o comportamento que sustenta. Momentos como este são fundamentais para compartilhar experiências e aprender”, disse.
Para o presidente da Desenvolve MT, Hélio Tito Simões de Arruda, a participação da agência reforça a estratégia de aproximação com o setor produtivo, levando informação qualificada e ampliando o acesso ao crédito em Mato Grosso.
“A participação da agência neste encontro reforça nosso compromisso de estar cada vez mais próximos do comércio local, ouvindo as demandas dos empresários e levando informação qualificada sobre as oportunidades de crédito disponíveis. Nosso objetivo é facilitar o acesso ao financiamento e contribuir para o fortalecimento e o crescimento sustentável dos negócios em Mato Grosso.”, afirmou.
Mato Grosso consolidou sua liderança nacional na produção de etanol de milho ao alcançar 5,6 bilhões de litros na safra 2024/2025, volume que representa cerca de 70% de toda a produção brasileira. O avanço, que vem transformando a dinâmica econômica da cadeia do milho no estado, pautou os debates da 3ª Conferência Internacional UNEM Datagro, realizada nesta quinta-feira (16.4), no Cenarium Rural, em Cuiabá, reunindo empresários, investidores e autoridades em torno de um setor cada vez mais estratégico para a matriz energética e o desenvolvimento regional.
O crescimento do etanol de milho em Mato Grosso ocorre em ritmo acelerado e sustentado por uma estrutura industrial em expansão, com 17 usinas de biocombustíveis em operação, sendo 9 dedicadas exclusivamente ao milho e 3 no modelo flex (milho e cana de açúcar), e perspectiva de avanço contínuo nos próximos ciclos. Mais do que volume, o movimento representa uma mudança estrutural: o estado deixou de exportar matéria-prima para agregar valor dentro de casa, gerando emprego, renda e arrecadação.
Ao abrir o evento, o governador Otaviano Pivetta fez questão de contextualizar essa virada econômica a partir de 2017, com advento da primeira usina de etanol de milho. Ele também destacou que a industrialização trouxe ganhos diretos para a economia mato-grossense.
“Mato Grosso já é o maior produtor de bioenergia do país e, neste ano, deve esmagar cerca de 20 milhões de toneladas. Isso mostra o tamanho do potencial que ainda temos para crescer. O Estado tem feito a sua parte, com incentivos fiscais e um ambiente seguro para atrair indústrias. Isso amplia as opções para o produtor vender o milho aqui dentro, agrega valor à produção e gera emprego e renda. É assim que transformamos produção em desenvolvimento”, afirmou.
A força do setor também foi destacada pela secretária de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, Mayran Beckman, que apontou o etanol de milho como um dos principais vetores de transformação econômica do estado. Para ela, o protagonismo do Estado não é pontual, mas resultado de um ambiente estruturado para crescer.
“O etanol de milho deixou de ser apenas uma alternativa energética. Hoje ele é um motor de desenvolvimento regional, que integra produção agrícola, indústria e geração de energia limpa. Temos produtividade, matéria-prima e um setor comprometido com inovação. Isso nos coloca em posição de liderança e com capacidade de expandir ainda mais”, completou.
As projeções apresentadas durante a conferência reforçam esse cenário de expansão. A expectativa é que a moagem de milho alcance 26,8 milhões de toneladas na safra 2026/2027, com crescimento superior a 19% em relação ao ciclo anterior, impulsionado pela entrada de novas usinas e pela ampliação da capacidade industrial.
Para o presidente do Conselho da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), Eduardo Menezes Mota, o momento é de consolidação e preparação para um novo salto do setor, levando em conta o cenário internacional, que tem elevado o papel estratégico dos biocombustíveis.
“Projetamos um crescimento consistente, com aumento da produção e maior integração da cadeia. O etanol de milho já é um caso de sucesso e tende a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. Com a alta do petróleo e as tensões geopolíticas, o etanol passa a ser um escudo para a economia brasileira, garantindo segurança energética e reduzindo a exposição a crises externas”, disse.
O presidente da Datagro, Plínio Nastari, reforçou o impacto econômico da industrialização do milho, destacando a capacidade de multiplicação de valor dentro da cadeia produtiva.
“Quando o grão é industrializado, ele pode aumentar de valor entre 80% e 100%. Isso transforma completamente a economia local e impulsiona outros setores, como a pecuária e a produção de proteína. Não existe competição entre alimento e energia. O que estamos vendo é o contrário: a bioenergia fortalece a produção de alimentos e torna o agro mais eficiente”, afirmou.
Além da produção de biocombustível, o setor também gera subprodutos estratégicos, como DDGS, utilizados na nutrição animal, e contribui para a produção de bioeletricidade, ampliando ainda mais seu impacto na economia brasileira.