O Governo de Mato Grosso formalizou, nesta quinta-feira (18.6), mais R$ 80 milhões em investimentos para municípios da região do Araguaia. Os recursos serão destinados a obras de educação, infraestrutura urbana e habitação em Canarana, Água Boa, Pontal do Araguaia, Bom Jesus do Araguaia, Santa Cruz do Xingu, Alto Boa Vista, Novo São Joaquim, Ponte Branca, Vila Rica, Nova Nazaré e Gaúcha do Norte.
Do total de investimentos, R$ 42 milhões em obras de infraestrutura urbana, além de R$` 1,25 milhão destinados à habitação.
O governador em exercício, José Zuquim Nogueira, destacou que os investimentos reforçam o papel do poder público na entrega de resultados para a população.
“O exercício do poder tem que ser voltado para melhorar a qualidade de vida do cidadão. Esses investimentos mostram o compromisso dos gestores públicos em transformar recursos em obras e serviços para a população. Hoje vemos instituições trabalhando juntas em favor da sociedade”, afirmou.
Foto: Antônio Pinheiro/Secom-MT
Na educação, os recursos contemplam a construção de uma nova Escola Pública Municipal de Ensino Fundamental em Canarana, com investimento de R$ 18,7 milhões, além da construção da nova sede da Escola Estadual Waldir Bento da Costa, com aporte de R$ 7,5 milhões.
Também serão executadas a reforma e ampliação da Escola Estadual Brasil Novo/EMEB Brasil Novo, a ampliação da Escola Municipal Central, com seis novas salas de aula e banheiro, a construção de quadra na Escola Municipal Martiniano Carlos Pereira, a construção de quadra coberta na Escola do Campo Liza Amorim, no distrito de Vila São Sebastião, e a construção de quadra poliesportiva no distrito de Pontinópolis.
Na habitação, o Estado autorizou aporte de R`$ 1,25 milhão para garantir melhorias em 50 unidades habitacionais destinadas a famílias de Água Boa.
Já na infraestrutura, os investimentos somam mais de R$ 42 milhões e contemplam obras de asfalto novo, drenagem, sinalização viária, construção de calçadas e outras melhorias urbanas.
Em Pontal do Araguaia, os convênios preveem obras de infraestrutura urbana em diversas ruas do município. Em Bom Jesus do Araguaia serão executadas obras de asfalto novo e drenagem superficial em vias da cidade.
Os investimentos também contemplam o asfaltamento dos assentamentos Brasipaiva e Santa Clara, em Santa Cruz do Xingu, melhorias urbanas no bairro Mãe Maria e em outras vias de Alto Boa Vista, além do microrrevestimento de ruas no distrito de Cachoeira da Fumaça e do prolongamento da Avenida Manoel Pereira Brito, em Novo São Joaquim.
Em Ponte Branca, os recursos serão destinados à construção da cobertura da feira no Centro Esportivo Paulo Alves Moreira. Já em Vila Rica, o convênio prevê a aquisição de materiais para obras de infraestrutura na comunidade Paraíso do Rio Preto.
Nova Nazaré receberá investimentos para asfalto novo, drenagem, construção de calçadas e sinalização viária, enquanto Gaúcha do Norte será contemplada com obras de infraestrutura urbana em diversas ruas do município.
Também participaram da agenda o governador licenciado Otaviano Pivetta; os deputados federais Juarez Costa e Fábio Garcia; o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi; e os deputados estaduais Ondanir Bortolini (Nininho) e Dr. Eugênio; o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho e o secretário-chefe de Gabinete do Governador, Eduardo Manciolli.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na noite de quarta-feira (17.6), um incêndio de grandes proporções em um secador de grãos de uma empresa do setor do agronegócio às margens da BR-070, no Distrito Industrial de Campo Verde (a 139 km de Cuiabá).
A 11ª Companhia Independente Bombeiro Militar (11ª CIBM) foi acionada por volta das 19h para atender à ocorrência. Ao chegar ao local, a equipe constatou que as chamas estavam intensas e consumiam o equipamento.
Os bombeiros iniciaram o combate utilizando o canhão monitor da Auto Bomba Tanque (ABT), além de realizar o resfriamento das estruturas próximas para evitar que o fogo se espalhasse para outras áreas da empresa.
Durante a operação, a equipe contou com o apoio de caminhões-pipa disponibilizados por empresas da região para reforçar o abastecimento de água no combate às chamas. Além disso, uma empresa vizinha disponibilizou seu sistema de hidrantes, contribuindo para garantir o fornecimento contínuo de água durante toda a ação.
Após mais de nove horas de trabalho ininterrupto, os bombeiros conseguiram controlar as chamas e realizar o rescaldo para evitar o surgimento de novos focos de incêndio. Não houve registro de vítimas.