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ELEIÇÕES

Wellington Fagundes denuncia pressão do grupo de Mauro Mendes

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Em uma revelação explosiva que movimenta o tabuleiro político de Mato Grosso, o senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes (PL), denunciou estar sofrendo “muita pressão” do grupo político liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União) para desistir de sua postulação

© Waldemir Barreto

O objetivo central das articulações, segundo o parlamentar, é pavimentar o caminho para a consolidação do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como candidato único de todo o bloco de centro-direita, evitando uma potencial divisão de votos na base aliadaFontes do cenário político corroboram que o senador tem enfrentado forte oposição, inclusive dentro do próprio partido, para manter sua pré-candidatura em 2026, com o grupo de Mendes atuando ativamente para “fritar” a postulação.

A grave denúncia foi feita em uma entrevista ao vivo no programa Resumo do Dia, da TV Cuiabá, conduzido pelo ex-prefeito Roberto FrançaQuestionado diretamente pelo âncora se teria sofrido tentativas de desistência por parte do grupo de Mendes, Wellington Fagundes foi categórico em sua resposta: “muita pressão. Eles queriam candidato único. Até hoje estão fazendo pressão”.

Para ilustrar a dimensão e a origem da ofensiva, Fagundes fez menção a encontros com o ex-presidente Jair Bolsonaro, tanto em São Paulo quanto no Rio de JaneiroO senador sugeriu que a influência nacional estaria sendo mobilizada pelo grupo do ex-governador na tentativa de “pacificar o palanque” em Mato Grosso.

Fagundes detalhou o teor da conversa com o ex-presidente no Rio de Janeiro. “No primeiro encontro no Rio de Janeiro – e não me venha distorcer alguém aí de site ou outro tipo de comunicação – o presidente Bolsonaro me chamou e disse: olha Wellington, eles estão querendo aqui que o PL apoie”O pré-candidato reafirmou sua autonomia e contra-atacou, dizendo que convidou outros nomes, como Odílio Balbinotti, para se juntarem ao PL, mas que o grupo de Mendes buscava o esvaziamento de seu partido. “Agora, eles queriam tirar do PL, aí não dá”.

A pressão, conforme Fagundes, não se limitou a um único momento e perdura até o presente. “Em São Paulo foi da mesma forma e continua até hoje, insistindo para que o PL não tenha candidato a governador”O senador atribuiu a insistência a um temor por parte dos adversários. “Isso é medo (?)…porque as pesquisas sempre apontam o nome do Wellington como primeiro lugar nas pesquisas (?)”Por fim, o pré-candidato encerrou a discussão com um posicionamento de resistência, garantindo que irá até o fim. “Não, vamos disputar a eleição e deixa a população decidir o que é melhor”.

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ELEIÇÕES

TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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ELEIÇÕES

Fundo Eleitoral vai repassar quase R$ 5 bi a 30 partidos para campanhas em 2026

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 Valores do Fundo Especial de Financiamento de Campanha foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral

O Fundo Eleitoral é constituído por recursos públicos destinados ao financiamento das campanhas eleitorais, já que empresas são proibidas de doar. A distribuição entre os partidos considera a representatividade de cada um no Congresso Nacional, ou seja, quem tem mais parlamentares ganha mais. A divulgação cumpre dispositivo da Lei das Eleições.

O Partido Liberal (PL) é a sigla com maior valor, em torno de R$ 881 milhões. Em seguida, aparecem o Partido dos Trabalhadores (PT), com aproximadamente R$ 615 milhões, e o União Brasil, com cerca de R$ 526 milhões. Juntas, as três legendas concentram quase 40% do montante distribuído pelo Fundo Eleitoral.

Partido

Fundo Eleitoral
PL  R$ 881 milhões 
PT  R$ 615 milhões 
União Brasil  R$ 526 milhões 
PSD  R$ 421 milhões 
PP  R$ 417 milhões 
MDB  R$ 400 milhões 
Republicanos  R$ 348 milhões 
Podemos  R$ 246 milhões 
PDT  R$ 169 milhões 
PSB  R$ 152 milhões 
PSDB  R$ 147 milhões 
Psol  R$ 131 milhões 
Solidariedade  R$ 88 milhões 
Avante  R$ 72 milhões 
PRD  R$ 71 milhões 
PC do B  R$ 60 milhões 
Cidadania  R$ 60 milhões 
PV  R$ 45 milhões 
Rede  R$ 35 milhões 
Novo  R$ 37 milhões 
Unidade Popular R$ 3,3 milhões
PSTU R$ 3,3 milhões
PRTB R$ 3,3 milhões
PCO R$ 3,3 milhões
PCB R$ 3,3 milhões
Mobiliza R$ 3,3 milhões
Missão R$ 3,3 milhões
Democrata R$ 3,3 milhões
DC R$ 3,3 milhões
Agir R$ 3,3 milhões
Total

R$ 4,9 bilhões

Com informações do TSE

 

Fonte: Agência Senado

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