A Operação Lei Seca resultou na prisão de 17 condutores por embriaguez ao volante durante fiscalizações realizadas, neste fim de semana, em Cuiabá e Rondonópolis.
Conforme balanço do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), foram fiscalizados 284 veículos e realizados 290 testes de alcoolemia, que resultaram na emissão de 160 Autos de Infração de Trânsito (AIT).
As equipes de fiscalização também confeccionaram 24 autos de infração por condução de veículo sob efeito de álcool, 11 por recusa ao teste de alcoolemia, 25 por condução sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e 57 por veículos sem registro ou licenciamento.
Do total de veículos abordados, 106 foram autuados e 96 removidos, sendo 72 carros e 24 motocicletas.
As operações ocorreram em dois pontos da Avenida das Torres, em Cuiabá, e na Rua Dom Pedro II, em Rondonópolis.
A Operação Lei Seca é coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), e realizada em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo e demais órgãos parceiros.
A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) apresentará na próxima quinta-feira (25.6), às 19h, os resultados da pesquisa Produto Interno Bruto (PIB) da Economia da Cultura e das Indústrias Criativas de Mato Grosso, realizada em parceria com a Fundação Itaú. Na ocasião, será apresentado também o pacote de editais 2026/2027 do Governo de Mato Grosso para fomento à cultura do Estado. O evento será realizado no Cine Teatro Cuiabá.
Inédito e baseado em metodologia nacionalmente reconhecida, o estudo do PIB reúne dados econômicos confiáveis que dimensionam a relevância dos setores culturais e criativos para a economia mato-grossense nos últimos anos. O indicador econômico é fundamental para identificar tendências, monitorar o desempenho e tomar medidas para estimular o desenvolvimento desses setores.
A pesquisa traz uma análise do período de 2012 a 2021 a partir de dados captados pelo Observatório da Cultura, Economia Criativa, Esporte e Lazer da Secel, com a colaboração da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), da Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat) e da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM).
Já o pacote de editais traz as seleções públicas do programa de incentivo à cultura de Mato Grosso, que será promovido pela Secel no decorrer deste e do próximo ano. Com investimento total de mais de R$ 75 milhões, o programa é composto por editais com recursos próprios do Governo de Mato Grosso, de Arranjos Regionais com o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab).
Os editais abrangem todos os segmentos da cadeia produtiva da cultura, como economia criativa, audiovisual, patrimônio histórico, museus, literatura e bibliotecas, expressões artísticas, povos e comunidades tradicionais, Pontos de Cultura, entre outros. Estão inclusas no programa de incentivo ações de fomento, formação e desenvolvimento, gestão, eventos e circulação.
Para participar do evento de lançamento, os interessados devem se inscrever neste link aqui .
Serviço: Lançamento PIB da Economia da Cultura e editais da Secel 2026/2027 Quando: quinta-feira (25.6), às 19h Local: Cine Teatro Cuiabá Inscrição: aqui
A Escola Estadual em Tempo Integral Santa Claudina, no Distrito de Mimoso, em Santo Antônio de Leverger, tem usado a própria história e o território onde está localizada como ponto de partida para novas experiências de aprendizagem. Com 78 anos de atuação, a unidade funciona no local onde nasceu o Marechal Cândido Rondon, personagem central da história de Mato Grosso e do Brasil.
Nesse ambiente marcado pela memória, a escola desenvolve projetos que aproximam os estudantes da realidade da comunidade. As atividades contam com a parceria de pequenos produtores da região, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em ações que unem pesquisa, tecnologia e conhecimento sobre o espaço local.
Uma das frentes de trabalho envolve o uso de drone para mapeamento e monitoramento de áreas próximas à escola e de propriedades parceiras. Com o equipamento, os alunos captam imagens aéreas, observam características do território, estudam aspectos ambientais e desenvolvem atividades relacionadas à geografia, à pesquisa científica e à análise de dados.
O drone utilizado pela unidade foi cedido pela Unemat e passou a integrar os projetos pedagógicos desenvolvidos nas disciplinas eletivas e nos Projetos de Corresponsabilidade, que compõem a Base Diversificada do currículo das escolas em tempo integral.
A proposta permite que os estudantes investiguem o lugar onde vivem com base em situações concretas. A paisagem, as áreas produtivas, os caminhos da comunidade e o entorno da escola deixam de ser apenas cenário e passam a ser objeto de estudo. Com isso, o conteúdo trabalhado em sala de aula ganha relação direta com a vida no campo, a história local e os desafios do território.
Camila Rodrigues de Oliveira, do 3º ano do Ensino Médio, conta que o uso de drone tornou as aulas mais práticas e interessantes. “Conseguimos observar melhor o território e entender os conteúdos de forma mais visual”
Para a colega dele, Ellen Cristine Queiroz, estudar em uma escola com tanta história e, ao mesmo tempo, participar de projetos que utilizam tecnologia e pesquisa é uma experiência marcante.
“Além de aprendermos sobre a história do Marechal Rondon e da própria escola, usamos tecnologias modernas que ajudam no nosso aprendizado”, disse Ellen.
O coordenador pedagógico, Omar Figueiredo, destaca que trabalhar a história de Rondon nas eletivas é extremamente importante para que os alunos se projetem no modelo no qual o marechal se enquadrou. “Essa escola é única, assim como a nossa forma de ensinar e de interagir com o ambiente”.
Na organização curricular, a Base Diversificada complementa a Base Nacional Comum Curricular e contribui para uma formação mais ampla, com atividades voltadas à pesquisa, à autonomia, à convivência e à resolução de problemas. Na Santa Claudina, essa proposta ganha contornos próprios por estar vinculada a uma comunidade rural e a um espaço de grande valor histórico.
Ele lembra que os pequenos produtores também têm um papel importante nesse processo. Eles colaboram com informações sobre a região, autorizam o acesso a áreas de observação e compartilham experiências sobre a produção rural e o uso do solo. “Essa aproximação fortalece o vínculo da escola com a comunidade e amplia as possibilidades de aprendizagem dos estudantes”.
A secretária de Estado de Educação, Flavia Emanuelle Soares, avalia que, ao incorporar drone, parcerias acadêmicas e a participação dos produtores locais ao cotidiano pedagógico, a Escola Santa Claudina amplia o alcance do ensino sem se afastar de sua identidade. “Sem contar que, no Distrito de Mimoso, a história do lugar permanece presente. Isso fortalece a escola como campo de pesquisa e de aprendizagem para os nossos estudantes”, completa Omar.
A escola atende mais de 250 estudantes do ensino fundamental, do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), na sede e em duas salas anexas, localizadas em Porto de Fora e na comunidade Água Branca.
O prédio da unidade é tombado como patrimônio histórico desde 2012. Anexo à escola funciona o Memorial Rondon, construído em homenagem ao marechal. A região também guarda a memória dos pais de Rondon, que viveram e estão sepultados no local.