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ARTIGOS & OPINIÕES

O descompasso entre crescimento e qualificação em Mato Grosso

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Por Márcio Florestan Berestinas*

Estado lidera geração de empregos, mas enfrenta dificuldade crescente para preencher vagas por falta de mão de obra qualificada

Há um descompasso que se delineia com nitidez em Mato Grosso — e que, talvez por isso mesmo, ainda não foi enfrentado na profundidade que o tema reclama. De um lado, uma economia dinâmica, com crescimento acima da média nacional e taxas de desocupação entre as menores do país — em torno de 3% a 4%, segundo dados recentes do IBGE. De outro, um entrave persistente: vagas permanecem abertas pela ausência de mão de obra qualificada.Não se está diante de um desajuste circunstancial, nem de uma dificuldade confinada a um segmento específico.

O quadro revela uma desconexão estrutural entre o ritmo da expansão econômica e a capacidade de formação profissional da população.No plano agregado, Mato Grosso mitigou o antigo problema da escassez de emprego.

O desafio contemporâneo deslocou-se. Trata-se, agora, de preparar pessoas para ocupar as oportunidades que o próprio desenvolvimento engendra.Nesse contexto, um dado merece atenção. O setor de serviços concentra a maior parte dos empregos formais, tanto no Brasil quanto no estado — frequentemente superando 60% do total de vínculos.

Parte dessas atividades, especialmente no comércio, na logística e em funções administrativas, atua como via relevante de inserção inicial no mercado de trabalho, embora não de forma uniforme. Ainda assim, a questão da qualificação não se distribui de modo homogêneo.Nos segmentos produtivos — especialmente agropecuária, indústria e construção — a carência de mão de obra qualificada se manifesta de forma mais intensa e com maior impacto econômico. Levantamentos de entidades empresariais indicam que cerca de 40% a 50% das empresas enfrentam dificuldade para contratar trabalhadores com as competências exigidas.

O maior empregador está nos serviços; o principal gargalo, contudo, localiza-se nos setores com maior intensidade produtiva e efeito multiplicador.A evidência empírica corrobora essa assimetria. No comércio, multiplicam-se as dificuldades na contratação de vendedores e assistentes administrativos com domínio mínimo de atendimento e ferramentas digitais.

Já na indústria, escasseiam operadores de máquinas, técnicos de manutenção e profissionais de eletromecânica — funções que exigem qualificação técnica específica. Na construção civil, a falta de pedreiros, eletricistas e mestres de obra compromete prazos e encarece empreendimentos. No agronegócio, intensifica-se a demanda por operadores de máquinas agrícolas e profissionais aptos a lidar com tecnologias embarcadas.

Quanto à logística, a ausência de motoristas qualificados e operadores especializados limita a eficiência de cadeias inteiras.O padrão se repete com inquietante regularidade: oportunidades existem, a demanda é concreta, mas a qualificação da força de trabalho não evolui no mesmo ritmo.À primeira vista, poderia parecer que o problema reside apenas na insuficiência de cursos. Essa explicação, embora não inteiramente equivocada, é limitada. Um exame mais atento revela que a questão é mais profunda.

O ponto crítico está na forma como a qualificação profissional vem sendo estruturada — ainda fragmentada, dispersa e, em larga medida, dissociada das necessidades efetivas do mercado.Cursos são ofertados.

Turmas são abertas. Certificados são expedidos. Permanece, entretanto, uma indagação essencial: tais formações dialogam, de fato, com a realidade econômica dos territórios em que se inserem? Com frequência, a resposta não se mostra satisfatória.A economia mato-grossense possui feições próprias.

O agronegócio, a agroindústria, a logística, a construção civil e determinados ramos industriais compõem o núcleo do desenvolvimento estadual. São esses segmentos que geram riqueza — e, justamente, aqueles que mais enfrentam dificuldade para encontrar trabalhadores qualificados.

Diante desse cenário, a questão ultrapassa a mera ampliação da oferta de cursos. Torna-se necessária uma qualificação orientada, territorializada e organicamente vinculada às cadeias produtivas reais.

Quando essa articulação não se estabelece, o desfecho é previsível: formações que não conduzem ao emprego, empresas que não encontram trabalhadores e um crescimento econômico aquém do potencial.

Experiências exitosas em outros estados — como Minas Gerais e Pernambuco, que estruturaram políticas de qualificação articuladas às demandas do setor produtivo, com oferta descentralizada e integração efetiva entre formação e trabalho — indicam caminhos possíveis. O ponto decisivo, contudo, não reside na simples replicação de modelos, mas na assimilação de um princípio fundamental: qualificação profissional não é política acessória — é eixo central do desenvolvimento.

Algumas diretrizes, nesse contexto, apresentam-se com clareza.A primeira consiste na construção de um sistema permanente de inteligência sobre o mercado de trabalho. Não se planeja adequadamente a formação profissional sem conhecer, com precisão, as vagas não preenchidas, sua localização e as competências requeridas.

Sem esse diagnóstico, corre-se o risco de multiplicar certificados e escassear soluções.Outra diretriz relevante é a superação da lógica de cursos isolados em favor de trilhas formativas. O trabalhador contemporâneo não necessita apenas de uma qualificação pontual, mas de um percurso que permita progressão, adaptação e atualização contínua.Igualmente imprescindível é a integração efetiva com o setor produtivo.

Formações desconectadas da realidade empresarial tendem a gerar frustração recíproca. A qualificação precisa nascer do diálogo com quem emprega e incorporar experiências práticas que reduzam a distância entre aprendizagem e trabalho.A incorporação das novas tecnologias, por sua vez, já não pode ser tratada como opção.

A inteligência artificial, a automação e as ferramentas digitais configuram o presente do trabalho. Ignorá-las significa condenar trabalhadores à obsolescência precoce.Nesse ponto, já é possível delinear uma proposta estruturante: a criação de um programa estadual de alfabetização em inteligência artificial e produtividade digital.

Não se trata de formar especialistas, mas de assegurar que trabalhadores — do campo à cidade, do comércio à indústria — dominem instrumentos que já moldam o cotidiano profissional.Alfabetizar em inteligência artificial, hoje, não pressupõe que tenhamos superado a alfabetização digital básica — o que, de fato, ainda não ocorreu.

Dados nacionais indicam que parcela significativa da população brasileira ainda apresenta limitações no uso de ferramentas digitais básicas. Ainda assim, a realidade do trabalho avança. Se antes o desafio era acessar o computador, hoje é saber utilizá-lo de forma produtiva e inteligente. A nova fronteira não substitui a anterior; sobrepõe-se a ela.A dimensão social do problema tampouco pode ser negligenciada.

Em um estado marcado por desigualdades regionais, a qualificação profissional assume caráter inclusivo. Priorizar jovens, trabalhadores desempregados, mulheres chefes de família e populações vulneráveis significa, em última análise, ampliar horizontes e reduzir assimetrias.Nesse sentido, revela-se especialmente pertinente a advertência de Hannah Arendt, ao lembrar que “educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos responsabilidade por ele”. Formar para o trabalho, aqui, é também assumir responsabilidade pelo destino coletivo.

Cumpre reconhecer que Mato Grosso não parte do zero. Há iniciativas relevantes em curso, tanto no âmbito estadual quanto municipal, além da atuação consistente do Sistema S. Programas como Ser Família Capacita vêm sendo ampliados, e a oferta de cursos cresce gradualmente. Ainda assim, a conclusão se impõe: as iniciativas ainda são insuficientes.

Quando o crescimento econômico supera a capacidade de formação profissional, instaura-se um descompasso que tende a se aprofundar. Esse descompasso não é neutro — traduz-se em oportunidades perdidas, investimentos subaproveitados e desigualdades que se perpetuam.O que está em jogo não é apenas a eficiência do mercado de trabalho.

É o próprio desenho do desenvolvimento que se pretende sustentar.Vagas não preenchidas por falta de qualificação não constituem meras estatísticas administrativas. São sinais inequívocos de que a engrenagem responsável por articular educação, trabalho e prosperidade ainda opera aquém do necessário — lenta, descoordenada, insuficiente para a complexidade do tempo presente.E engrenagens, quando desalinhadas, não entram em colapso de imediato.

Persistem, rangem, perdem eficiência — até que o sistema, gradualmente, deixa de responder às exigências que sobre ele recaem.É nesse ponto que se impõe uma reflexão mais profunda. O crescimento econômico, por si só, não é garantia de desenvolvimento.

Sem uma base humana qualificada, capaz de sustentar, adaptar e projetar esse crescimento, o avanço torna-se frágil, circunstancial e, em última instância, reversível.A questão decisiva, portanto, não reside em saber se Mato Grosso continuará a crescer — os indicadores sugerem que sim. A interrogação que realmente importa é outra, mais exigente e menos confortável: o Estado será capaz de converter expansão econômica em capacidade social efetiva, ou permitirá que a distância entre ambos se amplie?Em termos estruturais, o desenvolvimento consistente pressupõe a conversão da prosperidade econômica em oportunidade real para a população.

Sem essa correspondência, o crescimento perde densidade e se esgota.Uma economia que avança sem qualificar sua própria população pode até expandir seus indicadores — mas dificilmente consolidará um projeto duradouro de grandeza e inclusão.

 

*Márcio Florestan Berestinas é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Enfraquecer o vereador ou capacitá-lo? A escolha que o Brasil deveria fazer

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Um edição extraordinária da Quinze por Dia

Todos os dias, cerca de 15 novas leis são publicadas no Brasil. A Quinze por Dia existe para explicar por que isso acontece e o que isso diz sobre o nosso processo legislativo e a nossa política.

O que acontece quando um parlamentar não tem as condições mínimas para exercer seu mandato? Vira anedota. E quando alguém propõe resolver isso cortando ainda mais? Vira problema.

No saudoso podcast Legis-Ativo, o cientista político Humberto Dantas mantinha um quadro chamado “Legislativo, me ajuda a te ajudar”, em que se narravam fatos inusitados vindos das Câmaras Municipais do país.

Não é à toa, já que grande parte das Câmaras opera com orçamento baixo e equipe precária. O resultado? Histórias que viram anedota e uma realidade que dá dó.

Na democracia representativa, o parlamentar é um cidadão comum escolhido para exercer um mandato, não um especialista formado para isso. É um espelho da sociedade que o elegeu, em uma das campanhas mais disputadas do sistema eleitoral brasileiro. Quando chega à Câmara, não sabe legislar, não sabe fiscalizar. Representa seus eleitores por instinto, sem método e sem estrutura. E quanto menor a cidade, mais cobrado ele é. Afinal, o vereador é o vizinho, o colega de trabalho ou o frequentador da mesma igreja.

Imagine chegar ao seu primeiro dia de trabalho sem treinamento, sem equipe, sem manual e ter como chefe direto toda a sua cidade.

Não importa se ele está pronto para ouvir queixas, várias chegarão até ele, e a maioria não tem solução fácil ou só pode ser resolvida pelos Estados ou pela União.

Recentemente, o deputado federal do Amazonas Amon Mandel escreveu um artigo para buscar apoio a uma proposta de emenda à Constituição Federal. No artigo, o deputado reclamou da atuação das Câmaras, fez uma infeliz comparação e propôs:

“A ideia é substituir o modelo atual de vereadores com salário fixo mensal por um formato de conselheiros eleitos, com função legislativa e fiscalizatória, mas com ajuda de custo por sessão, recebendo pelo justo: o trabalho realizado. Sem a estrutura permanente e cara que hoje pesa sobre o contribuinte, esperamos que mais dinheiro sobrasse para segurança, saúde ou educação. Veja bem: eu não proponho o fim da representação local, mas sim o fim de um arranjo que, em milhares de cidades, virou custo alto para resultado baixo. Uma grande farra com dinheiro público.”

A tese central da proposta tem três problemas graves. Primeiro, pressupõe que o trabalho parlamentar se resume a participar de sessões. Segundo, afirma que o resultado é baixo sem oferecer critérios claros para medi-lo. Terceiro, acredita que reduzir a estrutura das Câmaras vai beneficiar outras áreas da sociedade.

A participação nas sessões plenárias é, de fato, um aspecto importante do mandato, mas a representação popular acontece em muitos outros lugares: na base, onde se escuta a população; no atendimento do gabinete, onde o trabalho é elaborado e resulta em propostas legislativas, indicações e requerimentos.

Um vereador bem estruturado pode articular políticas locais, mediar conflitos comunitários e fiscalizar contratos antes que o prejuízo chegue ao contribuinte. Esse trabalho muitas vezes não aparece na ata da sessão.

Medir o desempenho de um parlamentar é tarefa difícil e até pesquisadores debatem como fazê-lo. Representar, fiscalizar e produzir leis não cabem em planilha. E muitas vezes a própria sociedade escolhe métricas equivocadas, como a conhecida corrida para ver quem apresentou mais projetos, métrica que diz pouco sobre qualidade ou impacto real.

Por fim, a falta de estrutura é o maior perigo. Um conselheiro que recebesse por sessão seria mais isento ou livre das pressões do prefeito? Um conselho com menos recursos que uma Câmara Municipal teria condições de apoiar seus membros na fiscalização e na produção legislativa? A resposta, em ambos os casos, é não.

A saída é aumentar a estrutura do legislativo municipal, em vez de diminuí-la, dando a eles as condições para trabalhar de verdade. Isso é, reconhecidamente, mais difícil já que nenhum município possui orçamento sobrando para melhorar as condições de trabalho em uma Câmara Municipal.

Mas a solução já existe e não precisa ser reinventada. Assim como municípios se uniram em consórcios intermunicipais de saúde para dividir custos e ampliar serviços, as Câmaras poderiam fazer o mesmo, por meio de consórcios legislativos regionais que compartilhem equipe técnica, apoio parlamentar e a gestão interna das Câmaras. Menos custo, mais qualidade, sem sacrificar a representação. O Brasil já conta centenas de consórcios públicos intermunicipais ativos. A lógica funciona.

Todos concordam que a representação pode melhorar, afinal, ela está em crise há muito tempo. Mas a crise da representação não se resolve enfraquecendo quem representa. Diminuir a representação e cortar seus meios de atuação vão deixar a população ainda mais desalentada e sem perspectiva. Se queremos melhores vereadores, precisamos dar a eles melhores condições, e isso começa por parar de tratar o legislativo municipal como um problema a ser extinto.



Avisos e proclames

  • É raro, mas o assunto mereceu uma edição mais quente e extraordinária. A próxima edição ordinária chega no dia 27 de abril.
  • O quê você pensa? Gostou da ideia do deputado? Tem outra solução? Vamos continuar a conversa nos comentários:

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O perigo das operações financeiras informais: o que é legal, o que é arriscado e como o empresário deve se proteger

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Com a digitalização acelerada dos serviços financeiros e o crescimento das fintechs, especialistas alertam que operações fora das estruturas reguladas podem expor empresas a riscos jurídicos, fiscais e patrimoniais

Por Felipe Franchi * – A transformação digital do sistema financeiro brasileiro ampliou o acesso a crédito, meios de pagamento e soluções de gestão de capital para empresas de todos os portes. Ao mesmo tempo, o crescimento desse ecossistema também trouxe um fenômeno preocupante: o aumento de operações financeiras informais ou pouco estruturadas, que muitas vezes prometem agilidade e facilidade, mas podem esconder riscos relevantes para empresários.

De acordo com dados do Banco Central do Brasil, o país conta hoje com centenas de instituições autorizadas a operar no sistema financeiro, além de um ecossistema crescente de fintechs e plataformas tecnológicas integradas a essas estruturas reguladas. A expansão dos serviços digitais, impulsionada por ferramentas como o Pix e o open finance, ampliou a competitividade do setor e reduziu barreiras de acesso para empresas e consumidores.

No entanto, especialistas alertam que nem todas as operações financeiras disponíveis no mercado seguem as mesmas regras ou possuem o mesmo nível de supervisão.

Segundo Felipe Franchi, CEO e fundador da Franchi, fintech especializada em soluções financeiras para empresas, o principal problema surge quando empresários recorrem a estruturas informais sem entender exatamente quem está por trás da operação.

“No mercado financeiro, existe uma diferença importante entre inovação e informalidade. Muitas soluções tecnológicas são legítimas e operam dentro das regras do sistema financeiro, mas também existem estruturas que atuam sem clareza regulatória, o que pode expor o empresário a riscos jurídicos e patrimoniais”, afirma.

Entre os exemplos mais comuns estão operações de intermediação de crédito sem transparência sobre a instituição financeira responsável, plataformas que realizam movimentações de recursos sem estrutura regulada ou ainda promessas de facilidades financeiras sem contratos claros.

Essas situações podem gerar problemas que vão desde disputas contratuais até questionamentos fiscais e bloqueios de recursos. Em alguns casos, a falta de estrutura formal também dificulta a responsabilização em situações de falha operacional ou perda financeira.

Segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, muitos pequenos e médios empresários ainda enfrentam dificuldades para acessar crédito formal, o que aumenta a busca por soluções alternativas no mercado. Embora algumas dessas iniciativas sejam legítimas, outras podem operar em zonas cinzentas do sistema financeiro.

Para Franchi, o empresário precisa adotar alguns critérios básicos antes de contratar qualquer operação financeira. “A primeira pergunta que o empresário deve fazer é simples: quem é a instituição financeira responsável pela operação? Quando a operação envolver crédito regulado, serviços de pagamento ou movimentação estruturada de recursos, é essencial identificar qual instituição autorizada sustenta a operação e sob quais regras ela atua. Sem essa transparência, o risco aumenta consideravelmente”, explica.

Além disso, alguns sinais de alerta devem ser observados com atenção, como a ausência de clareza sobre qual instituição financeira sustenta a operação, contratos inexistentes ou com linguagem vaga, promessas de facilidade excessiva ou ausência de riscos, dificuldade de contato com responsáveis jurídicos ou operacionais e falta de transparência sobre taxas, custos e responsabilidades. Operações que envolvem movimentação de recursos sem explicação clara da estrutura também exigem cautela, pois podem indicar fragilidade ou informalidade.

Outro ponto essencial é a clareza contratual. Operações financeiras estruturadas normalmente apresentam documentos detalhando responsabilidades, custos, limites e regras de funcionamento. Quando essas informações não estão claramente definidas, o empresário pode acabar assumindo riscos que sequer conhece.

O crescimento das fintechs e das soluções digitais tende a continuar nos próximos anos. Segundo dados do Distrito Fintech Report, o Brasil possui mais de 1.500 fintechs, consolidando-se como o principal ecossistema do setor na América Latina.

Nesse cenário, especialistas destacam que a inovação financeira não deve ser confundida com ausência de regulação. “A tecnologia trouxe eficiência e ampliou o acesso ao sistema financeiro, mas as regras continuam existindo justamente para proteger empresas e consumidores. O empresário que entende essa diferença consegue aproveitar as vantagens da inovação sem se expor a riscos desnecessários”, conclui Franchi.

À medida que o sistema financeiro se torna cada vez mais digital, a capacidade de identificar operações legítimas e estruturas informais passa a ser um elemento essencial da gestão financeira empresarial — especialmente para empresas que dependem de crédito, antecipação de recebíveis ou soluções de fluxo de caixa para sustentar seu crescimento.

 

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