Connect with us

ARTIGOS & OPINIÕES

Hoje é dia do parlamento? É sim!

Publicado em

Uma newsletter com histórias, pensamentos e indicações sobre temas ligados ao Poder Legislativo, política e afins.


 Uma edição extraordinária de Quinze por Dia

Você já conhece o grupo de whatsapp?

Todos os dias, cerca de 15 novas leis são publicadas no Brasil. A Quinze por Dia existe para explicar por que isso acontece e o que isso diz sobre o nosso processo legislativo e a nossa política.

Celebrar o parlamento pode parecer protocolar. Mas entender por que essas datas existem diz muito sobre como a democracia se enxerga e de como é importante saber tornar eventos históricos por meio de normas.

Todo parlamento gosta de uma data comemorativa, às vezes até demais. O tema volta à tona com frequência nos legislativos brasileiros, seja pela homenagem em si, seja por alguma situação inusitada que ela provoca. O Brasil, aliás, tem quase 300 leis federais só para estabelecer datas comemorativas.

Mas hoje o assunto são as datas em que o parlamento celebra a si mesmo.


O mundo para para pensar no parlamento

Começamos pelo dia de hoje: 30 de junho é o Dia Internacional do Parlamentarismo, que também é chamado de Dia Mundial do Parlamento. As Nações Unidas estabeleceram a data em 2018, em homenagem a 30 de junho de 1889, quando foi fundada a União Inter-Parlamentar — a IPU, do inglês Inter-Parliamentary Union.

Não por acaso, 1889 também foi o ano em que o Brasil se tornava república. O mundo se organizava para pensar o parlamento justamente quando o país refazia sua própria estrutura política.

A data existe para que os parlamentos ao redor do mundo reflitam sobre o papel do legislativo na democracia. Mais do que nunca um convite necessário.


O calendário brasileiro do parlamento

No Brasil, o Dia do Parlamento é 3 de maio. A Lei 6.230/1975 fixou essa data em referência à instalação da primeira Assembleia Constituinte brasileira, em 1823. Nesse mesmo dia, celebram-se também o Dia da Taquigrafia e o Dia do Cientista Político.

A ironia é que essa primeira Constituinte foi dissolvida por Dom Pedro I, o mesmo que, no ano seguinte, outorgou a Constituição de 1824, no dia 25 de março (e que virou o Dia da Constituição). Uma constituinte dissolvida pelo imperador, seguida de uma Constituição imposta por ele. Dois marcos do parlamento brasileiro que, juntos, dizem muito sobre a relação histórica entre o Executivo e o Legislativo neste país.

Por isso, é sempre importante distinguir as duas constituições que marcam nosso calendário: a de 1824, outorgada por Dom Pedro I e a de 1988, promulgada pelo povo, por meio de seus representantes em 5 de outubro.

Mais uma efeméride para o calendário: 15 de maio é o Dia da Educação Legislativa, um tema caro a quem acredita que parlamento forte começa pela formação do cidadão.

Tantas datas. Quantas delas você já conhecia?


E já que estamos no clima das comemorações

Se o parlamento tem datas para celebrar sua própria história, nós também temos a nossa.

Em agosto, a Quinze por Dia completa 5 anos. A primeira edição foi publicada em 26 de agosto de 2021 e desde então este espaço existe para aproximar as pessoas do legislativo, de um jeito direto e sem protocolo.

Quase cinco anos escrevendo sobre o parlamento que ainda busca seu lugar no coração do país. Vale comemorar?


Avisos e proclames



Vale o clique

Instagram

ARTIGOS & OPINIÕES

Legado construído com trabalho, diálogo e compromisso com Mato Grosso

Published

on

Por Wenceslau Júnior *

Encerrar um ciclo é uma oportunidade para refletir sobre o caminho percorrido. No dia 30 de junho concluo minha missão à frente do Sistema Comércio de Mato Grosso, iniciada em 2018, com a certeza de que Fecomércio, Sesc e Senac chegam mais fortes, mais modernos e mais presentes na vida dos mato-grossenses.

Foram oito anos marcados por grandes desafios. Enfrentamos a pandemia, vivemos profundas mudanças econômicas e acompanhamos a evolução do mercado de trabalho. Em todos esses momentos, a Federação manteve seu compromisso de representar o setor do comércio de bens, serviços e turismo, defendendo o empreendedor, promovendo o diálogo com os poderes constituídos e investindo em ações que gerassem desenvolvimento para toda a sociedade.

O resultado desse trabalho vai muito além dos números, embora eles impressionem. Entre 2018 e 2026, Sesc e Senac realizaram mais de 14,5 milhões de atendimentos, consolidando uma rede que hoje reúne 33 unidades fixas, oito unidades móveis e mais de dois mil colaboradores dedicados à transformação social.

Esse legado também pode ser visto em obras e projetos que mudaram a realidade de Mato Grosso. Entregamos o novo Sesc Salgadeira, devolvendo aos mato-grossenses um dos principais cartões-postais da região de Cuiabá completamente revitalizado. Inauguramos as modernas unidades do Sesc e do Senac Várzea Grande, ampliando o acesso da população à educação profissional, saúde, cultura, lazer e assistência social.

Também ampliamos o alcance dos serviços com a implantação da unidade móvel Sesc Visão, levando atendimento oftalmológico a milhares de pessoas em municípios que antes não contavam com esse serviço. Criamos ainda o projeto Encantos da Gastronomia, valorizando a culinária regional, fortalecendo pequenos empreendedores e incentivando o turismo gastronômico como ferramenta de desenvolvimento econômico.

Outro marco desse período foi o fortalecimento da FIT Pantanal, que consolidamos como a maior feira de turismo das regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil. A feira deixou de ser apenas um evento para se tornar uma plataforma de negócios, inovação, qualificação profissional e promoção dos destinos turísticos mato-grossenses, contribuindo para posicionar Mato Grosso como um dos grandes protagonistas do turismo nacional.

Na Fecomércio, fortalecemos a defesa institucional do setor empresarial. Produzimos 571 notas técnicas pela Renalegis, celebramos 195 instrumentos coletivos de trabalho, divulgamos mais de 500 pesquisas, e consolidamos serviços como o Cartão do Empresário, que ultrapassou 2,5 mil empresas credenciadas e mais de 51 mil atendimentos. Ainda inauguramos o Complexo Sindical, que fornece espaços para os sindicatos realizarem seus trabalhos.

O Sesc expandiu seus programas sociais, culturais, esportivos e de saúde. O Mesa Brasil distribuiu mais de 8,3 milhões de quilos de alimentos desde 2018. Os restaurantes do comerciário serviram mais de 2,7 milhões de refeições. O Festival Nacional da Viola tornou-se um dos maiores eventos culturais de Mato Grosso, reunindo mais de 202 mil participantes em cinco edições e fortalecendo a valorização da cultura popular brasileira.

O Senac viveu um dos períodos mais importantes de sua história recente. Além de ampliar sua atuação em todo o estado e fortalecer a educação profissional, firmamos uma parceria histórica com o Governo de Mato Grosso por meio do Senac Educ. O programa representa mais de R$ 75,6 milhões em investimentos destinados à qualificação profissional, com milhares de vagas gratuitas ofertadas em diversas áreas, preparando trabalhadores para as demandas do mercado e ampliando oportunidades de emprego, renda e inclusão social.

É uma iniciativa que reafirma o papel do Senac como protagonista na formação da mão de obra que impulsiona o desenvolvimento econômico de Mato Grosso.

Nenhuma dessas conquistas pertence a uma única pessoa. Elas são fruto do trabalho conjunto da diretoria, dos sindicatos empresariais, dos colaboradores, da Confederação Nacional do Comércio e de tantos parceiros que acreditaram na força do diálogo, da união e da construção coletiva.

Deixo a presidência com serenidade e orgulho. Entrego uma Federação sólida, respeitada nacionalmente e preparada para continuar crescendo. Tenho plena confiança de que a próxima gestão dará continuidade a esse projeto, preservando aquilo que sempre orientou nossas decisões: o compromisso com o empresário, com os trabalhadores do comércio e com o desenvolvimento de Mato Grosso.

Os mandatos passam. As instituições permanecem. E o verdadeiro legado é deixar um Sistema mais forte do que o encontramos, preparado para servir às próximas gerações.

 

*Wenceslau Júnior é empresário do setor de material de construção há mais de 40 anos em Mato Grosso. E está presidente do Sistema Comércio de Mato Grosso, formado por Fecomércio, Sesc, Senac e IPF-MT, até 30 de junho de 2026.

At.te,

Continue Reading

ARTIGOS & OPINIÕES

O que a balança não mostra

Published

on

 
Por Lívia Catalá*
Durante muito tempo, o sucesso do tratamento da obesidade era medido apenas pelo número na balança. Hoje, porém, uma nova pergunta orienta essa avaliação: a perda de peso ocorreu à custa de gordura ou de músculos?

Essa mudança de perspectiva tem ganhado destaque nos principais congressos internacionais de endocrinologia. Afinal, emagrecer não significa apenas perder quilos, mas reduzir a gordura corporal preservando aquilo que é fundamental para a saúde: a massa muscular.

O músculo é muito mais do que força. Ele participa do controle da glicose, ajuda a manter o metabolismo ativo, protege contra quedas e contribui para a independência física ao longo do envelhecimento. Por isso, preservar a musculatura tornou-se um dos principais objetivos do tratamento moderno da obesidade.

Quando a perda de massa muscular é acompanhada pela redução da força física, pode surgir a sarcopenia, condição associada a maior fragilidade, limitações funcionais e pior qualidade de vida. Um dos métodos mais simples para identificar esse risco é o dinamômetro, aparelho que mede a força de preensão das mãos e pode fornecer informações valiosas sobre a saúde muscular.

Outro aspecto cada vez mais valorizado no tratamento da obesidade é o chamado efeito sanfona. Ciclos repetidos de perda e recuperação de peso podem favorecer o retorno da gordura em maior proporção do que o da massa muscular, tornando o organismo metabolicamente mais vulnerável ao longo dos anos.

A boa notícia é que perder músculo não precisa ser o preço do emagrecimento. Embora alguma redução de massa magra possa ocorrer durante perdas de peso importantes, esse processo pode ser minimizado. A combinação de ingestão adequada de proteínas, exercícios de força e acompanhamento profissional ajuda a preservar a musculatura e a manter a funcionalidade do organismo.

A mensagem é simples, mas cada vez mais atual: no tratamento da obesidade, não basta perder peso. O verdadeiro desafio é perder gordura sem perder força.

*Lívia Catalá é médica endocrinologista — CRM 7034 | RQE 3995. Atende na Clínica Ferraz, presencialmente e on-line

Continue Reading

Segurança

MT

Brasil

Economia & Finanças

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2018 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262