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Política

Moretto participa de Estradeiro na região Oeste

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Foto: ALEX RODRIGUES DA COSTA E OLIVEIRA

Mais de R$ 170 milhões em investimentos para infraestrutura foram anunciados durante a agenda Estradeiro, realizada na última sexta-feira (29) na Região Oeste de Mato Grosso. A mobilização foi construída ao longo do mês de maio, através de uma articulação do deputado Valmir Moretto (Republicano) que trabalhou para que o evento acontecesse na região oeste do estado.

Esta edição do Estrado reuniu o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, o deputado Moretto, prefeitos e lideranças regionais para acompanhar obras e discutir novos projetos para a fronteira oeste.

Ao longo do percurso entre Cáceres, Porto Esperidião e Vila Bela da Santíssima Trindade, a comitiva percorreu corredores logísticos da região e acompanhou obras e projetos considerados prioritários para o desenvolvimento regional. Os anúncios realizados pelo Governo de Mato Grosso durante o Estradeiro contemplam demandas históricas dos municípios da região, apresentadas por prefeitos e lideranças regionais e incorporadas ao planejamento estadual de infraestrutura.

Entre as obras anunciadas estão a manutenção das MTs 325 e 440, em Comodoro; a restauração da MT-250, entre Mirassol D’Oeste e Curvelândia; a pavimentação da MT-175, entre Mirassol D’Oeste e São José dos Quatro Marcos; a implantação do trecho entre a MT-473 e o distrito de Santa Clara, em Vila Bela da Santíssima Trindade; investimentos na MT-265, em Porto Esperidião; além do acesso à Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e do Anel Viário de Cáceres. Também foi autorizada a elaboração do projeto da ponte sobre o Rio Guaporé, na MT-199.

Para Moretto, os investimentos anunciados representam um avanço importante para municípios que historicamente enfrentaram desafios relacionados à logística e ao acesso a serviços.

“Cada obra anunciada representa mais oportunidades para os municípios, melhores condições para quem vive e produz na Região Oeste e mais integração entre as cidades da nossa fronteira. Estamos falando de desenvolvimento, geração de oportunidades e melhoria da qualidade de vida da população”, afirmou o parlamentar.

Durante a agenda, a comitiva também visitou a região de Grande Palmarito, em Vila Bela da Santíssima Trindade, onde acompanhou os avanços previstos para a MT-199, rodovia considerada estratégica para a integração regional, o fortalecimento da logística e o apoio às forças de segurança que atuam na faixa de fronteira, especialmente por garantir melhores condições de acesso ao Destacamento Militar de Palmarito.

Participaram da agenda, os prefeitos André Bringsken, de Vila Bela da Santíssima Trindade; Eliene Liberato Dias, de Cáceres; Héctor Alvares Bezerra, de Mirassol D’Oeste; Jamis Silva Bolandin, de São José dos Quatro Marcos; Odair José Vargas, de Conquista D’Oeste; e Odirlei Farias, de Porto Esperidião, além de vereadores, produtores rurais e lideranças comunitárias da região.

A iniciativa evidenciou o esforço conjunto entre governo do estado, Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), prefeituras e lideranças regionais para ampliar a infraestrutura, fortalecer a logística e criar novas oportunidades para uma das regiões mais estratégicas de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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ALMT lança livro com indicadores climáticos e propostas para o futuro de Mato Grosso

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) lançou o livro Indicadores do Clima em Mato Grosso – Cenários da Crise Climática e a Formulação de Políticas Públicas na tarde desta segunda-feira (1º) A publicação é resultado dos trabalhos da Câmara Setorial Temática (CST) de Mudanças Climáticas, encerrada em 2025. A obra reúne estudos, diagnósticos e projeções sobre os impactos das mudanças climáticas no estado, além de apontar caminhos para a formulação de políticas públicas de mitigação e adaptação.

O deputado estadual Júlio Campos (União), que presidiu os trabalhos da câmara, destacou o caráter preventivo do documento. Segundo ele, o material foi construído com a participação de universidades, cientistas, órgãos públicos e organizações da sociedade civil.

“Estamos hoje publicando esse livro que mostra o cenário da situação que vai ocorrer a partir de agora, em especial a partir de 2030, quando haverá uma grande virada, com impacto no clima em todo o mundo e também em Mato Grosso”, afirmou o parlamentar. Campos também adiantou que pretende apresentar um projeto de lei para a implantação de um Plano Estadual de Mudanças Climáticas, como forma de iniciar um diálogo junto ao governo buscando a tomada de ações.

A secretária da CST e editora da obra, Juliana Arini, explicou que o objetivo é levar o debate para além dos espaços técnicos e aproximá-lo dos gestores municipais. “A proposta é tirar essa discussão da Assembleia e trazer para o gestor público, principalmente para prefeitos e vereadores, porque são eles que lidam diretamente com as consequências da crise climática”, destacou.

De acordo com Juliana Arini, o livro será distribuído aos 142 municípios mato-grossenses e às respectivas câmaras municipais. A publicação reúne, de forma acessível, o conteúdo debatido ao longo do funcionamento da Câmara Setorial. “Fizemos uma síntese das discussões para que o gestor público tenha acesso a esse conhecimento de forma facilitada, com uma linguagem menos técnica e mais compreensível”, explicou.

Entre os alertas apresentados na obra estão projeções de aumento das ondas de calor em todos os municípios do estado até 2030. “O calor a gente não tem como evitar, mas tem como mitigar. Precisamos discutir arborização urbana, transporte público climatizado e alternativas para proteger a população mais vulnerável”, observou Juliana.

A professora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Carolina Joana da Silva, que participou da elaboração do material, ressaltou que a publicação reúne diferentes perspectivas sobre os impactos das mudanças climáticas nos biomas mato-grossenses. “É um documento que facilita a compreensão da população sobre um fenômeno global e mostra a necessidade de estarmos preparados para enfrentar essas mudanças. Isso demonstra o interesse da Assembleia Legislativa em discutir um tema importante para Mato Grosso e para o Brasil. É um material que reúne informações e alertas que precisam chegar à sociedade”, afirmou.

Já a suplente de deputada, Sheila Klener (PSDB), destacou que o estudo servirá como instrumento de apoio à tomada de decisões governamentais. “Essa publicação vai ajudar a preparar e desenvolver políticas públicas para enfrentar as mudanças climáticas, que estão cada vez mais perceptíveis no nosso dia a dia”, avaliou a geóloga, servidora da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). “Mato Grosso não tem o mesmo nível de emissão de CO₂ de estados mais industrializados, mas nós temos o desmatamento e a pecuária como fatores que precisam ser observados. As pessoas precisam entender que sem floresta e sem água não haverá produção”, alertou.

Durante o lançamento, os participantes reforçaram a importância da preservação ambiental, da proteção das nascentes e da adoção de estratégias de adaptação para enfrentar desafios como o aumento das temperaturas, períodos prolongados de seca e a pressão sobre os recursos hídricos. O livro apresenta indicadores climáticos, mapas e diagnósticos que poderão subsidiar ações de planejamento em diferentes áreas.

Fonte: ALMT – MT

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Política

Wilson Santos apresenta projeto para elevar qualidade do asfalto em MT

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou o Projeto de Lei nº 688/2026 que busca tornar obrigatória a utilização do Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) em todas as obras de pavimentação, recapeamento e recuperação asfáltica executadas pelo governo do estado. A proposta foi apresentada na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na última quarta-feira (27), durante sessão plenária.

“Na minha concepção, esse projeto coloca o fim dessa questão da pavimentação asfáltica em Mato Grosso. Passei na Prefeitura de Cuiabá por cinco anos e adotei que não usaríamos a capa asfáltica do tratamento superficial simples ou duplo. Todo o asfalto teria que ter capa CBUQ. Assim, com a aprovação, daqui para a frente nós só vamos usar o CBUQ na capa asfáltica, porque o que está acontecendo é inaceitável. Diversos municípios do estado mostram a péssima qualidade do asfalto”, declarou.

Na justificativa da proposta, Wilson Santos destaca que o CBUQ é reconhecido nacionalmente pela elevada resistência e durabilidade, sendo composto por agregados minerais e ligante betuminoso produzidos sob rigoroso controle técnico. O material apresenta melhor desempenho estrutural, suporta com mais eficiência o tráfego intenso de veículos pesados e oferece maior resistência às variações climáticas.

“Os maiores custos de uma obra viária estão concentrados na drenagem, base e sub-base, e investir em um revestimento mais resistente representa economia a longo prazo. Se aprovarmos aqui, que a Sinfra só está autorizada a fazer asfaltos assim, nunca mais o deputado vai subir na tribuna para reclamar de asfalto mal feito ou da chamada casca de ovo”, explica o parlamentar.

A proposta recebeu apoio de outros parlamentares, como o deputado Eduardo Botelho (MDB) que destacou que o intenso fluxo de caminhões e carretas exige um padrão mais robusto de pavimentação. “Tem que ser CBUQ. O trânsito pesado, esse asfalto não suporta o peso dos caminhões e carretas que circulam em Mato Grosso. Tem que realmente fazer essa mudança. Se a Assembleia quiser fazer essa lei neste sentido, tem o meu apoio. Foi feito em Cuiabá e resolveu os problemas de vários bairros”, defendeu.

Já o deputado estadual Nininho (Republicanos) ponderou que, além da escolha do revestimento, é fundamental aprimorar os projetos de engenharia e a estrutura das rodovias para acompanhar o crescimento da produção agrícola e do fluxo logístico do estado.

“O nosso estado precisa melhorar o nível dos projetos. Muitas vezes, a rodovia é planejada para uma determinada demanda e, quando a obra fica pronta, o volume de caminhões já é muito maior. Também temos problemas relacionados ao lençol freático, drenagem e escoamento das águas. Em determinadas regiões é preciso fazer um asfalto que dê sustentação e resolver os problemas da base”, observou.

De acordo com a matéria, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) deverá adotar o CBUQ como revestimento obrigatório em obras realizadas pelo Estado, observando as normas técnicas e os critérios de engenharia estabelecidos em regulamento. Com isso, vai diminuir os custos de recuperação das vias públicas e garantir melhor aplicação dos recursos públicos. A proposta também prevê benefícios para a mobilidade urbana e rodoviária, aumento da segurança viária e redução dos problemas causados por buracos e deterioração precoce dos pavimentos.

Fonte: ALMT – MT

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